Tigers
20 Espero me desculpar
Notas iniciais
Demora T^T
Desculpem por isso.
Postarei mais o quanto antes!
Boa leitura!
- O QUE ACHOU QUE TAVA FAZENDO?! IDIOTA!
O puxão de orelha era de Lika direcionado para Mikke que acordara na mesma antessala onde dormiu.
Mikke – Lika…
Lika – Geralmente quando alguém diz “fique aqui” você simplesmente FICA!
Mikke – Eu só quis ajudar Lika.
Lika – Muito obrigada pela ajuda senhor Apagado. Você ainda não foi treinado e se sair por ai sozinho vai acabar morrendo. Precisamos descobrir quem fez isso pra depois-
Mikke – Foi o Toni.
Lika – O que? (senta em um barril)
Mikke – Toni fez isso. Com todos eles.
Lika – Como… como você sabe?
Mikke – Antes de apagar eu o vi. Ainda estava com o uniforme da nossa escola.
Lika – Por que ele faria uma coisa dessas?
- Por que ele está descontrolado. – uma mulher adentra a antessala.
Lika – Tia Geixa.
Geixa – Vocês conheceram Barok Iuritay?
Mikke – Quem é esse?
Geixa – O Andarilho sem nome e ultimo portador do Orgulho do Gelo.
Lika – Barok… Barok…
Geixa – Você o conhece Lika? Sabe qual a ligação entre eles?
Lika – Eu me lembro desse nome… mas- AAAHHH! (levanta em um pulo e assustando todos com seu grito)
Mikke – Por que fez isso?
Meretish – Algum problema aí? (gritava da outra sala)
Geixa – Estamos bem!
Lika – Barok é… avô de Toni.
Geixa e Mikke – QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE?
Meretish – Está tudo bem mesmo?
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Xanferhion – O que disse? Vai acabar… comigo?
Levantando-se e encarando Toni, Xanferhion coloca as mãos na cintura, olha para o Sol e começa a rir.
Xanferhion – Há!… Há! Há! Há!…
Toni – Ah?
Xanferhion – HAAAAAAAAAAAAAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Toni – Disse alguma coisa engraçada?
Xanferhion – Esses nunca serão os olhos de um assassino.
Toni – Quer apostar nisso?
Xanferhion – Você é muito ingênuo garoto!
Toni – Ingênuo? Eu vou te mostrar!
Partindo uma vez mais para cima de Xanferhion, Toni desfere socos e chutes que são facilmente desviados pelo guerreiro de Xontor. Desferindo mais um chute e este sendo evitado, Toni se desequilibra e se arrasta pelo lago congelado. Avança mirando um soco em seu rosto, mas Xanferhion abaixa e desfere um soco no estômago dele levantando-o alguns metros do chão e afastando-o alguns a frente dele.
Xanferhion – Não me diga que é só isso?
Toni – Não. Não é só isso!
Aparecendo diante de seu inimigo, este que se assusta, Toni desfere um gancho em seu queixo. Xanferhion se vira, se apoia pelo braço direito, avança para seu primeiro contra ataque, mas este é surpreendido pelo punho de Toni acertando seu rosto.
Xanferhion – ‘O que é isso?’
A presença de Toni simplesmente aparecia, desferia um golpe em Xanferhion e desaparecia novamente.
Xanferhion – ‘Aprendeu a controlar em tão pouco tempo? Mas não é o suficiente.’
Ao desviar de um chute, Xanferhion segura à perna de Toni, gira o próprio corpo e, com o impulso, joga o corpo de Toni ao chão. Fazendo o mesmo movimento ele o ergue e o joga ao chão mais uma vez. Na terceira vez, o lago se liquidifica aos pés de Xanferhion que afunda levando Toni consigo. Dentro da água, Xanferhion puxa Toni pela perna e segura seu pescoço: ele quer enforca-lo. Logo as duas mãos estão em seu pescoço e o ar sendo ferozmente bloqueado. O sorriso no rosto de seu inimigo era algo que ele não conseguia suportar. Vendo isso, Toni se concentrou na boca dele e fez a água ali se congelar e criar farpas, ferindo-a. A resposta foi quase que imediata quando Xanferhion o soltou e se focou em sua boca a fim de retirar a água congelada.
Toni – ‘Nove anos. Depois de nove anos eu reencontrei com meu avô e por sua causa ele-‘
Retirando o gelo de sua boca, Xanferhion parte para cima de Toni que responde congelando a água em volta do braço do inimigo. Antes de o guerreiro de Xontor pensar em atacar com seu outro braço, Toni também o congela. Xanferhion começa a sentir o peso do gelo influenciando mais e mais sua queda para o fundo daquele lago e a incerteza de que Toni seguiria com a ideia.
Toni – ‘Não vou aguentar mais tempo. Preciso de ar.’
Mirando sua mão direita para o rosto de Xanferhion, Toni começa a congelar a água ao seu redor. Conseguindo quebrar o gelo de seus braços, o guerreiro de Xontor parte para cima de Toni, mas tem seu corpo congelado antes de sua total aproximação. O peso do gelo faz com que este começasse a afundar e pouco a pouco desaparecer no escuro daquele lago. Toni desesperadamente começa seu retorno à superfície, mas a profundidade na qual está e a fulminante necessidade de ar em seus pulmões começaram a levar suas forças e sua vida. Sua consciência se vai, mas não antes de ver alguém saltando na água e puxando-o para fora dela. Jogado na margem do lago, Toni tosse e pega grandes quantias de ar.
Toni – Acho que… eu disse pra… você sair daqui… não foi?
Melissa – (o encara sorrindo)
Toni – O que se passa nessa sua cabeça hein? Como se fosse possível entender as garotas.
Melissa – (continua sorrindo e o encarando)
Toni – É… obri-
Novamente Melissa se assusta e começa a puxar Toni pelo braço.
Toni – O que? Onde é agora?
- Bem aqui.
Sendo erguido pela nuca, Toni fica ainda mais sem reação quando recebe um soco em suas costas. Um soco tão forte que o fez adentrar a floresta e se afastar daquele lago. Melissa olha o inimigo que novamente está de pé e se afasta dali.
Xanferhion – Minhas forças estão voltando.
Lentamente começa a caminhar seguindo o rastro de destruição que fora feito por seu golpe.
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Rozekio – Não sabia que existiam tesouros como esse nessa floresta. O problema é esse- URGH! Peso. Como conseguirei levar isso comigo? Não consigo nem ao menos levanta-la do chão.
Referia-se a um tipo de lança que encontrara durante seu retorno à Sairati. Sons estranhos, o levantar de alguns pássaros e um grito não muito distante chamam sua atenção fazendo-o pegar sua lança e ficar de guarda. Escondendo-se entre as folhas, Rozekio parte em direção à origem daquele estranho som.
Rozekio – Mas… o que aconteceu aqui?
Chegando no local, Rozekio se surpreende com a alteração que o ambiente sofreu. Algum objeto foi lançado com tanta força que distorceu raízes, quebrou pedras e destroçou árvores. Uma movimentação acontece entre alguns escombros e Rozekio, ainda escondido, apenas observa Toni sair com dificuldade daquela pilha. Sua saída o fez cair e sentir dor por todo seu corpo. Partes da armadura que vestia começa a despedaçar e derreter em contato com o solo.
Toni – ‘Um golpe? Com apenas… um golpe ele me fez isso? Eu fui… jogado à mais de 50 metros com um único soco? O que… o que foi isso? Quem é esse monstro?’
Um desconforto nos pulmões fez Toni tossir e cuspir sangue.
Toni – ‘A armadura me protegeu bastante, mas… mesmo assim sinto dormência em partes do meu corpo. Como eu estaria se não fosse essa armadura? Como eu poderei… derrota-lo? Eu não sei o que fazer.’
Xanferhion – Foi tão forte assim? Não achei que tinha ido tão longe.
Toni – (se assusta)
Xanferhion – Eu sei. Isso me assustou um pouco também, mas não precisa tremer.
Olhando para suas mãos, Toni nota o pavor que elas transmitiam.
Xanferhion – Hora de terminarmos isso garoto. Levanta daí.
Toni – ‘Não… consigo me mexer. Por que eu não me mexo?’
Xanferhion – Anda logo!
Toni – ‘Por que eu estou tremendo tanto? Não posso… não devo estar com medo dele.’
Xanferhion – Vai ficar sentado aí? Então…
Toni – ‘Que… que barulho foi esse? Outra vez! Ele está vindo? Está se aproximando? Não. Fique longe. Não chegue mais perto!’
Os passos de Xanferhion param, Toni levemente ergue o olhar e vê uma presença diante dele. Com os braços abertos, Melissa impedia o aproximar do inimigo e o encarava nos olhos.
Xanferhion – Ora! Ora! O que temos aqui?
Toni – ‘Sua burra. Some daqui. Sai logo daqui.’
Xanferhion – Se quer se divertir comigo é só pedir, mas terá de esperar por que tenho que acabar com algo antes. Pode sair da frente pequena?
Melissa – (continua encarando)
Toni – ‘O que você tá esperando? Vai embora!’
Xanferhion – Ele é seu namoradinho por acaso?
Melissa – (continua encarando)
Xanferhion – Não se preocupe quanto a isso. (volta a andar) Vou lhe mostrar que esse mundo é bem… grande.
Mesmo com a aproximação do inimigo, Melissa não desvia o olhar e não dá sinais de que sairá de seu caminho. Com a mão direita, Xanferhion agarra e levanta Melissa pelo queixo fazendo-a se debater no ar.
Xanferhion – Sabe de uma coisa? Esse seu olhar está me dando nos nervos.
Melissa – (abre os olhos e o encara)
Irritado, Xanferhion aperta a mandíbula de Melissa arrancando um gemido de dor da pequena. O guerreiro de Xontor se vê obrigado a solta-la quando recebe um ferimento em sua cintura: o lobo de Melissa a salvara. Para se livrar do animal Xanferhion desfere um soco, mas esse desvia e fica ao lado de sua dona, rosnando e encarando o inimigo.
Xanferhion – Um Telakir protegendo uma… garotinha. No meu tempo essas feras nos atacavam em grandes bandos. Não eram bichinhos de estimação.
O lobo ataca novamente e, devido ao seu tamanho e força, consegue afastar Xanferhion deles. Aproximando-se de Toni, Melissa tenta, sem sucesso, ergue-lo.
Toni – ‘Por que você está aqui afinal? Eu não fiz nada pra merecer sua proteção e, muito menos, pedi por ela. (olha a marca no pescoço dela) Por que você se arriscou por mim?’
Com o espaço limitado pelas folhas e árvores, Xanferhion se vê em desvantagem contra um animal rápido, letal e adaptado ao ambiente que o cerca.
Xanferhion – Muitas pessoas tentaram educar um Telakir para se protegerem, mas foram atacadas assim que vocês completavam quatro meses de idade. Pelo seu tamanho e força deve ter uns dez anos. Como aquela garota fez algo que, em seiscentos anos, meu clã não conseguiu? Mas você tem um problema. Sabe qual é?
Desviando de mais um ataque do grande animal, Xanferhion o segura pela calda, gira seu corpo e o joga contra uma árvore. Mesmo longe, Melissa sente algo em seu peito e se ajoelha.
Xanferhion – Você ficou manso! Lento! A mordida de um filhote de Gauri deve estar mais forte do que a sua agora e… vejam só. Não achei que te veria tão logo.
Distanciando-se do lobo que mal conseguia se mexer, Xanferhion segue até uma ponta de ferro que atraiu sua atenção. A mesma lança que Rozekio tentou erguer foi facilmente removida do chão por Xanferhion.
Xanferhion – Quanto tempo ficamos sem derrubar sangue juntos? Mataremos um Telakir agora e logo… um Tiger. Está feliz? Então me mostre sua felicidade extraindo as tripas desse animal.
- Ji. Ji Iru.
Xanferhion – Você de novo?
Melissa – (abraçada ao lobo tentando puxa-lo) JI!
Xanferhion – É isso? Por isso você virou essa fera patética? Olha. O neto vingador ainda consegue ficar de pé?
Melissa se espanta quando Toni, apoiando-se nas árvores, aparece ofegante entre eles.
Toni – Você não vai tocar neles.
Xanferhion – E… quem me impedirá?
Toni – (responde se afastando da árvore e se posicionando entre eles) Eu!
Xanferhion – Existe a hora certa para piadas garoto. Você mal consegue ficar em pé.
Toni – Já disse que… você não vai tocar neles!
Xanferhion – Sabe de uma coisa garoto? (posiciona sua lança para baixo e se aproxima) Você está começando a me irritar.
Toni – ‘Por quê? Eu sou egoísta e… só ligo pra mim. Mesmo assim…’
O golpe da lâmina desferido por Xanferhion se aproxima cada vez mais.
Toni – ‘Mesmo sem conseguir me mexer ou revidar, por que eu tô me arriscando por alguém que eu nem conheço?’
Mesmo aguardando a lança perfura-lo, Toni se surpreende ao ver uma presença passar por ele e escutar, em alto e bom som, um grito feminino.
Toni – MELISSA!
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- ‘Eu disse que “Eu quero ajudar de alguma maneira!”, mas eu ao menos sei como consertar um portão?’
Esses eram os pensamentos que vagavam na mente dele. Visando falar com Geixa, Akishiba passou na sala do Ganeshi, contou o que soube e, mais que rapidamente, Mikke se prontificou a ajudar, mas não sabe como.
Mikke – ‘Eles não tem máquinas ou algo do tipo. Como esperam consertar esse portão imenso?’
- HEY! NÃO FIQUE PARADO AÍ E NOS AJUDE! – um senhor calvo o chamava.
Mikke – Ah… TÁ! O que eu preciso fazer?
- VOCÊ PE CEGO POR ACASO? Ajude-nos a levantar essas toras e levar até a entrada!
Mikke – O… QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!
Seu espanto foi em olhar uma pilha com umas vinte toras de madeira não lapidada que deviam pesar uns 100 kg cada e uns 3 metros de comprimento.
- Pra que todo esse espanto? Passamos por isso no ultimo treinamento não lembra? – dizia um jovem de cabelos castanhos.
- Creio que não. Não me lembro da sua cara. Quem é você garoto? – novamente o calvo.
Mikke – Eu…
- Deixem as apresentações para depois! Temos um trabalho pra terminar!
- Me desculpe Erigashi. É que como nunca o vimos por aqui achei que fosse um…
Akishiba – Por hora ele é apenas alguém disposto a nos ajudar e, após finalizarmos aqui, farei as devidas apresentações. Agora VAMOS!
Mikke – Olha… Erigashi. Eu quero ajudar, mas não sei onde posso ser útil.
Akishiba – O que quer dizer?
Mikke – Bom… não que eu seja fraco nem nada, mas não acho que conseguirei levantar uma dessas sozi- AH?!
E novamente Mikke se espanta ao ver Akishiba erguer uma das toras com apenas uma das mãos sem muito esforço.
Mikke – C-c-c-c-como… como você…
Akishiba – Não é tão pesada. Quando mais novo eu conseguia levantar metade delas.
Mikke – Incrível.
Akishiba – Se você acha que não consegue sem ao menos tentar então…
Mikke – Eu vou tentar! Se você consegue então eu também consigo!
E, mesmo sem ter um bom começo, Mikke se esforça para ajudar a todos. Se surpreendendo novamente com o comportamento de Mikke, Akishiba exibe uma expressão de dúvida em seu rosto.
Akishiba – Esse tipo de lembrança em uma hora dessas?
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Sangue. Essa era a visão que Toni tinha ao olhar diante dos pés de Melissa que entrara entre a lâmina de Xanferhion e Toni.
Toni – Por que fez isso?
Xanferhion – O amor é realmente lindo, mas ainda não foi dessa vez.
Toni – O que?
Com o puxar de sua lâmina, Xanferhion mostra que Melissa não foi golpeada, mas sim seu lobo que entrou em seu caminho para protegê-la. Ao ver o companheiro abatido, Melissa se ajoelha e o olhava paralisada.
Melissa – Ji. (sua voz saia trêmula) Ji.
Toni – ‘Aquela lança era pra mim. Por que se intrometeram nisso?’
Os olhos de Melissa se encharcam ao tocar no lobo.
Melissa – Ipa… Ipasha. Ipasha.
Ouvindo aquela palavra, Toni se recorda que em todas as vezes que a ouvira, o lobo mais que depressa parava com o que estava fazendo. Melissa estava ordenando para que o lobo parasse de morrer.
Xanferhion – Esse animal apenas adiantou sua partida, mas eu o mataria de qualquer jeito. Agora quem é o pró-
Não houve tempo para terminar, pois Toni apareceu diante dele desferindo um soco forte o bastante para joga-lo até uma área rochosa. Local este onde Mikke e os outros foram encontrados pelo grupo de Akishiba. Xanferhion levanta, mas logo volta ao chão.
Xanferhion – Que droga de soco foi esse? Foi tão forte quanto o de-
Toni – Igual ao do meu avô?
Xanferhion – Há pouco você mal conseguia ficar de pé e desfere um golpe assim. Estava escondendo o jogo garoto?
Toni – Na verdade… uma coisa ficou obvia para mim. Pena que foi um pouco tarde.
Xanferhion – Obvia?
Toni – Eu estava relutante, mas até meu corpo estava tentando me mostrar que não preciso de um motivo para lutar por aqueles que meu avô protegia.
Xanferhion – É um ótimo motivo, mas… (se levanta) será que você conseguirá realmente lutar assim?
Além do braço esquerdo, que estava com uma coloração azul escuro, o corpo de Toni começa a ficar com a mesma tonalidade até formar três lâminas na bochecha direita. Lentamente este começa a caminhar em direção de seu inimigo.
Xanferhion – Ah? Quer se matar tão rápido assim? Ótimo.
Fincando sua lança no solo, Xanferhion segue em sua direção em passos acelerados e, ao se aproximar dele, desfere um soco que Toni não se preocupa em defender e o recebe em seu rosto fazendo-o afundar junto com o solo devido a potência do golpe.
Xanferhion – O que achou disso Cria de Barok? (se afastando)
Com dificuldades, Toni remove os entulhos que se aglomeraram sobre ele e se levanta.
Toni – Aquilo foi para me matar? (encara o inimigo) Tenta outra vez.
Xanferhion – Pirralho maldito!
Desviando de outro soco dado por Xanferhion, Toni desfere um soco cheio de fúria no estomago de seu inimigo fazendo-o cambalear e cuspir sangue.
Xanferhion – ‘Está… mais forte?’
Toni – Você disse que meu avô foi ferroado por um Jambaru. Foi só por isso que você não perdeu.
Xanferhion – Tsc!
Toni – Se ele estivesse bem ele nunca teria perdido. Muito menos para você!
Xanferhion tenta desviar dos golpes de Toni, mas a baixa temperatura que o rodeava começou a imobilizar partes de seu corpo dificultando sua locomoção. Momento este em que Toni o acerta mais uma vez com um soco em seu rosto. Toni continua com socos e chutes distribuídos entre o estomago e o rosto de Xanferhion que cambaleia e vai ao chão de bruços. O guerreiro de Xontor se apoia pelos braços, cospe uma boa quantia de sangue e fica de joelhos.
Toni – Diferente do meu avô eu não pretendo te oferecer uma chance para fugir. Levante-se daí e vamos terminar isso.
Xanferhion – Há! Há! Há! Há! Há! Há!
Toni – Rindo outra vez?
Xanferhion – Eu sinto. Estão voltando mais e mais rápido.
Toni – Voltando?
Xanferhion – Xontorian Gaeshi.
Mesmo não muito perto dele, Toni sente uma forte pressão se acumular ao redor de seu inimigo que logo está de pé.
Xanferhion – Sabe a sorte que você teve até agora garoto?
Toni – Eu não sei nada de sorte!
No preparo de Toni para mais um ataque, Xanferhion o espanta ao aparecer diante dele e desfere um soco em seu rosto o que fez parte do gelo no local se quebrar e este ser deslocado pelo chão.
Xanferhion – Sua sorte acabou agora.
Toni – ‘Ele está… diferente de antes.’ (se levanta mas sente os danos do golpe)
Xanferhion – Você não disse que acabaria comigo garoto? Então venha aqui e tente.
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Enquanto a batalha entre Toni e Xanferhion prosseguia, Rozekio aproveitou da saída de seu mestre e invadiu a base.
Rozekio – O pouco que vi daquela luta é que não acabará tão cedo, então vou procurar algo valioso que possa adquirir daqui. Mas eu não acho nada por aqui.
- Como estão os danos? – uma voz ecoava do centro daquela base.
Rozekio – O que? (posiciona sua lança e se aproxima)
- Estão sendo eliminados. – uma voz diferente da primeira.
Adentrando mais na base, Rozekio avista um monitor preto no centro daquela estrutura. Não vendo ninguém, ele lentamente caminha em volta daquele monitor.
- Quem é você? – novamente a primeira voz.
Rozekio – Quem está aí? (encosta-se a uma parede de frente para o monitor) Apareça.
- Eu te fiz uma pergunta então a responda.
- Creio que ele poderá nos ver… agora.
O grande monitor brilha e revela a imagem do portador daquela voz. Rozekio abre as mãos e sua lança escorrega por entre elas.
Rozekio – (se ajoelha com os olhos trêmulos) Não acredito.
- Quem é você?
Rozekio – Você é… Venks Dregon.
Venks – Minha pergunta não foi respondida. De qualquer forma eu não tenho utilidade para alguém de Sairati, então adeus.
Rozekio – Espere! Não sou de Sairati!
Venks – Uma mentira um pouco forçada não acha?
Rozekio – Não estou mentindo. Xanferhion me recrutou e eu o estou servindo. (retira a pedra do pescoço) Veja.
Venks – Digamos que eu acredite em você. Onde ele está e o que está fazendo?
Rozekio – Não está muito longe daqui e está lutando com alguém.
Venks – Com quem?
Rozekio – Não sei quem ele é, mas é um jovem trajando uma armadura azul.
Venks – O neto de Barok.
Rozekio – Quem?
- Impossível senhor. – a outra voz desconhecida – Mesmo que Barok tenha passado adiante ele não conseguiria controla-lo tão cedo.
Venks – Mesmo assim é algo que não posso desconsiderar. Volte para lá, acompanhe o desfecho dessa luta e me informe.
Rozekio – Mas e Xanferhion? Eu continuo servindo-o.
Venks – Você serve a mim agora.
A imagem de Venks Dregon some e Rozekio retorna para o local da luta.
- É sensato confiar nele senhor? Ele pode entregar nossa base para o inimigo e isso nos atrasaria em muitos anos.
Venks – É por isso que estamos recolhendo todas essas pessoas Ateci.
Ateci – O que?
Venks – Outrora chamado de Abominação de Veratia, em breve será o Arquiteto Sombrio.
Ateci – Então esse é o meu objetivo aqui.
Venks – Se cometermos uma atrocidade e continuarmos vivos após isso, estamos fadados a repeti-la pelo decorrer de nossa existência. Se o plano A não funcionar, seguimos para o plano B. O básico em se buscar um objetivo é ter vários caminhos até ele e você é apenas mais um desses caminhos.
Ateci – Com certeza senhor. Farei todos os preparativos e, assim que lhe for conveniente, me avise.
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Uma feroz troca de golpes acontece entre Xanferhion e Toni. Ambos os lados não param de atacar mesmo Toni mostrando sinais de derrota. A cada golpe recebido eram dois a menos direcionados em seu inimigo.
Toni – ‘Como pode… como pode ser tão forte?’
Um grande sorriso estava estampado no rosto de Xanferhin enquanto olhava Toni com várias partes de sua armadura destruída e lutando para ficar de pé.
Xanferhion – É só isso que você tem Cria de Barok?
Toni – ‘Por que ele não cai? Eu não posso derrubar esse desgraçado que… matou meu avô?’
Xanferhion – Não sei você, mas estou ficando saturado desse jogo. Bom! (caminha até sua lança e a puxa) Nada pessoal, mas tenho mais o que fazer garoto. Você não ficará sozinho então não se preocupe. E a primeira pessoa a te seguir está logo atrás de você.
Olhando para trás, Toni vê o desolado aproximar de Melissa em sua direção. Suas mãos ensanguentadas e seus olhos banhados em lágrimas não mostravam sua real intenção.
Melissa – (fica entre os dois, abre os braços e encara o inimigo)
Xanferhion – Outra vez isso?
Toni – Idiota (vai ao chão de joelhos) Sai daqui.
Xanferhion – Eu não sei o que você é ou quem é, mas eu não me lembro de alguém me irritar tanto somente com o olhar. (lentamente caminha até ela preparando sua lança)
Toni – Sai logo daqui. Burra! Vai embora! (tenta levantar, mas sem sucesso)
Xanferhion – Não vai fugir? (posiciona sua lança mirando no peito de Melissa)
Toni – MELISSA!
Mesmo fazendo o possível para tentar impedir, Toni não foi capaz de interromper o caminho da lâmina.
Barok –” … mesmo que o destino tenha me dado o poder para tentar mudar as coisas, eu nunca teria a chance de consertar o passado. Mas eu pude mudar o futuro.”
O olhar de Melissa era de dor. O olhar de Xanferhion era de “missão cumprida”. O olhar de Toni era incerto devido a quantia de sangue que escorria pelo ferimento em seu peito causado pela lança. Em um último instante, Toni puxou Melissa, ficou de costas e usou seu corpo para protege-la.
Xanferhion – Vocês são tão previsíveis. Eu estava mesmo esperando que você fizesse algo do tipo. IDIOTA! Acha que mudará alguma coisa? Você será só mais uma morte em minha lista e sua amiguinha será a próxima! Nada vai mudar!
Toni – (segura, com a mão direita, a ponta da lança que atravessara seu peito) Eu vou… mudar… isso.
Xanferhion – Ah?
Toni – Sua alma… será selada para sempre… no coração gélido de… Ann Yria.
Xanferhion – O que?
Toni – SEIKA –TAMASHII NO CHOOEKI (Canção Sagrada – Aprisionamento da Alma)
Apertando sua mão, Toni quebra a ponta da lança. Um feixe atravessa o cabo da lança, chega até as mãos de Xanferhion e a destrói fazendo o corpo de Toni ir ao chão. Xanferhion olha para suas mãos e se ajoelha.
Xanferhion – O que- O que foi isso? Frio. Foi o mesmo que Barok tentou fazer. Como você-
Suas mãos, braços, ombros… todo seu corpo começou a congelar.
Xanferhion – Isso é só gelo. NÃO ME ASSUSTA!
Visando quebrar o gelo, ele desfere um soco no chão, mas acaba por destruir todo o seu braço.
Xanferhion – Não é… possível. AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH-
O gelo cobre seu rosto e, devido seu braço destruído, todo seu corpo começa a trincar e logo se desfaz em vários pedaços. Atrás das moitas, Rozekio vê o desfecho daquele impasse e retorna para a base. Melissa se aproxima de Toni que não se mexe.
Melissa – I… (sacode) I… (sacode)
Toni – Você… tá bem. Isso é… bom. ‘Vovô. Eu tentei. Tentei mesmo, mas não consegui cuidar daquilo que te prometi. Só espero ter a chance de me desculpar com você.’
Melissa – Ipasha. (soluço de choro) Ipasha.
Os olhos de Toni lentamente se fecham deixando para trás os apelos e lágrimas de Melissa. Aparentemente a primeira vitória daquela intensa guerra foi conquistada, mas seu gosto era tão amargo quanto o da derrota.
…
Notas finais
Bom... é isso.
Se você chegou até aqui... se incomodaria de ficar mais um pouco?
Críticas... posta um review.
Elogios... posta um review.
Xingamentos... posta um re- não. Deixa quieto.
Até a próxima!
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