Notas iniciais
HEEEEY, kids!
Mama's Home! LOL.
Então, eu voltei, há :D
Viagem de uma semana, blabla, demorei um pouquinho, mas tá aí, o capítulo 14 procês ;D
Espero que gostem. (:

Freddie's POV

Acordei na terça bem animado. Tinha dormido bastante, e eu tinha grandes planos pra hoje.

Primeiro, eu e minha mãe iríamos jantar na casa do James, e eu iria conhecer o filho dele.

E eu também tinha.. alguns planos, com a Sam.

Finalmente, decidi levantar. Fiz minha higiene, e vesti uma calça preta, um tênis branco e um casaco azul.

Cheguei na cozinha e minha mãe já estava tomando café.

– Bom dia, mãe. — disse, sorrindo.

– Bom dia, filho. Bem humorado? — ela perguntou.

– Acho que sim. — disse, pegando uma torrada.

– Que bom. — ela sorriu.

– Ei, vamos jantar no James hoje, não é? — perguntei.

– Sim, sim. E você vai conhecer o Jason. — ela disse, sorrindo.

– Ele é legal?

– Ele é um amor. Brincalhão, e muito bonito, como você, filho. — ela disse.

– Obrigado. E.. qual a idade dele?

– Tem 15 anos, mas é bem maduro. Ele é realmente um bom menino. Acho que vocês vão se dar bem. — ela disse, feliz.

– Legal. — disse.

Fiquei bastante curioso pra conhecer o garoto. Pelo o quê minha mãe diz, ele é realmente legal.

Terminamos de comer, e eu já tinha que sair.

– Ei, mãe, vou indo. Te vejo á noite. — disse, lhe dando um beijo.

– Tá bom, não chega muito tarde. — ela disse.

– Pode deixar. — disse, e saí.

Cheguei no Rigdeway e encontrei a Sam, a Carls e o Devon perto dos armários.

– Ei, gente. — disse, me aproximando.

– Oi, Freddie. — disse a Carls, sorrindo.

– E aí. — disse o Devon. Olhei pra Sam, esperando.

– Ahm.. Sam? — disse, tentando tirar a atenção dela do celular.

– Ah, oi, nerd. — ela disse, distraída. A olhei, surpreso.

– É só isso que eu ganho? — perguntei, frustrado. Ela me olhou, e revirou os olhos.

– Ah, desculpa. Oi, meu nerd. — ela disse, me dando um beijo.

– Assim é melhor. — sorri.

– Algumas coisas não mudam nunca. Ou.. mudam um pouco. — disse a Carls, rindo.

– Pois é. Ei, o quê vocês dois vão fazer depois da aula? — perguntei.

– Nada demais, eu acho. — a Carly disse, dando de ombros.

– Ahm.. na verdade, temos planos. — disse o Devon. Ela o olhou, confuso.

– Temos? — perguntou.

– Sim. E é surpresa. — ele disse, sorrindo.

E acho que eu vi ele piscar pra Sam, de canto. Aí tem coisa. Mas eu tinha certeza que a surpresa era pra Carly, e era engraçado ver ela tão curiosa.

– Ah, e falando em surpresas, dona Puckett, eu te pego na frente da sua casa ás 18 horas. — eu disse.

– Pra quê? — ela perguntou, confusa.

– É surpresa. — sorri. O Devon riu.

– Não me vem com essa, Benson. Eu não sou a Carly, sabe que eu odeio surpresas. O quê é? — ela perguntou, impaciente.

– Não vou dizer, apenas esteja pronta ás 18 horas. — eu disse, decidido. Ela bufou.

Assistimos todas as aulas normalmente, e depois nos encontramos com o pessoal no almoço.

Acabei percebendo que todo mundo estava meio.. junto. Eu e a Sam, a Carls e o Dev, o Gibby e a Meg — que ainda me faziam rir muito, por combinarem tanto — , o Brad tentando conquistar a Hays incansávelmente. E o Chase sobrou.

– Ei, cara. — o chamei, ele estava distraído com o celular, rindo.

– Oi, mano. — disse.

– Eu tava pensando aqui..

– No quê? — ele perguntou, curioso.

– Bom.. eu percebi, que "O Grande Chase", "O Rei da Conquista".. tá solteiro. — disse, rindo.

– Ok, primeiro, não sou rei. Mas eu gostei de "O Grande Chase" — ele disse, sorrindo. — e, é, tô solteiro. — ele deu de ombros. — mas.. espero que não por muito tempo. — ele sorriu.

– Epa. Quem é a sortuda?

– A Jenny, cara. Ela é incrível. — ele disse, sorrindo.

– A irmã da Lucy? — perguntei. Eu não havia conversado muito com ela, então ainda não a conhecia muito bem.

– Sim. Eu conversei bastante com ela ontem a tarde, e hoje, o tempo todo, por mensagem. — ele disse, mostrando o celular. — ela é.. incrível, mano.

– É mesmo?

– Sim! Bonita, inteligente, divertida. Gosta de um monte de coisas que eu gosto, e.. ah, não sei explicar. Ela é.. especial. — ele disse, todo bobo.

– E esse sorriso babão na cara, ai? — eu disse, rindo. — mas, cara, vá em frente.

– Pois é. Eu vou chamar ela pra sair, hoje. — ele disse.

– Vai nessa, dou o maior apoio. — sorri.

– Valeu, Freddows. — ele riu. Revirei os olhos. A Sam não era a única que me dava esses apelidos.. bizarros.

O resto da aula passou rápido, e depois fomos ao Groovie Smoothie.

A Sam ficou com a cara emburrada o tempo todo, querendo saber qual era a tal surpresa. Eu apenas ria, pois não ia dizer.

A única certeza que eu tinha.. era de que ela iria gostar.


Sam's POV


Depois da aula fui direto pra casa, o Freddie disse que me pegaria mais tarde pra uma tal surpresa. Eu confesso, estava morrendo de curiosidade pra saber o quê era, e nem imaginava o quê poderia ser.

Quando cheguei em casa, minha mãe estava na sala, com o notebook nas mãos. Assim que me viu, semicerrou os olhos.

– Samantha Puckett. — disse, séria.

– Ahm.. sim? — perguntei, confusa.

– O quê a senhorita fez mesmo na noite de sexta-feira? — ela perguntou.

Senti meu corpo todo gelar. Ela.. ela sabia? Digo, eu disse pra ela que eu e o Freddie estávamos saindo, mas.. não mencionei nada.. daquilo.

– E-eu fui na festa da Wendy, mãe. Porque a pergunta? — perguntei, nervosa.

– E porque não me disse que cantou na frente de tanta gente?! — ela disse, virando o notebook pra mim. Estava aberto no meu vídeo. Revirei os olhos. Ah.. esse famoso vídeo.

– Não sei. Nem eu mesma sabia desse vídeo até ontem, quando a Carls me mostrou. E.. como a senhora achou isso? — perguntei, confusa.

– A tia Mary me ligou e disse.

– A.. a tia Mary.. — tentei dizer — como a tia Mary achou isso?! — perguntei, incrédula. Ela deu de ombros.

– Não sei, ela simplesmente achou. E.. Sam, você tem noção do quão.. famoso, está esse vídeo? — ela perguntou. Suspirei.

– Não.. não faço ideia. Na verdade, procurei nem pensar muito nisso. — disse, sentando ao seu lado no sofá.

– E porquê não?

– Porque.. me assusta. Tudo isso.. me assusta muito. — disse, colocando o rosto entre as mãos.

– Porque, minha filha? — ela disse, preocupada.

– Porque.. eu não sei se tô pronta pra esse tipo de coisa. Como você mesma disse, o vídeo está.. "famoso". Isso me deixa nervosa. — disse, frustrada. Ela me olhou, ainda sem entender.

– É que.. você sabe, e todo mundo sabe, o quanto eu amo música. E.. eu gosto de cantar. Me diverte. E, bom.. pelo o que meus amigos dizem, e pelo que eu li aí.. as pessoas gostam. E eu fico realmente muito feliz por isso. Mas eu não queria apressar as coisas. Digo.. você viu quanto isso foi visto? Quase um milhão de vezes! Em 4 dias, mãe! Isso tudo.. me assusta, muito. — disse, baixando a cabeça. Foi difícil por isso tudo pra fora.

– Sam. Por favor.. ouve uma coisa que eu vou te falar. E dessa vez.. presta atenção. — ela disse. A olhei, esperando.

– Eu sempre tive muito orgulho de ti. Sempre. E sempre soube o quão talentosa você era. Era realmente só uma questão de tempo, até você mesma enxergar isso. E agora, todos sabem. Não fica assustada, isso é uma coisa boa. Por favor, acredita em mim. Você é uma das pessoas mais talentosas por aí, e nunca deixe ninguém te dizer o contrário. E, não, não é porque sou sua mãe. É porque eu acredito em você, no seu talento, e nas suas escolhas. E porque.. porque eu te amo, minha filha. — ela disse, emocionada.

Fiquei realmente.. muito surpresa. Eu sabia que minha mãe me amava, e tinha orgulho de mim, mas.. ela não é uma pessoa muito carinhosa.

E ouvir tudo isso.. me deixou muito feliz. Me deu confiança.

– E-eu.. nem sei o que dizer. — disse, ainda surpresa.

– Não diga nada. Apenas me prometa que não vai desistir de um sonho teu, por medo. E que vai sempre acreditar em você mesma. — ela disse.

– Prometo. — Sorri, e lhe dei um abraço. — eu te amo, sabia, sua biruta? — disse. Ela riu.

– Baixinha insúportável. — ela disse, bagunçando meu cabelo. De repente me olhou, curiosa. — ei.

– Que foi? — perguntei.

– Qual foi o lance com o almofadinha, ontem? — ela perguntou, com uma cara debochada. Almofadinha?

– O Freddie? — disse, rindo.

– É, isso aí. É seu namorado?

– Não oficialmente. — fiz uma careta. — mas.. é, estamos.. juntos. — disse, sorrindo.

– Hm. Sorriso bobão, me conta tudo. — ela disse, animada.

Pensei por um minuto. Minha relação com a minha mãe tinha melhorado bastante de uns tempos pra cá. Ela estava sendo bem mais compreensiva comigo, e atenciosa.

Então, me senti confortável em contar pra ela o que realmente aconteceu. E eu contei. Ela ficou um pouco chateada por eu não ter dito de cara. Mas.. era engraçado ver a reação dela.

Disse que por um lado não estava tão surpresa.. e eu me perguntei se deveria ou não ficar ofendida com isso. Mas eu percebia que ela ainda estava meio abalada, e um pouquinho surpresa sim, por tudo ter acontecido tão rápido. Até eu estava.

Mas eu não a culpo. Acho que.. por mais que eu cresça, ela sempre vai me ver como uma menina.

E eu me perguntava se um dia.. passaria por isso. Se um dia poderia olhar pra uma criança, sentir orgulho, e poder chamá-la de "minha pequena".

Por algum motivo, essa ideia não parecia mais tão estranha, pra mim.

Depois de um tempo conversando com minha mãe, decidi me arrumar.

– Ei, mãe, vou tomar um banho, vou sair daqui a pouco. — disse, levantando do sofá.

– Vai onde? — ela perguntou.

– Nem sei ainda. O Freddie só disse que ia me buscar ás 18 horas. "É uma surpresa". — disse, imitando a voz dele. Ela riu.

– Almofadinha cheio de segredos. — ela disse, rindo, e saindo da sala. Revirei os olhos. Da onde é que ela tirou esse apelido?!

Enfim, fui pro banho, e quando saí.. não fazia ideia do que vestir.

Eu normalmente não sou muito fresca com esse tipo de coisa, mas.. eu não sabia qual era a ocasião, então estava nervosa.

Por fim coloquei uma calça preta justa, uma blusa roxa, e uma sapatilha roxa. Me sentia meio esquisita, mas decidi ir assim mesmo.

Pontualmente ás 18 horas, ouvi uma buzina vinda da rua. Olhei pela janela e ele estava lá, encostado num carro preto, com um sorriso bobo na cara.

Saí, e fui em direção á ele, surpresa.

– De onde saiu esse carro? — perguntei.

– Minha mãe tem 2 carros, e me empresta esse muito raramente. Mas como é uma ocasião especial, consegui convencer ela. — ele disse, sorrindo.

– Não vai me dizer onde vamos? — perguntei.

– Nop. — disse, sorridente. — ei.

– Sim?

– Se me permite dizer isso sem levar um soco.. você está muito linda. — ele sorriu de canto. Corei.

– Ér.. valeu. E você está.. arrumado. — disse, só então reparando na roupa dele. Usava um all star, uma calça preta e uma camisa social azul com as mangas dobradas até os cotovelos.

– Obrigado. Fique á vontade. — ele disse, abrindo a porta do carro pra mim.

Revirei os olhos. Ele estava sendo tão cavalheiro, era engraçado.

Fomos a viagem toda conversando, ouvindo música. Eu contei pra ele que tinha dito pra minha mãe.. tudo o que houve naquela noite. E ri da cara dele, roxa, imaginando.

– E ela não quer me matar? — ele perguntou, nervoso.

– Claro que não. A sua mãe é a careta, não a minha. — disse, sorrindo.

– É. Ah.. e falando nisso, a Sra. Benson também já sabe. — ele disse, rindo da minha cara assim como fiz com ele.

– E.. o que ela disse? — perguntei, com medo da resposta.

– Por incrível que pareça, ela aceitou muito bem. Eu disse que não precisava ficar nervosa. Ela gosta de você. — ele sorriu. Por algum motivo, me senti segura com isso. Aquela sensação de ser.. aceita.

– Isso é bom. Pelo menos agora todo mundo sabe. E.. a Sra. Benson não quer a minha cabeça, por ter desvirtuado o filhinho dela. — disse, rindo, lhe dando um beijo.

– Engraçadinha. E, chega de falar da minha mãe. Chegamos. — ele disse, dando a volta no carro e abrindo a porta pra mim.

Então eu desci, e olhei em volta.

Aquele lugar era simplesmente lindo. Era como um jardim, só que bem maior. Tinha árvores grandes por toda a volta, algumas flores roxas pelos cantos, e um lago enorme no centro. Era lindo, muito lindo.

– O quê achou? — ele perguntou, animado.

– Freddie, isso é..

– Não, não, espera, não acabou. — ele disse, vindo atrás de mim e tampando meus olhos.

– Pra quê isso? — perguntei, rindo.

– Não quero estragar a surpresa. — ele disse, me guiando.

Alguns metros depois, me deixou abrir os olhos.

– Tã-rã! — disse, sorrindo.

Tinha um piquenique enooorme, com tudo o que se podia imaginar. Tudo organizado, sobre uma toalha vermelha, debaixo de uma das árvores.

– Montou isso tudo.. pra mim? — perguntei, sorrindo.

– Pra nós. Achei que ia gostar do quê eu trouxe aqui. Tem bacon, presunto, sanduíche de almôndegas.. — ele disse, animado.

Me distraí, olhando pra ele. Com aquele sorriso bobo na cara. Tão cuidadoso, e.. carinhoso. Me senti uma idiota, e me perguntei porque demorei tanto pra dizer pra ele o que eu sentia.

Ás vezes eu achava que ele era demais pra mim. Ele era bom demais, feliz demais.. perfeito demais. Talvez as pessoas estivessem certas. Talvez eu não servisse pra ele.

– Sam? — ele disse, chamando minha atenção.

– Ahm? Ah, oi. — disse, distraída.

– Tava pensando no quê? — ele perguntou, curioso.

– Nada não. Era bobagem. — disse, me sentando com ele debaixo da árvore.

Começamos a comer, e conversamos. Eu estava um pouco distraída, com o que pensei antes.

Precisava parar de pensar tanto assim nesse tipo de coisa. Estávamos bem, tranquilos. Felizes. Eu não queria estragar isso. Mas alguma coisa me dizia que era tudo perfeito demais. E eu não gostava dessa sensação.

– Ei, no quê está pensando? — ele disse, me chamando a atenção novamente.

– O quê? Ah, nada. — disse.

– Qual é, Sam. Já é a segunda vez que você está assim, distraída, frustrada. Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou, preocupado.

– Bom, não. Ainda não. — disse, baixando a cabeça.

– O quê quer dizer?

– Bom.. você não acha que.. está tudo indo muito bem? — perguntei. Ele assentiu.

– Sim, muito bem.

– Então.. talvez até bem demais. — disse. Ele me olhou, ainda confuso.

– Não entendi.

– Sabe aquela sensação.. de que algo pode dar errado? Que sempre tem algo pra estragar a felicidade dos outros? Então.. está tudo muito perfeito, e.. eu tenho medo, que algo possa estragar tudo. — disse, frustrada.

– Não vai acontecer. — ele disse, sério.

– Como sabe?

– Bom, não sei. Sou só otimista. — ele deu de ombros. O olhei, ainda preocupada.

– Olha, Sam.. não temos como saber o que vai acontecer daqui pra frente. Ninguém pode. Mas.. podíamos parar de nos preocupar tanto com o que pode dar errado, e dar mais atenção ao que está dando certo. Eu.. nunca estive tão feliz, como eu estou agora. Mesmo. E tudo isso graças a você. Porque você está comigo. — ele disse, sorrindo.

– Freddie, não exagera. — disse, fazendo uma careta. Aquilo estava ficando piegas demais.

– Exagero sim. É tudo graças a você. Eu nunca me senti tão feliz, e realizado, como eu me sinto com você ao meu lado. Sendo minha. — ele disse, me fitando. Me olhou sério, de repente.

– O.. o que foi? — perguntei.

Ele estava pensativo, como se estivesse lembrando de algo.

– Nada, é que.. bom, você gostou de tudo isso? — ele disse, apontando pra nossa volta.

– Gostei, muito. Adorei. E.. a comida também. — disse, brincalhona. Ele riu.

– Bom.. eu ainda tenho mais uma surpresa pra você. — ele disse, sorrindo de canto.

– E o quê.. — tentei dizer, até entender o que ele ia fazer.

Ele saiu da posição que estava, do meu lado, e se ajoelhou, na minha frente.

– Ah, não. — disse, rindo.

– Ah, sim. — ele sorriu.

E então tirou uma caixinha preta do bolso.

– Freddie, não faz isso.. — tentei dizer.

– Samantha Puckett.. — ele começou.

– Ai meu Deus.

– Caraca, eu não faço ideia de como fazer isso. — ele disse, nervoso. Eu ri. — bom.. eu queria que você soubesse, que esses últimos dias, estão sendo os melhores, pra mim. Simplesmente pelo fato de estarmos juntos, e eu poder finalmente ser eu mesmo com você. É engraçado, como todos esses anos você foi o meu pior pesadelo.. — ele disse, rindo. — ..e agora, é simplesmente o sonho mais incrível que eu poderia sonhar. — disse, sorrindo. — E eu só quero que você saiba, que eu vou estar do teu lado sempre, pra qualquer coisa. — ele fez uma pausa. — E.. talvez seja um pouco cedo pra dizer, mas eu não ligo. Realmente, não tenho medo de dizer que.. eu estou loucamente, infinitamente, completamente, e ridiculamente apaixonado por você. — ele sorriu.

Respirou fundo, e disse:

– Samantha Puckett.. aceita ser minha namorada? — disse, abrindo a caixinha e mostrando um lindo anel prateado com uma pedra roxa, brilhante e pequena, no centro.

Eu estava simplesmente sem palavras. Eu nunca esperaria isso dele. Foi.. a coisa mais bonita que qualquer pessoa já me disse, a vida toda.

Eu queria abraçá-lo, e dizer que sim, aceitava ser sua namorada. Sua esposa, sua mulher. Eu seria qualquer coisa, com ele. Seria completamente dele.

– Freddie, e-eu.. — tentei dizer.

Ele me olhava, extremamente ansioso.

– Você..? — disse, nervoso.

– É.. é claro que eu aceito. — disse, sorrindo.

Ele suspirou, aliviado.

– Ainda bem, eu tava quase mijando nas calças. — ele disse, quebrando qualquer clima romântico que tinha ali.

Ainda assim o abracei, feliz, sentindo lágrimas escorrem em meio ao meu sorriso.

Então ele me afastou, e segurou minha mão.

– Deixa eu fazer isso direito. — disse, rindo.

Pegou-a e a beijou delicadamente. Revirei os olhos. Aquilo estava muito mais que piegas.

Então colocou o anel no meu dedo. O olhei, feliz. Não era o tipo de jóia que eu usaria, normalmente. Mas essa.. tinha grande valor, e eu não pretendia tira-lá, nunca.

– Isso tudo.. é tão lindo. — eu disse, olhando a nossa volta.

– É, não é mesmo? — ele disse, satisfeito.

– Mas.. de onde saiu esse lugar? Eu nunca vim aqui. — perguntei. Ele deu de ombros.

– Eu sempre vinha aqui quando era pequeno. Eu não sei.. acho esse lugar tão calmo, tranquilizante. Ele me deixa feliz. — ele disse, sorrindo.

Suspirei. Aquilo era realmente.. muito.

– Nunca vou poder te agradecer por isso. Por.. tudo. Tudo o que você faz por mim.. por nós. — disse, frustrada.

– Não precisa me agradecer. Apenas seja minha.. e eu vou estar sempre satisfeito. — ele disse, sorrindo torto.

– Então você já está satisfeito. Eu sou sua. — disse, por fim.

Ele sorriu, e então me olhou maliciosamente.

– Que foi?

– Bom.. outras formas de agradecimento.. também seriam boas. — ele disse, rindo.

– O quê você.. — nem consegui terminar a frase, quando ele me puxou pra ele, colando os lábios nos meus.

E, como sempre, perdi qualquer bom senso que tinha.

Não que já tivesse experimentado muitos beijos, mas.. o dele, definitivamente era o melhor. Era doce, gentil, mas ao mesmo tempo quente, enlouquecedor. Era aquele beijo que literalmente me fazia perder a cabeça, e qualquer auto controle que eu ainda tivesse.

Então as coisas começaram a.. esquentar. Ele mordia meu pescoço, enquanto eu sentia sua respiração quente e ofegante em minha orelha.

Ele passava suas mãos gentilmente por meu corpo, deixando um rastro de fogo por onde passavam. Me pressionava contra o corpo dele, e ofegante, voltava desesperado aos meus lábios.

Eu perdia ainda mais a noção do que fazíamos a cada toque que ele me dava. Só percebi que estávamos indo longe demais quando vi que ele já estava sem camisa, deixando.. aquele corpo, a mostra.

Mas eu não conseguia parar. Não conseguia sequer pensar direito. Ele voltava a mim, enquanto eu arranhava suas costas, com força, igualmente ofegante.

Eu não o culpava por estar deixando isso ir longe demais, estava tão excitada quanto ele.

Então senti ele segurar minhas pernas, e passar a mão por debaixo da minha blusa. Foi aí que recuperei o mínimo de bom senso e auto controle que ainda me restava, e suavamente o afastei.

– Freddie.. não dá. — disse, calmamente. Ele me olhava, confuso.

– Mas..

– Nós estamos no meio da rua. — disse.

– Sam.. olha em volta, não tem ninguém aqui. Sei que você quer isso tanto quanto eu. — ele disse, convencido, tentando me puxar novamente pra ele. Me levantei.

– É claro que eu quero. Mas não agora. — disse, severa, cruzando os braços. Ele demorou um pouco pra responder, mas por fim, me olhou, sorrindo.

– Tudo bem. Mas.. está me devendo essa. — disse, sorrindo torto.

– E você será recompensado.. — me debrucei sobre seu corpo novamente — na hora, e no lugar certo. — sorri, e lhe dei um selinho.

Ele riu, e me puxou pros braços dele.

E ficamos ali o resto da tarde, conversando, rindo. Olhamos o pôr do sol daquele lugar, e era simplesmente lindo.

Eu me sentia bem com isso. Sentia como se tudo estivesse finalmente se encaixando. Agora eu sabia que, até minha mãe me apoiava em todas as minhas decisões.

Tinha também todos os meus outros amigos, que sempre me apoiam.

E o Freddie. Eu me sentia mais segura, agora que estávamos realmente juntos. Decidida.

E esse era o certo. Eu devia confiar em mim mesma. Com eles do meu lado, eu sentia que absolutamente nada poderia me derrubar.


Freddie's POV


Minha tarde com a Sam foi.. incrível. Eu levei ela num lugar muito especial pra mim, e fizemos um piquenique, conversamos. E finalmente, eu a pedi em namoro. E ela aceitou.

Eu me sinto realmente o cara mais sortudo do mundo, por tê-la finalmente comigo.

Depois de deixá-la em casa, voltei pro Bushwell.

Deixei o carro na garagem, e subi pro meu andar.

Quando cheguei no meu apartamento, minha mãe já estava nervosa.

– Fredward Benson, onde estava? — ela perguntou, impaciente.

– Estava com a Sam, mãe. Eu te disse que íamos sair hoje.

– Ah. E.. como foi? — ela perguntou, de repente.

– Foi incrível. Eu.. finalmente fiz o que a senhora me aconselhou. — disse, feliz.

– E ela aceitou?

– Aceitou, sim. — disse, sorrindo.

– Aw, que bom, meu filho. — ela disse, sorrindo.

– Bom, mas é melhor irmos logo, ou vamos nos atrasar. — ela disse, apressada.

Revirei os olhos. Chegaríamos adiantados, isso sim.

A viagem de carro não durou muito, a casa do James era a uns 25 minutos da nossa.

Quando chegamos lá, tocamos a campainha, e um garoto abriu a porta pra nós.

Ele era uns 15 centímetros mais baixo que eu, tinha o cabelo preto bem escuro, num penteado meio picotado, e com uma franja bagunçada.

Usava uma flanela preto com branco, uma calça preta e um tênis branco.

Parecia ter uns 15 anos, então imaginei que fosse o filho do James.

– Olá, Jason! — disse minha mãe, feliz, o abraçando.

– Oi, Sra. Benson. Como vai a senhora? — ele perguntou, com a voz um pouco fina.

– Vou muito bem, querido. Esse é meu filho, Freddie. — disse minha mãe.

– Jason Samuels. Pode me chamar de Jay. — ele disse, apertando minha mão.

– Beleza. Sou Freddie Benson. — eu disse.

Depois que entramos, minha mãe ficou na cozinha com o James, e eu decidi conversar com o garoto.

– E aí, Jay, o que você curte fazer? — perguntei.

– Ah, eu danço, trabalho de DJ em algumas festas, e sou jogador titular no time de basquete do meu colégio. — ele disse, sorridente. O garoto era bem simpático.

– Sério? Que demais. — disse.

– E você? — ele perguntou.

– Ah, eu.. me ligo bastante em tecnologia. Sou produtor técnico de um webshow. iCarly, conhece? — perguntei.

– Ah, sim! Claro que conheço, meus amigos e eu assistimos sempre. Só não sabia que era você. O programa de vocês é demais. — ele disse, animado.

– Valeu.

Ficamos ali conversando mais um pouco, e ele era bem divertido. Ele me lembrava eu mesmo, quanto estava no primeiro ano. Meio desajeitado, a voz ainda um pouco fina. A diferença é que ele era bom em esportes, no que eu sempre fui péssimo.

Ele era um garoto bem legal, eu tinha a impressão de que iríamos nos dar bem.

Depois da janta, eu, o Jay e o James decidimos fazer um campeonato de videogame. Eu perdi 2 partidas contra o James, mas ganhei 2 do Jay.

– HÁ, GOL! 2X0, toma isso, tampinha! — disse, dando um cascudo nele. Ele me empurrou, rindo.

– Isso não vale! Você e o meu pai ficaram com os dois únicos controles bons! — ele reclamou.

– Isso é papo de quem não sabe perder. — disse, rindo.

– Veremos.

No final das contas, o James ganhou de nós dois.

Depois de um tempo ficou bem tarde, e minha mãe decidiu que era melhor irmos.

– Tudo bem, eu levo você até o carro. — disse o James, a acompanhando.

– Ei, mano, prazer em te conhecer. — disse o Jay, apertando minha mão.

– Também. E, quando quiser perder de novo, é só chamar. — provoquei, sorrindo torto.

– É fácil falar. No videogame você ganha, quero ver de verdade. — ele disse.

– Pode mandar.

– Qualquer dia você e sua mãe vem aqui de novo e a gente joga uma partida de basquete. Aí eu quero ver. — ele disse, rindo.

Engoli em seco. Eu sempre fui péssimo em esportes, então provavelmente perderia. Mas não iria amarelar.

– Falou. Combinado. Até mais, meio-metro. — disse, bagunçando aquela franja. Ele riu.

– Até.

– Então, gostou do jantar? — perguntou minha mãe, no caminho pra casa.

– Sim, estava bom. O campeonato de videogame foi divertido, e o Jason é legal, também. — disse.

– Ele é uma gracinha. Acho que vocês vão se dar bem. — ela disse. Dei de ombros.

– Parece que sim.

Depois que chegamos em casa, dei boa noite pra minha mãe e fui direto pro meu quarto.

Tomei um banho e desabei na cama, exausto. Hoje tinha sido um grande dia.

Me diverti pra caramba, e.. passei a tarde com ela.

Suspirei. Me sentia realmente feliz, por estar tudo dando certo. Também me questionei por um momento sobre aquilo que a Sam disse.

Que talvez tudo estivesse perfeito demais, e que algo pudesse dar errado. Talvez fosse verdade, mas eu não ligava pra isso. Contando que ficassemos todos juntos, nada podia dar errado.

Cansado, fechei os olhos e relembrei cada minuto daquela tarde, e adormeci rapidamente, com um sorriso no rosto.

Notas finais
Soooo, tão gostando? :D
Eu gostei muito de escrever esse capítulo, sei lá porque, KKK.
Reviews? u.u