Time

3 Dragões, dragões everywhere


A fila era enorme. Brian sabia que comprar passagens áreas na hora era um saco, mas era mais fácil de não ser pego pela policia. Mesmo anos depois após o atentado em Edelstein (que explodiu uma das maiores Minas de Minérios ainda ativa na época, a Mina Verne), ele ainda era procurado, mesmo que a recompensa por sua cabeça caiu de 50, 000,000 Mesos para 5,000.

Brian nada mais foi que o causador da explosão, por motivos que só ele e os poucos funcionários que sobreviveram, não querem contar, sabem. A explosão deixou a Mina desativada por 8 meses, e quando retornou a ativa, apenas 5% da área total pode ser utilizada. Na época, mesmo quase ninguém sabendo dos motivos da explosão, outra coisa aconteceu. Para tentar capturar Brian, sem revelar à mídia, uma empresa chamada de Asas Negras, (trabalha na área de viagens com Aeroplanos) soltou que uma determinada pessoa fugira com 300 milhões de mesos. E essa pessoa, era Brian.

Ele sabia que era apenas uma mentira, afinal, ninguém podia saber que os próprios Asas Negras faziam experimentos no fundo da Mina Verne. E então, para pegar o culpado, inventaram esse plano magnifico que o fez ficar fugindo de país em país.

Naquele momento, Brian estava em Ludibirum, a cidade conhecida por ser feita de brinquedos. Os policiais de lá são muito mau pagos (os mais mal pagos de toda Ossyria), portanto os 5,000 mesos da recompensa eram uma boa grana. Para se esconder, Brian sempre usa um capuz mágico que faz com que cada pessoa o veja de uma forma diferente. Finalmente, comprou sua passagem, e foi para a fila de embarque. Por mais que fosse uma viagem área, seguia os mesmos padrões de um trem/mêtro (que também eram de brinquedo). Tudo graças aos poderes das pedras mágicas de Orbis, que fizeram do trem de Ludibrium uma embarcação voadora.

Cerca de algumas horas mais tarde, estavam em Leafre. Brian sabia que Leafre não era muito ligada ao governo de Ossyria, por ter mais problemas com o que se preocupar, como por exemplo, o saqueamento do Ovo do Rei Dragão (Um ovo muito especial, por sinal). Por esse motivo, Brian escolheu Leafre como sua próxima moradia, livre de policiais chatos, ele poderia começar uma nova identidade. O Trem pousou normalmente, e lá estava ele na fila das bagagens. Estava com medo de que o barrassem, mesmo sabendo dos poderes mágicos de seu capuz, portanto olhava para todos os funcionários do aeroporto, e não perdia um de vista.

Estava quase saindo do aeroporto, quando uma funcionária o chamou. Ele ficou nervoso, mas manteve a transparência. Perguntou:

- Sim? – Disse, fingindo-se de desentendido.

- Moço, o senhor esqueceu uma bagagem. – Disse a funcionária, entregando uma mochila para ele.

Brian logo sacou que não era dele. Mas se negasse, teria que fazer o registro nos achados e perdidos, e logo saberiam quem ele era. Afinal, ele ainda não tinha inventado sua nova identidade. Rapidamente aceitou a ideia do momento e respondeu:

- Ah, obrigado. – Disse, pegando a mochila e pondo-a nas costas. Virou-se novamente e andou para fora, apressado.

Assim que alcançou uma determinada distância, começou a desacelerar o passo. Estava com medo de que o tivessem pego ali, por mais que Leafre fosse uma cidade pouco policiada, as prisões eram as mais cruéis de toda Ossyria.

Descansou um pouco, e olhou para o relógio da torre de Leafre. 12 Horas e 2 minutos. Daria tempo de ir a algum Hotel e pegar a hora do almoço. Começou a se locomover para a saída do aeroporto, quando sentiu uma coisa nas suas costas. Rapidamente tocou a mão na mochila para ver o que era, e então percebeu que tudo mudou, mais rápido do que a respiração de um lagarto em perigo.

- Gostou do novo tipo de teleporte? – Disse uma voz. Logo Brian percebeu que estava numa estrutura de madeira, e que estava sobre as nuvens. A sua frente, via um macaco de pelos brancos e sunga de folhas verdes, fumar um cachimbo de ouro, enquanto ao seu lado tinha um rapaz alto e de cabelo raspado, exatamente na mesma expressão em que Brian se encontrava: Surpresa.

- Como é que eu vim parar aqui? – Disse Brian, olhando em volta, surpreso de como aquela estrutura podia aguentar ficar ali.

- Não tenho tempo pra isso, depois vocês pensam nisso, agora é hora do meu trabalho. – Disse o macaco, dando uma baforada no cachimbo, que soltou uma enorme fumaça em cima dos dois.

- Ah, não, transformação não! – Disse o rapaz ao lado do macaco, enquanto se debatia no meio da fumaça.

Brian ficou apenas esperando toda a fumaça se dissipar, quando percebeu que todos, menos o macaco, encontravam-se em forma de dragões vermelhos.

- Agora, antes que o tempo acabe, afinal, são só 6 minutos de duração, voem até o Templo da Deusa, e sem brigas ein! – Disse o macaco, e, logo em seguida, como se estivessem obedecendo a um comando, os dragões começaram a se mover para as nuvens.

- Não consigo controlar meu corpo. – Disse Brian, nada calmo – O que você fez conosco?

- São ordens da Deusa. Agora vão. – Respondeu o macaco, com certa tranquilidade. E assim, os dragões foram voando pelas nuvens.

- Onde é que eu me meti – Disse Brian. Enquanto os dois dragões voaram pelas nuvens á dentro.

A viagem não durou nem 2 minutos, e os dois homens transformados já conseguiam ver alguma construção mais a frente.

Durante todo o percurso, não trocaram palavras entre si. Seria uma viagem silenciosa, se não fosse pelo barulho estranho que a transformação fazia... Algo como um grunhido que via de dentro do corpo, e se ninguém soubesse que eram pessoas transformadas, diriam que os dragões estavam com fome, e que o barulho era a barriga roncando.

Cerca de 3 minutos mais tarde, eles chegarem à construção que imaginavam ser o que o macaco havia falo, o tal "Templo da Deusa".

Não conseguiam ver quase nada, pois constantemente haviam nuvens passando por toda a estrutura, impossibilitando a visão á distância. A única coisa que conseguiam ver era uma enorme escada, surgindo debaixo das nuvens, passando por onde eles estavam, e continuava subindo, acima das nuvens, sem mostrar nem começo, nem fim.

Pela primeira vez desde que a viagem começou, o outro homem falou:

- O que será isso? É tão alto para ser uma construção humana... E eu nunca ouvi falar nada sobre uma coisa dessas.

- Acho que – disse Brian, com um tom de dúvida da sua voz – Isso não foi construído pela gente.

O outro assentiu. Se realmente eles (os humanos) tivessem construído aquilo, com certeza as pessoas saberiam. Ou nem precisaria, com uma construção tão grande como essa, todas as pessoas acabariam vendo de uma forma ou de outra.

- Já se passaram quanto tempo que estamos nessa transformação? – Disse Brian. – Se eu me lembro bem, ele disse que levariam 6 minutos para...

Não conseguiu terminar de falar. Logo os pés começaram a se transformar novamente em pés humanos, e Brian começou a perder o controle.

- Cuidado — disse o rapaz — voando para baixo de Brian e dando um impulso para cima, empurrando o corpo de Brian para frente, e o jogando para as escadas.

Logo viu que não seria suficiente, pois Brian perdeu uma asa, e agora caia mais rápido do que antes, e a sua forma de dragão sumia cada vez mais rápido. O rapaz avançou e pegou Brian pela sua mochila, e o puxou até a escada. Tudo estava dando certo, estavam quase a 2 metros de um dos degraus, quando ele perdeu as duas asas da transformação, e os dois começaram a cair em uma velocidade cada vez maior.

- Ah não... – Disse o homem, enquanto eles caiam cada vez mais rápidos em direção as nuvens abaixo deles.

- Eu sei como tirar a gente daqui – Disse Brian, pegando a mochila nas suas costas e procurando alguma coisa dentro.

- Qualquer coisa que seja, anda logo! – Respondeu o outro, segurando sua mochila para que ela não voasse por ai.

Brian tirou uma pistola da sua mochila. A mesma pistola que havia furtado da Verne Mine anos atrás, e isso vocês só saberão mais tarde. Ele apontou para a base da escada e antes de atirar, gritou:

- Se segura em mim, vamos voar!

Rapidamente o homem segurou nas pernas de Brian, e antes mesmo que pudesse se agarrar por completo, já estava sendo puxado para cima.

Brian havia atirado em um dos degraus da escada, mas ao invés de sair uma bala, saiu uma espécie de projetil levando uma corda. O projetil se prendeu na escada, e assim Brian e Gaz ficaram pendurados pela corda que misteriosamente saia do cano da pistola.

Antes mesmo que pudesse descansar, a corda começou a voltar para dentro da pistola, mas sem tirar o projetil preso da escada, fazendo assim Brian e Gaz serem levados até o degrau gigante, como um gancho desses de alpinistas.

Cerca de 10 segundos depois, já estavam sentados no degrau gigante, descansando da pequena aventura que acabaram de ter.

- Cara... – disse o homem, dando pausas para recuperar o fôlego da aventura que acabou de se seguir – como é que... Você... Fez isso?

- Nunca fiz isso antes. Mas sabia que devia usar... Sei lá... Apenas, sabia. – Respondeu Brian, colocando a pistola novamente na mochila.

- E agora? – Perguntou o rapaz. Olhando para Brian, que ficou confuso, olhou para ele de volta e perguntou.

- E agora o quê?

- Bem... Viemos para cá sem reclamar de nada. Simplesmente acabamos vindos parar aqui. E agora? Devemos fazer o quê? – Disse o rapaz, esperando alguma reação do homem que acabara de conhecer e que salvara sua vida.

- Bom. Só sei que deixei minhas bagagens lá com aquele macaco. – Disse Brian – Eu ganhei uma bagagem... – deu uma pausa. Não podia dizer para ele que era o famoso (nem tão famoso assim) ladrão de Edelstein. – De uma moça estranha. Acho que era uma mensagem, como uma forma de me avisar que isso iria acontecer.

- Isso também aconteceu comigo. – prosseguiu o rapaz – mas no meu caso veio numa forma de carta. Dizia para que eu fosse até o aeroporto de Leafre e...

- Pera. –interrompeu Brian – O Aeroporto de Leafre? Foi onde eu estava antes de ser teleportado para cá.

- Estranho. Será que tem alguma coisa haver com tudo isso? – Disse o rapaz, levantando-se e ajeitando o corpo.

- Não faço ideia. – Respondeu Brian, fazendo o mesmo – Mas teremos que subir a escada para descobrir.

- Como iremos subir isso? – Disse o outro, olhando a escada acima. Eram enormes, e com certeza não foram feitas para humanos. Os degraus flutuavam, e tinham cerca de 10 metros entre um e o outro. – Quer dizer... É impossível para nós subirmos isso.

- Tive uma ideia – Disse Brian, pegando a pistola novamente – Que tal? – Disse para ele, que já havia entendido a mensagem.

- Segurar na sua perna de novo? Nem pensar. – Respondeu, dando um sorriso. – Se importa se eu... Agarrar-me em você?

- Er... – Disse Brian, não ficando muito satisfeito com a pergunta. Mas era a única forma de saírem dali. – Ok, vai. Mas tome cuidado.

Ele se agarrou a Brian pela barriga. Brian apontou a arma para o alto e disparou. Cerca de alguns segundos depois começaram a subir pela misteriosa arma que ia sugando a corda que estava presa em algum lugar nuvens acima.

A pequena viagem humilhante não durou muito tempo. Logo que atravessaram as nuvens de cima, toda a corda acabou, e eles se depararam com a maior construção já vista por eles, e provavelmente, por todo o resto da população do Mundo Maple.

A construção era um enorme templo, que simplesmente flutuava por todas aquelas nuvens que ficavam passando por de baixo. Apenas pequenas partes do templo é que tinham pedaços de terra flutuante em baixo de si.

Tirando o fato de que o templo flutuava igual a escadaria gigante de mais cedo, o templo era fantástico (não que flutuar já não seja). As estruturas eram maiores que qualquer construção já feita pelos homens. Um dos menores prédios de todo aquele conjunto magnifico era maior que a própria Torre de Orbis. (Ok, nem tanto).

E toda a lateral do templo não havia paredes, permitindo uma vasta visão de todo o interior do templo, como longas fontes de água, jardins enormes, espelhos e molduras.

- Isso... Quer dizer... Estamos nos Elísios? – Disse Brian, gaguejando. Não estava conseguindo acreditar em tudo que estava vendo. Era simplesmente enorme e maravilhoso.

À esquerda, havia um enorme jardim, cheio de flores de diferentes tipos, e podia jurar que ali havia flores que nunca tinha visto. Mais a frente, havia um enorme moinho que levava água para o Jardim, sustentado por um pedaço de terra flutuante.

Na direita, tinha um enorme corredor, todo aberto, que terminava num enorme pátio, onde não davam para ver muita coisa, apenas umas duas fontes de água e enormes vitrais.

E na sua frente, um enorme arco de madeira totalmente entalhado com vários tipos de símbolos e desenhos, servia como uma entrada para o templo, e, em baixo, um enorme corredor sustentado por seis enormes torres de pedra.

- Isso... É divino! – Disse o rapaz, quase que 2 minutos depois de Brian. A beleza do lugar os deixou de boca aberta.

- Vamos entrar? – Disse Brian. – Será que tem alguém aqui? Talvez um... Deus? – Dizia com um sorriso no rosto. Nunca esteve num lugar tão... Como o rapaz havia dito, divino como aquele.

- Não sei... Acho melhor...

- AAAAAAAH CUIDADO!

Mas não deu tempo. Rapidamente, um dragão vermelho chocou-se contra os dois jovens, e os três caíram no chão na frente do templo. O impacto foi tão forte que o dragão desmaiou.

- O que... – Respondeu, levantando-se com dificuldade, e olhando para a situação. – foi isso? – Olhava para o lado, onde via um dragão vermelho desmaiado e Brian se levantando.

- Veja. Outro dragão, como aqueles que nós nos transformamos antes.

Olhou novamente para a criatura. Realmente, Brian estava certo. O Dragão logo começou a se transformar e cerca de 30 segundos depois, estava lá, um rapaz não muito velho, desmaiado na frente deles.

O rapaz usava roupas totalmente brancas, além do fato que seu cabelo também era branco. Pela posição que estava era difícil perceber, mas provavelmente era alto. Levava consigo uma mochila bem maior e provavelmente mais cheia (pelo volume que apresentava) que a dos outros dois.

- Vamos leva-lo para dentro do templo. Em algum lugar deve haver um espaço onde podemos descansar. – Disse Brian, por fim.

- Tudo bem. Eu Pego os pés, e você as mãos. – Respondeu o outro rapaz.

- Ok. – Disse Brian, pegando os braços. – Até que ele é leve.

- Verdade. Ele é maior do que eu e é leve. – Respondeu. Entre ele e Brian, ele era o mais alto. Mas aquele rapaz era realmente o maior entre os três.

Logo, os dois começaram a carregar o rapaz adormecido para dentro do misterioso e belo templo flutuante gigante.

Notas finais
Desculpe a revisão e a demora, estou com um problemas aqui :c