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2 O Extrovertido Assassino Profissional
Notas iniciais
Era uma linda manhã em Leafre. Depois do acidente em Mu Lung, anos atrás, Klaus refugiou-se em Leafre, onde dificilmente poderiam encontrá-lo. Acordara cedo, cerca de 6 horas da manhã, e tinha ido passear pela cidade. Ficou sabendo pelo Jornal da Manhã, que por causa de uma tempestade de areia que aconteceu ontem a noite, em Ariant, muitas pessoas viajaram para cá á fim de esperarem o perigoso de novas tempestades, passar. Por causa disso, a cidade estava peculiarmente mais movimentada que o normal, não que já fosse. Próximo á Leafre tem a famosa "Terra dos Dragões", e muitos aventureiros vão lá testar sua força. Graças a isso, Leafre é bem cheia de guerreiros todos os dias, e nunca fica deserta.
"Acho que já deu meu tempo" – pensou Klaus. O terrível e misterioso acidente de Mu Lung, que ocorreu 4 anos atrás, onde muitos militares foram mortos, já estava velho, e provavelmente arquivado, pensava. Estava em Leafre desde então, já era hora de se mudar. Aproveitou que estava próximo e foi até o aeroporto, comprou suas passagens para o voo que seria dali a 2 horas, e voltou para casa, onde arrumaria sua mala mais tarde.
Klaus fora um assassino profissional da Organização Secreta de Mu Lung, que cuidava de casos especiais envolvendo pessoas do governo. Porém, num dia qualquer de trabalho, descobriu que a vila onde sua família morava fora atacada "sem querer" por um míssil, disparado de um novato. Com raiva e ódio, Klaus matou o garoto e se trancou na sala de operações. Ele era um assassino que trabalhava ali fazia tempo, e sabia de muitas informações. Hackeando o sistema da sala, conseguiu enviar pelo menos 1 míssil para as casas de todos os assistentes chefes daquela organização. Com os funcionários preocupados com suas famílias, rapidamente caiu a segurança na Organização e, como se nada houvesse acontecido, saiu normalmente. Mais tarde, as notícias de quem vários pontos de Ossyria fora atacados por mísseis se espalhou, e Mu Lung ficou mais ocupada em tentar se defender e se desculpar (já que os radares indicavam Mu Lung como emissora) do que procurar por ele.
2 Horas mais tarde, estava no aeroporto, esperando seu voo. Enquanto ele não chegava, Klaus colocou seus fones de ouvido, e começou a escutar sua musica favorita: Glass, dos Tink Ilusion. A música começou normalmente, mas na hora da primeira frase, escutou outra coisa. Era uma gravação feita por cima, e as presas. A voz era... Uma voz eletronicamente modificada, e amadora. Por ter trabalhado como assassino por muito tempo, sabia identificar facilmente este tipo de coisa. Ela dizia algo com tom grave, desesperado. Logo foi escutando cada vez com mais atenção, a seguinte gravação:
“Klaus, essa música é ruim demais, sugiro que ouça Stay dos Spirits of Rock. Enfim, estou aqui para avisar apenas que você precisa estar no aeroporto às 12 horas e 20 minutos de Leafre. Quando? Bem, provavelmente daqui a uns 10 segundos. Vejo você em 9... 8... 7...”
– Mas o que diabos é isso? – Disse sozinho, tirando um dos lados dos fones, e olhando para seu mp3. Rapidamente, sentiu um frio na barriga, e a paisagem começou a mudar. Sabia, por experiência própria, que era um teletransporte. Simplesmente, fechou os olhos e ficou parado, até sentir a mudança do ambiente á sua volta.
– Atrasado, ein! Todos já foram só falta você. – Disse uma estranha voz, vinda do lado de fora.
Klaus abriu os olhos, andou em direção á voz furtivamente, não enxergava nada além de folhas e mais folhas, e quando chegou, estranhou tudo o que viu. Primeiro que estavam acima das nuvens. "Aquilo era possível?" pensou. E segundo, que tinha um macaco com pelos brancos segurando um cachimbo enorme de ouro sorrindo e falando para ele:
– O que foi? Virou estátua? – Logo em seguida o macaco começou a soltar enormes gargalhadas.
– Não vejo nada de engraçado aqui. Diga-me o que eu preciso fazer. Senhor macaco risonho.
– Oras, agindo assim, parece até um robô, e ainda por cima usa as mesmas piadas. Sem mais delongas, você não é do tipo de fazer perguntas né... Bem, vamos lá. – Disse o macaco, que em seguida, começou a fumar seu cachimbo. A fumaça, ao invés de subir, começou a envolver Klaus por completo, até não poder ver mais nenhuma parte do corpo.
"Como assim a mesma piada?" – pensou. Mas logo seus pensamentos deram atenção á outra coisa: Seu corpo. A fumaça começou a mudar o formato de seu corpo, sentiu um formigamento e em seguida, um calor enorme em sua garganta, e antes mesmo que percebesse, estava em forma de um dragão, não muito pequeno, e nem muito grande. Se eu fosse experiente em dragões, diria que era um dragão adolescente. Era vermelho meio amarelado, tinha uma cauda comprida e asas razoavelmente grandes.
– Muito bem, agora é só ir, e ande rápido, a transformação só dura 6 minutos. – Disse o macaco, que sorriu. Uma nova fumaça, vinda também do cachimbo do macaco, tinha se movido atrás de Klaus e, como se fosse a coisa mais leve do mundo, tornou a forma de uma mão e o empurrou com uma força tremenda em direção ás nuvens.
"Onde é que eu me meti" – pensou Klaus. Qualquer coisa que fizesse agora já não serviria para nada.
Klaus então percebeu que não estava no controle de seu corpo. Ele sabia que às vezes perdia o controle e agia por simples instinto, mas daquela vez não era seu instinto, e sim uma magia que o controlava. "Droga" – pensou "Desde quando será que estou assim? Desde aeroporto? Será que tem alguém me controlando desde hoje cedo?" – pensava, enquanto seu corpo de dragão simplesmente voava para frente.
– Bem, se isso não me levar a Mu Lung, tudo bem. – disse por fim, cedendo-se para a sua transformação. A única coisa que tinha medo agora era de ficar naquela forma para sempre.
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