Till The Death Separate Us
3 Capítulo 2 - Heitor
Notas iniciais
Acho que agora sim a história começa!
Agradeço aos reviews de :
*uchiha_cris
*sophia_08
Muito, muito obrigada mesmo!
Ah... os sobrenomes de Heitor e Arita foram tirados de Orgulho e Prenconceito, da Jane Austen. Eu estava escrevendo e precisava de um sobrenome, aí peguei o livro e abri bem na página :)
Boa leitura!
Capítulo 2 – Heitor
POV_ARITA
Enquanto corria dolorosa e desesperadamente, o rapaz esquisito pegou minha cesta e começou a correr atrás de mim. Entrei em pânico, mas acabei por torcer o tornozelo mais uma vez e despenquei no chão. Não tinha uma viva alma naquele vilarejo inútil.
Cobri meu rosto e comecei a chorar. Já tinha funcionado antes, espera que ele se comovesse e me deixasse em paz. Mas ele era determinado.
— Senhorita? Está bem? Deixou cair sua cestinha. – disse, em sua bela voz. Peguei a cestinha.
— Não tenho jóias, imóveis, nada. E posso apostar que não ficaria bem assada. – gritei, perguntando-me de onde viera idéia de que o garoto poderia ser canibal. Ele riu.
— Não quero nada da senhorita, só quero lhe ajudar. Peço perdão, pois lhe causei um acidente, e agora me parece que está machucada. Por favor, deixe-me levá-la até minha propriedade, para que eu possa me redimir.
— E-eu... não será preciso, senhor. Agradeço.
— Por favor, senhorita, do contrário sentir-me-ei culpado para sempre, por ter atropelado tão bela dama. – sorriu. Ah, agora eu era bela dama. O que o remorso não faz. – Dê-me sua mão, para que eu possa levá-la para a carruagem. Por favor.
Amendontrada, dei a mão e ele me ergueu. Ajudou-me a caminhar até a carruagem, a entrar e a sentar. Muito gentil. Então entrou e sentou-se. E me ofereceu um prato de doces.
— Não recuse, por favor. – peguei um.
— Obrigada, senhor.
— Esqueça as formalidades. Não sou muito mais velho que você. Chame-me de Heitor.
-Heitor. – repeti.
Sei que é loucura confiar em alguém assim, de repente, mas escolha eu tinha? Ele era belo e gentil, talvez fosse de bom coração também. Além disso, me chamou de bela dama.
— E qual é sua graça, senhorita?
— Arita. – manteria a conversa nesse nível, com respostas curtas.
— Arita de quê? Eu sou Heitor Bennet.
— Arita de Bourgh. – pare de perguntar, pensei.
— Belo nome. Quantos anos tem? – mas que falta de educação, perguntando a idade de uma moça! – Perdoe-me a pergunta. Tenho dezesseis, a propósito.
— Quinze.
— É cristã? – oh, não, terreno perigoso. Não respondi. – É pagã. – disse, cheio de certeza. – Eu também. – completou. Seria verdade? Fiquei um pouco aliviada, mas depois, cautelosa novamente.
— Já foi presa pela Inquisição?
— De que te interessa? – disse eu, tentando arranjar um meio de fugir dali.
— Estamos nos conhecendo, já que você não faz perguntas, faço eu. Não precisa ter medo de mim, sou como você. – com essa fala, ele colocou uma mão na minha corrente e a puxou, com a outra mão, puxou a sua. Pentagrama, os dois.
— Três vezes. – respondi bastante aliviada. Onde ele conseguira o pingente? O meu era de família.
— E conseguiu escapar três vezes?
— Não senhor, não escapei, é por isso que está me vendo. – disse irritada.
— Você é sempre assim? E eu sou Heitor, não senhor.
— Desculpe. Sim, escapei três vezes, Heitor.
— Muito bem. Veja, estamos chegando.
Notas finais
Reviews?
Beijos!
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