Thunder Team

3 Capítulo III


Um pequeno robô cinza voava rapidamente em volta do mecha, usando lasers para analisar cada parte. Ao finalizar na análise, chegou perto de Thomas e imprimiu uma ficha, que foi pega e lida:

The Mecha Fight Festival

Nível Amador

Equipe: Thunder

Nº: 517L

Tamanho: Peq (-5)

Exp: S/E

Mod: Montagem Própria

Tamanho: Leve

Armamento: Peq/Med

Boa luta!

Sofia abriu o cockpit, se esticou para fora e olhou para Thomas, enquanto o robô partia para a próxima máquina.

– Tudo certo? Aprovados?

– Bem, parece que sim. Eles sabem que fomos nós quem montamos, mas não devem ter visto qualquer irregularidade.

– Ainda bem... – Sofia se deixou cair na cadeira. Não que eles houvessem colocado qualquer coisa anormal em um mecha, mas estava preocupada, pois se alguma configuração fora do padrão do torneio fosse vista... Seriam desclassificados antes mesmo de entrar.

Thomas guardou o papel no bolso da calça. Quando olhou para frente novamente, um rapaz de roupa laranja se aproximava. Tinha cabelos louros e olhos azuis, seu rosto não tinha qualquer imperfeição e era branco como uma folha de papel. Sorriu:

– Prazer, Ronald, Equipe Triton. Vocês são a Equipe Thunder, não é? – Ronald esticou a mão para um cumprimento.

Thomas sorriu de volta e pegou sua mão esticada. Olhou por trás dos ombros de Ronald e viu seu mecha sendo analisado: Pequeno, leve a ágil, tinha braços, segurando uma espada com fio a laser, ainda desligada. Suas pernas finas mostravam que seria difícil acertar um tiro com essa máquina em movimento. Seu corpo era pequeno, dificultando ainda mais para o inimigo. De fato, parecia ser levíssimo. Era pintado de um laranja forte, apenas com um símbolo nos ombros: Um triângulo amarelo, invertido, com duas letras: 3T. O pequeno robô avaliador entregou a ficha para um outro rapaz da equipe, que era formada por mais duas pessoas, todos brancos, loiros e de olhos azuis e com feições muito parecidas entre si.

– Somos todos irmãos. – Respondeu Ronald, que percebeu a olhada de Thomas. – É nossa primeira competição, mas acho que estamos bem preparados. Quantas vezes já competiram?

– Também é nossa primeira vez. Acho que estamos preparados, mas sei que não temos muita chance contra os mais experientes. Bem, temos que começar de algum lugar, não é?

– Normal, todos começam assim. É horrível dividir tudo entre tão poucas pessoas na equipe... Nas maiores, os pilotos se concentram para a luta, enquanto nós temos que agir como ajudantes de mecânicos. Mas é para o bem da equipe, tenho certeza que vamos conseguir patrocinadores quando essa primeira fase acabar.

Uma sirene tocou. Todas as pessoas que estavam no corredor correram para dentro de suas oficinas, os pilotos fecharam suas portas de entrada e o som de grandes portas de metal se abrindo pôde ser ouvido de toda parte. Ronald olhou para Thomas:

– Nos vemos depois da luta! – Piscou e saiu correndo para dentro de seu mecha. Sofia colocou a cabeça para fora do cockpit e acenou um positivo. Thomas correu para a oficina, ligou os computadores. Várias telas se acenderam, uma câmera mostrava o rosto de Sofia, outra a visão do piloto, ainda outra várias informações sobre munição, combustível e danos.

A parede à frente das oficinas começou a se levantar como uma comporta, revelando uma gigantesca sala branca e muito iluminada. Arredondada, é muito difícil definir a sua distância. Todos os mechas se viraram e passaram por onde era a parede. Ela se fechou, e Sofia pôde ver pequenos quadrados aparecerem por toda parte. Ficavam cada vez menores, cada vez mais complexos e detalhados. Ganharam cores, se tranformaram em baners iluminados, pontes gigantescas, carros, lanchonetes e prédios de todos os tamanhos. A sala branca havia se transformado em uma cidade. Sofia ouve o ruído do rádio:

– Sofia, aqui Thomas. Consegue me ouvir?

– Alto e claro, Thomas. Tudo pronto?

– Nenhuma alteração, aqui no computador. As outras equipes também parecem estar prontas, a contagem vai começar a qualquer momento.

Um som de trombeta pode ser escutado por toda a parte. De qualquer lugar, uma voz faz o comunicado:

– Senhoras e senhores, bem vindos. A partida começará em alguns segundos. Pedimos que aguardem ao fim da contagem para começarem seus movimentos, com risco de desclassificação automática. Agradecemos a compreenção.

O coração de Sofia foi para a garganta.

– Cinco.

Depois de tanto tempo e investimento, finalmente estava lá.

– Quatro.

O suor escorria por todo o rosto.

– Três.

Suas mãos tremiam.

– Dois.

Concentração. Ela tinha que deixar todo o nervosismo de lado, se quisesse vencer.

– Um.

Um frio correu pela espinha. Era hora do show.

– Comecem!

O som longínguo de motores se movendo ecoava.

Por todo o local, as máquinas arrancavam. A partida havia começado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.