Notas iniciais
Espero que gostem e um boas-vindas especial à minha nova leitora Letys que eu mal conheço e já tenho como amiga e um beijão para a Luma que semrpe faz meus dias com seus reviews maravilhosos

P. O. V. Luna

–E aí, Di-Draco? –Murmurou um corvino ao passar por mim e eu estremeci.

Por Merlin. Todo mundo já sabia? Aperto os livros que segurava contra o peito e sinto a tão familiar dificuldade para respirar mais uma vez. Gina apertou meu braço de forma afetiva, como que me dando forças.

–Não liga pra ele. Logo todos esquecem. –Ela falou e eu entendi de imediato: Todos incluía eu.

Concordei com a cabeça e então nos despedimos antes de irmos em direções contrárias. Entrei na sala de Defesa Contra as Artes das Trevas e vários rostos se viraram para mim. Demorei um pouco para entender que não era por causa das roupas que eu estava usando como normalmente e senti o rosto corar.

–Luna, sente aqui! –Escutei uma voz no meio da multidão. Cho Chang acenava com um sorrisinho no rosto. Não um sorriso presunçoso, mas um amigável.

Andei arrastando os pés até lá e me joguei ao lado de Cho.

–Acho que precisa de uma amiga agora. –Ela murmurou de modo reconfortante.

–Então quem foi a esquisitona que caiu na pegadinha do exibido puro-sangue? –Ouvi a voz de Zacarias Smith no meio dos alunos, em alto e bom tom. Várias gargalhadas irromperam na sala.

Cho me encarou de forma melancólica.

–Não se deixe atingir... –Falou em tom suave. –Até eu já quis namorar com Malfoy. –Ela revirou os olhos escuros.

A informação me atingiu como um raio. Algo se contorcia dentro de mim como uma cobra venenosa, mordendo as paredes do meu estômago e me fazendo querer vomitar. A aula finalmente começou e as pessoas se calaram assim que Snape entrou na sala. Ele olhou atentamente ao redor antes de pedir que abríssemos o livro na página 43.

**

Havia sido uma pegadinha. Apenas uma pegadinha. Eu não acreditava naquilo, mas certamente deveria. Aquele era Malfoy. Que sempre odiou o Harry e fez comentários maldosos sobre Hermione, Rony e... sobre mim. A mesma cobra que se contorcia dentro de meu estômago parecia ter obtido êxito em seu trabalho: Eu me sentia morta por dentro. Como se estivesse em vários cacos irreparáveis. A bola em minha garganta aumentou e meus olhos se encheram de lágrimas com esse pensamento: Eu nunca odiara alguém. Mas odiava Draco Malfoy. Eu o odiava com todo o meu ser e me odiava por isso.

–Luna! –A maldita voz arrastada cortou o ar. Senti o corpo em brasas de fúria e apressei o passo. –Por favor...

–Por favor? –Falo, a voz tremendo, enquanto olho ao redor para constatar que estamos sozinhos. –Toda a escola está rindo de mim agora! Bem, não que isso seja novidade. –Acrescento em tom debochado.

Ele fica em silêncio e eu paro de andar. Eu realmente precisa resolver aquilo.

–Você só... –Me esforço para manter a voz firme, embora queira choramingar. –brincou comigo. Como tem coragem de me procurar? –Finalmente olho por cima do ombro.

Os cabelos de Draco estão totalmente bagunçados e, sob os olhos, olheiras muito escuras parecem saltar em contraste com sua pele alva. Os olhos cinzentos pareciam opacos e haviam várias linhas de expressão bem marcadas em seu rosto delicado. Ele estava exausto. Bem, eu também estava.

–Me perdoe. –Sua voz reapareceu rouca. Eu franzi o cenho.

–Não. Eu não vou. –Respondo, como se estivesse falando algo muito óbvio para uma criancinha. –Eu posso ser ingênua, mas... Eu não sou burra, Malfoy. –Balanço a cabeça em negativo lentamente.

Draco franze os lábios e a testa em um só movimento aparente. Sua expressão é torturada quando dá um passo em minha direção, mas eu me afasto.

–E sabe o que é pior? –Solto uma risada amarga. –Eu realmente pensei que você se importava.

Ele andou até mim mais rápido e dessa vez eu não me afastei. Estávamos à alguns centímetros de distância, mas agora eu não sentia nada bom. Apenas ódio.

–Você não entende. –Ele olha rapidamente ao redor. –Eu... –Sua voz parecia ter entalado na garganta e eu reviro os olhos. –Luna, eu gosto de você. –E então ele soltou um pigarro forte, como se suas palavras tivessem um efeito ruim nele.

Eu o encaro com um sorriso fraco no rosto.

–Faz parte do seu show? Não é o bastante ter me beijado? O que falta agora? –Pergunto em voz alta.

Ele pareceu se desesperar por um breve instante, retorcendo o rosto em algo como agonia antes de voltar à comum expressão de indiferença.

–Por que pensei que ia ser diferente? –Ele disse por fim, amargo. –Eu sempre destruo tudo que me faz feliz. Não quero que tenha pena de mim. –Franziu o cenho ao ver minha expressão de choque. –Não vou gastar mais um segundo do seu tempo. –E dizendo isso se inclinou em minha direção.

Primeiramente eu pensei que fosse me beijar e estava em um grande conflito interno baseado em “eu deixo ou não?”, quando senti seus lábios macios pressionados na ponta do meu nariz e então na minha testa.

–Estou apaixonado por você, Luna Lovegood. –Ele apoiou suavemente o queixo no alto de minha cabeça e meu estômago girou. -E eu não sei como aconteceu, mas é a verdade. Estou louco por você. E, quando eu vejo os seus olhos brilhantes e tão cheios de fé, por Merlin, eu quero ser uma pessoa melhor. Mas eu não posso.

Notas finais
Espero que tenham gostado e por favor, por favor comentem!