Notas iniciais
Como sempre eu e a Bia temos uma historinha do porque demoramos, no meu caso eu ganhei um pc novo e to sem world e o capitulo ficou no outro que esta tecnicamente sem bateria e adivinhem? O carregador quebrou :) Então se o capitulo ficar curto perdão, mas eu estou me virando aqui diretamente no Nyah e se ficar uma bosta a culpa é minha mesmo hahahah ( risada falsa porque sim) aproveitem porque pelo jeito a bia vai demorar :)

Samantha

Minha cabeça borbulha como uma sauna, mas meu corpo esta frio com um cadáver. Talvez porque á cinco minutos atras eu realmente era um cadáver. Melhor ainda eu deveria estar em cinzas agora.

–Samantha? — o homem diz tentando voltar minha atenção a ele.

Paro de observar a janela de sua sala, que é voltada a um jardim de flores de cinzas talvez?

–Sim... — digo e volto minha cabeça a ele, me deparando com seus olhos cor de mel.

–Você tem noção do que esta acontecendo?

Começo a chorar, me lembro de ver meu pais e meu coração aperta, foi angustiante tudo isso, eu queria poder estar em cinzas agora.

–Samantha não se perca, fique aqui. Sei que seus pensamentos devem estar se transbordando em sua mente, mas preciso que foque em mim.

–Juro que vou tentar, mas... — engulo o choro.

–Me diga você sabe o que esta acontecendo?

–Sinto que não deveria coloca-lo em risco, Morgan... — quando pronuncio seu nome sinto meu coração apertar como nunca antes, será um ataque cardíaco?

Me curvo para a frente e bato a cabeça na mesa do escritório em que estou, será um consultório medico?

–SAMANTHA?- o homem de olhos de mel se levanta e me posiciona ereta. — Respire.

–Ela esta fazendo isso — olho para o chão, sangue, toco meu nariz imediatamente e percebo que esta melado, talvez seja o sangue.

–Quem Samantha? — diz o homem levantando minha cabeça o fazendo encara-lo.

–Morgan Li — seu nome queima ao ser pronunciado então não sinto, mas nada.

***

A luz pode ser sentida, por mais que meus olhos estejam fechado. Os abro e me deparo com uma lamparina, e três pessoas em minha frente. Uma delas vejo de cara que é o homem de olhos cor de mel, ela esta boquiaberto junto com uma menina de cabelos vermelhos, não ruivos, mas vermelhos como o sinal do transito brilhante. Por ultimo um homem de óculos e cabelos pretos espetados.

–Acordou Ariel? — diz a menina rindo.

De novo eu acordo na casa de estranhos, isso é alguma maldição?

–Quem são vocês? — algo vem subindo na minha garganta, começo a tossir, coloco a mão na boca para tentar ocultar os 'germes'.

–Você ta legal? — diz o de óculos.

–Desde que a conheci ela estava morta, então ela com certeza não esta legal.

Tiro a mão a da boca e posso ver algo preto respingado, mas não são só respingos, á uma frase se formando com essa gosma preta.

– O que foi? — diz a menina.

–Não diga seu nome — leio em voz alta.

–Você já tentou falar algo com sentido?

Arrumo minha postura e me sinto pronta para deixar as coisas claras, tiro a cabelo do rosto e percebo que esta molhado.

–Porque esta molhado? — digo, mas era pra ser um pensamento que saio em voz alta.

–Eu lavei seu rosto, para ver se acordava — diz o olhos de mel.

–O rosto ou o cabelo?- digo rindo.

–Para de enrolar e conta quem é você — diz a menina.

–Como vou contar a estranhos como vocês?

A menina faz cara feia, mas o cor de mel os encara e espera alguém se pronucie.

–Bem, o loirinho da ponta é o medico que cuidou de você lembra disso?

–Não, mas continue — digo e espero.

–Meu nome é Daniel, essa do meu lado é a Nadia e o de óculos é o Ivo o irmão da Nadia — diz o olho cor de mel, agora com nome. -, resolvi ti trazer pra cá depois que você desmaio no meu consultório. Você sabe quem é?

–Samantha como o senhor já sabe, e minha historia não interessa vocês, eu só quero saber o que vocês sabem de mim.

–Você passou a barreira de Hentland e esta viva — diz a menina como se falasse de uma fofoca.

–Sem falar que você estava morta e de repente olhá só... — diz o de óculos.

–Minha avó como esta? — pergunto.

–Pensa que você esta morta, mas pode ir lá se quiser e falar que foi um enngano...

–Não antes de falar quem é você — a garota se senta ao meu lado na cama e me encara fria.

–Estou proibida de contar, eu tentei ti contar Daniel, mas ela não deixa — tento segurar o choro, quando minha barriga começa a se revirar de fome.

–Ela quem?- todos perguntam em coro.

–Não sei o que acontecera comigo se eu contar, estou sobre algum feitiço, se eu contar sobre ela...

–Ok, mas ainda quero saber como você. — diz a garota se levantando.

–Podemos fazer algumas coisas e quem sabe vocês descubram quem eu sou. — foi um bom jeito de falar, mas eu preciso sair de hentland e ver se esse feitiço só funciona aqui, preciso encontrar Irie, ou ate mesmo Alexi. Mas preciso ver alguém antes.

–Quero ver minha vó — digo confiante, preciso contar a ela sobre tudo, nem que eu morra, quase que literalmente.

–Onde é isso? — a garota vai a um quartinho e sai de lá com uma jaqueta marrom.

–No lado B de Hentland, no final do rio de Gaila, no meio da floresta.

Todos me encaram e riem.

–Não podemos ir lá, não somos você amorzinho, se eu passar pro outro lado eu viro pó, na verdade todos nos.

Droga, então estamos do outro lado.

–Tem um lugar... — digo mesmo sabendo que é besteira.

***

Não deveria ter vindo aqui, mas será confiável. O tronco esta lá, a grama esta maior, tudo esta estranhamente, perfeito. Me bate a dor do passado, penso em tudo que vivi aqui.

–Bem aqui é o encontro dos dois mundos, fiquei aqui e não ultrapassem aquela linha de pedras.

–Então vamos ficar ai e a dondoca vai lá? — diz a garota, só consigo balançar a cabeça, não posso dizer muito sobre o porque. — Tudo bem só tome cuidado com o vestido, segure-o bem e não caia.

Não caia.

***

Sigo o rio, cada passo sinto que vou cair, sinto que morrerei outra vez, preciso tomar cuidado com o que falo, não posso pronunciar seu nome, não posso falar sobre, preciso ser discreta.

São umas duas horas talvez? Haily estará com a vovó a essa hora? Espero que sim, preciso toca-la, ver se ela esta bem.

Finalmente posso ver o casebre de madeira verde ao final do rio. Sigo correndo, e caio umas duas vezes, meus joelhos estão vermelhos, mas corro, porque isso depende da minha sanidade.

Consigo ver Afro em uma pedra sentada, meu coração acelera tão forte em ver seus cabelos enrolados cobertos por flores vermelhas, a cara dela. Sorriu em pensar em abraça-la e então caio novamente.

Dessa vez quando abro os olhos tudo esta preto e então as cores se retornam, junto das árvores e do céu azul, e então consigo ver um borrão vindo ate aqui.

–Afro — sussurro e então perco minha voz.

–SAAAM — grita ela.

Começo a chorar enquanto ela me ajuda a chegar a casa da vovó.

Meus joelhos doem, minha garganta arde, minha cabeça lateja e meu coração se aperta.

Eu sei como acabar isso, eu quero acabar com incerteza de saber se as pessoas que conheço vão morrer no momento em que falarem comigo. Mas preciso mata-la, matar Alexi, ela começou com esse pesadelo quando chegou no escritório, eu quero mata-la.

Notas finais
Então foi isso, um final bem bosta porque sim. Beijão e ate o ano que vem provavelmente haha BOM ANO NOVO PRO CES