Time Well Spent

11 Capítulo Extra


Notas iniciais
Como vocês viram, esse é um capítulo extra e por isso vai estar um pouco diferente do que vocês estão acostumados e meio fragmentado. Mas eu realmente espero que gostem

P. O. V. Luna

Encarei Gina, sem piscar. Era como encarar um hipogrifo e eu não lembrava à risca como se deveria fazer isso, então simplesmente fiz uma reverência bem pequena, o que a teria feito rir se não fosse a fúria que praticamente estava em ebulição na sua cabeça.

–Como pôde fazer isso? Achei que tinha o dispensado! –Ela praticamente berrava e eu fui forçada a pular sobre ela com a mão bem aberta para tapar sua boca.

–Ginny, ninguém sabe! –Sussurro. –Pare de gritar!

–Como assim “ninguém sabe”? Malfoy estava conversando com Pansy Parkinson, Goyle e uma parada de sonserinos logo depois do beijo –Ela praticamente cuspia a palavra. –de vocês dois.

Senti uma bola se entalar em minha garganta.

–Pansy Parkinson? Logo depois que eu saí? –Um gosto acre brincava na minha língua.

Gina soltou uma risada sem emoção.

–Ah, pelas barbas de Merlin! Você realmente acreditou que Malfoy... Era uma boa pessoa? –Ela ergueu uma sobrancelha acobreada. –Você não está apaixonada por ele, Luna Lovegood! –Decretou por fim, puxando meu braço e me puxando pelos corredores.

*****

Gina havia me dado um sermão enorme. Começara de forma quase maternal:

–Você não deve se meter com sonserinos, Luna. Você nunca pode confiar neles.

E terminara com:

–O que você acha que eu senti quando vi minha melhor amiga se agarrar com o cara mais nojento de toda a escola?! Você é uma boa pessoa, Luna, mas não pode ser tão idiota!

Eu achei melhor não interromper, então passei o tempo todo encarando o teto e pensando no que havia acontecido. “Ele mal havia acabado de me beijar e... E fora contar para toda a trupe de sonserinos. Será que...? Não, nem Malfoy seria tão baixo assim, seria?”

P. O. V. Pansy Parkinson

Entrei no dormitório empurrando a porta com o pé, as lágrimas fervendo em meus olhos. Eu tinha sorte, afinal ainda era à tarde e ninguém estava no aposento. Me joguei na cama enquanto tentava não pensar nos acontecimentos de hoje. Não deu certo. Eu revia aquele beijo milhares de vezes, cada vez que fechava os olhos. Os olhos de Malfoy tão fixos nela, tão –sinto gosto de bile na minha boca – perdido nos incrivelmente bizarros olhos enormes dela... Como ele preferia a Di-Lua a mim? E, com esse pensamento, as tão temidas lágrimas finalmente escorreram por minhas bochechas. Me ergui rapidamente da cama para olhar ao redor e constatar que não havia ninguém ali, apenas eu.

Então era isso. O meu beijo com Draco também não deveria ter significado nada. Talvez tivesse sido apenas um desafio também e ele nem ao menos se lembrasse, enquanto eu sempre sorria ao pensar naquele dia.

Fora uma tarde de outono. Várias folhas caiam no lago, que estava a vários metros de nós. Nós estávamos em um banco na frente do portão de Hogwarts e... Me repreendi mentalmente por tentar lembrar do meu beijo com Malfoy em um momento tão crítico como aquele.

“Eu só amo pessoas que nem ligam pra mim”. –Penso, com uma risada amarga, lembrando também de meu pai, sempre tão ocupado com seu trabalho no Ministério e derrubando com o braço todas as fotografias animadas que me sorriam da minha cabeceira. Em uma foto, eu sorria ao lado de meus pais, minha mãe olhando para o relógio e meu pai com um sorriso forçado no rosto. Em outra, eu, Crabbe, Goyle e Malfoy estávamos pescando na propriedade do pai de Goyle. Ao ver que o rosto de Draco continuava a sorrir através do vidro quebrado, pisoteei mais uma vez a fotografia e a empurrei com o pé para baixo da cama.

Estava decidido. Eu estava desistindo de Draco Malfoy.

P. O. V. Draco

Eu estava sozinho pela primeira vez durante todo o dia. Ouvira cumprimentos de vários colegas da Sonserina, o que significava que a notícia já tinha se espalhado e o que me fez gelar até os ossos. Será que alguém das outras casas já sabia do desafio? Será que Luna já sabia?

Eu não queria que ela soubesse e finalmente admiti isso para mim mesmo. Sei que não fui a pessoa mais sensível durante todos esses anos. Sei que não posso fingir me importar com o que as pessoas ao meu redor sentem, mas eu me importava com o que ela sentia.

A verdade era que, por mais estranho que parecesse, Luna havia me feito esquecer a Marca durante todo o tempo em que estivemos juntos. Não estou falando que estou apaixonado por ela, não mesmo. Mas ela me mostrava um lado puro e bom da vida que eu já havia esquecido e, quando cedeu ao meu beijo, eu senti que ela não se importava realmente com o que eu era. Ela iria me aceitar ao seu lado, não importava se eu era um sangue-puro ou um seguidor de Lorde-das-Trevas. Luna estaria ali com sua aura suave e curiosa, entendendo as minhas decisões, embora não as aprovasse.

Eu tinha que acabar com os boatos que corriam pela escola. Eu não podia deixar que ninguém a machucasse.

Notas finais
Espero que tenham gostado e REVIEEEWS por favor, por favor, por favor kkkk'