Notas iniciais
Hey! :)
Então, esse capítulo, particularmente não foi o meu favorito.
Ele não é muito comprido, e ficou meio enrolation.
Mas, bom, ele é necessário.
Eu compenso vocês no próximo, haha xD
Enfim, espero que gostem. (:

Sam's POV


Acordei na quarta-feira com um sorriso bobo no meu rosto. Eu havia sonhado com absolutamente cada minuto da tarde anterior.

Ainda parece.. meio novo, pra mim, me acostumar como as coisas estão agora. Mas.. eu e o Freddie estamos juntos, e eu acho que tudo vai acabar se ajeitando.

Decidi levantar. Tomei um banho, vesti uma blusa vermelha, uma calça jeans justa e um tênis branco.

Quando cheguei na cozinha, até estranhei minha mãe não estar tomando café.

Então fui até a sala, e ela estava jogada no sofá, dormindo. Sorri, vendo aquela cena. Ela parecia exausta.

Minha mãe tem se preocupado muito com.. tudo, ultimamente. Inclusive comigo. Apesar de brigarmos sempre, ela sabe que eu a amo, e a respeito muito, por ser uma mulher tão trabalhadora.

Não quis acordá-la, então, como estava frio, peguei um cobertor no ármario e gentilmente a cobri.

Em seguida tomei café, e fui pro colégio.

Cheguei no Ridgeway e encontrei a Carly encostada nos ármarios, lendo alguma coisa. Nem parecia prestar muito atenção, tinha um sorriso bobo nos lábios.

– Hey, Carls. — disse, me aproximando.

– Ah! Oi, Sam! — ela disse, animada.

– Nossa, alguém acordou feliz hoje? — perguntei.

– Acho que sim. Bastante. — ela disse, sorrindo.

– E.. por acaso essa felicidade se chama Devon? — disse, rindo. Ela abriu ainda mais o sorriso.

– Sim! Sam, lembra que ele disse ontem, que tinha uma "surpresa" pra mim? — ela perguntou. Assenti, sorrindo, lembrando da surpresa que eu tive na tarde anterior.

– Então, ele me levou pra ver um filme. Até aí, nada demais. Depois, fomos até a casa dele, e ele preparou um jantar maravilhoso! — ela disse.

– E isso não é tudo? — incentivei.

– Pois é! E depois.. ele me pediu em namoro! — ela disse, dando gritinhos. Revirei os olhos, rindo. Tava realmente na hora daquele garoto fazer alguma coisa, pensei.

– Demorou, hein? — disse. Ela riu. — fico realmente muito feliz por vocês, Carls.

– Obrigada. — ela sorriu. — ei.. o Freddie também não tinha uma surpresa pra você?

– Tinha.

– E..? O quê era? — ela perguntou, animada.

Simplesmente levantei a mão direita, mostrando o anel que ele havia me dado. Ela arregalou os olhos, e logo em seguida abriu aquele sorriso gigantesco.

– OH MEU DEUS! Ele te deu isso? — ela pegou minha mão, analisando melhor.

– Deu. Junto com um pedido de namoro extremamente piegas. — revirei os olhos. — mas foi.. fofo. — admiti, corando.

– Muito fofo. — ela disse.

– Quem é fofo? — perguntou o Freddie, se aproximando de nós.

– Segundo a Sam, você. — ela disse, rindo. Lhe lancei um olhar zangado.

– A-rá, então eu sou fofo, Puckett? — ele disse, convencido.

– Quando não é metido, sim. — disse, fingindo estar irritada. Ele semicerrou os olhos.

– Eu sei que ela me adora. — ele disse, passando o braço por meu ombro.

– Adoro. Principalmente quando você fica quieto. — disse, lhe dando um beijo.

– Tá bom, vocês dois.. chega dessa melação e vamos pra aula. — disse a Carly.

E fomos. Como sempre, as aulas foram insignificantes. Já que estava no fim do ano, não tinha muita matéria pra ser passada, então ficávamos sem muito o quê fazer.

O mais estranho, pra mim, era que alguns alunos me paravam de vez em quando, alguns que eu nem sequer sabia o nome, e me diziam que tinham visto meu vídeo, tinham gostado, e que eu deveria me apresentar de novo.

Eu sorria, agradecida, mas acho que não é tão simples assim. Inclusive, nem sei de onde tirei coragem pra subir naquele palco, sexta-feira.

Depois da aula, fomos ao Groovie Smoothie com o resto do pessoal. Todos tínham o que fazer depois. O Chase, a Meg e a Hayley tínham um compromisso com a tia do Freddie; O Brad tinha que terminar um trabalho; e o Gibby.. bom, o Gibby tinha que fazer.. o que os Gibbys fazem.

Portanto, só eu, o Freddie e a Carls fomos pro Bushwell.

Quando chegamos, o Spencer estava com a Lucy, vendo um filme na TV.

– Spencer, chegamos. — disse a Carls, quando entramos.

– Oi. Como foi a escola? — ele perguntou.

– Não lembro e não ligo. — eu disse. A Lucy riu.

– Então tá. Ei, vão fazer algo hoje? — ele perguntou.

– Não, eu acho. Porque? — disse a Carly.

– Sei lá, eu queria fazer o jantar, hoje. — ele disse.

– Tudo bem, então. — ela disse. – Ei, Sam, sobe comigo? Quero que me ajude a escolher uma roupa.

– Pra quê?

- Pro encontro com o Devon, amanhã. — ela sorriu. Revirei os olhos, mas fui arrastada pra cima.

Basicamente, ela me mostrou umas 20 roupas diferentes, e no final ficou com a primeira.

– Hey, Sam, eu preciso falar com o Spencer, espera aí? — perguntou a Carly.

– Claro. — disse.

E ela saiu. Depois de uns 10 minutos, comecei a ficar entediada. Deitei na cama, e fiquei pensando.

Como isso tudo aconteceu? Quer dizer.. há alguns dias eu achava que odiava aquele pateta que está no andar de baixo. E agora.. eu tenho um anel no dedo.

Não estou reclamando, eu estou feliz. Mas é que.. eu sinto que tudo está acontecendo rápido demais.

Esse ano simplesmente passou voando. É como se o tempo me esmagasse, e eu sentisse que a qualquer momento tudo teria acabado.

Ou pior. Que fosse tudo um sonho, e que a qualquer momento eu acordasse, e.. nada tivesse acontecido. E que ele não estivesse ali, comigo.

Frustrada, peguei um caderno na minha mochila e comecei a fazer a única coisa que realmente me acalmava.

Escrever.


Freddie's POV


Depois da aula, tínhamos ido pra casa da Carls. Eu estava ali vendo TV com o Spencer a Lucy, até a Carly descer e começar a falar alguma coisa com ele.

Percebi que a Sam não desceu junto, então decidi subir e ver o quê estava acontecendo.

Quando cheguei no quarto da Carly, ela não estava ali. Talvez estivesse no banheiro, pensei.

Sentei na cama, esperando. Senti algo estranho na minha perna. Peguei, e era um caderno. Estava escrito "My lyrics" na capa. Com a letra da Sam.

Eu sabia que era errado, e que eu não deveria ler o que não era meu.. mas a curiosidade falou mais alto.

Então eu abri o caderno.

Seria meio impossível descrever o que eu senti lendo tudo aquilo. Era um misto de surpresa, emoção e.. até orgulho. Os textos, as letras.. eram todas.. muito boas.

– Carls, é você? Você deixou seu celular no.. BENSON! — gritou a Sam, me fazendo atirar o caderno em cima da cama.

– O-oi! — disse, nervoso.

– O quê está fazendo aqui?! Mexeu nas minhas coisas?! — ela perguntou, irritada.

– Não! Eu não.. eu só li o..

– VOCÊ LEU?! — ela perguntou, apavorada. — Não, não.. não era pra ninguém ler aquilo! — ela disse, guardando os cadernos na mochila, rapidamente.

– Sam..

– Não era pra ninguém ver! Aquilo.. aquilo não era nada, eram só uns textos, e.. umas letras bobas.. Freddie, eu.. — ela dizia, nervosa.

– Ei, ei, ei! Se acalma. — eu disse, segurando sua mão. Ela demorou um pouco, mas se acalmou.

– O quê exatamente você leu? — ela perguntou, hesitante.

– Nada demais. Só algumas coisas. Mas.. porque está tão preocupada com isso?

– Porque.. o que eu escrevi ali, não era pra ninguém ver. É o tipo de coisa que eu não diria, eu.. eu escrevi quando estava sentindo, e.. não era pra..

– Sam! Calma! — disse. Até eu estava ficando nervoso com aquilo. — Eu não li tudo. E.. se você quer saber, o que eu li.. eu gostei. — disse. Ela soltou minha mão, nervosa, de novo.

– Não, não.. não diz isso. Aquilo era ridículo, e eu..

– Sam, para! Olha pra mim. — disse, calmo. Ela me olhou.

– Não é ridículo. — ela revirou os olhos.

– Até parece. — disse, se sentando na cama. Sentei ao seu lado.

– Posso te fazer uma pergunta? — disse.

– Claro.

– Exatamente.. quantos talentos secretos você tem escondido de nós todos esses anos? — perguntei, rindo. Ela sorriu.

– Não fala bobagem. — ela disse.

– Eu falo sério. Essas letras.. tudo isso.. é realmente muito bom. Você é talentosa, Sam. — disse, sorrindo. Ela riu.

– Onde foi que eu já ouvi isso? — ela disse, irônica. Eu ri.

– Talvez naqueles mais de meio milhão de comentários. — eu disse.

– Nem me fala disso. Eu nem sei quantas visualizações aquele vídeo tem, agora. — ela disse, preocupada.

– Eu espero que muitas. Quanto mais pessoas te ouvirem, melhor. — disse. — Não falo isso porque sou seu amigo, ou seu namorado. Falo isso porque você tem que ouvir, e se convencer disso. Você é talentosa, Sam. Essas letras.. comprovam isso. — apontei o caderno, sorrindo.

– Obrigada. — ela sorriu. Então baixou a cabeça, meio envergonhada.

– Que foi? — perguntei.

– Algumas daquelas letras.. eram sobre você. — ela disse, corando. Sorri.

– E você acha que eu não sabia? — disse. Ela revirou os olhos.

– É por isso que eu te odeio, seu convencido! — ela disse, me dando um tapa.

– Odeia, é? — levantei uma sombrancelha.

– Odeio, sim. — ela disse, me desafiando. Semicerrei os olhos.

– Veremos. — disse.

Então a empurrei na cama, e fiquei por cima dela. Ela me olhou, surpresa.

– É assim, então? — perguntou. Me jogou pro lado, e rolou pra cima de mim, com um sorriso malicioso nos lábios. Suspirei, derrotado.

– Até quando você vai ser mais forte do que eu? — disse, frustrado. Ela riu alto, antes de voltar pra mim.

Ficamos ali algum tempo, nos beijando. Eu passava a mão por todo o seu corpo, subindo até as costas, e descendo lentamente até seu quadril, a segurando forte. Ouvia ela suspirar, toda vez que eu fazia isso. Sorri, satisfeito.

Me sentia bem com o fato de que ela parecia me desejar quase tanto quanto eu a desejava.

Apesar de eu querer, muito, eu sabia que não iríamos muito mais longe com aquilo. Então, só pra confirmar meus pensamentos, ela lentamente se levantou.

– Mas.. — tentei dizer.

– Hora e lugar certo, Benson. — ela disse, rindo ao ver a minha.. situação. — bom, eu vou descer. Você vem?

– É-é.. eu já vou. — disse, me cobrindo com uma almofada. Ela riu.

– Tá. Tem uns lencinhos de papel no banheiro da Carls.. você deve precisar. — ela disse. Senti meu rosto queimar.

Rindo, ela saiu do quarto, rebolando. Suspirei.

Eu só me perguntava quando.. eu a teria de novo. Era o que mais desejava, nesse momento.


Sam's POV


Depois de deixar o Benson naquela situação.. constrangedora, desci. Alguns minutos depois ele desceu, também.

– Como foi? — perguntei, sorrindo. Ele revirou os olhos.

– Quieta, Puckett. — disse, envergonhado. Me segurei pra não rir.

Ficamos ali vendo TV, enquanto o Spencer preparava o jantar. Depois de uns 20 minutos, ele apareceu com uma bandeja de panquecas.

– Hm, parece bom. — disse a Carls. — o que tem dentro?

– A-rá, esse é o segredo. Meu molho secreto, não posso revelar. — ele disse.

Com um pouco de.. medo, nos sentamos e comemos. Estava bem gostoso.

Depois da janta, estávamos falando com o Spencer sobre o concurso que ele participaria esse final de semana.

– Então, é esse sábado? — o Freddie perguntou.

– Sim. Quero que todos vocês venham com a gente. A Lucy vai levar a Jenny, também. É uma grande oportunidade. Se minha escultura vencer, será colocada no maior museu de Seattle, permanentemente. — ele disse, animado.

– Wow. Espero que vença. — disse o Freddie.

Quando ele falou na Lucy, percebi que ela estava num canto da cozinha, há uns 20 minutos, no telefone. Parecia discutir importante com alguém. Que estranho, pensei.

Ficamos ali mais algum tempo, vendo um filme de comédia qualquer.

– Freddie, muda esse canal, esse filme tá um tédio. — reclamei.

– Eu não. O controle tá lá do outro lado. — ele disse.

– Spencer.

– Não vou mudar, eu adoro esse filme. — ele disse, cruzando os braços.

– Fala sério! Não dá pra.. — tentei dizer.

– EI! Chega, vocês 3. Parecem crianças. Me dá isso. — disse a Carly, irritada, pegando o controle.

Então a Lucy voltou pra sala, com um sorriso enorme no rosto.

– Com quem estava falando? — perguntou o Spencer. Ela o ignorou.

– Ei, Sam. — me chamou.

– Sim?

– O quê acha de.. conhecer umas pessoas? — ela perguntou, sorrindo.

Notas finais
Mistério, LOL.
Eu sei que esse ficou ruim, NÃO ME MATEM, please D:
É que eu tava realmente sem inspiração, desculpem.
Mas o próximo vai ser bem legal, e com surpresas, LOL.
Reviews? u.u