Timeless

10 Cap 10 - O significado de sedução


Notas iniciais
Eu pretendia escrever no feriado, mas esse capítulo foi difícil. Fiquei 3 dias na frente do meu notebook e só consegui escrever dois parágrafos. Eu tinha uma coisa em mente e aquilo não conseguiu sair da forma como eu planejava, precisava de alguns acontecimentos antes, acontecimentos que estão nesse capítulo.

Gostaria de pedir desculpas pela demora. Julho é um mês corrido pra mim, tem o aniversário da empresa que eu trabalho e o Anime Friends acontecendo e me deixando sem finais de semana pra poder escrever, então tive de publicar um capítulo curto.

Quero agradecer as pessoas que favoritaram, eu não consegui anotar os nomes de todos > <'

Hoje eu recebi uma notícia que me deixou feliz o bastante para terminar de escrever e publicar! Vou contar no final por que tem relação com Timeless.

Bom, espero que gostem da leitura ^^

Ciel acordou com o sol entrando na fresta da cortina, lhe dizendo bom dia antes mesmo que Sebastian o fizesse. Era o primeiro dia, afinal. O primeiro dia de sua nova vida em público novamente.


Ergueu-se para se sentar na cama logo que o demônio apareceu à porta para ter certeza de que o outro acordara. Velhos costumes nunca mudavam, e embora para o resto do mundo ele fosse agora seu tutor, na mansão ele continuaria agindo como o mordomo dos Phantomhive. Claro que agora a situação não era mais a mesma, o garoto podia e preferia poder se trocar ou tomar banho por conta própria, um ato que para ele significava independência. Embora no fundo, ele soubesse que continuava dependendo do maior de várias maneiras. Claro que aquele incidente um ano atrás também tinha a ver com a mudança de comportamento do garoto. Ele agora evitava de qualquer forma se despir na frente do outro e qualquer contato era motivo de repúdio, com medo das reações que a presença do moreno causava ao seu corpo.



Saiu do banho já vestido, apenas com uma toalha nos ombros, secando os cabelos. Para ajudar em sua ansiedade matinal, encontrou o demônio no quarto lhe esperando com o café da manhã. Usava roupas normais e modernas, tão diferente do velho fraque que vestia a tempos atrás. Ciel não sabia como havia sobrevivido aqueles seis meses em sua companhia, por que apenas vê-lo já fazia seu coração acelerar um pouco. Embora naquele momento o rubor já não lhe dominasse mais o rosto, suas respostas mais curtas e as constantes desviadas de olhar já o delatavam o bastante.



Ciel mantinha as lembranças e pensamentos da época que ainda era conde, mas o único contato mais íntimo que lembrava ter tido com o moreno era o daquele sonho. Não fora constrangedor naquele momento, e embora ele realmente não conseguisse se lembrar do que aconteceu depois, aquele ato lhe pareceu tão normal quanto se despir em sua frente quando ainda era cego. Seria a visão o motivo de seu puritanismo repentino? Talvez tudo do que ele precisasse era ter mais contato com outras pessoas.



– Esta preparado para hoje? — O demônio disse lhe estendendo o chá, que parecia continuar na temperatura ideal apesar da sua demora no banho.



– Claro. Não passei tanto tempo assim fora.



Sebastian apenas acenou afirmando e saiu do quarto, deixando-o sozinho para terminar seu café da manhã em paz. Há algum tempo ele já havia percebido o desconforto do outro quando estavam sozinhos no quarto, e secretamente, ele preferia assim. Tinha motivos para se manter afastado daquela forma. Motivos que ficava feliz por Ciel não se lembrar.



O garoto terminou seu café da manhã e logo se pôs a frente do espelho. Ele ainda estranhava olhar para seu próprio reflexo, com a aparência um pouco mais velha e que sempre lhe parecia ser outra pessoa. Embora tenham se tornado um no ano passado, às vezes ainda eram pessoas diferentes, que conversavam em sonhos ou devaneios. Atitude essa que nem mesmo Ciel sabia explicar, mas também nunca o incomodou. Terminou de se arrumar e logo desceu as escadas em direção ao carro estacionado a frente da mansão, onde o demônio já o aguardava.



A escola era muito mais longe da mansão do que era de sua casa, mas Ciel não queria trocar de escola, o que significava uma viagem mais longa de carro do que o costume. Não que Sebastian realmente se importasse em levá-lo todos os dias, o problema era aquele silêncio, que ficava mais constrangedor a cada momento.



Quando Ciel desceu do carro, parecia que todos da escola haviam parado até mesmo de respirar, encarando-o de maneira desconcertante. Mas o garoto não ligou para os olhares, ajeitando a mochila nas costas e se pondo a andar como se nem ao menos tivesse reparado.



– Hey, Ciel! Não acredito que ficou todo esse tempo sem me dar notícias. Achei que tinha morrido! — Lawrence vinha em sua direção correndo, quase se jogando no pescoço do garoto em um abraço de urso.



Ciel só o reconhecera pela voz, um pouco esganiçada para alguém daquela idade e altura, porque a imagem mental que tinha do amigo era bem diferente da realidade. Os cabelos castanhos bagunçados e os olhos verdes — que mesmo escondidos pelos óculos — brilhavam de maneira diferente, realmente lhe davam uma aparência atraente e exótica. Agora os gritinhos que as meninas davam na aula de educação física faziam sentido.



– Ciel?! — Lei abanou a mão na frente do menor, espantado. — Está enxergando?!



O garoto apenas afirmou com um aceno em resposta, voltando a andar.



Estranhamente, Lawrence não perguntou como o menor conseguia enxergar, apenas se pôs ao seu lado, pousando a mão em seu ombro despreocupadamente.



Não muito distante dali, Sebastian observava a cena com o cenho franzido. Curioso.



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Uma chuva realmente terrível caia do lado de fora da mansão, e mesmo que o medo de trovões de Ciel tivesse diminuído consideravelmente, aquela sequência de relâmpagos e altos estrondos assustaria um adulto facilmente. E para um garoto como ele, estar escondido debaixo das cobertas de sua própria cama não era de se estranhar. Ele não gostava de parecer fraco, mas antes que pudesse se segurar, gritou agudo de susto com mais um clarão que iluminou o céu.



– Não imaginei que ainda tivesse medo de trovões. — Sebastian entrou no quarto segurando um castiçal. A energia havia caído por causa da chuva.



– Já viu a chuva que está lá fora?! — Ciel disse de maneira nada educada, ainda sem tirar a cabeça para fora das cobertas. — E agora eu sei por que não gosto dos relâmpagos. Eu morri em um dia de chuva, não foi?



Mesmo sem olhar para o demônio, seu silêncio já era afirmação o suficiente.



– Às vezes me pergunto com qual Ciel estou falando. — Sebastian colocou o castiçal sobre o criado-mudo, se inclinando para olhar por baixo das cobertas.



– O que quer dizer com isso? Sabe muito bem quem sou eu.



– Sei? Eu vejo um garoto com as memórias bagunçadas e embaralhadas, que também não tem muita certeza do que é. — Sebastian lhe retirou a coberta, encarando seus olhos azuis amedrontados. — Você não se lembra.



– Do que não lembro? — Ciel se remexeu, incomodado por se sentir tão inferior sob o olhar frio do demônio. Usava aquela camisola antiga, o que o fazia se sentir estranhamente despido. — Não me olhe dessa forma.



– De que forma?



– Como se eu fosse uma criança. Você sempre me olha assim.



– Você tem 15 anos. — Ciel lhe atirou um travesseiro, que deixou ser atingido no rosto. Sebastian suspirou fundo e recolheu o objeto caído no chão. Não havia como falar com o menor alterado pelo medo. — Como não há problemas, vou lá fora fazer a ronda.



Um estrondo alto se fez ouvir, fazendo Ciel se encolher novamente e sua mão se estender, agarrando a manga da blusa do maior.



– Espera... — Sua voz saiu chorosa e trêmula, totalmente diferente de segundos atrás.



Sebastian deu um meio sorriso terno e se virou novamente. Pousou a mão sobre a de Ciel em um afago leve, se aproximando mais e sentando no canto da cama, como fazia quando ele ainda era cego. Mais um clarão partiu o céu, e aquele simples toque de mão já não parecia ser mais o bastante para afastar o medo. Ciel o agarrou com força, contornando os braços em volta da sua cintura. Foi um ato automático, feito sem pensar. Mas mesmo depois de se perceber abraçado ao maior, não recuou, apenas escondeu o rosto em seu peito para evitar encará-lo.



Ciel sentiu seu coração acelerar, e estava com vergonha demais para admitir que estava apreciando o toque. Como não se moveu de lá, o demônio entendeu aquilo como uma permissão, e circundou sua cintura de volta, puxando-o para cima até que ele se sentasse em seu colo. Seus corpos estavam colados e agora era impossível que Sebastian não sentisse o coração do outro bater rapidamente, embora aquilo pudesse facilmente ser justificado pelo medo dos trovões, ambos sabiam o motivo daquele palpitar descontrolado.



Sebastian passou os dedos de leve no pescoço delicado, brincando com os fios de cabelo que grudavam sua pele úmida de suor, chamando sua atenção para ele. Ciel ergueu o rosto para fitá-lo, a tensão pelo medo dos trovões já não pareciam mais presentes, e em seu lugar, uma agitação que causava calor e um leve estremecer pelo corpo todo lhe atingia. Aproximou mais seu rosto do dele, sentindo sua respiração bater contra a pele. Sebastian devolveu o olhar de forma terna, percebendo que o menor já se encontrava bem mais calmo. Já iria soltá-lo e deixar que ele se acomodasse melhor em sua cama, sozinho. Mas em questão de segundos, que ele não chegou a perceber, Ciel ergueu seu corpo com as mãos, segurando os ombros do maior para alcançar seus lábios.



Era uma reação estranha e necessitada, algo mais forte do que ele poderia controlar. Ainda mais por que ele não estava realmente pensando no que estava fazendo. O garoto queria sentir aquele mesmo toque que sentira no sonho, mas desta vez, de forma mais direta.



Sebastian parou a mão imediatamente, tencionando-se. Ciel o segurou com mais força, caso ele tentasse se afastar quando percebesse o que acontecia ali, o que realmente parecia ser o caso. Roçou os lábios nos do maior tão de leve que só soube que o fez por sentir a umidade de sua respiração quando abriu a boca para respirar. As mãos do maior deslizaram para seu peito, como se tentasse manter certa distância, mas o garoto puxou seu corpo para mais perto, se esfregando sofregamente e sem malícia, querendo dizer que ele não se afastaria. E apesar de mais um raio cruzar o céu, quem tremeu não foi ele.



Sebastian sentiu um arrepio lhe subir a espinha, como um déjavu de alerta, o avisando para parar antes que fosse tarde demais. O demônio passou as mãos para seus ombros, segurando mais forte e afastando Ciel com um autocontrole enorme.



– Você deveria tentar dormir agora. — Sebastian disse antes de conseguir se afastar, deixando um garoto totalmente confuso para trás.



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Ciel era o tipo de garoto que odiava não saber o que estava sentindo, e embora não achasse que o que fizera naquela noite fosse errado, lembrar do acontecido lhe causava uma enorme vergonha. Vergonha, e raiva de Sebastian.



– Eu te trouxe suco de morango. Sei que gosta desse. — Lawrence se sentou de frente na cadeira, deixando uma caixinha rosa em cima da mesa. — Você parece estar sem apetite ultimamente.



Ciel aceitou o suco sem dizer nada, encarando um ponto longe com os olhos sem foco.



– Foi chutado? — Lei debochou.



– Hã? — Ciel, que até agora estava distraído demais para prestar atenção no que o amigo falava, ergueu a cabeça para finalmente encará-lo, confuso.



– Tipo um amor não correspondido, sabe? Você está com cara de quem foi chutado.



– Talvez...



– Não sabe se levou um fora?! — Lei começou a rir. — Ai Ciel, mesmo enxergando você parece tão cego.



Ciel voltou a apoiar a cabeça sobre a mesa, sentindo o rosto esquentar ao se lembrar do que fizera naquela noite. O que o demônio deveria pensar dele agora? O que aconteceria se ele não o tivesse parado? Ciel precisava saber por que sentia aquela necessidade de tocar o outro, mesmo que a resposta fosse algo vergonhoso.



– Ele não me tratava assim antes. Do que tem medo? — Sussurrou mais para si mesmo, lembrando de como era a relação entre eles antes de Sebastian descobrir que ele era o mesmo Ciel de tantos anos atrás.



– Não se remoa tanto, Ciel. O mar está pra peixe. — Lei deu um tapa de leve na nuca do outro, seguido de um afago em seus cabelos. — Sabe que eu sempre estarei aqui!



– Você realmente não sabe do que está falando. — Ciel se permitiu sorrir. A falta de noção e a descontração do amigo sempre o deixara menos tenso. Refletiu por um momento, tomando um gole do suco. Sentia sua língua coçar para poder perguntar. — Você tem alguém importante, Lei? Não no sentido romântico, é mais como se a pessoa te deixasse seguro, alguém necessário.



– Tipo um pai?



– Não exatamente... — Ciel não fazia idéia do por que estar perguntando aquilo para Lei, mas pensar sozinho não estava se mostrando muito eficiente, ainda mais com os monólogos que andava tendo com Sebastian. Era como se toda aquela cumplicidade (e intimidade) de antes não existisse mais. — O laço é quase fraternal, como um acordo comum. Mas a necessidade é mais... física.



Lei sorriu, um sorriso que trazia para Ciel uma estranha nostalgia. Uma luz refletida pelos óculos trazia um brilho quase desumano, destacando seus olhos muito verdes, o que fez um curto calafrio lhe correr na espinha.



– A tentação do demônio. — Lawrence sussurrou.



Por um momento Ciel perdeu a cor, embora sua pele pálida não demonstrasse isso, seus olhos arregalados o delatavam.



– “A tentação do demônio” de Fausto, a luxúria. Não conhece? — Lei se explicou, vendo a confusão estampada em seu rosto. — Esquece... São apenas hormônios, vai passar quando você transar.



– Hey! — Ciel exclamou ficando ainda mais vermelho, olhando para os lados para ter certeza de que ninguém havia ouvido. — Eu to falando sério.



– Eu também. E se quer mesmo saber, eu sei de muita gente que adoraria te fazer esse favor. — Lei sorria como se estivesse contando uma piada, mas disse em um tom mais firme que fez Ciel engolir o que quer que fosse protestar. — Mas eu sei que não estamos falando de nenhuma das meninas daqui.



O sinal que anunciava o término do intervalo soou, trazendo consigo uma agitação que inundou o pátio com a algazarra dos alunos. Lei se inclinou o bastante até que seus lábios chegassem a milímetros de distância do ouvido do garoto. Ciel quase se afastou, mas seu reflexo não era bom e ele apenas se limitou a fechar os olhos.



– A arte da sedução é mais poderosa do que imagina, Ciel. Acho que deveria tentar. — Lawrence sussurrou, com um sorriso lhe rasgando o rosto como se previsse o futuro.



_______________



Ciel não tinha muita certeza do que a palavra “seduzir” significava. Não que ele estivesse mesmo pensando em aceitar o conselho de Lawrence, mas aquilo o estava incomodando cada vez mais. Atrás de alguma pesquisa ou para tentar se distrair, ele lia constantemente. Acabou cochilando enquanto lia um livro — Fausto de Goethe. Ciel precisou reaprender a ler e escrever, sendo que seu corpo e mente estavam acostumados à cegueira. Mas em poucos meses, com um tutor rigoroso como Sebastian e seu receio de ficar por perto do demônio o incentivando, ele adquiriu o gosto pela leitura, bem melhor do que os áudio-livros que sempre ouvira.



– Bocchan? — Sebastian entrou na sala trazendo o jantar, mas parou ao ver a figura inocente desacordado. Ciel parecia mais maduro naquele corpo, mas ainda mantinha aquela aparência infantil e o rosto angelical de uma criança. E não importa o quanto ele crescesse, Sebastian sempre o chamaria de “Jovem mestre”. — Se dormir aqui, irá se resfriar.



Ciel resmungou alguma coisa e voltou a se encolher no sofá, fazendo o outro sorrir e se aproximar mais, pegando o garoto no colo para levá-lo até o quarto. O acomodou melhor em seu peito, sentindo a respiração quente lhe bater no pescoço. Era uma boa sensação.



Quando o pousou sobre a cama, sentiu os braços finos lhe contornarem os ombros, impedindo-o de se afastar.



– Estava fingindo estar dormindo? — Sebastian perguntou com ironia, encarando os olhos azuis com divertimento. — Já está grandinho para ser carregado no colo.



– Já disse para não me tratar como criança. — A voz dele estava meio embargada pelo sono. — O que há com você?



– Comigo?



– Me trata como se fosse importante, mas não é verdade.



– Eu nunca minto para você.



Ciel apertou mais os braços, puxando o outro para mais perto pelo pescoço.



– Então porque me evita? — Sussurrou rouco e mole, parecendo cansado pela força que fazia para trazer Sebastian para mais perto.



– Acredito que o correto seria que eu te fizesse essa pergunta.



– Meu corpo fica estranho... — Ciel não parecia estar em si mesmo. Seus olhos estavam nublados e opacos, como quando ainda era cego. — Eu não... não quero que se afaste.



– Não sabe o que diz, você está com sono. — Sebastian pôs a mão no peito do garoto para tentar fazê-lo deitar na cama, mas este se manteve com os braços firmes. — Eu não vou me afastar.



– É por causa do Phantomhive?



– Você é o Phantomhive.



Ciel o encarou com os olhos sem foco, começando a lacrimejar como se ardesse mantê-los abertos. Talvez pela precária iluminação do quarto, um brilho cinza pareciam deixar as íris azuis sem vida.



– Minhas memórias... Há algo que eu não consigo lembrar. Algo importante que faz você se afastar.



– Você deveria seguir essa sensação e se manter afastado. — O demônio desviou os olhos para um ponto qualquer enquanto dizia aquilo. Tentou se erguer novamente, mas o menor se mantinha com os braços firmes apesar do corpo molenga.



Sebastian subiu na cama, ainda aprisionado pelas mãos do garoto que pareciam estar colados em seu pescoço, ficando por sobre o Ciel conforme ia aproximando mais o rosto para perto. O garoto arfou, sentindo seu quadril se retrair quando o outro passou uma perna para cada lado de seu corpo.



– O que está fazendo? — Ciel gemeu fracamente. Seu rosto parecia estar pegando fogo.



– Eu não queria que você se lembrasse, mas parece que não tenho escolha. — O demônio sussurrou, com sua voz anormalmente hesitante, como se sentisse medo do que estava prestes a fazer. — Talvez isso ative a sua memória.



Sebastian pousou seus próprios lábios nos dele, sua respiração pesada roçando sua pele e lhe causando formigamento. Ciel fechou os olhos, afrouxando os braços com calma enquanto sua boca era invadida, sem precisar de permissão. Sua consciência parecia estar deixando sua mente aos poucos, como uma névoa densa que cobria seus pensamentos. Só percebeu quando sentiu a mão de Sebastian deslizar desde o peito até sua virilha, fazendo um frio correr sua espinha e uma onda de choque correr por todo o seu corpo, até se instalar em sua mente.



Continua...



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Notas finais
Não me matem por parar aqui... (' -_-)

Gostaram da imagem finalizada? Gostei muito do desenho da vencedora daquele concursinho que eu fiz! Tanto, que acho que irei trocar a capa. Aliás, a vencedora que pediu por ele foi a Shasha das Alcaparras. (E como ela não reconheceu, eu coloquei o trexinho da fic para que possam identificar que cena é essa)

As outras vencedoras que ainda não escolheram a cena que querem é a Milk Cullen, Dark Lace e a Sekkai.
Para as Dark Lady, Deb e Moncha Pudding, me mandem o endereço de e-mail de vocês, que como prêmio de participação, eu vou enviar a imagem em alta qualidade pra vocês também! o/

E a notícia é: Eu ganhei o concurso da editora Draco para a antologia Boy's Love!
Não sei se já contei isso, mas a fic Timeless é uma mega adaptação de um conto que eu havia escrito a um tempo atrás. Inicialmente, não era uma fic de Kuroshitsuji, mas depois de tanto pensar e a história crescer absurdamente, Timeless acabou saindo.

Quem quiser conferir, o resultado foi publicado neste site:
http://blyme-yaoi.com/main/2013/07/15/boys-love-historias-de-amor-sem-preconceitos-resultados-da-coletanea/

O conto é "Alma mecânica". Gostaria que quando fosse lançado, vocês dessem uma olhadinha. É um tanto (muito) diferente de Timeless, com a idéia inicial que deu origem pra fic. Então, pra quem gosta dessa fic, acho que vai gostar muito desse conto!

Bom, responderei os reviews com calma depois. E o próximo capítulo vai demorar um pouquinho.

O que estão achando? Alguém tem algum palpite para essa memória escondida que o Sebastian quer mostrar? XD