Tigers

19 Eu vou acabar com você


Notas iniciais
Mais um cap sendo postado!
Uma alegria pra mim... ESTOU QUASE NO 20º CAP! VÉI!!!11!!!
Boa leitura!

Uma hora se passa após Janessa e Geixa deixarem a sala do Ganeshi e seus membros voltarem à mesma. Lika volta para a sala onde Mikke dormia.

Lika – Finalmente acordou. Como se sente?

Mikke – Rão rinrro mia rinrrua.

Lika – O que?

Mikke – MIA RINRRUA!

Lika – Para de palhaçada Mikke!

Meretish – Ele não está fazendo de propósito. É uma alergia ao Saliuri que faz a língua inchar, mas logo passará se ele beber isso.

Ela oferece um copo de barro com um líquido quente. Depois do efeito do Saliuri, Mikke fica apreensivo com qualquer coisa que venha de Meretish.

Meretish – Não é nada desagradável. Agora é apenas um chá de ervas que, particularmente, é o meu preferido.

Mikke – (pega o copo ainda receoso, cheira o líquido e o bebe) Gostoso.

Meretish – Viu como já está melhor?

Lika – Como pode ser tão rápido? Há pouco ele nem falava direito.

Meretish – Quando aquecidas muitas ervas aceleram suas qualidades. A folha de Kauratami faria este efeito em cinco ou sete horas. Misturada à água quente e mais algumas coisas que só eu sei o fazem quase que instantaneamente.

Mikke – Você precisa experimentar Lika.

Lika – Obrigada, mas não sou muito fã de chá.

Mikke – Eu também não, mas está muito bom. De verdade.

Meretish – Eu posso fazer mais se… você (sem graça) quiser.

- Peço que deixe para depois Meretish.

Meretish – Erigashi Akishiba.

Lika – ‘Frankiba’.

Akishiba – Posso te fazer algumas perguntas garoto?

Mikke – Sim.

Akishiba – Você já lutou alguma vez?

Mikke – Lutar? Algumas vezes.

Akishiba – Não me refiro a brigas por motivo ou razão banais. Já lutou por alguém?

Mikke – Eu-

Akishiba – Lutou por alguma causa?

Mikke – Não, mas-

Akishiba – Fez sacrifícios em prol de um bem maior?

Mikke – Nunca, mas-

Akishiba – Como pode dizer que será um bom Tiger?

Mikke – EU SEI O QUE QUER DIZER! Droga. Eu sei o que você quer dizer, mas- mas… o que você faria se… atacassem o lugar onde você mora? Que destruíssem tudo o que você conhece? O que você faria Akishiba?

Akishiba – Buscaria descobrir o porquê de tudo isso.

Mikke – É isso o que eu quero. Descobrir por que atacaram nossa cidade. O porquê eu tenho esse presente em meu corpo e… por que mataram nossos pais.

Akishiba percebe a tristeza de Mikke ao lembrar-se dos pais. A mesma tristeza era refletida em Lika.

Mikke – Não quero que mais pessoas se machuquem. Se eu tenho o poder para protegê-las eu preciso usá-lo. Não quero que isso aconteça com mais ninguém.

Os olhos de Akishiba novamente se surpreendem com a expressão de Mikke.

Akishiba – Lika. Peço que explique ao seu irmão o que significa Tausarani.

Lika – Pode deixar.

Akishiba – Iniciaremos após isso.

Mikke – Quer dizer que…

Akishiba – Dar-lhe-ei uma chance. Uma única-

Mikke – ISSO! OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO! OBRIGADO!

Akishiba – Pare com isso.

Mikke – Desculpe.

Akishiba – Você terá um parceiro de treino.

Lika – Parceiro? Outro Tiger em acessão?

Mikke – Qual o nome dele?

Akishiba – Não o conheço. Ele chegou desacordado e ferido noite passada. Ainda não sabemos seu nome.

Lika – Será que é o Toni?

Mikke – Onde ele está?

Akishiba – Está na outra sala, mas-

Um grito feminino vindo da outra sala espanta todos ali, fazendo Akishiba seguir como um raio para lá e ser seguido pelos outros.

Akishiba – Behina! O que ho-

O espanto dominou todos os olhares quando observaram o lugar.

Lika – O que aconteceu aqui?

O chão, as paredes, as ferramentas, Behina, Rati… tudo estava congelado.

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Geixa – Você ainda está tremendo.

Janessa – Não consigo parar de pensar nisso.

Geixa – Por que não falou sobre suas suspeitas?

Janessa – Por que…

Flashback ON

Janessa – Pensou sobre o assunto Akishiba?

Akishiba – Sim Vossa Grisma.

Geixa – E qual a sua resposta?

Akishiba – Para fortalecer nossas defesas e pelo bem de Sairati… eu os treinarei.

Janessa – Agradeço sua cooperação Erigashi.

Akishiba – Peço somente algumas condições.

Janessa – E quais são elas?

Akishiba – Eu ainda tenho receio em treinar a Selvageria do Fogo. Não sei dizer o que possa acontecer se-

Janessa – Se algo der errado você consegue para-lo? Do mesmo jeito que fez ontem?

Akishiba – Não sei dizer. Suas emoções o dominam facilmente e nós três sabemos que isso é uma grande complicação para o completo controle do Presente Sagrado ou evitar que ele se descontrole. Tentarei ao máximo não provoca-las e seguir um treinamento seguro, mas ao primeiro sinal de descontrole que possa ser um perigo para nós eu não pensarei duas vezes… e irei para-lo.

Tanto Geixa quando Janessa se surpreendem com aquelas palavras e o olhar de Akishiba.

Akishiba – Eu o treinarei somente se aceitarem meus termos.

Geixa – (levanta e bate as mãos na mesa) QUE TIPO DE TERMOS SÃO ESSES ERIGASHI?

Janessa – Erigashi.

Akishiba – Vossa Grisma?

Janessa – Inicialmente o treine para sentir o Presente Sagrado em seu corpo. Lembro-me que logo nesse estágio o Grito dos Ventos provocou um descontrole em Lika que demonstrou violência e agressividade. Se isso acontecer impeça o treino e esperaremos pelo Grande Loritai para removê-lo. Mas caso isso não aconteça prossiga com o treino normalmente.

Akishiba – E se não funcionar?

Janessa – Se não funcionar então…

Todos ali percebem o receio de Janessa em dar seu veredito.

Janessa – Caso ele se torne um perigo para nós… prossiga com os seus termos. Mas faça o possível para que isso seja a última opção. Entendido?

Akishiba – Sim Vossa Grisma.

Geixa – Agora precisamos decidir o que faremos agora.

Janessa – Deixaremos todos cientes do que aconteceu e do que sabemos. Não podemos esconder nada de Sairati.

Akishiba – Era a minha intenção inicial.

Janessa – Após isso vamos iniciar o Tausarani. Mesmo passando essas informações não podemos deixar de homenagear os amigos que não mais estão conosco.

Geixa – Não nos esqueçamos do Ritual de União que é daqui a seis dias. Sei que o momento é impróprio, mas muitas da Eren estavam ansiosas para a chegada desse dia.

Akishiba – O mesmo se escuta na Oren. Mesmo com o ocorrido devemos pensar bem antes de considerar o cancelamento dele.

Janessa – Não faremos isso. Devemos saber o que eles têm a dizer e pedir sua opinião sobre o ritual. Não cancelaremos nada se isso não for o desejo deles. Passando o Tausarani perguntaremos o que querem.

Akishiba – De acordo. Mais uma coisa Vossa Grisma.

Janessa – Diga.

Akishiba – O que faremos a respeito de Celta, Vaz e Aték? E sobre Kalie também.

Janessa – Mikke será incorporado na Oren e eles com certeza terão contato. Isso será um problema?

Akishiba – Não.

Janessa – Podemos falar de suas mortes, mas teremos que ocultar o envolvimento de Mikke nisso.

Akishiba – Ou seja… é mais fácil esconder isso deles.

Janessa – Quantos entenderiam que o verdadeiro assassino não é ele, mas sim o que está dentro dele?

Geixa – A retaliação seria a mesma.

Janessa – Libere Kalie e, quando Mikke iniciar na Oren, coloque-os em diferentes locais para que não possam se ver com frequência.

Akishiba – Muito bem. Informarei a Oren imediatamente. Se me derem licença.

Ele se retira da sala e se dirige para a sala do Ganeshi.

Akishiba – ‘Acho que acabarei logo com isso. Ela tomou suas decisões sabia e confiantemente, mas por que ela estava tremendo tanto?’

Flashback OFF

Janessa –… informa-lo sobre uma suspeita o deixaria ainda mais receoso de sua decisão. Não podemos ficar mais aflitos do que já estamos.

Geixa – Tem razão.

Janessa – Somente três dias se passaram, mas sua ausência está preocupante. Todos os nossos medos poderiam se esvair se o Grande Loritai estivesse conosco.

Geixa – Já que ele não está faremos o possível para acabar com esses medos por nós mesmos. Não sabemos o que farão, mas estaremos preparados para isso. Certo?

Janessa – (acena positivamente)

Geixa – Também informarei a Eren. Sua presença alegraria as meninas Grisma. Elas disseram que faz algum tempo que você não aparece por lá.

Janessa – Muita coisa aconteceu e fiquei quase um mês sem ir lá. Devo pedir desculpas.

Geixa – Que isso. Apenas apareça lá e se divirta um pouco com a gente.

Janessa – Adoraria.

Geixa – E deveria pensar em vir para o próximo Ritual de União. Com certeza tem alguém querendo se oferecer para nossa Grisma!

Janessa – (fica vermelha) N-N-NÃO! Está muito cedo para isso. Cedo demais! Não tenho tempo para isso!

Geixa – Você está sendo uma excelente Grisma Janessa, mas ainda é uma jovem garota. Precisa pensar um pouco mais em você. O tempo passa muito rápido.

Janessa – O mesmo serve para você Enishi.

Geixa – Ah?

Janessa – A melhor Enishi que Sairati já teve. Forte. Decidida. Atenciosa com tudo e com todos. Alguém que não conseguiríamos viver sem, mas ainda sim é um ser humano.

Geixa – O que quer dizer?

Janessa – Mesmo os mais fortes guerreiros choram quando perdem um ente querido. Nós precisamos de você, mas precisa se dar o direito de ficar triste também.

Geixa – Ainda… não tenho tempo.

Mesmo tentando não demonstrar, o olhar de Geixa quase entrega sua tristeza ao lembrar-se da irmã.

Janessa – Me desculpe Enishi.

Geixa – Não foi nada. Nada mesmo. Vamos indo? Para a Eren.

- VOSSA GRISMA!

Janessa – Erigashi. O que houve?

Akishiba – Temos problemas.

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Geixa e Akishiba agora correm pelos corredores.

Akishiba – Behina gritou e ele não estava mais lá.

Geixa – Algo mais?

Akishiba – Sim.

Os dois entram na sala do Ganeshi e Geixa vê o estrago causado na sala. Rati e Behina não estão mais congelados e repousam sobre as mesas de observação.

Akishiba – Como eles estão?

Meretish – Seus batimentos estão fracos, mas ficarão bem.

Geixa – Aquele garoto fez… isso?

Akishiba – É o mesmo caso da Selvageria do Fogo. Ele pode estar sendo controlado pelo Jintsugari do Gelo.

Geixa – Onde estão Mikke e Lika?

Akishiba – Estavam aqui.

Meretish – Foram atrás dele.

Geixa – Se ele estiver realmente descontrolado será um perigo para todos nós. Temos que impedi-lo e rápido.

- ERIGASHI!

Dois membros da Oren chegam desesperados.

- Te procuramos em toda parte.

Akishiba – O que houve?

- O portão… foi destruído.

Akishiba – Fiquem aqui e protejam-nas!

Sem esperar respostas Akishiba segue para a entrada de Sairati. Ainda era cedo e nem todos os membros da Oren haviam acordado. Os que já estavam de pé rondavam o local que estava coberto por gelo. A ponte em si estava com um corte diagonal e, devido ao gelo, pouco a pouco se enfraquecia. Ao avistarem Akishiba a chuva de perguntas começou.

- O que aconteceu aqui Erigashi?

Akishiba – Alguém se feriu?

- Não, mas-

Akishiba – Zolay!

Zolay – (sentado e com a mão na nuca) Erigashi.

Akishiba – Você estava de vigia hoje. Quem passou por você?

Zolay – Não sei. Eu… eu vi um garoto e apaguei em seguida.

Akishiba – Ele te derrubou?

Zolay – Difícil dizer. Ele estava há uns vinte metros de distância. Nunca o vi por aqui e fui impedi-lo, mas a cada passo mais próximo eu ficava com mais frio. Tudo ficou escuro e de repente eu acordo com gritos e-

Akishiba – Para onde ele foi?

Zolay – Não sei.

Akishiba – Fiquem aqui e protejam a entrada. Voltarei assim que puder.

- Isso não será necessário.

Um senhor vestindo um manto preto atravessava os restos da ponte trazendo Mikke nos ombros.

Akishiba – Kuroshi.

Meliano – Ele tentou ajudar, mas foi um estorvo.

Akishiba – Explique melhor Kuroshi.

Kuroshi – Não preciso. Tudo acontecerá por si só. (passa por Akishiba e segue para o corredor)

Akishiba – E o garoto?

Kuroshi – Aqui. (levanta o rosto dele) Vê?

Akishiba – O outro garoto.

Kuroshi – Foque sua força em consertar o portão. Há pouco ouvimos uma alcateia de Telakirs. Não devem estar longe.

- T-Telakirs? Droga!

Akishiba – Não entrem em pânico! Vamos! Acordem aqueles que ainda estão dormindo! Juntem o que precisarmos! Concertaremos o portão antes do anoitecer! Vamos! Vamos!

Todos começam a correr em diferentes direções.

Akishiba – ‘O que ele quis dizer com “ouvimos”?’

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Caminhando pela floresta, seguindo pela parte mais escura dela, um jovem suspiro quebra o silêncio daquele lugar. Passos lentos e machucados são ouvidos e logo param quando sua atenção é pedida.

- Esse não é o caminho certo. – uma senhora o questiona.

- Seu nome é… Nizuka não é? – o garoto responde apoiando-se em uma árvore.

Nizuka – Você está consciente? Por que está voltando para lá?

- Por que isso te interessa?

Nizuka – Você vai voltar para o lugar onde quase perdeu a vida.

- E?

Nizuka – O que fará depois disso?

- Ele não conseguiu tirar minha vida. Aquele… Xanferhion. Mostrarei para aquele cara que… foi um erro ele não ter conseguido. Eu vou mata-lo.

Nizuka – Esse não é o caminho que Barok quis pra você Toni.

Toni – NÃO FALE DO MEU AVÔ!

Uma aura azul passa pela mão de Toni fazendo a árvore congelar.

Nizuka – Você… controla?

Toni – Não sei quem você é ou o que significou para meu avô, mas (vira o rosto e olha Nizuka) você não é nada pra mim.

Nizuka – Digo o mesmo pra você, mas Barok me fez prometer que… cuidaria de você.

Toni – Não preciso que alguém cuide de mim.

Ao se virar Toni dá de cara com Melissa que o encara fixamente.

Toni – O que você quer?

Não obtendo qualquer resposta Toni apenas desvia dela e continua andando. Melissa o segue.

Nizuka – Orgulhoso. Ele é exatamente como Barok descreveu. Espero que Melissa possa ajuda-lo. (se vira e volta para Sairati) Tenho certeza que vai. Ela consegue fazer qualquer coisa. Conseguiu fazer um Telakir sentar. Um humano não será tão difícil.

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Toni lentamente seguia adiante como se soubesse o caminho. O que começou a lhe irritar foi o fato de Melissa continuar seguindo-o.

Toni – Vá embora. (sem resposta) Vai mesmo continuar me seguindo? (sem resposta)

De repente ele para, Melissa também. Ele respira profundamente, Melissa também. Ele se vira e Melissa o encara sorrindo.

Toni – Garota. Você não sabe quem eu sou ou o que farei. Agora dá meia volta e para de me seguir.

Melissa – (continua sorrindo e o encarando)

Toni – Você por acaso me escutou?

Melissa – (continua sorrindo e o encarando)

Toni – Surda eu sei que você não é então por que não responde?

Melissa se assusta ao olhar para á direita e puxa Toni pelo braço, mas este se solta.

Toni – Qual é seu problema?

Melissa – (novamente o segura pelo braço e tenta puxa-lo)

Toni – O que você tem? Por que está tão… assustada?

Vindo da direção que Melissa olhou, um barulho assustador chama a atenção deles: o rugido de uma fera.

Toni – O que… o que é isso?

Melissa – (continua puxando-o)

Percebendo a real intenção da garota, Toni decide ir com ela se afasta daquele local. Eles correm por uns 10 minutos adentrando mais a floresta e param próximos á um pequeno lago. Devido aos seus ferimentos não curados Toni sentia partes de seu corpo dormente e uma dor pulsante em seu punho esquerdo quebrado. A dormência em seu corpo faz se sentar e Melissa tentar novamente levantá-lo pelo braço, mas sem sucesso. Ela olha para os lados e corre em uma direção.

Toni – ‘Não dá. Não consigo levantar. Meu corpo tá ficando pesado. Minha cabeça tá… girando. Não posso- Eu preciso- v… vovô…’

- ACORDA!

Perdendo sua consciência, Toni sonha com momentos vividos com Barok. Toni, na época com quatro anos, estava ajoelhado em um campo verdejante e acabara de ser acordado pelo avô.

Toni – O que aconteceu?

Barok – Você dormiu outra vez. Te ensinei várias coisas, mas não achei que precisaria te ensinar isso também.

Toni – Me ensinar o que vovô?

Barok – Concentração.

Toni – Já disse que durmo quando fico sem me mexer e com os olhos fechados!

Barok – Se concentrar não é somente você sentar e ficar parado, mas sim deixar que sua mente consiga se unir com o mundo a sua volta. E não é somente isso. Conseguindo o mais alto nível de concentração você conseguirá até trabalhar melhor com o poder da sua mente.

Toni – Poder da mente?

Barok – Isso mesmo! Se concentrando bem você pode até curar ferimentos graves e-

Toni – Eu conseguirei ler mentes? Entortar colheres ou mover objetos com o poder da mente? Vou?

Barok – Tudo é possível se você se esforçar bastante.

Toni – Tudo bem! Tudo bem! Eu vou me esforçar!

Barok – Esse é o espírito! Agora de volta ao treino! Feche os olhos. Respire lentamente. Sinta o ambiente a sua volta e junte-se a ele. Procure o que ele pode lhe proporcionar. Sinta como ele…

Voltando para o presente.

Toni – Sinta como ele pode te ajudar.

Após essas palavras, Toni abre os olhos, se esgueira até a margem do lago e enfia o rosto na água.

Toni – ‘”Se concentrando bem você pode até curar ferimentos graves.” Você sempre esteve certo de várias coisas vovô. Se eu estiver seguindo corretamente seus ensinamentos, isso é o que eu preciso.’

Mergulha mais fundo dentro do lago e Melissa, que acabara de voltar, não consegue impedi-lo de afundar mais.

Toni – ‘”Todos os chamam de “Jintsugaris”, mas na verdade eles são a própria existência dos elementos na natureza.” Você passou essa coisa pra mim por uma razão: ela não pode desaparecer.’

Aproximadamente quinze metros. Essa é a profundidade que Toni adentrou o lago.

Toni – ‘Ann Yrya. Seu Presente Sagrado está comigo agora. Não sei se serei um bom “usuário” dele, mas eu prometi que cuidaria bem desse presente. Eu prometi ao meu avô que cuidaria de seu presente então… me ajude. Me ajude a cuidar de você.’

Oxigênio começa a ser extremamente necessário em seus pulmões e Toni força seu próprio corpo mais fundo no lago.

Toni – ‘Se não posso cumprir uma promessa então não precisarei sair daqui. (tampa a boca com a mão) Por favor Ann Yrya.’

Sua visão começa a escurecer e o ar que estava prendendo vaza de seus pulmões. Do lado de fora Melissa vê as bolhas estourando ao se chocarem com ar, mas se desespera quando Toni não volta para a superfície.

- AH! ACHEI! Eu tinha certeza que vi um lago antes de cair. – um homem aparece sorrateiramente e assusta Melissa – Olá.

Melissa – (entra no lago até a água cobrir seus joelhos)

- O que foi? Quer tomar um banho comigo? – também entra no lago.

Melissa – (vai mais para o fundo até se assustar ao sentir a água em suas mãos)

- Não precisa ter medo de mim. Tentarei ser gentil com você peque-

Estando a menos de meio metro de Melissa, o homem sai da água e se afasta ao perceber um movimento atrás dela. Sem saber para onde ir Melissa fica ainda mais sem reação quando algo a puxa para baixo d’água.

- Por acaso existem monstros nesse lago?

Não era a resposta que ele queria, mas o congelamento do lago fez com que o homem acreditasse em um monstro. No meio do lago uma cratera se abre, algo sai voando e paira de costas para o buraco.

- Pode abrir os olhos agora. Desculpa ter te assustado. Você está bem?

O pedido era direcionado para Melissa que estava assustada. Ela o faz e vê Toni trajando uma armadura azul claro, seu braço esquerdo estava azul escuro e asas de gelo saindo de suas costas.

- Há! Voltou mais rápido do que imaginei.

Toni – Se esconda em algum lugar longe daqui. Vai ficar perigoso.

Melissa – (se solta e começa a correr para fora do lago congelado)

Ainda de costas, Toni observa o afastar de Melissa para depois se virar e encarar o estranho que lentamente se aproximava.

- E então? O netinho ainda quer se vingar?

Toni – Xanferhion.

Xanferhion – Sabe de uma coisa? Eu estou muito puto contigo. Eu vim somente tomar um banho, me divertir um pouco com aquela garota e você estragou as duas coisas. O que farei conti- AH!

O gelo de baixo dos pés de Xanferhion derrete e congela em uma velocidade impressionante imobilizando o líder de Xontor. Momento esse em que Toni avança e desfere um soco em seu rosto com a mão esquerda. O gelo começa a se partir e Xanferhion se arrasta com a potência do golpe. Ele levanta sem muitas dificuldades e o encara.

Xanferhion – Impressionante garoto. O que mais você consegue fazer?

Toni – A esquerda ainda não está boa. Então…

Mesmo sem tirar os olhos de Toni, Xanferhion se assusta ao perceber que ele esta atrás dele.

Toni – Tentarei com a direita.

Desfere um soco de direita na cintura de Xanferhion causando-lhe um grande dano, fazendo-o cambalear e se ajoelhar.

Xanferhion – C-como?

Toni – Eu te disse não? Espero me divertir muito enquanto acabo com você.

Xanferhion – O que?

Toni – Eu vou acabar com você.

Notas finais
Mais um cap postado.
Bom... é isso.
Se você chegou até aqui... se incomodaria de ficar mais um pouco?
Críticas... posta um review.
Elogios... posta um review.
Xingamentos... posta um re- não. Deixa quieto.
Até a próxima!