Throwing Punches
12 Nice To Meet You
Notas iniciais
Vocês devem provavelmente querer me matar, LOL.
Eu seeeei que eu fiquei 2 semanas sem postar nada, MAS, eu tenho explicações. Ou.. quase, LOL.
Além de o fim de ano ser todo corrido, natal, formatura, e blabla, eu tava ocupada escrevendo uma fic de natal :D
Então, se quiserem ler, essa almôndega roxa ficaria muito feliz u.u https://www.fanfiction.com.br/historia/182345/All_I_Want_Is_You
Bom, mals mesmo pela demora, e sem mais delongas -q, tá aí o capítulo 12 :D
Espero que gostem. (:
Sam's POV
Acordei no domingo tremendo de frio. Já estávamos na metade de novembro, e o clima tinha mudado bastante. Olhei pro lado e a Carls tinha roubado todo o cobertor pra ela. Eu ri disso, ela estava encolhida como uma bola.
Olhei no relógio da cabeceira e ainda eram 9:00 hrs. Eu não tinha mais sono, então resolvi descer pra comer algo.
Quando cheguei na sala, o Spencer estava vendo TV.
– Hey, Shay. — disse, sentando no canto do sofá.
– Ah, oi, Sam. — ele disse, surpreso. — acordou cedo. — ele disse. Dei de ombros.
– É. Ah é, sua namorada vem almoçar aqui hoje, não é? — perguntei. Ele deu um sorriso enorme.
– É, sim. Ela está bem animada pra conhecer vocês.
– É mesmo?
– Sim. Ela tem uma irmã mais nova, a Jenniffer, que é fã do iCarly. Então, ela tecnicamente já conhece vocês. — ele riu.
– Legal. — eu disse. — vou comer alguma coisa, você quer? — perguntei, me levantando.
– Ah, não, valeu. — ele disse, voltando a atenção pra TV.
Passando pelo canto da sala, eu vi aquela escultura dele, o ornitorrinco, e lembrei de uma coisa.
– Hey, Spencer? — virei pra ele.
– Oi?
– O concurso de esculturas, que você ia participar, não era esse fim de semana? — perguntei.
– Era, mas foi adiado. Deu uns problemas, e vai ser semana que vem. — ele disse.
– Oh. Espero que ganhe, não é todo dia que temos um ornitorrinco de geléia, não é? — eu disse. Ele riu.
– Pois é. Valeu.
Fui pra cozinha e comi um cereal qualquer. Estava distraída pensando na conversa que eu tive com a Carls ontem á noite. Tinha sido bem.. esquisito, tudo aquilo. Mas fiquei feliz dela apoiar eu e o Freddie.. juntos.
– Bom dia, gente! — disse a própria Carly, descendo as escadas, pulando.
– Oi, maninha. Eu não fiz café, come qualquer coisa ali. — disse o Spencer, apontando pra mesa, onde eu estava.
– Tá. Bom dia, Sra. Benson. — disse ela rindo, quando passou por mim.
– SHHH! Nunca mais diga isso. — eu cochichei.
– Porquê não?
– Porque é assim que chamam a mãe do Freddie, e.. urgh. É perturbador. — eu disse, tremendo. Ela riu.
– Tá bom. Então, Sam, cadê seu NAMORADO? — ela disse, mais alto, pro Spencer ouvir.
– Epa, namorado? Hm, quem é o aza.. SORTURDO! — ele disse, rindo, vindo até nós.
– O namorado da Sam, é o..
– PAREM! Eu não gosto dessa palavra! — levantei, irritada.
– Pensei que não gostasse da palavra calcinha. — disse o Spencer, confuso.
– Essa também. E ele não é meu namorado!
– É sim! — disse a Carls.
– PERA! Quem é, ou não é namorado da Sam? — perguntou o Spencer.
– O Freddie. — ela disse. Ele começou a rir, muito.
– Tá, fala sério. Quem é?
– É o Freddie! — ela disse, com a voz aguda. Ele parou de rir, e me olhou, chocado.
– Que foi? — disse, assustada com a cara dele.
– Eu.. mano, eu.. EU SABIA! HÁ! — disse ele, pulando. — aquele mané do Gibby me deve 20 pratas! — ele disse, rindo muito.
– Vo.. vocês.. — tentei dizer. Eu tava completamente chocada com aquilo.
– Ele apostou que vocês dois iam ficar só depois da formatura.. mas eu achei que ia ser antes mesmo do natal. — ele disse, ainda pulando.
– Vocês apostaram isso mesmo? — disse a Carly, rindo.
– Mas é claro! Eu sempre soube. — ele disse, rindo.
– O que quer dizer com isso? — disse, desconfiada.
– Sei lá, nenhuma garota provoca tanto um garoto sem motivo. E nenhum garoto aceita isso calado, a não ser que goste. — ele sorriu maliciosamente.
– É, é.. mas chega de falar de mim. Que horas a sua namorada chega? — perguntei.
– Ah, daqui a algumas horas. — ele disse, já abrindo um sorriso enorme.
– Legal. — disse a Carls. — então, vem, Sam, vamos subir, quero arrumar algumas coisas no estúdio. — ela disse, me puxando.
– Ah, não.. não dá pra ser depois?
– Dá. Mas eu quero agora. — ela riu.
E fui arrastada pro 3º andar.
Freddie's POV
Acordei no domingo com bastante frio. Enrolei um pouco na cama, e por fim resolvi levantar.
Fui ao banheiro, fiz minha higiene e segui pra cozinha. Minha mãe estava preparando o café.
– Oi, mãe. — disse, me sentando na mesa.
– Bom dia, filho. — ela disse, sorrindo. — estou fazendo waffles, vai querer? — ela perguntou.
– Claro. — disse. Ela sorria a toa, com cara de boba. Aí tem coisa.
– Ahm.. porque essa felicidade toda, hein, dona Marissa? — disse, sorrindo.
– Nada não. Só acordei feliz hoje. E.. eu vou almoçar com o James, mais tarde. — ela disse, me servindo suco.
– Hm.. é mesmo? — bebi um pouco.
– É.
– E.. quando eu vou conhecê-lo? — perguntei. Eu estava realmente contente que minha estivesse tão feliz. Mas eu ainda queria conhecer esse cara.
– Não sei ainda, talvez até hoje, se ele não tiver treino. — ela disse, nos servindo e sentando.
– Legal. — disse.
– E você, filho, o que vai fazer hoje?
– Vou almoçar na Carls, vamos conhecer a namorada do Spencer. — eu disse.
– Que bom, estava na hora dele arrumar uma namorada. — ela disse.
– Pelo que ele diz, ela é muito legal.
– Bacana. — ela disse. — e você, Freddie? — ela perguntou, de repente.
– Eu o que?
– Você sabe.. meninas. — a olhei, ainda confuso. — está namorando alguém, Fredward? — ela perguntou. Engasguei com o suco.
– O.. o que?! Ah, n-não. Ninguém, ainda. — disse, enxendo a boca de waffle. Ela me olhou, desconfiada, e então sorriu.
– Terá sorte a moça que namorar meu bebê, um dia. — ela disse, sorrindo. Achava engraçado a forma que ela dizia "um dia", como se fosse algo que ainda demoraria muito pra acontecer.
– Pois é.. então, vou tomar um banho. — eu disse, levando meu prato pra pia.
– Ah, sim. Eu vou me arrumar daqui a pouco, também. — ela disse.
Voltei pro meu quarto e tomei um banho. Coloquei uma calça jeans justa, um all star preto e um suéter de veludo azul marinho. Estava bem frio, hoje.
Fiquei mexendo no computador um tempo, e quando deu 11:30, decidi ir nos Shay.
– Hey, mãe. tô saindo. — disse, indo pra porta.
– Ah, tá, filho, eu já vou sair também. — ela disse.
Saí do meu apartamento e entrei no da frente. O Spencer estava atirado no sofá, vendo TV.
– Hey, Spence. — disse.
– E aí, Freddão.
– Cadê as meninas?
– A Carly e a tua esposa tão lá em cima, no estúdio. — ele riu.
– Ah tá, val.. pera, minha o que? — perguntei, assustado.
– A jovem Sra. Benson. — ele disse, rindo. O encarei. — a Carls entregou vocês. — ele disse, dando de ombros.
Revirei os olhos. Eu deveria esperar aquilo. Se dependesse da Carls, todo mundo saberia.
– Então tá.. eu vou subir. — disse, já indo pras escadas.
Cheguei no estúdio, e as duas estavam vendo algum vídeo no laptop. Pararam assim que eu entrei e me encararam. Senti um arrepio na espinha. Eu tinha me esquecido do pequeno detalhe que a Carly queria.. me matar.
– Oi, gente.. — disse, inseguro.
– Olá, Freddie. — disse a Carly, séria, vindo até mim. — eu estava querendo mesmo conversar contigo. — ela disse. Fui 2 passos pra trás.
– O-olha, Shay.. me desculpa por ontem, tá? Nós.. nós não.. — então elas começaram a rir. É o quê?!
– Relaxa, Benson, tá tudo bem. — disse a Sam, rindo.
– É.. é mesmo? — perguntei, inseguro.
– É, sim. Eu e a Sam já conversamos. E.. bom, a única coisa que eu quero, é que vocês não escondam absolutamente nada de mim, nunca mais, ouviram? — ela disse, severa. Assentimos.
– Então.. eu vou deixar vocês dois.. sozinhos. — ela sorriu maliciosamente. — mas juízo, hein? — ela disse, saindo. Revirei os olhos.
– Então.. ela foi muito dura com você, ontem? — perguntei, segurando a cintura da Sam.
– Não muito. Bom.. discutimos um pouco mais, depois que você saiu. E ela é muito exigente.. — ela disse, rindo. A olhei, confuso.
– Como assim?
– Ela queria saber os.. detalhes. — ela mordeu o lábio. Sorri, entendendo.
– E você disse?
– É claro que não. É o tipo de coisa que ninguém precisa saber. O que eu faço contigo.. e o quanto eu te torturo.. — ela sorriu torto — fica só entre nós. — ela disse.
Sorri, e a puxei mais pra mim.
– Tem alguma ideia do que tu me causa, Puckett? — eu disse, a segurando mais forte.
– Não. — ela me encarou. — me mostra — ela disse, por fim.
Então a puxei pra mim, trazendo seus lábios pros meus. Ela envolveu os braços por meu pescoço, se entregando ainda mais.
A sensação de estar com ela, me deixava mais feliz a cada minuto. Não me satisfazia, pois eu tinha certeza que isso nunca aconteceria. Eu queria sempre mais e mais. Nenhum tempo com ela, por mais longo que fosse, seria suficiente.
Tudo isso.. nós dois, estávamos nos tornando intensos demais, e eu adorava isso. Quando estávamos longe, eu queria estar com ela, e quando estávamos juntos, eu queria tê-la.
Ela puxava meu cabelo com força, levando meus lábios ainda mais pros dela. Eu sabia que não iríamos muito mais longe que isso, afinal, não queríamos ser pegos no flagra de novo. Mas esse beijo estava bem longe de ser apenas doce..
– Sam! Freddie! Desçam, a namorada do Spencer está subindo! — gritou a Carls, nos tirando completamente do clima.
Sam se afastou, sorrindo, e saiu do estúdio, rebolando. Ah.. eu mal podia esperar pra termos outra noite parecida com a de sexta-feira.
Sam's POV
Depois de ficar alguns bons minutos com o nerd no estúdio, descemos pra esperar a namorada do Shay.
Knock Knock. Ouvimos a porta bater. O Spencer abriu, animado, e uma garota de cabelo castanho claro o abraçou.
Ela era muito bonita, um pouco mais alta que eu e a Carls. Usava uma calça jeans, um tênis branco e um casaco vermelho.
– Pode entrar. — disse o Spencer, sorrindo. — então, gente, essa é a Lucy. — ele disse.
– Oi, pessoal. — ela disse, tímida.
– Lucy, essa é minha irmãzinha, Carly, e seus amigos, que.. já moram aqui. — ele riu — a Sam e o Freddie.
– E aí. — dissemos.
– Muito prazer. — ela disse.
– Ah, eu estava louca pra te conhecer! — disse a Carls, não conseguindo conter o ânimo. A Lucy riu.
– Eu também! Bom, a minha irmã é muito fã do iCarly, então, tecnicamente, eu já conhecia vocês. — ela sorriu. Nós rimos.
– Ah, é, falando nisso, cadê a Jenny? — perguntou o Spencer.
– Ela vai nos encontrar mais tarde. — ela disse.
Fomos almoçar. A Lucy experimentou pela primeira vez os famosos — ou não — tacos de macarrão do Spencer. E adorou.
Conversei um pouco com ela, também. Ela era realmente muito simpática, divertida. E parecia gostar muito dele.
Freddie's POV
Almoçamos com a Lucy, e todo mundo gostou bastante dela. Então, no meio da tarde, decidimos ir pro parque.
Liguei pro Gibby, pro Brad, e Chase, e ele e as meninas chegaram um tempo depois.
– E aí, cade a Jenny? — perguntou o Spencer, ansioso.
– Já está chegando, Spencer. — a Lucy riu.
– Quem é Jenny? — perguntou o Chase, curioso.
– É minha irmã, Jenniffer. — ela disse.
– E quantos anos ela tem? — o Chase sorriu. Dei uma cotovelada nas costelas dele. — ai, cara! — ele reclamou.
– Ela tem 17 anos, também. — ela riu.
Olhei pra ele com cara feia. Não podia pelo menos ser mais discreto?
Uns 20 minutos depois a tal menina chegou. Era muito bonita, alta, com o cabelo liso castanho claro.
Conversamos com ela, e ela era bem engraçada. Se intormou mais com a Sam, elas ficaram falando sobre música.
Fui falar um pouco com o Brad, ele parecia meio excluído.
– Hey, mano. — disse, sentando ao seu lado no banco.
– Ahm? Ah, oi, Freddie. — ele disse, parecia meio distraído.
– Hm, olhando o quê? — segui seu olhar, que ia direto pras meninas. — a Jenny? — perguntei, sorrindo.
– O quê? Ah, não, cara. A Hayley. — ele sorriu.
– Ahm, Brad.. — eu não sabia muito bem como dizer isso pra ele. — não sei se tu sabe, mas.. a Hays tem namorado. Um namorado sério, em NY. — eu disse. Ele me olhou.
– Eu sei, ela me disse. É Jordan, não é? — Assenti. — bom, eu espero que ele saiba realmente cuidar da garota dele, porque.. eu não vou desistir. — ele sorriu. Eu ri.
– Bom, então beleza. Vá em frente, a Parker é realmente legal. — dei um soco no seu ombro.
– É. Ah, e aí, como vai as coisas com a Sam? — ele perguntou. O olhei, surpreso.
– Como..?
– A Shay me contou. — ele deu de ombros. Eu revirei os olhos.
– Sabia que ela ia contar pra todo mundo. — eu disse, rindo.
– Pois é. Mas e aí, vocês tão bem?
– Sim, sim.
– Mas.. como isso aconteceu? Vocês não.. como diz mesmo.. se odiavam?– ele disse, rindo.
– Ou o contrário. — eu disse. Ele entendeu.
– E.. vocês.. — ele disse, sorrindo malicioso. Revirei os olhos.
– Sim, a gente.. né. — eu ri.
Ele balançou a cabeça, frustrado.
– Não acredito nisso. Eu já tenho quase 18 anos, e.. nada. — ele disse, chateado.
– Não tem hora certa pra isso, mano. E, você não é o único virgem. O Gibby.. — eu parei, assim que vi ele rindo, e negando. — o Gibby não..?
– Nop. Ele e a Tasha. Há uns meses. — olhei chocado pro gordinho que estava a uns metros de nós.
Eu e o Brad estremessemos, imaginando.
Ficamos ali mais um pouco, e eu percebi que já tinha escurecido.
– Galera, acho que já vou indo. — eu disse, levantando.
– Mas já? — disse a Sam. Corou logo depois, percebendo que todo mundo riu disso.
– Já. Prometi pra minha mãe que voltaria cedo. — eu disse.
– Ah, então tá. Até amanhã, no colégio. — disse a Carls, sorrindo.
– Até. Ah, Lucy, Jenny, prazer em conhecer vocês. — eu disse. Elas sorriram.
Olhei pra Sam e ela fazia uma cara triste, de propósito.
– Até amanhã, Puckett. — disse, indo até ela e lhe dando um beijo.
– Tchau, nerd. — ela sorriu. Revirei os olhos pro gritinhos de "own".
– Palhaços. — eu disse, rindo, e saí.
Fui pra casa a pé, e chegando no Bushwell, vi aquela moto na frente do prédio, de novo.
Subi até o 8º andar, respirei fundo, e abri a porta.
– Mãe, cheguei! — disse, entrando.
– Oi, filho! — ela saiu da cozinha, rindo. Logo atrás dele veio aquele cara. Ele ria, também.
– Olá. — disse, inseguro.
– Freddie, esse é o James. James, meu filho, Freddie. — minha mãe disse, se aproximando.
– E aí, garoto. — apertamos as mãos. — sua mãe me disse que você é bom com tecnologia. — ele disse, sorrindo.
– Produtor técnico de webshow famoso. — sorri.
– Legal. — ele disse, surpreso.
Ficamos ali, conversando. Me senti até mal por ter tido uma ideia errada do cara. Ele era gente boa.
– Então, meninos, estão com fome? — perguntou minha mãe, já trazendo uma panela de strogonoff.
– Opa! Sim. — eu disse. Só aí que percebi que eu estava faminto.
– Usem o guardanapo. — ela disse, nos servindo.
– Sim, dona Marissa. — dissemos juntos. Epa.
Durante a janta, nós três conversávamos, animados. Eu percebia, vez ou outra, minha mãe nos olhando orgulhosa. Talvez por eu estar me dando bem com o James.
– Então, gente, eu já vou indo. — ele disse, se levantando.
– Mas já? — disse minha mãe.
– Sim, eu disse pro Jay que chegaria cedo. — ele disse.
– Quem é Jay? — perguntei, confuso.
– Jason, filho do James. — disse minha mãe, sorrindo. Acho que ela já conhecia o garoto.
– É. Ele pegou recuperação, e eu prometi que ia ajudar ele a estudar. — ele disse, rindo.
– Ah tá. Bom, até mais. — eu disse, apertando sua mão.
– Até mais, garoto. Qualquer dia vocês podem ir lá em casa, e eu acabo contigo no video-game. — eu disse, bagunçando meu cabelo.
– Essa eu quero ver. — sorri.
Minha mãe ficou meio sem graça, e eu percebi que era hora de me mandar.
– Ahm.. mãe, eu vou tomar um banho. Até depois. — disse, deixando eles sozinhos.
Fui pro meu quarto. Eu me sentia bem, por ter dado tudo certo. Minha mãe parecia realmente feliz, e eu e o James nos demos bem.
Resolvi tomar um banho. Eu me sentia cansado, e queria deitar logo.
Coloquei uma camisa velha, minha calça de pijama, e quando saí do banheiro, encontrei minha mãe parada ao lado da minha cama, com uma cara furiosa.
– Ahm.. mãe? — ela não me respondeu. — o que houve? — perguntei, assustado.
– Fredward Benson, pode me explicar porque esse pacote de camisinhas está aberto? — ela mostrou o pacote, e eu vi minha gaveta aberta.
– Mexeu nas minhas coisas?! — perguntei, incrédulo.
– Não respondeu a minha pergunta.
– E você não respondeu a minha! Como pôde mexer nas minhas coisas sem pedir? Eu tenho direito a privacidade! — disse, pegando o pacote da mão dela.
– Fredward, pra quê você usou isso? — ela perguntou, nervosa.
Olhei pra ela com a cara mais debochada possível. Pra quê ela acha que eu usei?! Então eu pensei por um minuto. Se eu queria que ela me tratasse como adulto, a pior coisa que eu podia fazer era discutir com ela.
– Olha, mãe.. eu poderia mentir, e dizer que usei pra.. sei lá, fazer um balão. — revirei os olhos. — mas a senhora não me criou assim. — disse, sério. Ela me olhou, desconfiada.
– Pra quê usou, então? — ela perguntou.
– Quer mesmo que eu diga? — tinha certeza que ela não queria ouvir isso do filho dela. Ela pensou por um momento.
– Com quem foi? — ela perguntou, de repente.
– Quem foi o quê?
– Com quem você.. COM QUEM FOI, FREDDIE! — ela gritou, nervosa.
Respirei fundo antes de responder.
– Foi com a Sam. — eu disse, por fim.
Fiquei esperando alguma reação histérica dela, esperei ela me dizer que a Sam não era a garota certa pra mim, e que ela estava chateada por eu não ter dito nada. Mas ela não demonstrava reação nenhuma. Só ficou ali, me encarando, com o rosto sem expressão.
– Mãe? A senhora tá bem? — perguntei, preocupado.
– Estou, eu.. eu estou bem. — ela disse, sentando na minha cama.
– Não está chateada? Por eu não ter contado que.. — ela negou.
– Não é isso. — ela disse.
– Então o quê é?
– Eu.. eu só não quero que você cresça antes do tempo, meu filho. — ela disse, chateada.
– Mas mãe.. eu não sou mais uma criança.
– E é exatamente isso que me chateia! Você.. você cresceu tão rápido! Já é um homem.. literalmente. — ela fez uma careta.
– É essa realmente a sua preocupação? — perguntei, aliviado.
– Acha pouco?
– Não, é que.. eu achei que você iria brigar comigo. E dizer que a Sam.. não é boa, pra mim. — eu disse, baixando a cabeça.
– Eu não me importo de ter uma nora. E.. por mais que a Samantha não seja o tipo de menina que eu imaginava que você gostasse.. ela é uma boa pessoa. De verdade. — ela disse.
– É. Ela é.. especial. — sorri.
– Gosta mesmo dessa menina, não é? — ela perguntou, sorrindo.
– Talvez até muito mais que isso. — eu disse, corando.
– Então tudo bem. Eu não tenho problemas com isso. — ela disse.
– Mesmo? — a olhei, surpreso.
– Sim. Só.. por favor, se.. protejam. E se não for pedir demais, não façam nada comigo em casa. Ainda não estou preparada pra ouvir esse tipo de coisa. — ela disse, rindo.
– Combinado.
– Mas.. pera aí.
– Que foi?
– Você não tinha dito hoje de manhã.. que não estava namorando ninguém? — ela perguntou, desconfiada.
– Tecnicamente, não estamos. Eu.. ainda não pedi, oficialmente. — disse, nervoso.
– Então faça isso. Pode me chamar de careta, mas era assim na minha época. — ela disse, severa. Eu sorri.
– Pode deixar.
Ficamos ali no meu quarto, conversando. Ela me contou algumas histórias sobre ela e meu pai, de quando eles tinham a minha idade. Me dizia o quanto eles foram felizes, e como eram apaixonados.
– Mas, mãe. A senhora.. não sente falta dele? — perguntei, inseguro.
– Não é exatamente isso. Sinto saudade, ás vezes. Do tempo que nós dois estávamos felizes. Do ínicio do nosso casamento, que também foi uma época ótima. E do melhor momento da nossa vida, que foi quando você nasceu. — ela me abraçou. Sorri. — mas.. depois de um tempo, as coisas começaram a ficar ruins. — ela fez uma pausa. — Seu pai.. chegava tarde todos os dias, e eu via que ele estava bêbado. Descontrolado. — ela baixou a cabeça.
– Ele.. batia em você? — perguntei, assustado.
– Não, não. Seu pai nunca encostou em mim. Era mais a forma que ele me tratava. As palavras dele.. me feriam. Nós quase não conversávamos, e quando fazíamos, era sobre você, sobre algo que você precisava. Não tínhamos mais um relacionamento. Simplesmente, porquê não existia mais amor. E quando ele foi embora, eu fiquei arrasada, claro, mas não por muito tempo. Não fazia sentido continuarmos, se não nos amávamos. — ela disse, abalada.
– Sinto muito, mãe. — eu disse.
– Tudo bem. Bom, então, respondendo a sua pergunta, eu não sinto falta dele, em si. E sim dos momentos bons que passamos juntos, e de tudo que ele me proporcionou, quando amávamos um ao outro. Depois disso, é tudo descartável, pra mim. — ela me olhou, séria. — e é por isso que eu digo, Freddie. O amor é a coisa mais importante que temos. Se ele existe, os problemas, e todo o resto.. podem ser resolvidos. O importante é estarmos sempre junto com quem amamos. — ela disse, sorrindo.
– Obrigado, mãe. — sorri. — por me ouvir, me ajudar. Caramba. Eu tenho a melhor mãe do mundo. — eu disse, rindo. Ela me abraçou.
– Sou a melhor, não sou? — ela disse, se gabando. — bom, menino adulto, é melhor ir dormir, você tem aula amanhã. — ela disse.
– Verdade. Boa noite, mãe. Eu te amo. — disse, deitando.
– Também te amo, bebê. — ela sorriu, e fechou a porta.
Fiquei ali pensando. Ter tido essa conversa com a minha mãe, foi realmente importante pra mim. Não tínhamos esses momentos o tempo todo. E apesar de ser um pouquinho superprotetora demais.. a dona Marissa era realmente uma mãe incrível. Eu tinha muita sorte em tê-la como mãe.
Bastante cansado, e feliz, por finalmente tudo estar se encaixando, fechei os olhos e adormeci rapidamente.
Notas finais
Eu achei importante, dar alguma atenção á Sra. Benson, e contar mais sobre o relacionamento dos pais do Freddie, porque talvez não tivesse ficado muito bem esclarecido (:
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