Thunder Team
2 Capítulo II
Em uma oficina dentro da Arena Tower, um mecha esperava. Para quem não estava acostumado, parecia um grande monstro verde-musgo, com suas grossas pernas e duas metralhadoras Gatling dos lados. Nas costas, o simbolo da equipe. A oficina cinza, cheia de equipamentos de manutenção, era espaçosa e fria. Suas paredes descascadas e manchas de óleo não deixavam mentir: Sua equipe era, provavelmente, muito pobre e pequena para pagar algo melhor. De fato, quem olhasse embaixo da máquina, apenas veria um rapaz magro de camiseta regata branca e calça verde, completamente sujo de óleo. Cabelo bem baixo, mal cortado, como se alguém tivesse passado uma máquina rapidamente, sem dar nenhuma atenção para a beleza. Sua pele branca contrastava com as manchas de óleo, seus olhos verdes davam um ar de beleza, mesmo com sua magreza e sujeira. Parecia fazer uma força sobrehumana para girar a ferramenta. De fato, forçou tanto o parafuso com sua chave de boca, que ela arrebentou e caiu óleo por todo seu rosto.
– ARRRGH! – O rapaz saiu de baixo do mecha, tossindo e cuspindo óleo, de óleos fechados,procurando uma toalha. Esbarrava nas coisas, mas não conseguia encontrar nada para secar seu rosto. Ouviu passos se aproximarem.
– Aqui, pegue. Você está bem, Thomas? – Alguém segura suas costas e com a outra mão lhe entrega a toalha. Ele seca seu rosto e olha para a frente: Uma garota baixa e branca, com o uniforme da equipe, sorri.
– Nada demais, estou bem, Sofia. Óleo faz bem para a pele. – Ele sorri de volta, mas logo se preocupa: Esse vazamento pode atrasá-los mais ainda. – Precisamos terminar isso. A primeira luta vai começar em breve.
– Vamos, vou te ajudar com isso. Nos atrasar logo de início... Não vai ser nem um pouco bom para nossa imagem. E precisamos de patrocinadores o quanto antes. Vou pegar o óleo, você fecha isso e depois enchemos.
Thomas fecha o vazamento e Sofia enche o reservatório de óleo. Quando terminam, um aviso pelo sistema de som do prédio ecoa: “Atenção todos as equipes: A apresentação individual começará dentro de 15 minutos. Pedimos à todos que coloquem suas máquinas na posição fora da oficinal para avaliação dos inspetores.”
Sofia olha para Thomas, ambos se entendem. Ela entra na máquina pela frente, abrindo a parte da frente, vidraçada e fecha seu cockpit. Tudo estava escuro, mas conseguiu sentar na confortável cadeira de comando. Abre um pequeno quadrado de plástico no painel e aperta um botão vermelho. Aos poucos, luzes azuis, verdes e vermelhas piscam. Telas de controle mostravam todo tipo de conteúdo e o vidro, antes preto, agora esclarece e mostra o que há fora da máquina. Painéis holográficos aparecem no vidro, inclusive o rosto de Thomas, no canto.
– Testando os sistemas de comunicação. Consegue me ouvir, Sofia?
– Sim, alto e claro. Outros sistemas não parecem ter problemas.
– Ok, mora o mecha para a frente. Estamos atrasados, mas não acho que seja necessário testar todos os movimentos... Coloque ele em posição e vamos esquentar os motores.
Sofia pega os controles do robô. Da alguns pesados passos para fora da oficina, colocando-o sobre um retângulo amarelo. Abre-se um grande corredor, que da para muitas outras aficinas. Na frente delas, muitos outro mechas esperam sua vez de serem avaliados. Alguns enormes, pesados, cheios de armas e mísseis. Outros, menores, com espadas a laser e armas menores. Todos eles, armados e prontos para o torneio, que começaria em pouquíssimo tempo.
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