Tigers

10 O Rumo de Cada Um - Parte 3


Notas iniciais
Capítulo 09 saindo o/
Vou começar imediatamente (após eu descansar um pouco) a trabalhar no próximo cap!
Boa leitura!

Por mais que ainda respirasse, nenhum sinal de vida existia naquele corpo. Desejou não estar a salvo se isso custou à vida de seu ente querido. Seus olhos azuis quase brancos não exibiam aquela luz de vida e estavam inchados das lágrimas que derrubara. Safira, ainda deitada nos pés da árvore, olhava fixamente a bússola que ganhou do irmão e lembrava-se do que ele havia dito, mas não tinha forças para seguir em frente. Ela aperta o objeto e fecha os olhos, mas a imagem assustadora de Onihime invade seus pensamentos, fazendo-a se levantar com o susto. Tão bruscamente levantou e logo caiu sentindo a dor de suas costelas quebradas. Ela tinha que avisá-los. Pensando no irmão e nas vidas que se perderiam, ela se levantou e, vagarosa e cambaleada mente, seguia rumo a Sairati.

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Mikke – Como isso é possível?

Loritai – Para “como isso é possível” eu respondo: Quem a matou, não a matou.

Mikke – (se levanta) Onde ela está?! Como ela está?! Responda!

Loritai – Para “onde ela está” eu respondo… hun…

Mikke – Onde? (se aproxima mais dele) Diga! Diga onde ela está!

Loritai –… Com o mal!


Essa resposta de Loritai novamente fez as pessoas em volta se exaltarem.


Loritai – A arma que feriu sua mãe. Esta arma não leva sua vida, mas sim, sua alma.

Lika – A Lâmina das Almas Trancadas.

Mikke – O que é essa lâmina, Lika?

Lika – Mamãe me contou há muito tempo. Ela não mata e nem fere quem perfura, mas rouba e prende sua alma. O portador dessa espada pode hipnotizar a alma selada e roubar informações dela.

Janessa – Mas se ele pode retirar o selo da alma e hipnotiza-la, se conseguirmos a alma dela podemos trazê-la de volta!

Mikke – Sério?

Janessa – Existem vários feitiços em Sairati e um deles pode ajudar.

Lika – Se nossa mãe ainda está viva, temos que salvá-la! Nós temos que voltar! Loritai, como conseguimos voltar?

Loritai – Para “como conseguimos voltar” eu respondo: Impossível.

Mikke – O que?

Loritai – Só a luz mais brilhante pode transitar entre os mundos e ela está longe de nós.

Mikke – Como assim?

Lika – Um feitiço que só nossa mãe podia conjurar. Uma luz que podia ser vista em qualquer lugar e, com isso, abria um portal para onde você quiser.

Mikke – Mas, como ela…

Janessa – (tomando a frente de todos) Grande Loritai, você pode nos ajudar a trazer Nakixa de volta?

Loritai – Para “se eu posso ajudar a trazer Nakixa de volta” eu respondo: Sim.

Mikke – (se animando) Verdade?

Lika – Como você pode fazer isso?

Loritai – Enviar uma entidade para fora de Veratia é impossível para mim, mas…


Com os punhos fechados, um sobre o outro, em posição horizontal e próximos ao peito, ele respira fundo e solta o ar.


Loritai -… trazer uma entidade para Veratia é fácil para mim.

Janessa – Grande Loritai existe algum risco neste processo?

Loritai – Para “existe algum risco neste processo” eu respondo: Sim.

Lika – Que riscos são esses?

Loritai – A alma não pode cuidar do corpo não estando nele.

Lika – (visivelmente espantada)

Mikke – O que quer dizer com isso?

Loritai – Na morte, a alma abandona o corpo e deixa de cuidar dele.

Mikke – Quer dizer que…

Loritai – A natureza cuida do corpo sem alma.

Lika – O corpo dela está… se decompondo.

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Rozekio – O que pretende fazer agora, mestre?

Xanferhion – Como assim garoto?

Rozekio – Seus planos, ações… o que fará agora?

Xanferhion – Do que está falando? Quem tem que mostrar alguma ação por aqui é você.

Rozekio – Eu?

Xanferhion – Informações, garoto. Você ainda tem seus braços junto ao corpo por que me dará informações. Volte agora para Sairati e veja o que está acontecendo.

Rozekio – Agora mesmo! (e parte)

Xanferhion – Garoto!

Rozekio – (para de correr) Sim?

Xanferhion – Qual é o lugar mais seguro que você conhece e onde ele fica?

Rozekio – Talvez… (aponta para a esquerda) Siga por dois quilômetros naquela direção. É a parte mais escura de Veratia e poucos se atrevem a ir lá.

Xanferhion – Volte amanhã naquele lugar, bem cedo e me conte o que souber.

Rozekio – Sim!


O garoto se afasta mais e mais e Xanferhion apenas o observa pelas costas.


Xanferhion – ‘Ódio, frieza e ainda mantem um sorriso no rosto. Assustador. ’

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Toni – Onde estávamos indo, vovô?

Barok – Você já vai ver. Não estamos muito longe. (se levanta) Toni, como você veio para este mundo?

Toni – Não me lembro bem. Estava no túnel da ponte Mizarashi e uma luz bem forte me apagou. Quando acordei já estava nessa floresta.

Barok – Quem estava com você? Suponho que Nakixa estava junto não é?

Toni – Conhece ela?

Barok – Conheço! Uma antiga companheira e a única que pode ir e vir desse mundo. Por que você não está junto a ela?

Toni – Ela… (relembrando as pessoas que estavam no túnel) não estava conosco.

Barok – Então quem estava com você no túnel?

Toni – Os filhos dela. A mais velha e o mais novo.

Barok – O mais novo? Então se encontraram novamente. Conseguiu pedir desculpas?

Toni – O que acha?

Barok – (suspira) Acho que você é muito teimoso e orgulhoso.

Toni – Só aqueles que estão errados é que devem pedir desculpas.

Barok – (balança a cabeça negativamente) Toni, se lembra da sua avó?

Toni – É claro que lembro. O que tem ela?

Barok – Melody e eu nos conhecemos nos tempos de escola. Naquele tempo eu estava com dezoito anos e era do tipo que levava as brincadeiras a sério demais. Numa certa manhã preguei uma peça nela.

Toni – E o que aconteceu?

Barok – Eu fiquei muito feliz e orgulhoso de mim por fazer aquilo e toda a nossa turma riu, mas daí… olhei para os olhos dela. Ela estava triste e tão magoada que saiu correndo, deixando todos os seus pertences lá. Passou-se quase uma semana e ela não apareceu mais na escola.

Toni – E depois?

Barok – Eu não conseguia parar de pensar naquele dia… naqueles olhos e decidi ir á sua casa. Peguei o endereço na diretoria e o material que ela deixou na escola e fui até lá. Meu coração disparou quando o pai dela me atendeu e perguntou o que eu queria. (um sorriso bobo) Nunca fiquei com tanto medo na minha vida! Foi então que ela apareceu. Eu me desculpei em reverência e… ela me ignorou.

Toni – Ignorou?

Barok – (confirmou com a cabeça) Eu me senti envergonhado enquanto estava agachado e ela ali, apenas me olhando. Fiquei ali por quase dez minutos e então… ela falou comigo.


Flashback — ON


Melody – Por que quer se desculpar?

Barok – Eu… fiz algo que te magoou e… eu me arrependo profundamente do que fiz. Por favor, aceite minhas desculpas.

Melody – Você riu bastante por ter feito algo errado.

Barok – (olha indiferente para o lado)

Melody – Eu posso te desculpar agora, mas o que te impedirá de fazer o mesmo com outras pessoas?

Barok – Eu… eu não sei.

Melody – Eu sei o que vai te impedir.


Ela se aproxima, pega a mão de Barok e a segura selando um aperto de mãos.


Melody – Sejamos amigos de hoje em diante. Eu vou te impedir de fazer esse tipo de coisa com os outros ou não me chamo Melody, combinado?


Flashback – OFF


Barok – Ela estava com um sorriso tão confiante no rosto que naquele momento eu vi que queria aquela mulher ao meu lado como minha amiga… e companheira. Cinco anos depois nos casamos e…

Toni – Espera um pouco! O que isso tem a ver com a história, vovô?

Barok – Eu preguei aquela peça por que ela fez algo que eu achei muito errado.

Toni – O que ela fez?

Barok – Ela sabia que eu ia, me viu indo até lá e mesmo assim ela o fez!

Toni – (apreensivo) O que ela fez vovô?

Barok – Ela pegou… o último cachorro quente da cantina.


Uma dor aguda começa na nuca de Barok devido ao soco que Toni desferiu.


Barok – ISSO É JEITO DE TRATAR OS MAIS VELHOS?!

Toni – Um cachorro quente. Você envergonhou uma pessoa POR CAUSA DE UM MÍSERO CACHORRO QUENTE?!

Barok – FALANDO DE MIM?! NÃO FOI VOCÊ QUE DERRUBOU ALGUÉM DE UMA PONTE POR CAUSA DE UMA BONECA?!

Toni – EU IA DEVOLVER A BONECA PRA UM BEBÊ E FUI CHAMADO DE LADRÃO! VOCÊ FOI EGOISTA! E-GO-IS-TA!

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Mikke – Decompondo?

Lika – Janessa! Existem várias ervas aqui em Veratia que podemos usar. O que podemos fazer para retardar isso?

Janessa – Podemos inserir extrato de Genki em seu corpo e mergulha-la em Dyuto. Creio que a manteríamos por mais 40 horas.

Lika – 40 horas? Temos que achar um jeito de conseguir sua alma de volta nesse tempo! Grande Loritai! Você disse que consegue trazer uma entidade para Veratia é fácil. Você consegue trazer a alma da minha mãe?

Loritai – Para “se eu consigo trazer uma alma de volta” eu respondo: é possível.

Lika – É possível. O que pode ser feito?

Loritai – Para procurar algo preciso saber como é esse algo. Preciso do resquício de sua alma.

Mikke – “Resquício de alma”?

Elie – Algum objeto pessoal dela que sempre ficou ao seu lado. Esse objeto fica gravado com um pouco de sua alma.

Janessa – Que pertences vocês tem de Nakixa?

Lika – Não tenho nada. Mikke?

Mikke – Nada. E o colar, Lika? Aquele que você ganhou da mamãe.

Lika – Eu não ando com ele.

Janessa – Abaixe-se, Lika.


Lika o faz e Janessa coloca a mão direita com o polegar em sua testa e fecha os olhos.


Janessa – Pense em como é esse colar (joga a mão esquerda com a palma para cima)

Lika – O que vai-

Janessa – Pense nele, Lika!


Uma estranha vibração começa na mão de Janessa e algo começa a se materializar. Um colar branco com uma esmeralda aparece nela.


Mikke – ‘Incrível’.

Janessa – Grande Loritai! Este item que pertenceu a Nakixa contém seu resquício de alma?

Loritai – Um resquício quase ínfimo misturado ao de Lika aqui presente. Não é adequado.

Lika – Droga. (recebendo o colar de Janessa, o olha e o coloca no pescoço)

Janessa – Grande Loritai! Qual pertence seria mais adequado?

Loritai – Para “qual pertence mais adequado” eu respondo: enfeitiçados.

Mikke – “Enfeitiçados”?

Loritai – Objetos enfeitiçados guardam um maior resquício de alma. Quanto maior o feitiço, maior o resquício de alma esse item terá.

Lika – Um objeto enfeitiçado…

Mikke – No que está pensando, Lika?

Lika – A bússola!

Mikke – Eu entreguei para Lysa! Onde ela está?

Janessa – Ela está se recuperando na sala no fim do corredor, mas- ESPERE! Você não pode entrar lá!


Sem se importar com os alertas, Mikke começa a correr mirando a última sala. Por jogar futebol e ser muito rápido, logo estava a uma grande distância deles.


Janessa – Elie! Vá atrás dele e, custe o que custar, impeça-o de entrar naquela sala.

Elie – Agora mesmo, Grisma! (e parte)

Lika – O que tem naquela sala Janjan?

Janessa – Nada, mas…

Lika – Mas?

Janessa – Se ele entrar lá eu temo por sua vida!


A junção dessas palavras foi o suficiente para Lika sair como um raio atrás de Mikke. Ele, já avistando o fim do corredor, acelera o passo e dá um forte encontro na porta. Do escuro corredor para um lugar cheio de luz solar fez a visão de Mikke ofuscar e este fechar os olhos. Sua audição captava vários risos e uma grande e alta conversa.


Mikke – LYSA? VOCÊ ESTÁ AQUI?!


Os risos e a conversa param. Devido à mudança de pressão causada pela súbita saída do estreito corredor, Mikke fica zonzo, cambaleia, encosta no que pensou ser a parede, mas é algo macio e escuta um grito feminino. Abrindo os olhos sua visão lentamente volta a ter foco e ele vê um lindo ambiente com pequenos lagos sobre uma vegetação cheia de flores e várias mulheres seminuas ao redor. Quase cem mulheres, adolescentes e crianças seminuas e todas olhavam furiosas para Mikke, principalmente aquela que estava recebendo a mão dele em seu seio esquerdo. Retira sua mão, se afasta e fica sem graça.


Mikke – D-D-D-Des…

– O que pensa que está fazendo, seu pervertido? – olhos, cabelos e manto vermelhos. A única totalmente vestida naquele arem e que carregava uma katana.

Mikke – E-E-Eu… E-Eu…

– Então temos um gaguinho aqui hoje? – se aproxima dele e o segura pela gola do manto – Devo admitir que você, senhor Gaguinho, tem muita coragem de entrar aqui e nos espiar hein? – o empurra fazendo-o cair.

Mikke – Não! Não! Não! Você entendeu errado!

– Aqueles que usam esse manto sabem muito bem a proibição que existe nesta sala, então (começa a desembainhar a espada bem devagar) me de uma boa explicação para a sua presença aqui… senhor Gaguinho.

Mikke – (se levanta, mas fica sem reação diante daquela mulher assustadora)

– A primeira coisa que cortarei será essa mão imunda que tocou uma de minhas irmãs!


A situação complica mais quando as mulheres em volta começam a gritar apoiando a mulher de cabelo e olhos vermelhos. Perto dali, uma pessoa desperta de seu sono. Sente uma dor na nuca e, levando a mão até lá, percebe algo protegendo seu pescoço que fora ferido. Se levanta daquela cama feita de folhas brancas, direciona seu olhar para o aglomerado ali e caminha em sua direção.


Mikke – Desculpe! (em reverência)

– Ah? – estranhava a mulher de vermelho.

Mikke – Eu soube que uma amiga minha estava se recuperando aqui, e queria vê-la. Eu cheguei aqui há pouco tempo e não sabia que era proibido entrar. Existem várias coisas que não sei desse lugar, mas se você me deixar ir, eu não causarei mais problemas.

– Esse é um bom argumento. Pois bem! Então eu lhe pergunto senhor Gaguinho: quem te disse que sua amiga estava aqui?

Mikke – J-Janessa Omura.

– (desfere um golpe com a base da katana na nuca dele, fazendo-o cair) É Grisma Omura para você. Ela, melhor do que ninguém sabe das regras daqui e você está tentando me dizer que veio aqui a mando dela?

Mikke – Não. Ela tentou me alertar, mas eu igno-

– VOCÊ O QUE?! – pisa nas costas dele – Desrespeito as ordens da Grisma é igual a desrespeitar o Grande Loritai. Imperdoável. – direciona a katana para o pescoço dele – Invasão de uma área proibida, assediar uma das irmãs e desrespeito as ordens da Grisma. Aqui e agora eu faço seu julgamento!

Mikke – Espere!

– MORRA!

– PARE COM ISSO!

Mikke – Essa voz…

– O que está acontecendo aqui Satir? – questionando a mulher vermelha.

Satir – Uma punição por violação das regras de invasão e…

– EU SEI QUAIS SÃO AS REGRAS QUE CRIEI! SOLTE-O AGORA!

Satir – (saindo de cima dele)

Mikke – Obrigado por me sa- AH! (é puxado pela gola do manto e jogado para fora da sala)

– Espere aqui! (e fecha a porta)

Mikke – ‘Mas o que ela está fazendo aqui?’


Do lado de fora, Mikke conseguia ouvir claramente os gritos daquela pessoa.


– O QUE ESTÃO OLHANDO?! VOLTEM A FAZER O QUE ESTAVAM FAZENDO! SATIR?!

Satir – Sim Enishi Sigren?

– ONDE ESTÁ A GAROTA NOVA?!

Satir – A-a-ali Enishi Sigren.

– GAROTA! HEY GAROTA! CHEGA DE PREGUIÇA E ACORDE!

– Ah? O que-

– Você tem visita. Levanta logo e vista-se.

– Quem é voc- AAAHHH! POR QUE ESTOU SEM ROUPAS?

– PERGUNTAS PRA DEPOIS! VISTA-SE!

– E-E-Espera! Eu posso me vestir sozinha!

– Agora vem comigo!

– AH! Na-não me puxe assim! Eu posso andar!


E, igual à Mikke, aquela pessoa, trajando um manto vermelho e encapuzada, também é jogada para fora da sala.


– Muito bem! – com um sorriso no rosto – Agora vocês podem conversar!

Mikke – Por que você fez isso tia Geixa?

Geixa – E ainda reclama? Deveria ter deixado Satir arrancar sua cabeça então? Eu posso te levar de volta se você quiser.

Mikke – Não… obrigado.

– Mikke?


Depois da confusão e, parando para realinhar seus pensamentos, Mikke finalmente nota a presença ao seu lado.


Mikke – Lysa… voc- (é surpreendido por um abraço)

Lysa – VOCÊ ESTÁ VIVO! ESTÁ VIVO! ESTÁ VIVO! ESTÁ VIVO! Você e sua irmã foram feridos. Eu achei que tinham morrido!

Mikke – Eu também achei isso. Você foi ferida também e… eu também achei que… Estou feliz que esteja bem.

Geixa – Olha só! O amor dos jovens é tão lindo!


Após o comentário, eles quase que instantaneamente se afastam um do outro, muito corados.


Geixa – Vamos lá! Não fiquem acanhados! Titia Geixa não vai contar pra ninguém!

Elie – E… Enishi… Sigren!

Lika – Tia Geixa!

Geixa – Muita plateia agora. Melhor matar a saudade depois, ok?


Lysa não sabia onde enfiar a cara de vergonha e Mikke igualmente.


Lika – O que aconteceu aqui?

Elie – Algo errado Enishi Sigren?

Geixa – Nada demais! Tivemos uma pequena invasão desse indivíduo na Eren.

Lika e Lysa – VOCÊ ENTROU?!

Mikke – E-e-eu…

Lysa – Que vergonha! (parecendo um pimentão de tão vermelha) Ficar exposta daquele jeito!

Lika – O que você viu Mikke? (a morte era vista nos olhos dela)

Mikke – Na-na-na-na-na-

Lika – PARE DE GAGUEJAR E DESEMBUCHA!

Geixa – Gashi Nadok solicite uma audiência com nossa Grisma ao amanhecer.

Elie – Pode deixar.

Lika – Você pelo o menos achou?

Mikke – Achou o- AH! Lysa! (segurando em seus ombros) Onde está a bússola que te entreguei?

Lysa – Bússola? (puxa um cordão do pescoço) Essa?


Como se tudo de ruim que aconteceu até agora estivesse acabando, Mikke exibe um imenso sorriso de alegria que também é refletido em sua irmã ao ver o objeto ileso. Lysa retira a bússola do pescoço e a entrega para Mikke.


Mikke – Obrigado por guarda-la, Lysa.

Lysa – Não é nem o mínimo que eu deveria ter feito.

Mikke – Ah?

Lysa – Você me salvou duas vezes. Não é o suficiente, pois ainda estou em débito com você.

Lika – Acertem tudo quando essa confusão acabar. Vamos logo, Mikke!

Mikke – (se levantando) Claro!

Geixa – Vá com eles, garota.

Lysa – Eu?

Geixa – Será bom para você saber no que está envolvida e saber como pode “acertar” o débito.

Lika – Então venha também.


Lysa acena positivamente com a cabeça, se levanta e os segue a passos acelerados.


Geixa – Eles estão apressados. Deve ser muito importante. Bom! Gashi Nadok, irei acompanhar essa audiência então deixe-me a par dos acontecimentos.

Elie – Como quiser Enishi Sigren.


E, a passos mais lentos, as duas seguem seu caminho.

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Barok – Chegamos Toni. É aqui.


Eles chegam à entrada de uma caverna. Suas estalactites e estalagmites pareciam presas e davam a impressão de ser a boca de uma fera.


Toni – Não sei se você lembra vovô, mas eu sou claustrofóbico.

Barok – (batendo no ombro dele) Deixa disso! Tá com medo de uma caverninha? Achei que era mais corajoso Toni! (passando por ele e adentra a caverna)

Toni – NÃO ESTOU COM MEDO!

Barok – Venha logo!

Toni – Droga.


Começa a caminhar e quanto mais se aproxima, começa a tremer e suar. Na entrada da caverna ele para, respira fundo e entra. Os poucos raios de Sol que iluminavam o lugar desapareciam e a escuridão tomava conta da caverna. Sua atenção é chamada quando ouve a voz de Barok ecoando no local.


Barok – Você conhece o Yin-Yang Toni?

Toni – Yin-Yang? Os dois conceitos do Taoísmo. Um representa a luz e o outro a escuridão.

Barok – Exato. Entre Yin e Yang, Yang é o lado branco enquanto Yin é o lado negro. Era isso que eu via em vocÊ Toni.

Toni – Você via... escuridão em mim?

Barok – Sim e, mesmo depois de tanto tempo, ainda enxergo essa escuridão em você.

Toni – O que quer dizer com isso? Que eu sou mal? Vou virar algum tipo de assassino por acaso?

Barok – Talvez. Eu não sei. Eu não me conheço o bastante para dizer o que faria se visse você sendo morto diante de mim. No entanto…


Uma tocha de coloração azul é acesa e começa a iluminar o local.


Barok – Yang tem um pouco de escuridão. Yin tem um pouco de luz. Por mais escuro que o lugar ou alguém seja, existe uma luz que, igual a esta tocha, tentará vencer a escuridão. Isso se ela for treinada.

Toni – E o que você pretende fazer vovô?

Barok – Tentar fazer o mesmo que a luz desta chama: derrotar a escuridão que existe em você.

Toni – O quanto dessa escuridão você enxerga?

Barok – Igual à imagem de Yin: uma pequena luz envolta de muita escuridão.

Toni – Se eu tenho mesmo essa escuridão dentro de mim uma luz fraca igual a essa não mudará nada.

Barok – De fato será difícil, pois não existem atalhos, mas…


Outra tocha é acesa e esta começa a ascender outras e logo a penumbra do lugar desaparece. A luz revela várias estalagmites de cristais azuis e a estatua de uma mão com correntes entre os dedos e tochas em suas pontas.


Barok – Se você seguir um caminho de luz, por mais fraca que ela for no início, ela irá aumentar. Irei lhe mostrar a direção para apagar a escuridão que habita em sua alma de uma vez por todas. Chegou a hora Toni. De hoje em diante você será um Tiger.


…

Notas finais
Final de mais um cap! O próximo cap será a penúltima parte de O Rumo de Cada Um e muita explicação desse mundo doido!
Até a próxima!