Throwing Punches
17 Where The Lines Overlap
Notas iniciais
Então.. vocês devem querer me matar, LOL.
E com razão, demorei 2 FUCKING SEMANAS pra postar esse capítulo.
Sério, me desculpem. É que nas últimas semanas eu passei por uns problemas aí, e realmente fiquei sem tempo E sem inspiração pra escrever.
MAAAS a boa e velha inspiração voltou, e tá ae mais um capítulo maroto procês :D
Eu gostei de escrever ele.. principalmente o final.. HMMM. HOHO.
Tá, eu vou calar a boca e deixar vocês lerem, LOL. xD
Enfim, espero que gostem. (:
Freddie's POV
Acordei na sexta-feira bem descansado. Tinha dormido bem noite passada.
Depois que a Sam e a Lucy voltaram da gravadora ontem, e nos deram a boa notícia de que tudo tinha ocorrido bem, ficamos ali o resto da tarde.
Vimos alguns filmes, e cada vez que eu olhava pra Sam, via que ela estava com o pensamento longe. Mas não como antes.. ela não parecia insegura, como havia aparentado, nos últimos dias.
Apesar de sentir falta de passar um tempo.. a sós, com a Sam, eu estava muito feliz por ela.
Eu percebia o brilho nos olhos dela toda vez que alguém falava sobre o vídeo dela cantando, e a elogiava. Eu via o sorriso contente e sonhador que ela estampava nos lábios, imaginando como as coisas seriam daqui pra frente. Isso me deixa feliz.
Tudo o que eu quero é ver ela sorrindo, e ela parece muito confiante por estar correndo atrás de algo que ela gosta.
Pensando nisso, finalmente decidi me levantar. Tomei um banho, e vesti uma calça jeans escura, um tênis branco e uma flanela verde.
Minha mãe ainda estava dormindo, então tomei café e saí em seguida.
Cheguei no Ridgeway alguns minutos antes do sinal. A Sam estava conversando com a Hayley e com o Devon.
Confesso que ainda ficava surpreso com o fato dela e da Hays terem se aproximado tanto nos últimos dias. Parecia que elas não se gostavam muito, até semana passada.
– E aí, gente. — disse, me aproximando.
– Hey, Fredflakes. — disse a Sam, me dando um beijo.
– Ainda com esses apelidos? — perguntei, sorrindo. Ela deu de ombros.
– Não é porque sou sua namorada, que vou pegar leve com você. Ainda vai ter que me aturar. — ela sorriu.
Revirei os olhos. Eu realmente não esperava que isso mudasse.
– Ei, cadê a Carls? — perguntei.
– Não sei, acho que ela.. ah, tá ali. — disse a Hay.
Olhei pra trás e vi ela rindo e se despedindo da Wendy.
– Oi. — ela disse, se aproximando.
– Do quê estavam falando? — Devon perguntou, abraçando ela.
– Só tava espalhando a notícia da festa de amanhã. — ela disse, sorrindo. Ouvi a Sam suspirar, do meu lado.
– Você realmente não precisava montar uma festa por minha causa, Carls. — a Sam disse, meio irritada. Ela não gostava muito de ser o centro das atenções.
– Precisava sim, ué. Você está prestes a assinar com uma gravadora, é uma coisa pra se comemorar. — disse a Carly, animada. Era verdade, mas se bem que, pra Shay, tudo era motivo pra festa.
– Ainda não sabemos disso. Vai que o presidente da gravadora não.. goste da minha música? — Sam comentou, insegura.
– Como se fosse possível alguém não gostar de você. — a Carly disse, sendo mais fofa do que o normal. Já tinha percebido que ela usava isso praticamente como um super poder. Ninguém conseguia ficar bravo com ela assim. Nem a Sam.
– Tá fofinha demais hoje, Cupcake. — Sam disse, rindo.
Ouvimos o sinal tocar, e fomos pra aula. Em nenhuma aula eu tive sussego. Só aí percebi que todos os meus amigos estavam realmente apaixonados.
Na aula de física, era o Chase comentando sobre a Jenny. Na de matemática, o Brad falava incansávelmente da Hayley. Gibby da Meg, Devon da Carls.. Eu me perguntava se parecia tão bobo assim, quando falava da Sam.
Depois da aula tomamos uma vitamina no Groovie Smoothie, e em seguida cada um seguiu pra sua casa.
Quando cheguei no meu apartamento, ouvi minha mãe rindo na cozinha, e uma voz um pouco fina, ria também.
– Mãe? — perguntei, entrando no cômodo.
– Oi, filho. Chegou cedo hoje. — ela comentou.
– Cheguei. — disse. Atrás dela vi um baixinho se aproximando.
– Ei, Freddie. — ele sorriu, apertando minha mão.
– E aí, Jay. Fazendo o quê aqui? — perguntei. Ele deu de ombros.
– Meu pai ia passar o dia fora, então resolvi almoçar com a dona Marissa. E aproveitar pra ter minha revanche no video-game, hoje. — disse, sorrindo. Sorri de volta.
– Boa sorte com isso, garoto. — disse.
Ficamos a tarde conversando, eu, o Jay, e a minha mãe. Mais pro meio da tarde, decidimos ir até o parque.
Então o Jay propôs um jogo de basquete, e.. bom, mesmo sabendo que eu sou péssimo, eu não iria amarelar.
Começamos a jogar, e.. é, eu perdi. Caí, tropecei, dei com a bola na minha própria cara.. realmente, meu negócio não é basquete.
– Caramba, Freddie, cê tá legal? — ele disse, rindo. Eu estava ofegante.
– Tô sim. Não precisa rir do meu fiasco não, tá, seu anão? — disse, rindo. Ele revirou os olhos.
– Posso não ser alto, mas eu sou bom. — ele sorriu, se gabando. Realmente, o garoto era bom. Não é atoa que é o capitão do time de basquete da escola dele.
– É, eu admito.. pra um tampinha, até que tu leva jeito. — sorri.
Ficamos ali o resto da tarde, rindo, conversando, fazendo palhaçada. Minha mãe comprou sorvete pra nós dois, e eu praticamente me senti criança, de novo.
Era meio complicado ser filho único. Eu adorava passar o tempo com a minha mãe, mas eu sempre senti vontade de poder conversar.. coisas de homem, com alguém.
Então, como eu não tinha irmãos, e.. nem me lembrava do meu pai, ás vezes eu me sentia um pouco sozinho.
Era bom passar um tempo com um amigo garoto. Quer dizer, tem o Spencer, o Brad, o Gibby, o Chase, o Devon. Mas o Jay era meio diferente, eu via ele mais como.. o irmão mais novo que eu nunca tive. Isso era legal.
Voltamos pra casa, e depois de um tempo o James apareceu lá. Como já havia escurecido, minha mãe resolveu preparar o jantar.
Depois de pronto, sentamos todos na mesa. E olhando pra nós quatro, ali, jantando, nos divertindo.. eu me senti, pela primeira vez na vida, com uma família de verdade.
Mais tarde, eles resolveram que já era hora de ir embora. Minha mãe foi acompanhar o James até o carro.
– É, hoje foi divertido. — Jay disse. — daqui há algumas semanas meu time vai ter um jogo importante, você e sua mãe podem ir. — ele disse.
– Beleza. — disse, enquanto saíamos. Aí me lembrei da festa de amanhã. — ei, amanhã á noite a gente vai dar uma festa na casa no apartamento da minha amiga, aqui em frente. Aparece aí. — disse.
– Festa de quê? — ele perguntou.
– É mais uma comemoração. Minha namorada está prestes a assinar um contrato com uma gravadora. — disse, sorrindo. Gostava de chamar a Sam de "minha namorada".
– Cê tem namorada? — ele perguntou, surpreso.
– Tenho sim. Você não assiste iCarly? Então, é a Sam. — disse. Ele ergueu as sombrancelhas.
– Ah sim, a Sam. — ele sorriu, malicioso. — ela é gata. — disse. Dei um tapa na nuca dele.
– Abre teu olho, maluco. — disse, fingindo estar bravo. Ele riu.
– Tá, foi mal. Então tá, até amanhã. — disse, saindo.
– Até.
Depois de uns minutos, minha mãe voltou. Já estava tarde, então resolvi ir pro meu quarto.
– Mãe, vou indo dormir. Boa noite. — disse, lhe dando um beijo.
– Ah, boa noite, filho. — ela sorriu.
Fui pro meu quarto, e tomei um banho rápido. Vesti uma calça velha de pijama, e um moletom.
Me sentia exausto, e teríamos um dia longo amanhã.
Eu queria que a festa pra Sam saísse perfeita. Ela merecia isso. Eu realmente, só quero vê-la feliz.
Coloquei os fones de ouvido, liguei meu iPod e apertei play. Tocava "Lovely Sound", do Chase Coy. Era uma das minhas músicas favoritas.
Cansado, apaguei as luzes, e me concentrei na música até adormecer.
Sam's POV
– Sam. Saaam.. SAM! — senti uma almofada na minha cara. Belo jeito de ser acordada.
– Ahm.. o quê tu quer, Shay? — disse, enfiando a cara no travesseiro novamente.
– Quero que você levante. — ela disse, como se fosse uma coisa óbvia.
– Mas.. Carls, são.. — olhei no relógio — são só 11:00! Me deixa dormir.. — reclamei. Ela riu, antes de atirar outra almofada em mim.
– "Só" onze horas?! Quero que você me ajude a preparar o almoço, vamos. — ela disse, mandona. Parecia minha mãe, que isso.
– Tu sabe muito bem que eu não gosto de trabalhar.
– Sinto muito, estrela do rock, mas você vai levantar agora. — disse, sorrindo. Até eu tive que rir com essa.
– Estrela do Rock?
– É o quê você é agora, mulher. Agora vamos, chega de preguiça. — ela disse, impaciente. Revirei os olhos.
– Tá, tá. Já tô indo. Suspirei, derrotada, e fui tomar um banho.
Eu me sentia exausta, simplesmente porque a Carls não me deixou dormir ontem.
Ficou falando, falando e falando do Devon, e sobre mais um monte de coisas. E quando finalmente fomos dormir, ela resolveu ser sonâmbula e me chutar a noite toda.
Basicamente, eu me sentia um troço. Mesmo assim, fui ajudá-la com o almoço.
No meio da tarde os meninos apareceram também, e a gente ficou ali de bobeira, e começamos a arrumar tudo pra festa.
Freddie's POV
Acordei tarde no sábado, e almocei com a minha mãe. Ela ia passar a tarde com o James, então assim que ela saiu, resolvi ir ver o pessoal.
Quando cheguei no apartamento dos Shay, quase todo mundo já estava ali, ajudando a arrumar tudo. Então fui ajudar também.
Depois de mais ou menos uma hora arrumando, paramos e ficamos ali conversando, vendo TV.
– Carls, cadê a Sam? — perguntei. Ela já tinha sumido havia meia hora. Carly riu.
– A estrela tá no banho. — disse, debochada. Revirei os olhos.
Esperei mais um pouco, e uns 10 minutos depois a Sam desceu. Usava uma calça jeans.. bem justa, all star branco e uma blusa comprida roxa.
– Wow. Tudo isso é pra mim? — perguntei, sorrindo. Ela riu, debochada.
– Claro.. como se eu precisasse me produzir pra te deixar babando. — disse, rindo.
Logo todo mundo tinha chegado. Tipo.. todo mundo mesmo. Parecia que a Carls tinha convidado metade do Ridgeway.
E a festa começou. Jogos, campeonato de video-game, comida, dança. Usamos praticamente todos os andares do apartamento. Estava realmente muito divertido.
Então ouvimos a música parar.
– Então, gente.. — começou a Carly. — ..já que essa festa é pra Sam.. nada mais justo do que ela cantar pra nós. — ela disse, com o sorriso mais maléfico possível.
Olhei pra Sam, e, bom, se aquilo não era nervosismo, eu não sei o que era.
– Não, Carls.. e-eu.. — ela tentou dizer.
Todo mundo começou com o 'canta, canta'.. e ela suspirou, derrotada.
– Tá bom, eu vou. — ela disse.
Foi pro meio da sala, e nos encarou.
– Bom.. não temos violão, então me ajudem. — ela disse, rindo. — essa se chama "Where the Lines Overlap".
Então ela começou a cantar.
Give me attention
Me dê atenção
I need it now
Eu preciso disso agora
Too much distance
Uma distância muito longa
To measure it out (out loud)
Para medir (alto)
Tracing patterns
Perseguindo padrões
Across a personal map
Através de um mapa pessoal
And making pictures
E fazendo fotos
Where the lines overlap
Onde as linhas se sobrepõem
Era uma música muito animada, divertida.
A Sam sorria, batia o pé. Todos nós batíamos palma, pra dar o rítimo.
E foi aí que eu realmente percebi, naquele sorriso, que aquilo era o que ela desejava. Que era o que ela queria fazer.
As letras dela diziam o que ela sentia, e não tinha coragem de nos dizer. Ou era até mais que isso.
Call me over
Me ligue
And tell me how
E me diga como
You got so far
Você chegou tão longe
Never making a single sound
Sem fazer um único som
I'm not used to it, but I can learn
Não estou habituada a isso, mas eu posso aprender
There's nothing to it
Não há nada para isso
I've never been happier
Eu nunca estive tão feliz
Eu olhava pra ela, e sorria. Ela estava feliz.
Animada, sorria, pulava, batia palmas. E nós também.
Now I've got a feeling if I sang this loud enough, you
Agora eu tenho o sentimento de que seu cantar alto o bastante
Would sing it back to me
Vocês cantariam junto comigo
I got a feeling, I got a feeling
Eu tenho o sentimento
That you, will sing it back to me
Que vocês cantarão comigo..
Nos assustou, subindo em cima da mesa.
Parecia que estávamos realmente em um show, pois ela pulava, cantava, e todo mundo respondia, ainda mais animados.
No one is as lucky as us
Ninguém é tão sortudo quanto nós
We're not at the end but
Nós não estamos no fim, mas..
Oh we already won
Oh, nós já vencemos
No one is as lucky as us
Ninguém é tão sortudo quanto nós
Is as lucky as us
Tão sortudo quanto nós..
Finalmente, ela parou. Ficou nos olhando, com aquele sorriso bobo, até que todos aplaudiram.
- Oh, obrigada, obrigada. — riu, debochada.
Ligaram o som novamente, e ficamos ali, conversando, dançando. Não existia nada melhor do que ficar com meus amigos.
Sam's POV
A festa estava muito legal. A Carls tinha dado a ideia de eu cantar, e eu fiquei nervosa. Ainda mais, que não tinha música, nem nada.
Mas sei lá, eu estava feliz. Cantei uma das minhas músicas, e me diverti bastante.
Ah, também conhecemos o "irmão" do Freddie, o Jay. Ele é filho do James, mas do jeito que eles eram amigos, pareciam realmente irmãos.
Eu estava conversando com ele, e ele era muito divertido. Tinha uns 15 anos, eu acho. Era um garoto legal.
Então a Lucy parou a música novamente, e eu a olhei, confusa. — O quê..?
- SHHH! — ela só fez sinal pra que eu esperasse. Ela estava no telefone. — sim.. sei. Bom, e você mostrou? E aí? — ela sorriu. — Sério?! Isso.. isso é ótimo! Claro, vou falar com ela agora mesmo! Obrigada, de novo. — e desligou.
Me olhava, com um sorriso gigantesco no rosto.
- O QUE FOI?! — perguntei, impaciente.
- Era o Matt. — ela disse. — ele mostrou o vídeo pro presidente da gravadora, e pra mais um pessoal.. — senti meu corpo gelar. Será que.. — E aí? — a Carls perguntou, na minha frente.
- Eles querem.. de verdade, assinar com ela. — sorriu.
Foram uns 5 segundos de silêncio, até todo mundo começar a berrar. Me abraçavam, e eu permanecia ali, imóvel. Mas dessa vez.. com um sorriso no rosto.
– Acredita nisso, Sam?! — a Carly me sacudia, pulando.
– Não.. — sorri. Eu ainda não acreditava nisso.
Foram dezenas de "parabéns", de cada um que estava ali. Abraços, sorrisos. Todos estavam realmente muito felizes e animados com isso.
Mas eu percebi que.. ele não tinha falado comigo.
Olhei pros lados, o procurando, e ele estava ao pé da escada, me encarando.
– O quê foi? — perguntei, me aproximando.
– Nada. — ele disse, indiferente. O olhei, surpresa.
– A ligação que a Lucy.. você.. não tem nada pra me dizer? — perguntei, confusa. Ele suspirou.
– Não. — disse. Baixei a cabeça, chateada. Talvez ele não estivesse feliz com isso. Então ele riu.
– Eu tenho algo pra te dar. — disse. Olhei pra ele, e ele sorria maliciosamente.
– O quê..?
– Vem cá. — disse, pegando minha mão e me puxando escada acima.
Chegamos no estúdio do iCarly e estava vazio. Vi ele parar o elevador e trancar a porta do estúdio. Depois se virou pra mim, sorrindo.
– Posso saber o porque disso? — perguntei. Eu já sabia muito bem o que ele queria.
– Por nada. Só acho que.. eu deveria te parabenizar. Sabe.. te dar uma recompensa. — ele sorriu torto, me puxando pela cintura, levando meu corpo pro dele.
Ri, debochada.
– Você não acha que está metido demais? — perguntei. Ele deu de ombros.
– Você gosta.
– Eu odeio gente metida.
– Mas eu sou uma exceção. — sorriu, convencido. Ele gostava de me provocar.
Mas eu nunca admitiria isso.
– Viu? Eu disse. — suspirou. Revirei os olhos.
– Cala a boca. — sorri, antes de trazer seus lábios pros meus.
Ele me beijava como se nunca tivéssemos no beijado antes, e eu fiquei um pouco surpresa por isso. Segurava minha cintura com firmeza, levando meu corpo ainda mais pro dele.
Seus lábios eram urgentes, como se esperassem aquilo por muito tempo. Fez até eu me sentir um pouco culpada, por ter negado isso tantas vezes essa semana.
Envolvi meus braços no seu pescoço, o trazendo mais pra mim.
Senti ele me empurrando gentilmente, até eu deitar no capô do carro cenográfico que tinha no estúdio. Me apoiei nos cotovelos e ergui uma sombracelha, o provocando.
Ele sorriu, e voltou pra mim.
Ficamos ali nos beijando.. por um bom tempo. E como naquela primeira noite, eu ia perdendo a noção do que estávamos fazendo.
Eu sabia que estávamos indo longe demais, mas eu sinceramente não ligava pra isso.
Na verdade.. era ainda mais excitante o fato de que alguém poderia subir a qualquer momento e ver o que fazíamos.
Fazia eu me sentir em perigo, fazendo algo escondido. Eu me sentia proibida, com ele, e isso me excitava cada vez mais.
Ficamos ali um bom tempo, e eu achei que realmente não iríamos muito mais longe. Até sentir suas mãos subindo por baixo da minha blusa, a retirando, e desabotoando meu sutiã, em seguida.
Logo a minha calça também estava em algum canto do estúdio.
Ele levantou e me encarou, antes de se despir, também.
Voltou a me beijar, descendo pelo meu pescoço, e chegando aos meus seios.
Me olhava e sorria, provavelmente da forma que eu corava, cada vez que ele me tocava.
Foi descendo seus beijos, até chegar onde queria. Retirou minha última peça de roupa, antes de encarar, hesitante. Eu apenas assenti. Ele sorriu, e voltou a me tocar.
Não importava quantas vezes nós tivessimos esse tipo de intimdade, eu ainda assim corava, tímida. Mesmo assim, nada era maior do que o prazer que eu sentia em tê-lo ali, pra mim, me satisfazendo.
E ele sabia que era o único. O único que eu já permiti ter esse tipo de intimidade. E eu duvidava que um dia, qualquer um chegasse tão longe.
Eu tentava ao máximo não olhar pra baixo. Apenas fechava os olhos e mordia os lábios, com força. Sabia que se olhasse, perderia o controle.
Reprimi um grito quando ele inesperadamente me tocou com os dedos.
– Fr-Freddie.. — tentei dizer, mas saiu mais como um gemido agudo. Ele riu.
– O que foi, Sam? — ele dizia, continuando a me tocar. Mordi os lábios com força. Eu não confiava na minha voz, agora.
– E-eu..
– Quer que eu pare? — ele perguntou, divertido, parando por um momento. Balancei a cabeça, negativamente.
– Por favor.. n-não para. — implorei, jogando minha cabeça pra trás, quando ele me tocou novamente.
– Como quiser. — sorriu, malicioso, e voltou pra mim.
Eu puxava seu cabelo com força, tentando diminuir uma distância entre nós que nem existia. Ele passava as mãos por todo o meu corpo, enquanto a boca permanecia ali, ágil, rápida.
Ele não aguentou por muito tempo, e subiu novamente, voltando a me beijar. E logo, ele já havia me envolvido, e assim como naquela noite, éramos um do outro, novamente.
Percebi que ele estava aflito, se preocupando demais comigo, como se quisesse me satisfazer o tempo todo.
Talvez fosse a hora de eu retribuir.
O empurrei gentilmente, pra que eu pudesse me levantar. Ele me olhou, confuso.
– O quê..?
– Shh. Eu comando as coisas por aqui, agora. — sorri, o empurrando no capô de novo, e lentamente sentando sobre ele. Ele sorriu, nervoso.
Nunca tínhamos tentado essa posição antes.. mas eu admito, eu gostava. Eu me sentia no controle. E a visão do Freddie de olhos fechados, mordendo os lábios, e reprimindo um gemido, tornava tudo ainda mais divertido.
Suas mãos permaneciam em meu quadril, me ajudando a ir mais e mais rápido.
Senti que não aguentaríamos mais muito tempo, então voltei a beijá-lo.
Nossos lábios envolvidos, nossos tórax se tocando, nossas respirações ofegantes. Nós dois estávamos satisfeitos.
Saí de cima dele e deitei ao seu lado. E ele novamente, apenas me envolveu nos seus braços.
Ficamos ali por uns minutos, respirações entre-cortadas, ainda nos recuperando.
– Então.. — ele disse, de repente. — ..já pensou no que pode acontecer.. depois? — ele perguntou. O olhei, confusa.
– Depois do quê?
– Você sabe.. toda essa história de gravadora, e contratos. Já pensou o que pode acontecer se.. você ficar.. famosa? — ele disse, meio inseguro.
– Não vai acontecer nada. Eu vou continuar sendo quem eu sou, apenas fazendo o que eu gosto. — disse. Ele suspirou.
– Eu sei. Mas é que.. você vai ter menos tempo pra tudo. E.. pra nós. E vai saber quando momentos assim vão.. — o interrompi com um breve beijo.
– Se é essa sua preocupação, Freddie, realmente é desnecessária. Eu sempre vou ter tempo pra você. Por mais que você seja um pateta. — sorri.
Ele riu, antes de me encarar.
Eu realmente não sabia o que ele estava pensando, mas aquilo me deixou confusa. Ele me olhava como se tentasse me dizer alguma coisa, mas parecia não confiar em si mesmo pra dizer.
– Freddie..? O que foi? — perguntei, preocupada. Ele suspirou.
– Eu não sei. Eu só acho que.. eu te a-
– GENTE! VOCÊS ESTÃO AÍ EM CIMA?! EU TÔ SUBINDO! — ouvimos a Carly gritar lá de baixo. Olhei pro Freddie, assustada.
– Corre. — ele disse.
Colocamos as roupas de qualquer jeito. Tentei arrumar meu cabelo de um jeito que não parecesse que nós tínhamos.. bem..
– Ah, vocês tão aí. — a Carls sorriu. — o quê estavam fazendo? — ela perguntou.
– Nada. — dissemos juntos. Olhei pra ele e ele sorria. Sorri de volta.
– Tá bom.. — ela disse, meio desconfiada. — vamos descer, tá todo mundo se divertindo lá embaixo. — ela disse, sem saber que.. bem, nós também nos divertimos bastante, aqui em cima.
Descemos e a festa continuava animada. Parecia que ninguém tinha dado pela nossa falta.
Ou assim eu pensava.
– E aí, se divertiram bastante? — a Hays perguntou, rindo, quando passou por mim.
– Fica na tua, Parker. — respondi, rindo também. Cara, essa garota não deixa passa nada, mesmo.
E ficamos ali o resto da noite, comendo, dançando. Apenas nos divertindo.
Eu estava no sofá, assistindo os garotos jogarem, quando a Lucy se sentou do meu lado.
– E aí, tá pronta? — perguntou, sorrindo.
– Pronta pra quê?
– Semana que vem vamos na gravadora novamente. Matt vai te apresentar o presidente, e você vai gravar algumas músicas. — ela disse. — é bom se preparar, Sam, pois você ainda tem muita coisa pela frente. — ela sorriu. — Isso é só o começo.
Respirei fundo, antes de responder.
– É.. definitivamente, eu estou pronta. — disse, sorrindo.
Eu já estava certa disso. Já havia me decidido.
Era isso que eu queria, desejava, e era atrás disso que eu correria atrás.
Seguir os meus sonhos.
Eu não só queria.. eu ansiava por isso.
Notas finais
Sério, desculpem mesmo a demora pra postar. Prometo que não vou demorar mais assim x)
Palavra de almõndega, falow? -qqq LOL.
Reviews? u.u
Fale com o autor