Tigers

11 O Rumo de Cada Um - Parte 4


Notas iniciais
YO o/
Postando mais um!
Muitas coisas aconteceram e muitas outras acontecerão.
Chega de conversa e boa leitura!

O dia chegava ao seu fim. O Sol começava a se por e lentamente dava lugar ao brilho da Lua. Mesmo assim a destruição causada poucas horas após a invasão de Venks Dregon era visível em vários pontos do mundo. Não somente a destruição que causara, mas o estado de pânico e medo ao qual ele jogou as pessoas ligadas a Mikke, Lika, Toni e Lysa. Aparentemente nada disso chamava a atenção do casal que depois de 75 anos congelado, só queria saber um do outro. Kayera e Skorug, ambos cobertos, repousavam após uma tarde muito íntima. Ela sobre o peito dele e ele acariciando o ombro dela com a mão esquerda.

Kayera – Há quase 700 anos que comecei a fazer isso e não me canso dessa sensação. Eu… adoro… isso.

Skorug – Você devia pegar leve às vezes. Não sou tão resistente quanto você pensa.

Kayera – Mesmo? Me pareceu muito que você não iria parar tão cedo. Esqueceu que fui eu que pedi um descanso?

Skorug – Tentarei pegar mais leve com você na próxima.

Kayera – Sabe de uma coisa?

Skorug – O que é?

Kayera – (fica em cima dele e sussurra em seu ouvido) Não quero descansar mais.

Skorug – Nem eu.

Kayera – Espero que ninguém venha nos incomodar.

Skorug – O que quer dizer? Só sairei daqui se o próprio Venks Dregon vier.

- Então cheguei no momento certo para te atender Skurog.

Olhando para a porta, ambos notam a assustadora presença de seu líder. Skorug se espanta, mas Kayera fica séria, cobre os seios com o cobertor e o encara desafiadoramente.

Venks – Tem algo no olho, Kayera?

Kayera – Eu olho assim para os que não seguem acordos.

Venks – Acordos? (adentra mais o quarto e chega perto de uma janela) “Liberdade para fazer o que quiser até o anoitecer”.

Kayera – Eu sei o que combinamos e não há a necessidade de repetir isso.

Venks – Não há? (abre a janela mostrando a penumbra noturna iniciando)

Kayera – Noite.

Venks – Eu sigo meus acordos da mesma maneira que os cobro: com rigidez. Esteja pronta em 30 minutos ou sofrerá as consequências. (começa a se retirar do quarto)

Kayera – Estou curiosa. (ele para) Quais seriam essas… consequências?

Venks – Além dos seus poderes, suas deduções também enferrujaram?

Levantando-se da cama e abandonando o cobertor, Kayera está nua e em pé diante dele.

Kayera – Devo relembra-lo de quem sou? Eu sou Kayera Zuyren Garrd. Aprendiz e filha de Luier Zuyren Garrd, entre todos considerado o mais poderoso feiticeiro… até o meu nascimento. Não importa a magia, não importa o poder, não importa o inimigo… seja o que for…

A noite toma conta dos céus e dos olhos de Kayera. Venks Dregon se vira e encara a mão direita dela a poucos centímetros de seu rosto.

Kayera –… eu posso simplesmente acabar com ele arrancando sua alma. Sem alma nada sobrevive. Nem mesmo você, Venks Dregon.

Venks – (sorri de lado)

Kayera – Ou devo chama-lo por seu verdadeiro nome?

Venks – Você me deixou com medo Kayera.

Kayera – (entorta o olhar)

Venks – É uma pena por que o medo… me deixa com ódio.

Uma aura negra originando de Venks Dregon começa a cobrir o ambiente deixando Kayera apreensiva.

Venks – Você pode até resistir ao meu ódio, mas será que seu amante consegue?

Kayera – (assusta-se com o comentário)

Venks – Dei-lhe um soco sem qualquer tipo de sentimento e ele levará uma marca pelo resto de seus dias. Apenas um golpe qualquer com todo esse ódio e lhe garanto que nem mesmo os resquícios de sua alma vão sequer existir.

Kayera – (olha para o lado receosa)

Venks – Apenas pense nisso Kayera. Retire esse feitiço paralisante dele e se apresse, pois você já perdeu 5 minutos nesse “showzinho”. (se vira) Devo admitir que Skorug tem sorte.

Kayera – (o olha sem entender)

Venks – Mesmo com mais de 700 anos de idade, (vira o rosto e olha de “rabo de olho” para ela) sua parceira tem um corpo realmente encantador.

Kayera – (um misto de raiva e vergonha a fizeram cobrir os seios)

Venks sai do quarto juntamente com a aura negra e fecha a porta logo atrás dele. Como se acordasse de um pesadelo, Skorug se levanta assustado e suando muito. Kayera, já vestida, está sentada diante de um espelho penteando os cabelos. Seus olhos retornam ao tom azulado de antes.

Kayera – Aconteceu algo?

Skorug – Onde… (olhando para os lados) onde ele está?

Kayera – Quem? O que aconteceu?

Skorug – Um… sonho? Eu dormi?

Kayera – Dormiu muito. Acho que exagerei. (se levanta, se aproxima e deita sobre ele) Tentarei pegar mais leve com você na próxima.

Skorug – Não fui eu que disse isso a você?

Kayera – Você realmente tem sonhos interessantes. Eu quero saber desses sonhos mais tarde, mas agora eu preciso ir. (se despede com um caloroso beijo) Quero seu corpo inteiro mais tarde e não somente sua aura.

Skorug – Sim senhora.

Kayera vira uma aura cinza, desaparece entre as paredes e retorna para aquela sala azul escuro com um enorme círculo púrpura acima dela. No centro desta sala está a espada de lâmina vermelha que Meleck usara para ferir Nakixa. Kayera pega a espada, fecha o olho direito, começa a rodar a espada por seu corpo e termina por enterrar sua ponta na parede.

Kayera – Vou dizer algo que eu realmente não gosto: eu te invejo muito. Como uma feiticeira, fico envergonhada em dizer isso por que você obteve sucesso em algo que eu passei a vida toda fracassando. Isso vai mudar, pois você me ensinará esse feitiço querendo ou não. Pronta para me ensinar, Nakixa?

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Toni – Eu vou ser um… Tiger?

Barok – Isso mesmo.

Toni – Vovô?

Barok – Sim?

Toni – Acho que o soco que te dei foi muito forte. Você não tá falando coisa com coisa.

Barok – O que?

Toni – Primeiro diz que eu tenho escuridão e posso ser um assassino em potencial e agora diz que eu vou virar um “tigre”? Peço desculpas por ter te acertado com tanta força vovô.

Barok – (franze a testa)

Toni – Ou pode ser culpa da idade. Pessoas idosas começam a perder a noção do que dizem.

Barok – (aperta o punho e este salta uma veia)

Toni – O clima quente e falta de oxigenação no cérebro também influenciam na sanidade das pessoas. Já percebeu como essa floresta é quente?

Barok – Está com calor Toni? Não se preocupe que… eu resolvo!

Toni – AAAHHH!

Um pavor sem igual domina a mente de Toni ao ver seu corpo, dos pés até o pescoço, sendo encoberto por uma camada de gelo.

Toni – O que? Como? Quando? Onde? Por-

Barok – TONI! (ganha sua atenção) Não é hora para pânico.

Toni – PÂNICO! (tremendo) EU NÃO EST-TOU EM P-P-P-PÂNICO!

Barok – Então por que está tremendo tanto?

Toni – Fri-frio!

Barok – “Frio”? Para nós, isso não existe. Com certeza podemos dizer que… é psicológico.

Toni – O q-q-que quer dizer?

Barok – Concentre-se Toni. Apenas feche os olhos e me diga o que sente.

Mesmo com dificuldades para se concentrar Toni o faz e, após poucos segundos, abre os olhos.

Toni – É estranho. Não sinto frio. Pelo o contrário eu… me sinto bem.

Barok – Muito bom! Muito bom! Esse é um ótimo sinal.

Toni – Sinal de que?

Barok – De que Ann Yrya se sentirá bem com seu novo dono.

Toni – “Ann” o que?

Barok – (ergue o braço na direção dele, fecha o punho e o gelo começa a se quebrar) Todos os chamam de “Jintsugaris”, mas na verdade eles são a própria existência dos elementos na natureza.

Toni – Jintsugari? Elementos na natureza? Que papo é esse?

Barok – Quais são os elementos que existem no mundo, Toni? O que você vê que a natureza nos mostra?

Toni – Er… hum… Fogo, vento, terra e água?

Barok – O que mais?

Toni – “O que mais”? Não sei, mas o que isso tem a ver?

Barok – ”Fogo, vento, terra e água”. Além desses existem: gelo, trovão, plantas e luz.

Toni – “Luz”? (relembra o ataque do Cyfer) Então… Nakixa é…

Barok – Você viu? Sim, ela é uma de nós.

Toni – “Uma de nós”? O que são vocês? Qual a ligação disso com os monstros que nos atacaram?

Barok – Somos guerreiros Toni. A natureza nos fornece seu poder para que possamos protegê-la das ameaças. Nakixa recebeu a benção da Luz e Ann Yrya me guia com o Gelo. Existe um dominador chamado Venks Dregon que quer nos matar. Aqueles “monstros” eu acredito que são Cyfers. Criaturas feitas para abater e…

Toni – (coloca a mão esquerda no rosto e ergue a direita mostrando um sinal de pare) É… muita informação de uma vez só.

Barok – Eu sei que é, mas eu preciso que você entenda.

Toni – Eu vou! Só me dá um tempo para assimilar isso tá?

Barok – Pegue o tempo que precisar.

Sentando em uma pedra próxima, Barok sente a ferida causada pelo Jambaru e uma estranha tremedeira começa em seu ombro esquerdo.

Barok – ‘Há menos de três horas que fui ferido e o veneno já começou a fazer efeito? Isso não é bom. (colocando a mão direita no ombro esquerdo) Não é bom. Por favor, Toni. Eu preciso que você entenda e me de sua permissão. Rápido!’

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Não tomou nenhum caminho diferente, seus passos estavam mais rápidos do que antes e mesmo assim o fim daquele corredor não estava visível para ele. Estava ansioso em saber que sua mãe poderia renascer e era essa ansiedade que deixava Mikke com a impressão de que aquele corredor não acabaria. Sua ansiedade diminui quando Janessa é vista do lado de fora da sala.

Mikke – Janessa!

Janessa – Encontraram?

Mikke – (exibindo a bússola)

Lika – Janjan!

Janessa – O que aconteceu? Por que demoraram tanto?

Lika – Aconteceu um… imprevisto.

Janessa – Imprevisto? (percebendo a presença de Lysa) Quem é você?

Lysa – Lysa. Lysa Savana.

Mikke – Estávamos juntos quando essa confusão começou.

Janessa – ‘Juntos’? (franze a sobrancelha)

Lika – Algum problema Janjan?

Janessa – Nenhum. Seja bem vinda Lysa.

Lysa – Obrigada. Prazer em te conhecer… é… Janjan?

Janessa – (seu olho direito contorce com o comentário) Meu nome é Janessa Omura. Grisma Omura para você. (coloca a mão sobre a esfera verde e a porta se abre) Lhe peço que nos de licença agora pois temos algo importante a fazer. (começa a caminhar seguida por Mikke)

Lysa – Ela não gostou de mim.

Lika – Por que diz isso?

Lysa – Eu sei quando não gostam da minha presença.

Lika – Deixa disso! Ela não te conhece e vice versa. De tempo ao tempo e tudo se resolverá. (entrando na sala)

Lysa – Espero que esteja certa.

Lysa entra e se surpreende com o lugar. Dentro da sala apenas dez mulheres trajando mantos púrpuras e o Grande Loritai estavam ali e vários tambores e um grande tambor de barro foram trazidos.

Mikke – Onde estão as outras pessoas que estavam aqui?

- Todas as audiências com o Grande Loritai foram canceladas até resolver as solicitações de nossa Grisma. – explica uma das mulheres.

Lysa – O que são essas “audições”?

Enquanto a mulher explica para Lysa, Janessa olha vaso por vaso checando seu conteúdo. Quando vê o último vaso um sorriso preenche seu rosto.

Janessa – ‘Ótimo! Estão todos aqui.’ Grande Loritai, estamos prontos para-

Espantada, Janessa cai quando um tremor começou. Quem estava em pé se segurou como pode para não cair.

Mikke – O que está acontecendo?

Janessa – Não sei! Isso nunca aconteceu!

Loritai – TA…

Seus punhos, que estavam fechados, lentamente se abrem e raízes saem do chão diante de todos.

Loritai – KE…

As raízes se juntam e formam um altar com um casulo sobre ele. Loritai começa a gritar aparentemente sentindo muita dor.

Janessa – Grande Loritai! (tenta se levantar, mas o manto a impede) Droga!

Lika – O que ele tem?

Janessa – Ele me disse o que poderia acontecer, mas nunca o vi fazendo isso. Ele está trazendo o corpo de Nakixa pra cá.

Lysa – Como? Isso é possível? Como alguém pode fazer isso?

Mikke – Nem eu sei, mas ele pode.

Loritai – KI!

A terra para de tremer e o casulo se abre revelando uma bolha verde que pairou sobre o altar. As mãos de Loritai perdem para a gravidade e isso espanta a todos ali. Uma das mulheres ali presentes ajuda Janessa a levantar.

Janessa – Será que…

- Grisma Omura! O Grande Loritai! – a preocupação em volta era grande, pois nenhum movimento de vida vinha dele.

Lika – Ele está… morto?

Mikke – Como?

Janessa – Grande Loritai! Fale conosco! GRANDE LORITAI! (com um nó em sua garganta)

A bolha se desfaz chamando a atenção deles, mas o que mais espantou Mikke e Lika foi a mão estendida para fora do altar.

Mikke – Lika.

Lika – Estou vendo. Os anéis no indicador e… a aliança do papai. (com os olhos lacrimejados) É ela.

Mikke – (dá um passo para perto do altar)

Janessa – Não se aproxime! C-Comecem a jogar o Dyuto no tambor! (arregaçando as mangas do manto) Me tragam água! Muita água e uma porção de Genki!

- Sim!

Janessa – O quanto de Genki temos?

- Mais quatro barris. – respondeu uma das mulheres.

Janessa – Vocês três, juntem todas da Eren e peçam-nas que façam mais.

- Sim, Grisma! – e partem.

Janessa – Retirem suas roupas com cuidado!

- Agora mesmo!

- Está na hora. – a atenção de todos é ganha e sorrisos são vistos – Eu posso usar o resquício de alma neste item.

Mikke – (aperta esperançosamente a bússola)

Loritai – Traga-o até mim.

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Após a pressão que recebeu de Janessa, Akishiba esta em uma área plana e tenta esfriar seus pensamentos socando uma grande rocha. Golpes fortes e cheios de raiva desferidos com uma técnica que causava muitos danos a rocha e nenhum em seus punhos.

- Erigashi! – três pessoas o chamavam.

Akishiba – Aqui! (acenando)

- Venha conosco, por favor! – Pedia o primeiro.

Akishiba – O que houve?

- O grupo de Tayuu voltou.

Akishiba – Preparem outro grupo e digam a Zeriga para lidera-lo. Ela também precisa de experiência noturna.

- Ela… não voltou.

Sem querer ouvir mais nada, Akishiba pega sua lança que estava ao chão e corre para a entrada de Sairati. Chegando lá logo percebeu ausências naquele grupo.

Akishiba – O que aconteceu com vocês? Onde está Tayuu?

- Fomos atacados! Tayuu ficou lá.

Akishiba – Onde?

- Nas rochas perto da árvore Térin.

Akishiba – Você, você, você e você venham comigo! Você eleve a ponte quando sairmos e informe nossa Grisma sobre o ocorrido! Vamos!

- SIM!

E a passos rápidos seguiam para aquela região. Passando pela ponte feita pela junção de troncos de árvore, esta se eleva ficando no mesmo nível dos muros também feitos de troncos. Não muito longe dali alguém, vagarosamente, retorna para Sairati, mas seu caminho é interrompido quando uma estranha movimentação é sentida em um arbusto próximo. Rozekio prepara sua lança e se espanta com o que sai dos arbustos.

Rozekio – Hei! (finca a lança no solo, corre e segura uma garota de cabelos azuis antes dela desabar) Você está bem?

Safira – (ela olha com pavor na direção da moita de onde saiu)

Rozekio – O que tem- (escuta um rugido bem conhecido) ‘Droga. Isso é mal.’ (cochicha no ouvido dela) Tente não fazer barulho. Eu vou tirar você daq- (vê a bússola em seu pescoço) ‘”Os Caminhos Guiados por Vitzha?” Não pode ser. Por que isso está com ela?’ (direcionando sua mão para pegar o objeto)

Safira – (ela olha em seus olhos e se solta)

Rozekio – Espera!

Tenta segura-la e recebe um chute no estômago fazendo-o se afastar um pouco. Com suas forças se esvaindo mais e mais, Safira não consegue se manter em pé e desaba de joelhos.

Rozekio – (puxando um punhal de trás da cintura) ‘Vamos ver o que você faz ago-’

- Por aqui! – cinco pessoas chegam.

Rozekio – ‘Droga!’

Akishiba – Rozekio! (olha para Safira) O que está acontecendo aqui?

Rozekio – Shh… Tem um Kirk por perto.

Akishiba – Chequem a situação. Só ataquem se necessário.

Os outros se espalham, ele abaixa e se aproxima dela.

Akishiba – O que houve? (olhando a mancha roxa que se formou por suas costelas quebradas)

Safira – (olha para Rozekio)

Akishiba – Você fez algo a ela Rozekio?

Rozekio – Ela… (guarda o punhal e se levanta) estava vagando pela floresta e já estava ferida quando a encontrei.

Akishiba – (olha para Safira)

Safira – (confirma com a cabeça)

Akishiba – Consegue andar?

Safira – (confirma com a cabeça, tenta se levantar, mas cai devido à dor)

Akishiba – Não seja teimosa. Eu posso te ajudar se quiser. (estendendo a mão) Vem logo.

Safira – (não demonstra reação e mantém os olhos fechados)

- Erigashi. – um de seus seguidores retorna – Confirmamos um Kirk e está chegando perto.

Akishiba – Isso é mal. Garota venha conosco.

Safira – (pende para o lado e cai desacordada)

Akishiba – (coloca os dedos no pescoço dela) Kalie, pegue a garota e voltem. Ela ainda está viva, mas não por muito tempo. Vou até Térin ver o que aconteceu. Rozekio?

Rozekio – Sim Erigashi.

Akishiba – Quero que me conte tudo o que aconteceu quando eu voltar.

Rozekio –… Claro (pega sua lança) Erigashi.

Akishiba – Avise os outros para voltarem.

- Agora mesmo.

Pelo seu pouco tamanho, Safira é facilmente carregada por Kalie. Akishiba segue seu caminho e somente pensa em como aquela pequena e aparentemente frágil garota se machucou tanto. Sua desconfiança por Rozekio que já era latente apenas aumentou.

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Toni – Se eu entendi bem tem alguém envolvido por trás de tudo o que tem acontecido com a gente e esse alguém quer te ver morto. É isso?

Barok – Sim.

Toni – E o motivo para ele querer te matar é por que você tem um poder que ganhou dessa Aniria?

Barok – Ann Yria.

Toni – Ann Yria. E você quer passar esse “presente sagrado” pra mim?

Barok – Para você encontrar uma maneira de eliminar a escuridão que existe em você.

Toni – E o que você quer que eu faça?

Barok – Diga, apenas, que aceita o presente.

Toni – Só isso? Só devo “aceitar” esse presente?

Barok – Só isso.

Toni – Jura?

Barok – Juro.

Toni – Obrigado, mas não.

Barok – Obrigado, mas… O que?

Toni – Não quero isso. (coloca as mãos atrás da cabeça)

Barok – Como assim não quer?!

Toni – Parece bem problemático e problema é exatamente o que eu não quero agora.

Barok – Como pode dizer isso Toni? (se levanta)

Toni – Essa briga não é minha vovô. Me desculpe por isso, mas não quero me envolver em nada perigoso. Eu vim pra cá para fugir daquelas coisas e você quer que eu volte para elas? E de braços abertos? Foi mal, mas não sou tão idiota. AH!

Pego totalmente de surpresa, Toni se espanta por ter sido erguido por Barok a mais de um metro do solo somente com um dos braços.

Barok – O que aconteceu com você?! O quão egoísta você se tornou Toni?

Toni – Egoísta? Por querer uma vida sem perigos? O que tem de egoísta em querer sobreviver?

Barok – Não é sobre sobrevivência que estou falando. É sobre ajudar os outros!

Toni – Se ninguém me ajudou antes por que eu perderia tempo ajudando os outros?

Barok – Como é?

Toni – Você era a única pessoa que me enxergava, que via meus problemas e queria me ver crescer, mas você sumiu. Dia após dia eu esperei você voltar pois eu queria sua presença, seus concelhos… por que dia após dia eu passava por problemas. Me afastar dos problemas foi o que me fez forte o bastante para seguir em frente por que ninguém me ensinou a lutar para resolve-los!

Barok – (o coloca no chão)

Toni – Eu sou egoísta vovô. Meus desejos são apenas para mim e mesmo com a sua volta, após nove anos, não vai me mudar. Sinto muito por isso.

Barok – Você… não precisa se desculpar. (novamente sente o ombro esquerdo e todo seu braço começa a tremer) Urgh!

Toni – O que foi vovô?

Barok – N-nada. Não é nada. Eu ficarei bem não se preocupe.

- Eu não daria esperanças a esse garoto se fosse você.

Barok – Quem é?

- Pela tremedeira repentina em seu braço posso dizer só de olhar que um Jambaru o ferroou no ombro. Como todo o seu braço tremeu o veneno está já mais de três horas percorrendo seu corpo e…

Toni – ‘Veneno?’ (encara o avô)

Barok – Cale a boca! Pare de falar e de se esconder! APAREÇA!

- Alguns pedidos… não deveriam ser feitos. (saindo das sombras da entrada da caverna)

Barok — ‘Quem é ele?’

Toni – Quem é você?

- Sei que não me conhece garoto, mas o seu avô parece saber de algo a meu respeito.

Toni – Vovô?

Barok – Desculpe. Nunca te vi antes, mas por que está aqui?

- Por que estou aqui? Ora! Estou aqui por que você ainda respira. Vou cuidar para que isso mude.

Barok – Tsc! Você é algum tipo de doido?

Toni – Quem é esse cara vovô?

Barok – Não sei, mas saia daqui Toni.
— Não dê ordens que eu não autorizei. Ninguém sairá daqui. Principalmente você… Barok. Ou melhor dizendo… Cold Tiger.

Barok – Como sabe sobre mim?

Toni – “Cold Tiger”?

Barok – Diga! O que sabe sobre mim?!

- Eu também quero saber como sei tanto de você se nunca te vi e, quando voltar, perguntarei diretamente ao nosso lorde Venks Dregon.

Barok – Venks Dregon? Então… ele realmente voltou. Devo admitir que ele tem um timming perfeito e isso é realmente problemático, mas eu espero que você não pense que será fácil.

- Enquanto viver eu só quero os mais difíceis desafios. É disso que o nosso clã vive.

Toni – “Nosso clã?”

- Diga me Barok: você sabe quantas mortes as histórias apontam para o Clã de Xontor?

Barok – X-Xontor?!

- Por que mais uma será escrita hoje: A queda de Cold Tiger pelas mãos do mais poderoso líder de Xontor.

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Lika – O que podemos fazer?

Janessa – Não se aproximem! Para trás todos vocês!

Mikke – Eu quero ajudar!

Lysa – Eu também!

Janessa – Vocês não sabem onde o Genki deve ser aplicado e o corpo dela está muito debilitado. Todo esse trabalho terá sido em vão se algo der errado.

Mikke – O que quer que a gente faça? Ficarmos aqui parados e-

Loritai – TA…

Com a bússola na mão direita ele bate com a esquerda em cima dela e feixes de luz são vistos.

Mikke – Outra vez.

Loritai – KE…

A luz aumenta ao ponto de todo o salão ficar branco.

Janessa – ‘Ah? O que é isso? Parece que é o feitiço do Grande Loritai, mas por que eu estou aqui?’ (olhando para os lados ela vê um rosto, mas a luz dificulta o reconhecimento) Quem é você?

Loritai – KI!

Por um instante a luz some, tanto o rosto quanto o corpo daquela pessoa ficam visíveis e Janessa a reconhece, mas algo acontece momentos antes de o feitiço acabar fazendo-a gritar apavorada.

Mikke – Janessa!

Lika – Janjan o que foi?!

Janessa – Eu à vi. (coloca a mão esquerda na testa e lágrimas escorrem) Eu à vi de verdade.

Lika – Quem você viu?

Loritai – O resquício de alma aqui contido foi o suficiente para encontrarmos a alma de Nakixa e foi isso que Grisma Omura viu.

Mikke – Minha mãe? Vocês viram minha mãe? Trouxeram a alma dela?

Janessa – (com os olhos fechados e lágrimas escorrendo)

Mikke – C-como ela está?

Lika – (chega perto do irmão)

Loritai – Conseguimos acha-la, mas aquilo que a prende é mais forte do que este resquício.

Janessa – Não é só isso. Há muito tempo a Lâmina das Almas Trancadas levou muitos dos nossos. Acreditávamos que as almas eram interrogadas pois quando Venks Dregon voltava, ele tinha muitas das nossas informações. Surgiu a hipótese de que as almas eram hipnotizadas, mas nunca confirmamos isso.

Lika – O que isso quer dizer Janessa?

Loritai – Estávamos errados.

Mikke – ‘Errados?’

Loritai – A alma de Nakixa não foi hipnotizada.

Mikke – ‘O que?’

Janessa – Sofrendo. Ela está sendo torturada.

Lika – Eu… não ouvi direito.

Janessa – Nakixa está… (mais lágrimas caem)

Loritai – O corpo pode se curar. A mente pode se curar. Por ser única, a alma não tem a mesma benção. Mesmo que ela volte, ela não será mais a mesma.

O que antes trazia esperança e alegria agora é símbolo de agonia e preocupação.

Loritai – A alma de Nakixa está sendo destruída.

…

Notas finais
Fim do 11º capítulo!
Gostaram?
O Rumo de Cada Um acaba no próximo cap, muita coisa vai acontecer e acho que criarei um texto gigante... talvez... 6 ou 7 mil palavras... sei lá...
Adiantando algumas coisas... o bicho vai pegar >]