Timeless

14 Cap 14 - Guerra de provocações


Notas iniciais
Agora que eu terminei de postar minha outra fic, posso voltar a me concentrar em Timeless! Desculpem a demora, mas meu tempo está escasso e eu não tenho férias de fim de ano ^^' Esse capítulo foi meio complicado... Na verdade eu nunca sei direito o que escrever no "Pós-foda" e por isso os lemon geralmente ficam no final. A coisa toda está um pouco sonsa, mas demora um pouco pra eu pegar o ritmo novamente. Espero que me perdoem por qualquer erro aqui.

Ciel despertou antes que o sol aparecesse. Se sentiu meio perdido, olhando em volta a procura do tutor e sentindo certo alívio por se ver sozinho no quarto. Estava nu por baixo da coberta e lembranças nada castas da noite anterior invadiam sua mente, deixando-o com mais vergonha do que achou ser possível. Indo tomar banho, sentiu uma dor incômoda na parte traseira e seu corpo estava fraco o bastante para não conseguir se manter de pé por muito tempo, acabando por passar a maior parte do banho sentado dentro da banheira do que realmente se limpando. Ao se olhar no espelho, viu as marcas avermelhadas que se destacavam em sua pele branquinha. Com alívio, percebeu que estava frio o bastante para se cobrir totalmente com as roupas sem parecer suspeito.

Sem dar tempo para que Ciel se preparasse mentalmente, Sebastian já estava no quarto com o café da manhã pronto ao lado da cama;

– Seu corpo está bem? — Ele perguntou exibindo um sorriso largo que não seria possível disfarçar sua satisfação.

Ciel sentiu seu rosto esquentar como se estivesse com febre e apenas afirmou com um aceno. Repentinamente, o chão pareceu se tornar incrivelmente interessante.

– Não estou com fome.

– Sexo com um demônio causa a perda de energia vital.- Sebatian disse, muito mais sério do que antes. — Eu me segurei muito ontem, mas ainda assim você está fraco. Coma.

Ciel fez uma careta e se aproximou meio cambaleante, sentindo que realmente estava fraco demais até mesmo para rebater verbalmente. Como assim Sebastian havia se segurado? O que aconteceu na noite anterior fora totalmente intenso e só de lembrar fazia o corpo do garoto soltar fumaça. Não era possível que ele tenha se contido.

– Pode ir à escola hoje?

– Claro. Já disse que estou bem. — Apesar de acabar de afirmar aquilo, Ciel fez uma careta ao sentir uma pontada de dor enquanto se sentava.

Sebastian fingiu não perceber, embora a sombra de um sorriso se formasse em seu rosto.

– Tenho novas informações sobre sua ordem. — disse enquanto servia chá em uma xícara pequena, cortando totalmente a linha de pensamento do outro, que apenas ergueu os olhos confuso. — A parte que falta da alma de Ciel Ghostkeeper. Confirmei uma suspeita que tinha.

Ciel ainda demorou um pouco para mostrar reação, sua mente ainda vagando em especulações incoerentes.

– Fale. — Foi só o que conseguiu dizer, entre um gole de chá e outro.

– Sua alma é hibrida, entre humano e shinigami. E o responsável por isso foi Undertaker. Deve se lembrar dele. Eu o matei alguns anos atrás, mas parece que ele deixou um rastro.

Ciel engasgou forte com a bebida, deixando a xícara cair e arqueando o corpo para frente com a força da tosse.

– Não é humana?! — Ciel exclamou assim que conseguiu um tempo para respirar. — Você não poderia me contar isso com mais calma?

– Estou contando os fatos. Não preciso antecipar com suspense somente para dizer o que aconteceu. — Sebastian repetiu as mesmas palavras que o garoto havia dito algum tempo atrás, quando avisara que Head morreu, o que fez Ciel retorcer mais a boca em uma careta emburrada.

– Então… meio que eu sou filho do Undertaker?

– Metade dos 20% da alma. Caso sua matemática esteja ruim, uns 10%.

Ciel olhou a xícara caída no chão sobre o carpete, perdendo o pouco apetite que tinha.

– Quem é a mãe? — O garoto perguntou depois de algum tempo, tentando ordenar as novas informações.

– Ela está enterrada a 80 quilômetros daqui, seu nome é Kassandra Smith. Não há registro de nenhum herdeiro. — Sebastian pegou um grande pedaço de bolo que estava no carrinho e estendeu o garfo. — Diga ah.

Ciel afastou a mão com um abano, nervoso.

– Não me trate como criança.

– Não, ontem o jovem mestre se mostrou um verdadeiro homem. — Sebastian sussurrou a última parte, deslizando a mão sobre sua coxa em uma carícia sugestiva. Ciel corou. — Mas se continuar insistindo em não se alimentar, serei forçado a agir assim. Perda de energia vital não é como uma simples anemia.

A contra gosto, Ciel abriu a boca para receber o bolo, mastigando apenas duas vezes antes de engolir sem ao menos sentir o gosto.

– O que quer fazer agora? — O tutor perguntou, pegando outro pedaço com o garfo.

– Essa Kassandra. Ela pode não ter tido filho, mas deve ter algum parente. Preciso saber qual a relação dela com os Ghostkeeper. — Ciel tirou o garfo da mão de Sebastian, pondo-se a comer por conta própria. — Seria muito mais fácil se pudéssemos encontrar o Undertaker e perguntar diretamente.

– Não que ele fosse responder.

– Por que o matou?

– Ele te roubou. Foi assim que sua alma se fundiu com a do clone.

– Então é sua culpa que eu tenha renascido? — O garoto o olhou com ar de deboche, como se jogasse a culpa no maior e risse da desgraça que tudo aquilo resultou.

– Demônios não criam. Apenas destroem. — Sebastian disse antes de recolher a xícara caída no chão e se virar para sair do quarto. — Termine de comer e se arrume. Estarei te esperando lá em baixo.

Ao fechar a porta, Sebastian olhou para a própria mão, que latejava. Esse era o maior problema de se provar uma alma: O desejo aumenta a cada prova, como uma droga que escraviza o demônio. Não que isso ocorresse com todas as almas, aliás, Sebastian percebeu que a alma de Ciel era a única que lhe causava aquela estranha abstinência. E abusar de um corpo humano tão frágil seria muito arriscado.

Infelizmente.

~*~*~*~

Ciel estava devaneando demais aquele dia, e talvez fosse melhor ter ficado em casa, ele percebeu. Porque seu braço enfaixado não o deixava anotar qualquer matéria, e ficar sentado em uma cadeira dura estava se mostrando muito mais incômodo do que imaginava. Ao menos já era hora do almoço, o que significava que só tinha mais meio dia para voltar pra casa, e ver Sebastian novamente.

Não que estivesse com saudades. Não, Ciel nunca tinha estes tipos de sentimento. Talvez fosse graças ao contrato, ou ao fato dele estar mais sensível naquele dia. Mas mesmo que pensar em Sebastian já o deixasse vermelho de vergonha, ele não conseguia tirá-lo de sua cabeça em nenhum momento.

– Hey, Ciel — Lawrence apareceu na porta acenando animado. — Fiquei preocupado quando não te vi hoje.

Ciel não tirou os olhos da janela para acenar e responder, ainda divagando.

– Não saio mais da sala pra não encontrar com a Eliza.

– Achei que tinha faltado por causa de ontem.

– Eu só torci o pulso, mas não consigo escrever nada. — Ciel mostrou o braço enfaixado e finalmente virou o rosto para encarar o amigo, notando os olhos incrivelmente verdes lhe encarando de forma preocupada. — E seus óculos?

– Ah, vou comprar outro no fim de semana. Estou de lentes por enquanto. — Se aproximou mais para mostrar a película transparente sobre a íris, quase encostando a ponta do nariz no de Ciel. Acabou parando antes, parecendo assustado com algo na cara do outro.

– Que foi? — Ciel perguntou, achando que tinha algo no rosto.

– Você… — Lei repentinamente se afastou. Seu rosto estava extremamente vermelho. — Espera… Eu preciso ir...

O menor se levantou para tentar ir atrás do amigo, mas se sentiu tonto com aquele movimento e acabou caindo na cadeira novamente. Talvez Lei estivesse passando mal.

Depois de um tempo devaneando, Ciel viu Lawrence voltar a surgir na porta. Ele ainda estava corado e parecia enjoado.

– Hey, tudo bem?

– Hm. Só fiquei um pouco surpreso.

– Surpreso? Com o que?

Lei desviou os olhos para um ponto qualquer, em silêncio. Parecia estar pensando em outra coisa.

– Vamos cabular as próximas aulas, Ciel?

– Hã? Do que você está falando tão de repente?

– Eu sei que você não está com vontade de assistir aula. Vamos cabular.

Ciel pensou por um momento. Mesmo que matar aula fosse contra seus princípios, depois daquela proposta ele sentia que não aguentaria mais alguns minutos naquela sala e aula.

– Onde?

– No parque, no térreo, em algum shopping. Qualquer lugar.

– Pode ser na sua casa? — Ciel murmurou, sentindo o rosto corar. — Eu não estou em condições de ficar andando por ai.

– Ok, eu também estou com a bunda doendo.

– Hã?!

– Da queda de ontem.

Ciel sentiu um alívio gelado passar por sua espinha, como se tivesse acabado de escapar de ser pego em flagrante enquanto fazia algo extremamente constrangedor. Com o rosto ainda em chamas, que Lei imaginou ser por causa do calor, ambos saíram da escola pelos fundos sem ao menos serem notados. Não que houvesse algum perigo em serem pegos, já que era fim de ano e as ruas se encontravam mais cheias de pessoas indo fazer compras e preocupadas demais com as festas para notar dois garotos bonitos cabulando aula.

Foram até a casa de lei andando muito devagar, como se estivessem cansados demais até mesmo para andar na velocidade normal. Não que fosse esse mesmo o caso, a verdade era que a traseira de Ciel estava mesmo doendo e foi gentil pela parte de Lei acompanhar seu ritmo.

– Quer ler alguma coisa? Assistir um filme? — Lawrence perguntou assim que chegaram a sua casa, parecendo constrangido. — Não cheguei a pensar no que faríamos para passar o tempo.

– Um filme seria bom. Não tive a oportunidade de assistir algum desde que voltei a enxergar.

Lei sorriu um daqueles sorrisos aconchegantes que parecem dizer muito mais do que aparentam, o que fez Ciel corar e ter de desviar o olhar.

Talvez a “experiência” com Sebastian na noite passada o tivesse deixado mais sensível que o normal, Ciel imaginou. Por que Lei parecia tão mais atrativo naquele dia? Não atraente no sentido de estar mais bonito ou charmoso, mas como se houvesse um magnetismo mais forte que o normal.

O menor tentou deixar todos estes pensamentos para trás quando se sentou no sofá ao lado do amigo, que parecia feliz em mostrar um clássico infantil natalino para assistirem. Entre uma cena e outra do filme, Ciel percebeu que não conseguia desviar a atenção de Lei de forma alguma. Era como se ao invés de respirar, Lawrence estivesse bufando; como se ao invés de risadas curtas e controladas, o amigo estivesse gargalhando alto. E tudo aquilo piorou drasticamente quando o maior pareceu cair no sono e recostou a cabeça no ombro de Ciel.

“Clichê.” Ciel pensou. “Como naqueles livros românticos muito ruins.”

Mas estar naquela situação era muito mais perturbador do que ele poderia imaginar. O simples contato com Lei parecia lhe deixar meio eriçado. Não era a mesma excitação que sentia com Sebastian. Era algo mais intenso e confortável, mas desesperador como quando o outro Ciel lhe tocou. Pela primeira vez desde que se conheceram, Ciel procurou pelos olhos de Lei, querendo se perder naquela imensidão verde quase impossível. Mas estavam fechados, e ele ergueu a mão para acordar o amigo apenas por aquela estranha necessidade.

Quando a respiração quente de Lawrence bateu em sua nuca, parecendo alertar o quanto aquilo poderia ser perigoso, a campainha tocou assustando ambos.

Só poderia ser algum sinal divino. Ou no caso, um sinal demoníaco.

– Desta vez, avisei antes de entrar. — Sebastian surgiu do corredor, franzindo o cenho logo que viu a aparente intimidade que os dois trocavam no sofá. — Cheguei em má hora, novamente?

Lei acordou meio assustado mas não se afastou, se espreguiçando com o rosto virado para Ciel. Acabou suspirando no pescoço do menor no processo.

Ciel corou. Sebastian crispou os lábios.

– Como sabe quando Ciel está aqui? — Lawrence perguntou se levantando com muita preguiça, coçando o olho vermelho pela lente de contato. — Ou ele te ligou?

– Você é o único amigo dele, então é fácil presumir. — Sorriu de forma cínica, tanto que suas sobrancelhas continuavam franzidas com uma irritação escondida.

Ciel fingiu não perceber, enquanto também se levantava e se despedia de Lei tentando não olhar nos olhos verdes do amigo. Pois sem os óculos, aquelas íris brilhantes pareciam sugá-lo e o demônio certamente iria perceber.

– Vamos, Sebastian. — O garoto chamou dando as costas, indo em direção à porta.

~*~*~*~*~*~*~*~

O caminho todo foi silencioso, embora Ciel olhasse de esgueira sempre que podia para confirmar se o demônio estava ou não nervoso.

– Quer me dizer algo? — O demônio perguntou assim que chegaram na mansão, ainda sem sair do carro.

Aquele ciúmes que Sebastian não sabia esconder deixava Ciel feliz, mas também era de certa forma preocupante. Era uma espécie de acordo comum em uma guerra de provocações, esperando quem iria ceder primeiro. Mas Ciel era sincero demais para ganhar a batalha.

– Você fez alguma coisa comigo ontem. — O garoto começou, ainda sem muita coragem de encará-lo nos olhos. — Algo que me deixou mais… Sensível.

Sebastian riu.

– Essa é novidade. Fazer sexo com humanos os coloca no cio.

– Estou falando sério. Não sinto nada pelo Lawrence, mas há algo nele que parece me chamar. E hoje isso está pior.

Ouviram um tranco no carro que fez o veículo balançar com o peso extra, fazendo Ciel pular de susto. Olhando em volta a procura do que havia pulado sobre eles, a cabeça de William surgiu de ponta cabeça na janela.

– Você está fraco, e seu sangue meio shinigami te faz procurar força vital. — William disse olhando fixamente para o garoto, como um animal raro. — Meus cumprimentos, dono da coleira.

– O que faz aqui? — Sebastian por pouco não puxou o menor para afastá-lo do shinigami.

– Trouxe isto. — Will jogou uma pasta de papel que acertaria o rosto de Ciel se Sebastian não tivesse pego no ar.

– E não poderia ter esperado outro momento?

– Apesar da imortalidade, não temos tempo para vagabundear como papa-almas. — Arrumou os óculos, que pareciam desafiar a gravidade escorregando para a ponta do nariz ao invés de caírem para baixo. — Espero que tenha as respostas antes do final da semana.

Tão rápido quanto o shinigami surgiu, ele saltou e foi embora. Deixando um garoto ainda perplexo demais para falar. Ciel apenas se virou para o outro, encarando a pasta com aparente curiosidade.

– Não sabia que você tinha amizade com shinigamis.

– Temos um contrato. Nada além disso. — Sebastian abriu a pasta e folheou seu conteúdo, surpreso por haver apenas duas páginas. — Parece que a família dessa Kassandra não é muito fértil. Apenas um herdeiro direto.

– Hã?

– A relação de famílias descendentes de Kassandra Smith. — Estendeu as folhas para o garoto. — Apenas um filho por casal, e ainda vivem na Inglaterra. Tivemos sorte.

Ciel ainda estava meio submerso nos pensamentos sobre seu sangue meio shinigami e da justificativa de sua atração temporária pelo amigo para processar direito o que Sebastian estava falando. Puxou a pasta para si e foi direto até o fim da segunda folha, lendo o último nome ali escrito:

“Eliza Hidleford Smith”

– Só pode estar brincando. — Ciel murmurou, suspirando muito fundo e massageando a própria nuca.

– Conhece ela? — Sebastian se inclinou para pegar o papel, fazendo Ciel dar um sobressalto com a proximidade. — Calma, não vou te atacar.

– Não é isso… — gaguejou — Ela é da minha escola.

– Uma antiga namorada?

– Eliza não é alguém com quem eu gostaria de conversar.

– Se preferir, posso simplesmente invadir sua casa. Aliás, como acha que vai descobrir quem partilha sua alma? A pessoa pode ser o avô da garota, ou pode estar morta.

– Se estivesse morta, a alma de Ciel Ghostkeeper não morreria junto?

– Já perguntei isso a William, mas você é o primeiro caso de alma hibrida, então ninguém sabe o que pode acontecer.

Ciel se manteve em silêncio. Ele não havia parado para pensar direito no que faria ao descobrir sua outra metade. Só queria saber onde estava, e o motivo de Undertaker ter feito aquilo. Embora ele soubesse que qualquer coisa que envolvesse aquele ex-shinigami poderia muito bem não fazer sentido algum.

– Então qual o plano? — Sebastian lhe acordou de seu devaneio.

– Eu dou um jeito de entrar em contato com a família dela. E então você descobre, sentindo a alma deles ou algo assim.

– Só posso ter a informação completa de uma alma através do sangue ou do sexo. Espero que saiba o que está me pedindo.

– Não estou dizendo pra dormir com todo mundo, mas uma gota de sangue não fará mal a ninguém.

Sebastian sorriu e voltou a se inclinar sobre Ciel, desafivelando seu próprio cinto para chegar perigosamente perto.

– Não quer que eu durma com outras pessoas?

– Claro que não. Você me pertence. — Ciel tremeu de leve. Algo em seu interior o impelia a fugir, mas uma parte muito mais forte queria puxar o outro para findar a distância de vez.

– Depois de dormir com um demônio, o normal seria que o humano sentisse tanto medo que seu corpo se afastaria somente por sentir meu cheiro. — Sebastian estendeu a mão para sua cintura, soltando seu cinto e o puxando até que ele se sentasse em seu colo.

Ciel segurou a respiração, parecendo não entender como havia parado sobre as pernas do maior.

– O que está fazendo?!

– Verificando… — Subiu uma das mãos por dentro da camisa com a ponta das unhas, arranhando de leve a pele macia enquanto ele se contorcia. — Você tem razão, está mais sensível. O que teria feito com Lawrence se eu não aparecesse?

– Não brinque. Sabe que eu não faria nada. — Ciel segurou a mão que adentrava sua camisa, parando as carícias que faziam sua pele se arrepiar. — Você me marcou de uma forma que eu não posso fugir. Estamos presos.

– Eu estou preso a você, jovem mestre. Mas nosso contrato ainda te deixa livre.

– Eu nunca fui livre. Mesmo quando era só o Ghostkeeper, você estava ao meu lado. Mesmo quando eu era só um líquido, você me possuía. — Ciel sorriu ao se aproximar, encostando suas testas. — Está inseguro, demônio? Tem medo de me perder?

– Não se gabe.

Com a outra mão, Sebastian segurou a nuca de Ciel e o puxou para um beijo lascivo. Seguindo uma ordem contrária, o ritmo começou mais agressivo e profundo, ficando mais calmo conforme o garoto ia diminuindo a intensidade para sentir melhor o gosto da boca do outro. Acabou gemendo baixo e abafado quando Sebastian apertou seu mamilo, fazendo seu corpo se afastar e partir o beijo.

– Envergonhado?

– Eu… ainda estou fraco pra isso.

– Não precisamos ir até o final. — Sebastian o puxou novamente, fazendo com que esfregasse a entrada em sua perna. Aproveitou aquela paralisia de surpresa para lamber seu pescoço branco entre as clavículas. — Mas seria um desperdício não aproveitar essa sua sensibilidade.

Voltaram a se beijar com mais desejo, com a língua de Sebastian vasculhando e seus dentes as vezes machucando os lábios a cada mordida. Ciel passou as mãos para o pescoço do outro ainda lentamente, adentrando por sua camisa a procura de mais contato, sem conseguir controlar direito seus atos.

Ciel movimentou o quadril, sentindo uma dor lhe fisgar. Não se importou e voltou a fazer o mesmo movimento, pois com aquela fricção ele conseguia sentir mais o demônio, e aquilo fazia a dor parecer incrivelmente prazerosa.

Era como Sebastian havia dito, eles se tornaram a droga um do outro, e a necessidade os consumia lenta e perigosamente. Até a completa submissão.

Notas finais
Nossa, já disse o quanto é difícil escrever com a personalidade do Ciel?! Eta personagensinho complicado... Bom, ainda não consegui responder todos os reviews maravilhosos que recebi no último capítulo, mas quero muito agradecer! Foram incrivelmente motivadores! Ah, e aproveitando... Feliz ano novo atrasado! Espero conseguir escrever mais 2 fics esse ano! XD Momentinho propaganda: Postei uma oneshot de natal! A Yagari chorou quando leu e me obrigou a postar, então se puderem, seria legal darem uma olhada! http://fanfiction.com.br/historia/453279/Ikiru/ E agora a fic está começando a caminhar para o final. O que estão achando? Devo admitir que tenho medo de terminar essa fic e acabar ficando uma droga... See ya~