Notas iniciais
Hey di ho! :D
Demorei um pouco pra postar, me desculpem, LOL.
Mas esse capítulo é grandinho. ;D
Então, espero que gostem. (:

Sam's POV

Acordei na segunda-feira 20 minutos antes do despertador tocar. Passar esse tempo todo com o Benson acaba me afetando, já que.. bom, eu não sou muito pontual.

Depois que levantei, tomei um banho e vesti uma calça preta, meu all star branco e um moletom roxo. Cheguei na cozinha e minha mãe me olhou, surpresa.

- Levantando mais cedo? — ela disse, no balcão.

- Tá virando um hábito. — sorri. Ela riu.

- Ometele, quer? — ela disse, pondo na mesa.

- Claro. Comemos em silêncio por alguns minutos. Minha mãe estava muito séria, me perguntei se tinha algo errado.

- Ahm.. mãe? — ela me olhou, distraída.

- Oi?

- Tá tudo bem contigo? — perguntei.

- Tá, sim. Só tava pensando numas coisas. — ela disse.

- No quê?

- Bom.. já estamos quase em dezembro, você já vai se formar..

- E..?

- O quê pretende fazer.. você sabe.. depois? — ela perguntou, insegura.

Eu não gostava muito de conversar sobre o meu futuro, e ela sabia disso. Mas.. por algum motivo, eu me sentia um pouco mais segura pra falar disso, agora.

- Ainda não tenho certeza.. — eu disse. Ela revirou os olhos.

- Sempre a mesma resposta.

- ..ainda não tenho certeza, se é exatamente isso que eu vou seguir. — eu disse. Ela me olhou, surpresa.

- Já tem uma ideia? — perguntou, ansiosa.

- Já. — eu disse. Ela ficou me encarando.

- ..e aí?! — perguntou, impaciente. — o quê é?

- Música. — eu disse, simplesmente. Ela me olhou, surpresa.

- Música?

- É, música.

- E desde quando a senhorita se interessa em ser musicista? — ela disse, pausadamente.

- Desde sempre. Eu nasci pra brilhar. — eu disse, debochada, fazendo cara de metida. Ela riu.

- Tudo bem, então. Seja qual for a sua escolha, eu vou te apoiar. — ela sorriu.

- Valeu, mãe. — sorri.

- Ei, já não era pra você ter saído? — ela disse, olhando pro relógio. Olhei também, e a aula começava em 10 minutos!

- Caramba! Tenho que ir. — disse, pegando minha mochila e indo pra porta. — ei, mãe.

- Sim?

- Vai estar em casa quando eu chegar? — perguntei.

- Acho que vou.. porquê? — ela perguntou, curiosa.

- Bom.. quero te apresentar alguém. — fiz uma careta.

- Quem? — ela me olhou, desconfiada.

- Tu vai ver, mais tarde. — eu disse, rindo. Sabia que tinha deixado ela morrendo de curiosidade.

Saí de casa correndo, e cheguei no Rigdeway faltando 3 minutos pro sinal.

- Onde você tava?! — perguntou a Carly, se aproximando.

- Me.. atrasei.. só.. isso. — disse, ofegando. Ela riu.

Fomos pra sala, e vi o Freddie no lugar de sempre, ao lado do meu.

- Hey, nerd. — disse, lhe dando um selinho.

- Oi. Tá atrasada. — ele riu.

- Não me provoca. — eu disse, sorrindo.

Notei vários olhares estranhos pra nós. Alguns surpresos, outros assustados. Acho que ainda era estranho pra todo mundo ver nós dois juntos. Mas, bem, eu não ligava.

A aula do Howard foi um tédio, como sempre. Mas eu não me importava tanto assim, já que estávamos nas últimas semanas de aula. Apesar de querer que acabasse, eu tinha certeza que sentiria muita falta do Rigdeway, depois da formatura.

Na hora do intervalo, encontramos o resto do pessoal na cantina. Percebi que a Carls tinha se afastado de nós, e estava do outro lado da mesa, com a expressão fechada. Olhei pro Devon do meu lado, e ele estava igualmente sério.

- Hey, Dev. — o cutuquei. Ele me olhou, distraído.

- Ahm? Ah, oi, Sam.

- Aconteceu alguma coisa entre você e a Carls? — perguntei.

- Não sei. — ele disse.

- Como assim, "não sabe"? Vocês passaram o fim de semana todo juntos, e na segunda-feira, nem se falam direito. Que que tá acontecendo? — perguntei, confusa.

- Eu não sei! Estava tudo indo muito bem, mas ela ficou estranha de repente. Não satisfeita com alguma coisa, sei lá. — ele disse, frustrado.

- Bom, sua namorada está triste, você deveria saber o motivo. — dei de ombros. Ele me olhou, estranho.

- Namorada?

- É, namorada. — disse. Ele fez uma careta. — ah, não. Vai me dizer que ainda não pediu ela em namoro? — perguntei, irritada.

- Bem, eu..

- É óbvio que é por isso que ela tá frustrada, manezão! — dei um soco no braço dele. Que guri tapado.

- Ai! É que.. eu só não sei muito bem como fazer. — ele disse, envergonhado.

- Como assim? — perguntei, confusa.

- Não ria. — ele disse, sério. Assenti. — mas.. a Carls é a primeira garota que eu gosto de verdade. E é o primeiro relacionamento que eu tenho. — ele disse, vermelho.

Olhei pra ele, surpresa. Era difícil acreditar nisso, o Devon era um garoto muito legal, e era bonito.

- Você.. nunca tinha ficado com ninguém, antes dela? — perguntei.

- Claro que sim.. mas eu nunca tinha me.. ér..

- Fala logo.

- ..nunca tinha me apaixonado por alguém, como eu sou apaixonado por ela. — ele sorriu, tímido.

Sorri de volta. Isso era realmente muito doce, da parte dele. E eu fiquei feliz em saber que ele gosta mesmo dela, já que eu tinha certeza que ela correspondia.

- Bom, a Carls é uma pessoa muito exigente. Quando ela gosta mesmo de alguém, e pode ter certeza, ela realmente gosta de você, garotão.. — ele riu — ela gosta de ter um compromisso. Então.. se mexe. — eu sorri.

- Tá legal. Vou fazer isso logo. — ele sorriu, mas eu vi que ele estava assustado.

- Fica calmo, Dev. Não tem como dar errado. Apenas seja criativo e romântico, e ela finalmente vai ser sua namorada. — estiquei a palavra "namorada", de propósito, e vi ele engolir em seco.

- É-é. Valeu, Sam. — ele disse, ainda nervoso.

Depois da aula, a Carly convidou todo mundo pra ir pra casa dela. Eu ia, também, até que lembrei de uma coisa.

- Ei, pessoal, eu não vou poder ir com vocês. — eu disse, no caminho.

- Porque, Sam? — perguntou a Carls.

- Porque eu tenho que resolver um negócio com a minha mãe. — eu disse.

- Que negócio? — disse o Freddie, curioso.

- Você já vai saber. Porque você vai comigo. — sorri, o puxando. — a gente encontra vocês daqui a pouco! — eu disse, já indo embora.

- Tá. Até mais tarde. E.. boa sorte, Freddie. — ela riu.

- Ma-mas eu.. — ele gaguejou, assustado.

Ficou o caminho todo me perguntando que iríamos fazer. Eu já estava ficando nervosa.

- Dá pra ficar quieto, um pouco? — disse, irritada.

- Só depois que você me disser o quê vamos falar com a sua.. mãe. — a voz dele falhou, na última palavra.

- Nada demais. — sorri.

- Sam! Dá pra você.. — ele parou quando eu me virei e fiquei na frente dele, o encarando, irritada.

- Você não disse que eu era.. sua? — arqueei uma sombrancelha. Ele sorriu de canto, me puxando pra ele. O empurrei. — pois bem, eu sou. Agora tenha essa mesma coragem e diga isso pra sua.. sogra. — eu disse, rindo da cara apavorada que ele fez.


Freddie's POV

- Sam! Dá pra você.. — parei de falar quando ela se virou e parou na minha frente, me encarando.

- Você não disse que eu era.. sua? — ela disse, arqueando uma sombrancelha. Sorri de canto, e a puxei pra mim. Então ela me empurrou. — pois bem, eu sou. Agora tenha essa mesma coragem e diga isso pra sua.. sogra. — ela disse, sorrindo.

Engoli em seco. Eu não estava preparado pra isso.

- So-sogr..

- Urgh. Vem logo, Benson. — ela disse, voltando a me puxar.

Eu tava nervoso com tudo isso. Eu já conhecia a mãe da Sam, mas.. era assustador pensar em me apresentar pra Pam como seu.. genro. Ela é uma mulher legal, e tudo mais.. mas eu confesso, ela me assusta. Quase tanto quanto a filha.

- Mãe, cheguei. — disse a Sam, entrando em casa. Fiquei na porta, hesitante. — entra, Freddie, você não vai morrer. — ela riu.

- Oi, Sam. Eu tava terminando de pintar esse quadro, e.. olá. — disse a mãe da Sam, assim que me viu.

- Boa tarde, Sra. Puckett. — disse, nervoso.

- Senhora? Não, lindinho, me chame de Pam. — ela disse, piscando. Oh meu Deus..

- Então, mãe. Você já conhece o Freddie. — disse a Sam.

- Sim, não era o menino que você espancava todo dia? — ela riu.

- Ainda é. — ela sorriu. Revirei os olhos. — então, a gente tá.. é.. saindo, agora. Só pra você saber. — ela disse, sorridente.

- Demoraram, hein? — ela disse, rindo. Meu Deus, foi tão óbvio assim durante todos esses anos? — bom, eu tava preparando um lanche, comam comigo, se quiserem. — ela disse, indo pra cozinha.

Ficamos ali conversando, rindo. Elas implicavam muito uma com a outra, e era engraçado, pois são muito parecidas.

- Então, já marcaram a data? — disse a Pam, de repente.

- Data do quê? — perguntei, confuso.

- Do casamento, ué. — ela disse, séria. Engasguei com a torta.

- Ca-casamento? — perguntei, assustado.

- Sim. Apesar da Sam ser.. bem, desse jeito. — ela disse, rindo. — ela é uma moça de família. — ela disse, me fitando. — você ama a minha filha, não é? — perguntou, desconfiada.

- E-eu.. Dona Puckett.. Pam. O-olha, e-eu.. — gaguejei, apavorado. Então as duas começaram a rir, e muito.

- Não tá vendo que eu tô te zuando, garoto? — ela disse, rindo. A Sam ria ainda mais.

Semicerrei os olhos. Eu quase caguei nas calças, isso não tinha a mínima graça!

- Ai ai.. — disse a Sam, se recuperando. — tá bom, mãe, a gente vai lá na casa da Carls, ok?

- Tudo bem. E.. Freddie. Foi mal, garoto, mas tu devia ter visto a tua cara. — ela disse, me dando um tapinha nas costas.

- Tu-tudo bem.. foi um prazer. Obrigado pela torta. — disse, querendo sair logo daquela situação constrangedora.

- Desculpa, mas a sua cara realmente foi hilária. Você ficou roxo. — disse a Sam, rindo, no caminho.

- Engraçadinha. Eu fiquei assustado.

- Ficou assustado de bobo que você é. Não tem porque, minha mãe é.. parecida comigo. — ela disse, fazendo uma cara estranha.

- E é por isso mesmo que eu fiquei assustado! — eu disse, rindo.

- Pateta.

- É. Mas, sabe.. até que a ideia não foi ruim. — eu disse, pensativo. Ela me olhou, curiosa.

- Que ideia?

- Você sabe.. — segurei sua mão e a puxei pra mim, a fazendo olhar diretamente nos meus olhos. — a de você se tornar minha esposa.. um dia. — sorri. Ela piscou algumas vezes, vacilando.

- Talvez, um dia.. — ela disse, sorrindo.

- Você se casaria comigo?! — perguntei, surpreso.

- Talvez.. no dia em que bolos gordos voarem. — ela piscou e voltou a caminhar, me deixando ali, de boca aberta.

- Você vai ver, Puckett.. — a alcancei, e caminhei ao seu lado, segurando sua mão. — ..um dia ainda te chamarei de Samantha Benson. — sorri, convencido.

- Não soa ruim.. — ela disse, baixinho. Depois corou. — é.. q-quer dizer.. é muito cedo pra isso. — disse, sem graça.

Sorri, vitorioso. Pelo menos isso não foi um "não".

Sam's POV

Chegamos no Bushwell, e subimos direto pro 8º andar.

- Oi! Vocês demoraram. — disse a Carls, quando entramos.

- Pois é.. as duas Pucketts me fizeram passar por um dos momentos mais constragedores da minha vida. — disse o Freddie, rindo.

- O quê vocês fizeram? — perguntou a Carls, desconfiada.

- Depois te conto. — disse.

Ficamos ali a tarde toda. Estava todo mundo ali, e depois de um tempo o Spencer chegou com a Lucy e a Jenny. O Chase, que é bem espertinho, ficou conversando com ela. Eles estavam se dando muito bem.

- WOW! NÃO ACREDITO NISSO! — disse a Carls, de olhos arregalados olhando pro laptop.

- Que foi? — perguntei, curiosa.

- O vídeo! O vídeo que eu postei! — ela disse, inquieta.

- Que vídeo? — perguntou o Freddie.

- O vídeo de sexta-feira! Da Sam, cantando. — ela disse. Arregalei os olhos.

- Você gravou?!

- Lógico! Foi um momento histórico. — ela disse, rindo.

- Mas o quê tem o vídeo? — disse o Freddie, se aproximando do laptop. Logo depois olhou pra mim, surpreso.

- O que foi, gente?! — perguntei, nervosa.

- O.. o vídeo.. está com mais de 800.000 visualizações! — ele disse, sorrindo.

- COMO É QUE É?! — perguntei, chocada. Olhei também. Eu.. não acredito nisso.

- É sério, isso? — perguntou a Hayley.

- É! E eu postei ele no sábado! — disse a Carls, animada.

- Wow. — disse o Chase. — 800.000 é.. um número bem grande.

- Obrigada, Senhor Óbvio. — disse, irônica. — mas.. como pode ter tantas vizualizações?

- Não sei, mas os comentários são todos positivos! — disse a Carls, sorrindo.

- É mesmo? — perguntei, animada.

- É. Muitos são de fãs do iCarly. Que nem imaginavam que você cantava. — disse o Freddie.

- Nem a gente imaginava, e no fim você mandou super bem. — disse a Meg, me abraçando.

Eu ainda estava meio paralisada. Não conseguia acreditar nisso. 800.000 exibições.. era realmente muita coisa.

- Cara, isso é.. incrível. — disse o Brad.

- O quê é incrível? — perguntou o Spencer, descendo as escadas com a Lucy.

- O vídeo da Sam cantando na festa da Wendy sexta-feira. Está com mais de 800.000 exibições. — disse o Freddie.

- A Sammy canta?! Mentira! Sai daí, deixa eu ver! — ele disse, pegando o computador. Depois de um tempo me olhou, surpreso. — cê manda bem, cara! — disse, sorrindo.

- É.. v-valeu. — eu disse, corando.

- Olha só esses comentários! Parece que todo mundo gostou. — disse o Spencer.

- Interessante.. — ouvi a Lucy comentar, pensativa.

- Devíamos mostrar o vídeo no iCarly dessa semana. — sugeriu a Carls.

- É! Assim mais gente veria! — disse o Gibby, animado.

- Não, gente.. e-eu não sei se é uma boa ideia.. — tentei dizer.

- Qual é, Sam. Você cantou na frente de centenas de pessoas, e mais de meio milhão já viu o seu vídeo. Todos gostaram. Quanto mais, melhor! — disse o Freddie, me encorajando.

- É.. talvez. — disse.

- Bom, gente, eu já vou pra casa. — ele disse.

- Já? — perguntei.

- Sim. O James vai jantar com a gente hoje, e eu vou acabar com ele no vídeo-game, depois. — ele disse, sorrindo.

- Quem é James? — perguntou a Carls.

- Namorado da minha mãe. — ele disse.

- E você.. tá bem com isso? — ela perguntou.

- Claro, ele é bem legal. — ele disse. — bom, já vou indo. Até amanhã.

- Até. — todo mundo disse.

Ele se aproximou de mim.

- Boa noite, Sra. Benson. — sussurrou no meu ouvido. Sorri, corando.

- Já te disse que é cedo pra esse tipo de coisa. — disse.

- Sem problema. Eu espero. — ele riu, e então saiu.

- Vai ficar aqui hoje, Sam? — perguntou a Carls.

- Pode ser. — dei de ombros.

Ficamos ali o resto da tarde, e depois o pessoal foi embora. A Carls ficou falando animadamente sobre.. alguma coisa. Não consegui prestar atenção. Minha cabeça estava em outro lugar.

Eu só conseguia pensar naquele vídeo, e em como aquilo tinha tomado uma proporção tão grande em apenas 3 dias.

Por um lado, eu ficava feliz, por ser finalmente ouvida por todo mundo, e de todos terem gostado. Mas por outro lado.. eu ainda estava um pouco assustada.

Eu nunca pensei muito no meu futuro, e eu não sabia direito o que fazer, ou seguir. Mas ultimamente, essa porta se abriu pra mim.

E eu realmente não sabia o que esperar do amanhã.

Notas finais
Então, tão gostando? :D
AH, preciso avisar uma coisa. Eu vou viajar amanhã, e só volto daqui uma semana :/ Então, não vai ter capítulo novo até eu voltar. Espero que entendam. (:
Reviews? u.u