Tigers

7 Destinos alterados


Notas iniciais
Desculpa a demora
Estou começando a ficar sem tempo de novo :(
Creio que postarei de mês em mês :(
Mas não vou parar! >]
Mais um CAP dessa minha FIC
E já estou trabalhando no próximo!

O som daquele objeto aparecendo do céu, embora a distância fosse grande, foi muito alto. Igualmente alto foi o som desse mesmo objeto indo ao chão e levantando uma imensa nuvem de poeira. Mesmo assim, não foi o estrondoso som ou o choro da garota de olhos alaranjados que estavam prendendo sua atenção, mas a presença daquela figura que havia desaparecido no tempo que deixou Toni sem nenhum tipo de reação.


Nizuka – O que é aquilo, Barok?

Barok – Não faço ideia. Nizuka, você e… (novamente nota a presença do neto) Melissa, fique aqui, tá bem? Voltarei logo. (olha para Nizuka) Se algo der errado, vão para Sairati e… (olha para o neto) Venha comigo, Toni.

Nizuka – Barok! Ele ainda não se recuperou dos…


Ignorando os apelos da senhora, Toni passa por ela, se aproxima de seu avô e o encara sério. Barok desconhecia aquele olhar e não conseguia decifrar o que se passava em sua mente. Sem dizer mais nada, Barok começa a caminhar e Toni o acompanha floresta adentro.

–-----------------------------------------------------------

As outras pessoas, ainda encapuzadas, saem da sala por um extenso corredor, deixando Lika e Mikke sozinhos. Esse se apóia pelos braços e se senta. Observando sua irmã, a pele dela não está mais enrugada, em seu pescoço e ombro esquerdo, lugares onde ela havia sido ferida, estão uma folha branca.


Mikke – Onde…


Ela, olhando para o lado, lhe entrega um como feito de barro com água que é rapidamente aceita por ele. Enquanto bebia, Lika, com os olhos fechados, lhe estendeu um manto branco, igual ao dela.


Lika – Vista.

Mikke – Mas…

Lika – Vai logo!

Mikke – Por quê?

Lika – (corada) É vergonhoso ver meu irmão menor pelado.


Notando agora, ele cora, rapidamente pega o manto e se cobre. Mikke se levanta para vestir o manto e Lika se vira para dar “privacidade” para o mais novo. Ajeitando o capuz em seu pescoço, ele sente uma espécie de folha onde, igual à Lika, também foi ferido.


Mikke – Sua pele… você está bem?

Lika – Já estive melhor.

Mikke – Então… aquilo tudo aconteceu mesmo?

Lika – Sim.


Ele frisa os olhos e olha para o resto da água no copo.


Mikke – Lika?

Lika – O que?

Mikke – Alguma vez você já me viu… chorando?

Lika – Chorando? Por que essa pergunta de repente?

Mikke – Eu só…


As imagens daquele apavorante sonho chegam a sua mente como uma bala que acabará de atravessar seu crânio. Ele parecia sentir o último toque da mão de Lika em seu rosto. Sente uma pressão na testa e leva a mão até ela deixando o copo cair e quebrar.


Lika – Algum problema, Mikke?

Mikke – Na floresta, quando você foi atingida eu… apaguei também e tive um sonho.

Lika – Sonho?

Mikke – Parecia real. Real demais e… nesse sonho eu fiz algo que… que…

Lika – O que você fez?

Mikke – Fiz algo que não teria como eu não chorar. De tristeza ou… insanidade ou… qualquer coisa eu só… não derrubei uma lágrima sequer. Nem quando…

Lika – Quando?

Mikke – Quando vi nossa mãe sendo assassinada.


Tentando juntar palavras que possam confortá-lo, Lika apenas fica em silêncio.


Mikke – É assim que deveria ser não é? Você nunca mais vai ver essa pessoa de novo e você chora não é? De tristeza não é?

Lika – Já chega Mikke.


Ele leva as mãos à cabeça e começa a tremer.


Mikke – Então por quê? Por que eu não chorei? Nem mesmo em meu sonho! (olha para a irmã com um olhar assustador) Nem mesmo quando eu te matei nesse sonho Lika!

Lika – (suspira espantada)

Mikke – Ouviu? Eu te matei em meu sonho e não chorei! (sua voz engrossa) Atravessei meu braço em seu coração e não chorei! Senti sua vida sumindo através das minhas mãos, Lika! Vi minha mãe morrer na minha frente! Minha única família morreu diante dos meus olhos e eu não derrubei nenhuma lágrima!


Perdendo-se em sua insanidade, Mikke se ajoelha. Seus olhos começam a tremer, mas logo param quando ele recebe um forte tapa em seu rosto.


Lika – Lágrimas? LÁGRIMAS?! É assim? Se você não chora, não sente nada? Você define o que sente com lágrimas? Tristeza, alegria, ódio e amor fazem lágrimas saírem de nossos olhos. Isso não resume o que sentimos por alguém! Não sei explicar o que uma lágrima é, mas ela é leve demais para demonstrar o que sentimos. Você me ouviu? (ele levanta o rosto e a encara nos olhos) LÁGRIMAS NÃO SÃO SENTIMENTOS!


A voz de Lika soava séria, forte, sem medo. Os olhos de Mikke param de tremer, voltam ao normal e ele se apoia pelos braços.


Mikke – Lika…

Lika – Sei que você está confuso agora, mas você logo entenderá tudo.

Mikke — O que… tá acontecendo comigo, Lika? O que eu tenho?

Lika – Eu…

– ONDE ESTÁ AQUELE DESGRAÇADO?! – uma voz masculina e enfurecida ecoava pelo corredor.

Lika – Droga!

– Erigashi Akishiba, você não pode… AH! – desta vez, uma voz feminina tentando, inutilmente, pará-lo.

– NÃO POSSO?!


A voz e os passos cheios de fúria se aproximavam mais e mais até o homem munido de uma lança de lâmina curvada em sua mão direita se revelar: era jovem, um pouco mais alto que Lika, olhos e cabelos verdes, bem escuros, cabelos compridos, amarrados a um rabo-de-cavalo, uma cicatriz no pescoço que parecia ter sido feita por uma fera e trajava um manto branco mais curto nas pernas, sem mangas mas mantinha a lâmina dourada sobre o ombro. Ficou encarando Lika por um tempo e, ao olhar para Mikke, sua fúria foi transmitida em sua voz.


– Maldito!

Lika – Saia daqui, Frankiba! Agora!

Mikke – “Frankiba”.

– Vou sair sim. – posiciona a lâmina da lança para baixo – Sairei assim que arrancar os olhos desse assassino miserável!


O golpe daquela lança foi tão rápido que não houve tempo de Mikke assimilar o que ouviu. Teve tempo, somente, de escutar um grito feminino dizendo “Pare”.

–-----------------------------------------------------------

Onihime – Mandou me chamar, Senhor? – disse após se ajoelhar.

Venks – Sim. Veja isto.


Coloca um vídeo dos Denairovers sendo massacrados um a um por golpes quase invisíveis a olhos normais. Onihime observava as imagens com surpresa em sua face.


Venks – Você conhece esse estilo, não é?

Onihime – É claro.

Venks – Quero que vá até esse lugar. Latitude 18°55’N e longitude 154°40’O. Acabe com quem estiver por trás disso.

Onihime – Irei agora mesmo e eliminarei o problema.

Venks – Dispensada.


Ela se levanta e vai cumprir sua ordem. Segue até o convés da fortaleza, fecha os olhos e uma aura vermelha cobre suas pálpebras. Gira o corpo em 90 graus, para, a aura em seus olhos cresce, cobre todo o seu corpo e desaparece, juntamente com ela. Como num passe de mágica, Onihime está, agora, pisando nas areias da praia do Havaí. Ela, admirada, olhava aquele vasto e azul oceano combinando perfeitamente com as areias brancas.


Onihime – UAU! Esse lugar é lindo! E que sol maravilhoso! AH! Vim pra essa praia linda e tenho que fazer uma missão. (cabisbaixa) Até a Kayera está se divertindo. Por que não mandou o Volgan ou o Meleck? Pelo o menos eu não sofreria essa pressão psicológica.


Sua atenção e desviada quando ouve um grito não muito longe dali. Começa a correr floresta adentro até encontrar alguns guardas e policiais mortos. O grito veio de uma senhora que tentava fugir e dois Denairovers a impediram.


Denairover – Você vem com a gente.

– Eu não fiz nada! Por favor, me soltem! – implorava a senhora.

Onihime – PAREM! (os dois a soltam e a senhora corre até ela e fica de joelhos)

Denairovers – MESTRA ONIHIME!

– Obrigada! Obrigada! – a senhora agradecia como se um anjo a tivesse salvo.

Onihime – Qual é o problema aqui?

Denairover – Ela alegou ter ligação com aquele garoto de cabelo espetado.


Apontando para a foto de Toni que estava em um lugar alto e bem visível ao lado das fotos de Lika, Mikke e Lysa. Onihime se abaixa o suficiente para ficar na altura da senhora que estava abaixada e coloca a mão direita no ombro esquerdo dela.


Onihime–Isso é verdade?

– Sim. Ele é meu…


Não teve tempo de terminar sua frase, pois recebeu um golpe em seu pescoço que a fez desmaiar.


Onihime – Se um prisioneiro começa a dar trabalho lúcido, apague-o. Entenderam?

Denairovers – SIM, MESTRA!

Onihime – Você! (aponta para o mais perto) Pegue-a e a leve junto aos outros e você… ABAIXE-SE!


Com um rápido movimento de seus pés, ela levanta uma grande quantidade de areia e pula para trás, impedindo aquele súbito ataque de alcançá-la. Não pôde dizer o mesmo de seus subordinados que caíram imóveis. A areia abaixa e a sombra de uma mulher baixinha aparece deixando Onihime atenta.


Onihime – Onde está aquela mulher? (não obtém resposta) Tenho certeza que nossa mensagem foi passada para todos nesse planeta. (começa a caminhar, olhando para a sombra) Se aquela mulher tem alguma ligação, direta ou indireta, com alguma daquelas pessoas, entregue-a a nós. (novamente sem resposta, começa a ficar nervosa) Por acaso você está me ouvindo? (sem resposta) Hei? (sem resposta) Maldita! (sem resposta, se enfurece) ESCUTA AQUI SUA VADIAZINHA METIDA! ESTOU FALANDO CONTIGO! DÁ PRA RESPONDER UMA SIMPLES PERGUNTA?!


A sombra ameaçou avançar sobre Onihime, mas alguém a segura. Agora a sombra de um homem aparece impedindo-a.


– Perdi alguma coisa? AH! NÃO GRITA! Para de gritar! Não entendo nada quando grita! Vai o que? Matar quem? Q-Que palavras são essas Safira?

Onihime – Ah? (pisca os olhos sem entender e observa a sombra feminina apontando pra ela)

– Com licença! (olhando para Onihime) Minha irmã aqui disse que você a ofendeu. Isso é verdade? N-Não! Claro que não estou desconfiando de você! Só quero ouvir a versão dela.

Onihime – (visivelmente confusa e alterada) Bom que perguntou! Estou aqui fazendo meu trabalho e (aponta para Safira) “essazinha” sem educação aí, além de matar meus soldados não responde nada do que eu pergunto! Vadia! VADIA!


Safira, logicamente irritada pelas ofensas, voou para esgana-la, mas é novamente impedida pelo irmão.


– Primeiro minha irmã não é nenhuma vadia.

Onihime – Que seja.

– Segundo, seria difícil ela te responder, já que é muda.

Onihime – M-muda! Eu estava discutindo com uma pessoa muda? Que tipo de ser desprezível eu sou? (cena dramática com o rosto pra cima e as costas da mão na testa)

Safira – (rangendo os dentes com a provocação da outra)

– E terceiro… seus soldados foram mortos por mim.

Onihime – Oh? (sorri)

– Se não quiser acabar igual a eles, sugiro que saia desta ilha.

Onihime – Sairei sim, depois que pegar uma bela cor nesse sol maravilhoso e comer alguma coisa. Minha ultima refeição descente foi há 75 anos. Mas, antes tenho que terminar minha missão.

– (segura o riso) Safira, ela nem parece ser tão velha assim.

Onihime – (franze a testa e sua voz fica baixa e assustadora) Hei! Você acabou de me ofender, não é? Tente falar mais alto, pois não consigo te escutar “mudinha”.


A sombra de Safira começa a sumir e o corpo dela aparece: 1,56 de altura, cabelos curtos, repicados e azulados, pele bem bronzeada e olhos azuis que de tão claros, pareciam brancos, mas estavam vermelhos de raiva.


Safira – (pega um galho próximo e direciona para Onihime)

Onihime – O que vai fazer?

– Ela disse que este galho é você.


Safira joga o galho na direção de Onihime e esta se prepara para desviar, o que não é necessário. O galho é cortado em vários pedaços, jogando vários fiapos no rosto de Onihime, o que a deixa furiosa.


Safira – (exibe um sorriso sarcástico e um olhar desafiador)

Onihime – Eu… Vou gostar disso. Vou ficar doida se não mata-los logo.

– Nos matar?

Onihime – Minhas ordens são para acabar com quem estivesse massacrando nossos soldados. Dos 350 soldados que foram enviados para esta ilha, você assumiu a culpa pela morte dos dois a minha frente. Sua irmã, além de me irritar e muito, até o momento não fez nada que a envolvesse nesse ato, provando sua parcial inocência.

– Infelizmente, devo discordar. Cheguei nesta parte da ilha há uns 10 minutos. Não tive tempo de respirar direito e tive que salvar aquela senhora.

Onihime – Quer dizer que…

– Minha irmã estava aqui bem antes de mim. Não sei o que aconteceu com o resto deles, mas (aponta com o polegar direito para a irmã) a culpa é dela.

Safira – (aponta o polegar direito para o próprio peito e mostra um sorriso orgulhoso)

Onihime – (com um sorriso no rosto, fala consigo mesma) Isso realmente será interessante.

– Se quiser continuar com esse… penteado ridículo, saia imediatamente dessa ilha e não piore as coisas.

Onihime – P-pendeado ridículo? Quer me provocar também é?

– Não fui eu. Ela me pediu pra dizer isso.


Safira mostra a língua, retorna para as sombras e junto com o irmão, adentram a floresta. Onihime está de olhos fechados e a mesma aura vermelha os envolve. Como tinta, a aura desce até suas bochechas formando a imagem de uma lâmina de três pontas. Descendo, também, por seu braço direito, chegando até seus dedos e encobrindo o polegar e o mindinho.


Onihime – Quando foi a ultima vez que eu fiquei com tanta vontade de matar alguém?


Abre os olhos e eles estão iguais aos olhos de um felino. Sem pensar mais, começa a persegui-los pela floresta.

–-----------------------------------------------------------

Parou. Aquele golpe que veio como um relâmpago, simplesmente parou a poucos centímetros de atravessar o crânio de Mikke. O homem que chamavam de Frankiba não conseguia continuar o seu ataque por que aquela garota de cumpridos cabelos negros, trajando um manto púrpura, olhos oceânicos e uma beleza quase angelical o impedia segurando a lâmina com apenas o indicador e o polegar esquerdos.


Lika – Ela é…

– J-JANESSA?! POR QUE ESTÁ AQUI?! POR QUE ME PAROU?!

Janessa – Erigashi Akishiba. Membro chefe da defesa de Sairati. Seu status de Erigashi não o permite acessar esse templo, agredir um membro da Gashi, ignorar a ordem de expulsão vinda de outro membro da Gashi, tentar tirar a vida de…

– Você soube o que ele fez?

Janessa – NÃO ME INTERROMPA!


Ela vira, jogando a lâmina para o alto, que crava no teto. Encosta a palma da mão direita no tórax de Akishiba e o faz voar de encontro a uma parede. Janessa, calmamente, começa a caminhar em sua direção e este começa a se levantar.


Janessa – Como ia dizendo… Seu status de Erigashi não o permite acessar esse templo, agredir um membro da Gashi, ignorar a ordem de expulsão vinda de outro membro da Gashi, tentar tirar a vida daquele que porta o Presente Sagrado controlador do Fogo…

Akishiba – O que?

Janessa – Não… me… INTERROMPA!



Desfere outro golpe com a palma da mão no tórax de Akishiba, fazendo-o atravessar a parede e ir para a entrada desse salão.


Janessa – Eu irei… abreviar: você quebrou regras. Várias regras que nunca foram quebradas. Se o Grande Loritai souber…

Akishiba – Não, Janessa! Espere…


Aqueles quase angelicais olhos azuis transmitiam uma gigante aura assassina.


Janessa – Irei… mudar minhas ações. Não informarei nada ao Grande Loritai. Não haverá o que informar, pois ninguém saberá o que aconteceu aqui. (ela o agarra pela gola do manto, o encara e fala baixinho) Faça um favor pra nós dois, Erigashi Akishiba: pegue toda sua raiva, vá falar com os sacerdotes, descubra o que aconteceu ANTES DE AGIR e tudo isso… antes que eu decida ARRANCAR SUAS BOLAS FORA!


Ela levanta a mão esquerda, segura a lança que acabará de cair e entrega para o apavorado Akishiba diante dela. Ele pega sua lança, se levanta e vai embora, mas antes desfere um olhar de “te pego na saída” para Mikke. Janessa acompanha o distanciar de Akishiba até este estar bem longe da sala.


Janessa – Sabe de uma coisa, Lika? (olha para ela com um olhar sapeca) Eu adoro fazer isso com ele!

Lika – JANJAN! (corre, abraça, levanta e rodopia a amiga) Obrigada Janessa! Obrigada! Obrigada! Obrigada!

Mikke – O que aconteceu aqui?

Lika – (para de girar) Mikke, essa é Janessa Omura. Apesar da idade, ela era minha melhor amiga quando tinha nove anos! (aperta o abraço) QUE SAUDADES JANJAN!

Janessa – (com os olhos girando de tontura) Igualmente. Estou ficando sem ar.

Lika – (a solta) O que aconteceu? Você se tornou da Gashi?

Janessa – Não. Eu nunca conseguiria ser um membro da Gashi. (balançando as mão “debochando)

Lika – Mas e esse manto?

Mikke – O que houve aqui?

Janessa – Vou tentar explicar, mas fique…

Mikke — FICAR CALMO?!

Janessa – (franze a testa)

Mikke – Aquele cara tentou me matar!

Lika – Mikke… Calma! (vendo que a situação irá piorar)

Janessa – Como ia dizen-

Mikke – Ele me chamou de assassino!

Janessa – Eu irei… (fecha os olhos e se prepara a palma da mão para mais uma “punição”) abrevi-


Lika já estava vendo a morte do irmão quando este segura Janessa pelos ombros. Ele a encara nos olhos a poucos centímetros de distância.


Janessa – Que ousadia?! Solte-me ou eu…

Mikke – J-Janessa… Omura não é?

Janessa – (seus olhos brilham)

Mikke – Eu não sei de nada daqui. As coisas estão acontecendo e eu não sei o por que. Por favor… diga-me o porquê disso tudo. M-me ajude.

Janessa — (levanta sua mão direita, aparentemente mirando o peito de Mikke)

Lika – Janessa, não faça…


Ela fica perplexa sem entender o porquê da amiga estar corada e ter levado a mão carinhosamente até o rosto do irmão.


Janessa – E-E-E-Elie?

– Sim, Grisma!

Lika – O que?


A mesma voz, anteriormente afastada por Akishiba, ganha a forma de uma pequena garota de cabelos curtos e rosados, iguais aos olhos, pele clara e trajando, também, um manto púrpura.


Janessa – V-vá até o Grande Loritai. D-d-duas solicitações… urgentes.

Elie – Agora mesmo, Grisma! (e parte)

Lika – “G-Grisma? Janessa é… Grisma?”

Mikke – Esse… Grande Loritai… ele-

Janessa – Ele vai te ajudar a entender essa situação. Vai te explicar tudo, mas Erigashi Akishiba exagerou em chamá-lo de assassino. Você não matou ninguém para ser um assassino.

Mikke – S-sério? Verdade?

Janessa – (balança positivamente a cabeça e com um sorriso sincero nos lábios)

Mikke – Obrigado. (ajoelha) Obrigado. Eu… (olha para ela) não sei como lhe agradecer direito.

Janessa – (ainda corada, se inclina e fica a centímetros do rosto dele) Eu sei como.


Por mais incrível que pareça, a surpresa maior não foi a de Mikke, mas sim de Lika em ver seu irmão menor recebendo um beijo nos lábios de sua antiga amiga.

–-----------------------------------------------------------

Xanferhion – “Plante um Nizou em um lugar seguro assim que chegar”. “Seguro”. QUEM CONSTRUIU AQUELE ESPELHO NÃO CONHECIA ESSA PALAVRA! NÃO MESMO!


Reclamava por estar debaixo de várias rochas, árvores, troncos… devido a forte queda por atravessar o portal. Encontra certa dificuldade para sair e estranha esse acontecimento.


Xanferhion – Mas… (força mais o braço direito e retira, praticamente, uma árvore de cima dele, jogando-a a uns 20 metros longe dele. Ela devia pesar uns 400 kg no mínimo) “Estranho. Será que eu… demorei?”

– ALI! CAIU ALI! – algumas vozes e passos se aproximando – O QUE SERÁ? SERÁ ALGUM GAURI? IDIOTA! UM GAURI NÃO FARIA TANTO BARULHO!

Xanferhion – (já de pé) Me sinto honrado! Mal chego e súditos aparecem para me receber?


Devido à poeira que se levantou no local, Xanferhion não pode ver direito. Quando ela foi abaixando, no mínimo 50 pessoas, a maioria homens de várias estaturas, etnias e tipos físicos, munidos de objetos pontiagudos e cortantes estavam ali olhando friamente para ele. Um em particular devia ter uns 2,90 de altura, era bem gordo e mantinha um porrete feito de pedra sobre o ombro direito. Parecia um grande Ogro. Todos trajavam um manto parecido com o de Akishiba.


Xanferhion – Eu… estou preso?

– Quem é você? Como veio parar aqui?

Xanferhion – Você parece ser o chefe. Pode me ajudar?

– O que você quer?

Xanferhion – Onde encontro algum “Tiger” por aqui?

– Tiger? – a menção desta palavra causou cochichos entre eles – Os Tigers são guerreiros sagrados que nos protegem. O que você quer com eles?

Xanferhion – Nada de mais, apenas… ver o semblante de agonia de cada um deles enquanto retiro suas vidas! (levanta sua lança): SAUDEM A ESCURIDÃO QUE RETORNA! SAUDEM O INÍCIO DO REGRESSO VENKS DREGON!

– O QUE?! V-Venks Dregon?! Não pode ser! Venks Dregon voltou?! O Dêmonio?!

Xanferhion – Então? Alguém poderia me responder?

– Você terá sua resposta! TAIA!


Das 50 pessoas ali presentes, 10 se dividem e atacam em conjunto. Os golpes são a princípio com armas que ao serem defendidas por Xanferhion, se quebram em sua armadura. No corpo a corpo, Xanferhion não se preocupava em desviar dos golpes recebidos e mirava, cegamente, no primeiro que via. Lembrava, realmente, um bárbaro descontrolado. Das 10 pessoas atacantes, 2 foram acertadas, mas ainda tinham disposição para lutar.


– Esse cara não é de nada! – se vangloriava um dos atacantes – Não somos mais os mesmos que antigamente.

– Se os lacaios de Venks Dregon são desse nível, não precisamos dos Tigers aqui. – desta vez foi o líder.

Xanferhion – (massageando o peito) Vocês tem razão. Devo estar enferrujado e fraco, mas antes que eu não possa mais lutar, poderia mandar mais alguns para eu me divertir?

– Do que está falando? Você mal consegue ficar de pé. O que ganharia com-


Neste momento, os dois que foram golpeados caem, gritando de dor no local atingido. Sem qualquer tipo de corte, o local golpeado simplesmente começou a transbordar sangue. Logo os dois padecem em uma poça de sangue. O espanto é geral.


– Mamro! Zeriga! O que você fez, maldito?!

Xanferhion – (apenas observa a frustração do líder)

– TAIA!


Os oito restantes avançam novamente, mas subitamente caem mortos ao dar o primeiro passo. O desespero começa a tomar conta deles.


– O que… O que está acontecendo aqui? – a voz do líder saia rouca de pavor – T-TAIC! (ninguém avança) Temos que detê-lo! TAIC!


Pouco a pouco eles começam a soltar suas armas e fugir, apavorados. Dos 40 restantes sobraram, apenas, o líder, o gordo e um jovem de cabelos cinzentos.


Xanferhion – Mais alguém?

– “O que é ele? Só dois foram acertados! O que ele fez aqui?” Delug!

Delug – Sim! (avança a passos pesados e prepara o porrete para o golpe)

Xanferhion – Você é grandão. Estou recrutando, também. Não quer deixar isso de lado e se juntar a mim?

Delug – NÃO! (desfere o golpe)

Xanferhion – Que pena.


Ele não desvia e recebe o poderoso golpe vertical em cheio. O sorriso de uma parcial vitória volta a ser o semblante de pânico quando o porrete que havia sido praticamente enterrado, juntamente com o inimigo, vira migalhas e o grande Delug ir ao chão desorientado. Xanferhion ergue dos escombros como se aquilo não importasse.


– “Esse é o poder de um dos lacaios de Venks Dregon? É… impressionante” – pensava o garoto de cabelos cinzentos.

Xanferhion – Eu não sou generoso, mas farei a oferta novamente.

Delug – (olhando apavorado para ele)

Xanferhion – SIM?

Delug – (mesmo tremendo muito, junta o resto de suas forças, se ajoelha e abaixa a cabeça diante dele) S-Sim.

Xanferhion – Prove sua lealdade, Delug.

Delug – (o gigante se levanta e caminha na direção de seu antigo líder)

– D-Delug? PARE DELUG! O que vai fazer? Você não vai fazer isso, vai? S-Sou eu, Tayuu. Lembra? C-crescemos juntos… Brincamos juntos… Lembra-se disso?


O gigante não se importou com os apelos do companheiro, o ergueu pelo pescoço e começou a apertar, visando tirar-lhe o ar. O jovem de cabelos cinzentos observava aquela situação sem uma expressão clara em seu rosto. Tayuu começou a se debater devido à falta de ar até seu corpo parar de se mexer. Delug, então, larga o corpo imóvel no chão e olha pra Xanferhion.


Xanferhion – Você não entendeu Delug? Eu não quero ver a morte dele… quero ver a prova da morte dele!


O que se passava na cabeça de Delug era inexplicável. Seus pensamentos, suas ações, seus sentimentos… tudo parecia estar sendo manipulado pela vontade de Xanferhion, pois o gigante fazia sem pensar. Ele simplesmente agia conforme as ordens de Xanferhion. Ele pisa no corpo que está de bruços, segura a cabeça de Tayuu e puxa contra seu corpo.


– “Delug” – novamente em seus pensamentos, o garoto de cabelos cinzas – “O que você está fazendo?”

Delug – (a força que fazia começava a mostrar algum resultado)

– “Por que… Por que… ainda não conseguiu? Faça!”

Xanferhion – (observa, com um sorriso, o rosto daquele garoto que demonstrava a sensação de prazer com o que via)

– “FAÇA!” – pedia o garoto em pensamento.


Nesse momento, Tayuu abre os olhos e tenta impedir o gigante de continuar, mas o contrário acontece: ele é impedido pelo garoto que segura suas mãos.


Tayuu – Ro… Roze… kio.

– Não atrapalhe! Apenas fique quietinho!

Tayuu – F… filho…


A última visão de Tayuu foi o sorriso de felicidade de seu filho Rozekio enquanto sua cabeça era arrancada de seu corpo.


Xanferhion – O Ceifador de Crânios, Xanferhion… chegou!


Notas finais
Véi... o maior que já escrevi.
Bom! As coordenadas do Havaí eu peguei aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Hava%C3%AD
Como informei antes, já estou trabalhando no próximo e futuramente, espero que não demore muito, postarei a imagem de algum deles.
Descrição de alguns...
Onihime - Chinesa, 1,72 de altura, 29 anos, pele beeeem clara, a nível fantasma, olhos roxos e provocantes, cabelos roxos e semi-curtos com uma franja entre o olho esquerdo. Trajando um kimono chinês de mangas curtas (http://4.bp.blogspot.com/_BiRYZJdoFWM/SBuDPLyqgcI/AAAAAAAAATM/9Cm4hhQZDw8/s320/DSC03855.JPG) aberto do lado das pernas. Calça branca, colada mas bem flexível, facilitando os movimentos. (http://shopping.tray.com.br/theme/4/img/loja/5123/ofertas/1039590g.jpg)
Xanferhion - Nacionalidade desconhecida, 1,98 de altura, idade desconhecida, olhos verdes, pele parda e cheia de cicatrizes, mas uma em especial na testa em forma de "X" e cabelos loiros bem curtos (quase careca). Trajando protetores nos braços, ambos com adornos pontiagudos, uma saia estilo gladiador romano, mas era feita com tiras de aço de 06cm de largura e 50 de altura, cada uma pesando uns 8 kg (por base umas 16 tiras dessas pra compor a saia) e sandálias de gladiador.
No próximo descreverei mais e espero publicar a imagem de um deles.