Time Well Spent

13 Pequenos Acontecimentos


Notas iniciais
Cara, por favor leiam esse apelo! Eu sei que eu tenho vários leitores fantasmas e que não comentaram uma vez sequer e eu peço de todo o coração que comentem porque é muito difícil continuar uma fic quando as pessoas não parecem se importar e eu me esforço tanto pra compor, mesmo que talvez não pareça. Pode parecer frescura, mas é muito importante para mim. #prontofalei

P. O. V. Luna

–Luna Lovegood e Draco Malfoy, isso soa tão falso que dói... –Uma trupe de grifinórios passaram cantarolando.

Depois do primeiro dia de piadinhas, foi bem mais fácil lidar com as provocações. Eu conseguia até sorrir para aqueles que passavam fazendo comentários idiotas, o que significava que as coisas estavam finalmente voltando ao habitual.

–Você fez a coisa certa. Sabe que fez, não é? –Hermione me falou, certa vez, durante a aula de Herbologia. Tive de me controlar para não fazer uma careta.

–Sei. –Falei no tom mais gentil que consegui. Ela sorriu e voltou-se para a sua planta segurando duas ferramentas pesadas com as mãos tremendo.

–Eu, particularmente, acho que o Malfoy é meio incapaz de gostar alguém que não seja ele mesmo. –Dino Thomas falou na cadeira a frente e eu senti o rosto esquentar.

–Não quero falar sobre esse assunto. –Murmurei.

Harry, que não falava comigo já havia algum tempo, se virou para mim em sua cadeira, o rosto um pouco perturbado.

–Você não contou nada sobre a AD para ele, não é? –Perguntou, a voz rígida.

Eu o encarei por longos segundos e respondi, um sorriso amargo aflorando:

–Não. Ele nem me perguntou nada sobre a AD para falar a verdade. Era mais como um plano para me humilhar, se quer saber. –Desatei a falar. Talvez fosse melhor dar toda a informação que precisavam. Talvez isso calasse a boca deles. –Era um desafio entre seus amigos...

–Patéticos. –Murmura Rony. –Eu nunca pensei que Malfoy fosse chegar a esse ponto...

–Você quer dizer: “Ao ponto de ficar comigo só por uma brincadeira”? –Pergunto me virando para ele.

Rony ficou da cor de seus cabelos imediatamente.

–Claro que não. Eu quis dizer: “Magoar uma pessoa que nunca fez nenhum mal a ninguém.” Isso é baixo até para os padrões de Malfoy. –Ele resmungou.

Hermione explodiu:

–Deixem a Luna em paz! –Pediu, largando as ferramentas pesadas na mesa, que caíram com um baque feio e metálico.

Eu a encarei. Seus olhos escuros estavam alarmados e ameaçadores, de modo que eu nunca me sentiria mais grata a Hermione Granger do que me senti naquele momento.

–Obrigada. –Murmurei quase no mesmo momento em que a sineta tocou, indicando o final da aula.

P. O. V. Draco

–Salve Draco! O rei das pegadinhas! Cara, você é meu ídolo! –Um garoto alto e de cabelos preto falou. Esbocei um sorriso zombeteiro.

–Isso não foi nada.

Goyle me deu tapinhas nas costas.

–Você não conhece o Malfoy. Esse desafio com a Luna... –Ele interrompeu a frase com um “tsc, tsc” de reprovação. –Não se compara com outras coisas.

Sorri e continuei andando até a Sala Comunal da Sonserina. Quando chegamos na frente da porta, o garoto de cabelo preto sussurrou:

–Serpentina. –A porta se abriu para dentro, mostrando a sala e os objetos suntuosos.

Me sentei entre Crabbe e Goyle em um dos luxuosos sofás verde-claros e finalmente percebi a ausência de Pansy.

–O que aconteceu com a Parkinson? –Perguntei olhando ao redor. –Normalmente é a essa hora do dia que ela vem dar em cima de mim... –Franzi o cenho e Crabbe riu alto.

Já Goyle estava meio sério quando respondeu:

–Ela não fala mais com a gente. Já faz um dia. –Ele resmunga. –Desde que o lance com a Di-Lua...

–Luna. –Murmuro automaticamente, mas Goyle não escuta e continua:

–...Aconteceu, sabe? Ela deve estar morta de ciúmes. –Ele revirou os olhos.

Aceno com a cabeça. Não é como se Pansy fizesse muita falta, afinal.

Como se estivesse esperando essa deixa, ela anda pela Sala Comunal, tomando o cuidado de não olhar na nossa direção e cruzar rapidamente o aposento, desaparecendo pela porta.

Suspirei fortemente. Toda o meu esboço de vida, outrora tão definido, parecia se esvair em fragmentos agora enquanto eu apoiava os pés em uma mesinha de centro. Ficamos algum tempo discutindo sobre os recentes acontecimentos e fazendo os deveres até que Crabbe perguntou:

–Ei, caras, que tal a gente ir jantar? Eu poderia comer um trasgo.

–Que nojo. –Goyle respondeu enquanto nos levantávamos.

–Você ainda se surpreende? –Rolo os olhos para ele.

Saímos pelo portal e vamos andando, meio preguiçosos, até o Salão Principal. Minha cabeça não parara de girar desde que eu havia confessado meus sentimentos para Luna e ela não disse nada em resposta. Eu ainda estava bastante atordoado quando finalmente entrei no Salão e sentei na longa mesa da Sonserina.

Entre uma travessa e outra de comida, eu olhava de relance para a mesa da Corvinal de modo automático. Parecia ter passado um longo tempo desde que conversara com Luna e consequentemente que a tinha visto. Foi aí que eu a encontrei, não na mesa da Corvinal, mas inclinada para a mesa da Grifinória, seus longos cabelos loiros balançando com a brisa leve que vinha das janelas em estilo gótico. Ao seu lado, Neville sorria de modo patético e acenava com a cabeças, seus rostos próximos de modo perturbador. Algo revirou dentro de mim e eu dei uma garfada na torta a minha frente com mais força do que o necessário, fazendo com o que o prato tilintasse alto e Crabbe me encarasse risonho.

–Se esqueceu de como usa um garfo, Malfoy? –Quis saber.

–Não. –Respondo displicentemente, levando um guardanapo à boca e franzindo os lábios em seguida. –Que dia é o baile mesmo?

Goyle tosse baixo antes de responder:

–Amanhã.

Me levanto rapidamente, a cadeira fazendo um barulho incômodo, e me dirijo à mesa da Corvinal ignorando as exclamações de Crabbe e Goyle. Parei na frente de uma garota alta e loira que joga os cabelos para trás no momento em que põe os olhos em mim. Sorri colocando as mãos juntas atrás das costas e fixando os olhos verdes dela.

–Gostaria de ir ao baile comigo?

A garota cora imediatamente e um sorrisinho aflora no canto de seus lábios quando ela assente com a cabeça.

–Claro. Passe na frente da minha Sala Comunal às sete. –Ela diz e tomba o rosto.

Expandi o sorriso erguendo uma sobrancelha e girando para voltar à minha mesa quando um garoto baixo da Corvinal me cutuca nas costas.

–Como conseguiu a Mádi Brocklehurst? Ela é simplesmente a garota mais gata da escola. –Ele fala, boquiaberto.

–Ah, é realmente muito conveniente saber o nome dela. Mádi, certo? –Dou um tapinha nas costas do garoto, que parece desconcertado.

–É...

Notas finais
Espero que tenham gostado e, novamente, por favor, por favor mesmo, comentem. Ou poderá acontecer um sério recesso entre um capítulo e outro, "ocasionalmente" u.u Beijão no core de vocês e até