Time to Live

1 Capítulo 1 - Uma Introdução à Minha Morte e Vida


Notas iniciais
No primeiro capítulo vemos como é a vida de Nate e como tudo começou a se transformar radicalmente após sua "morte", começando a descobrir um pouco sobre as anti-existências.

Ninguém nunca pensa em como será sua morte ou qual é a sensação de estar morto, talvez por ser uma ideia assustadora que todos encaram como algo Conclusivo e de caráter terminal.

Pretendo contar a vocês sobre minha morte mas para isso preciso começar do início:

Meu nome é Nate Johnson, tenho 17 anos, um metro e oitenta de altura cabelos castanhos (sempre bagunçados), olhos castanhos claros, as únicas características que se destacam a meu respeito é o meu sorriso que todos dizem ser largo e meus olhos grandes, o típico cara normal, fui adotado aos 9 anos, meu nome genérico foi escolhido pelas assistentes sociais, pois fui encontrado próximo a um lixão quando ainda bebê.

Meu dia começou às 12:00 de um Sábado, hora em que acordei, estava sozinho em casa (coisa que eu adoro, talvez por nunca ter tanto apego com pessoas que não fossem os meu amigos) e lembrei que tinha um compromisso, me arrumei e sai de casa às 13:00.

Moro na cidade de Clocktown, nome dado em homenagem ao Grande Relógio que se encontra em frente à principal praça da cidade, é uma cidade relativamente grande e bem populada

Ao chegar na estação de metrô de Minutepark recebi uma ligação de meu amigo Peter:

▬ Alô?

▬ Nate cadê você? Estão todos te esperando, nós combinamos de nos encontrar aqui em frente à escola para ir ao Show de Talentos...Estou ouvindo muitos barulhos aí, você está na estação de metrô ainda cara?

▬ Sim, mas não esperem por mim, já vão indo na frente, encontro vocês depois.

▬ Nate atrasado como sempre! Sei que você se atrasou porque dormiu demais, dá pra ouvir o sono na sua voz, vê se não demora seu preguiçoso!

O Peter é meu melhor amigo, tem 18 anos é loiro tem olhos verdes, um metro e setenta de altura e um sorrisinho sarcástico permanente, o típico cara popular, mas ele possui um costume que lhe rende o apelido "Desliga-na-cara"...bom, acho que o apelido é autoexplicativo.

Depois de desligar o celular, já dentro da estação comecei a perceber coisas estranhas, vultos se moviam por meu campo de visão e algumas sombras se movimentavam de forma estranha, não seguindo a sua origem, ouvi um ruído atrás de mim e por instinto me virei, não tive tempo de ver nada pois ao fazer isso acabei dando um pulo para trás.

O grande problema dos instintos é que quando eles resolvem que serão cumpridos eles ignoram o fato de NÃO HAVER UMA PLATAFORMA ATRÁS, ao pular para trás eu caí na linha do metrô e não tive tempo sequer de reagir a última coisa que fui capaz de fazer foi deixar escapar um:

▬ Já era.

Não me lembro se doeu ou qual foi a sensação, me lembro apenas do vazio e do nada, a morte até que era um pouco legal, ouço uma voz sem emoção nem expressão :

▬ Esse não é seu lugar ▬ Então uma pausa, em que eu me questionei se realmente havia ouvido uma voz ▬ Volte.

Então senti como se toda a gravidade voltasse a meu corpo e me senti puxado de volta, vi um clarão e quando abri os olhos, estava de novo na entrada da estação de metrô.

Fiquei me perguntando se o que eu tinha acabado de ver era real ou apenas um sonho que eu tivera dormindo de pé, só havia um jeito de confirmar, comecei a olhar fixamente para o celular e menos de um minuto depois eu recebi uma ligação de Peter:

▬ Alô?


▬ Nate cadê você? Estão todos te esperando, nós combinamos de nos encontrar aqui em frente à escola para ir ao Show de Talentos...Estou ouvindo muitos barulhos aí, você está na estação de metrô aind...



...Eu não podia acreditar no que estava acontecendo, tudo estava ocorrendo exatamente da mesma forma que eu havia sonhado, o susto foi tão grande que acabei desligando o telefone, roubando assim temporariamente o título de "Desliga-na-cara" do Peter.



Fiquei em desespero e resolvi entrar na estação, apenas para provar à mim mesmo que era tudo fruto da minha imaginação, mas ao chegar perto da plataforma comecei novamente a passar mal e ver vultos, mas desta vez eu estava mais preparado, no momento em que a figura atrás de mim havia me assustado eu virei para ver o que era.


Tamanho foi meu medo ao ver que o que estava na minha frente era uma sombra, mas não uma normal, ela se projetava do chão, e duas cavidades brancas fitavam meus olhos.

No desespero tentei " atravessá-la" para fugir mas ao tocá-la senti toda minha energia sendo drenada, me ajoelhei e comecei a desmaiar sentindo fome, frio e dor.

A última coisa que me lembro desta morte foi de duas cavidades oculares brancas olhando pra mim.

E então me deparei novamente com a entrada da estação metroviária, comecei a me perguntar se estava usando drogas ou ficando louco mas como não uso drogas já me preparava para ligar para um hospício quando ouvi um homem Dizer atrás de mim:

▬ Se eu fosse você eu não entrava lá de novo garoto ▬ aquele era o homem mais estranho que eu já tinha visto ▬ A menos que queira morrer outra vez, acho que você já causou prejuízo demais à sua Laia!

▬ Minha Laia? Do que você está falando? Você também pode ver aquelas coisas pretas de agora há pouco? Por favor me responda!

▬ Há! Um Novato, primeiro vamos sair daqui garoto e vamos procurar um lugar mais claro e habitado longe de todas estas sombras.

Segui o homem, algo nele era muito estranho, era como se ele oscilasse em duas dimensões de cores, e seus olhos de cores diferentes (verde e azul) eram perfurantes, como se ele pudesse ver tudo que passava em minha cabeça, tinha uma barba comprida que desci à altura de seu peito, e toda vez que falava notava-se os quatro caninos de ouro.

Quando chegamos logo comecei:

▬ Pra começo de conversa o que era aquela coisa preta que sugou minhas energias? ▬ Perguntei ▬ E por que está atrás de mim?

▬ Aquilo são anti-existências criadas a partir de falhas temporais, eles estão atrás de você porque a sua Laia é responsável por consertar anomalias no tempo, e prevenir que anti-existências se propaguem pela terra.

▬ E por que eu sinto como se tivesse morrido 2 vezes hoje? O que houve afinal de contas?

▬ Hahaha! Mas você morreu mesmo Garoto, aqueles da sua laia podem morrer, mas são proibidos de permanecer mortos, e além disso se vocês não cumprirem seus objetivos em um dia, vocês são obrigados a vivenciar este mesmo dia novamente.

▬ Minha Laia? Você não para de dizer isso, o que quer dizer?

▬ Estava falando da sua espécie garoto, os Mediadores do Tempo, vocês são o que chamamos de "policiais" dimensionais, o grande problema é que o trabalho de vocês é em tempo integral e pra vida toda, Há!

Cansado de toda esta história resolvi levantar para me esticar um pouco, quando virei para perguntar o nome do homem, ele já havia sumido.

Peguei meu celular e vi que era 15:30, 10 mensagens não lidas e 5 chamadas perdidas, resolvi deixar toda essa história de tempo-espaço pra outra hora, e fui procurar um Ônibus para fazer jus a minha fama, chegar atrasado...

Notas finais
Espero que tenham gostado, resolvi começar essa história como um projeto para passar o tempo, mas se vocês aprovarem, posso continuar por tempo indeterminado.
Obrigado pela atenção Galera ^^