This is the End
2 Capitulo 1
Eu ainda a encarava, surpresa demais para conseguir balbuciar algo.
— Nós não conseguimos sair, os Erectus estavam avançando e não tínhamos mais munição. Eu tentei emitir um alerta de socorro, mas o rádio acabou quebrando quando Nick foi atacado por um deles – eu escutei Joe dizer de algum lugar, mas meus olhos ainda estavam em Lissa. Ela estava tão diferente, de uma maneira que eu não consegui entender como – Precisávamos tirar nosso grupo em segurança, mas também eles. Não tínhamos como levá-los conosco no furgão em que viemos, então decidimos ficar e esperar que viessem e Christian selou a porta por dentro para nos manter em segurança.
O segundo nome me acordou, e eu olhei para a pessoa que estava ao lado de Lissa. Christian me fitava tão surpreso quanto ela. Eu continuei seguindo para os rostos que eu não via há tantos anos. Todos parecendo tão espantados quanto eu.
Adrian. Sydney. Jill. Janine. Abe. Hans e então finalmente Dimitri.
Eu havia entendido quem eram eles que Joe mencionou. Rapidamente desviei meus olhos dele, seguindo para outras pessoas que estavam sentadas no chão próximo a eles. Eu os contei mentalmente... Quatorze. Olhei para Joe.
— Temos que ir agora – eu disse, pegando a mala que estava comigo e a abrindo sobre uma mesa que estava no centro. Aquela pareceu ter sido uma sala de reunião quando as coisas ainda estavam normais, eu deduzi quando vi um grande telão branco e livros em algumas estantes . Peguei os lanches que eu havia levado comigo e água, os dispondo sobre a mesa – Faça eles comerem algo e se hidratarem e então partimos. Mais Erectus podem estar vindo para cá nesse exato momento.
Joe seguiu minha ordem e Steele se juntou a ele.
Eu tirei o mapa do meu bolso, olhando os prédios que estavam ao nosso redor e então checando quanto tempo ainda tínhamos. Podia sentir diversos olhares em minhas costas, mas aquele não era um reencontro.
— Nick está ferido – Steele disse baixo quando parou ao meu lado – Ele não vai conseguir andar rápido o bastante.
Lhe lancei um olhar enviesado.
— Ele vai conseguir – olhei rapidamente na direção de Nick, vendo que alguém havia amarrado um pano na sua perna, fazendo um torniquete. Teríamos que lidar com aquilo depois.
— Pensamos que estivesse morta – novamente ouvi a voz baixa de Lissa, ainda como se não acreditasse no que seus olhos estavam vendo.
— Mas é bom ver que você está viva, pequena Dhampir – Adrian disse rapidamente, em um tom espirituoso e eu tentei dar um sorriso amigável em sua direção, pensando que de todos eles, ele era o único que realmente não merecia a forma como eu deixei tudo para trás.
— É bom ver você também Adrian – eu engoli um bocado de saliva, olhando rapidamente para os outros – É bom ver todos vocês.
Eu chamei Joe e Dragon, tentando traçar uma rota de fuga que nos levasse até as vans e então para o Bunker.
— Podemos passar pelo Medical Center e então seguir até esta rua e chegamos por trás de onde deixamos os veículos.
Eu neguei quando Joe traçou com os dedos a rota.
— Muitos prédios. Erectus podem estar escondidos em todos eles e nos pegariam facilmente.
Uma outra mão começou a traçar outro caminho sobre o mapa e eu mantive meus olhos nele, não querendo encarar a Dimitri quando ele começou a falar.
— Viemos pela C 34, lá não tem prédios e quase nenhum carro abandonado – ele disse. Sua voz exatamente como eu me lembrava e o sotaque russo que tantas vezes eu peguei admirando e achando sexy.
— Dimitri tem razão, Rose – eu me virei levemente, vendo minha mãe e também conhecida como Guardiã Hathaway me encarando com seus orbes verdes. Ela havia deixado o cabelo ruivo e cacheado crescer, eu observei – É a melhor rota que nós temos.
Eu assenti, dando alguns passos para trás e olhando para todos os outros.
— Vamos sair agora. Preciso que fiquem juntos e alerta. Erectus não enxergam bem durante o dia, mas se verem qualquer coisa que pareça suspeita, preciso que me avisem – eu tirei oito pistolas da bolsa – Estão munidas com balas de ácido. Mirem na cabeça e atirem em qualquer coisa que se pareça com um verme rastejante.
Janine e Dimitri se apressaram a pegar uma. Estacas não eram mais necessárias ali.
Joe, Nick e os outros recarregar suas armas e eu pude ver quando os guardiões lançaram um olhar chocado para Steele, mas somente Janine questionou.
— Você trouxe um Moroi com você?
Eu entreguei uma pistola a Christian, que pegou sem hesitar.
— Eu não sei se percebeu – falei pausadamente – Mas esse não é mais o nosso mundo. Moroi não vem mais primeiro. Todas as vidas tem o mesmo valor.
Ela me olhou parecendo aborrecida, mas não perguntou novamente. Eu não era mais uma adolescente inconsequente. Era eu quem estava no comando ali, eles parecem perceber quando meus amigos apenas assentiram com as minhas ordens.
Eu fui a frente, enquanto Joe, Dragon e Steele estavam atentos ao nosso redor e cercavam o grupo dos sobreviventes e também conhecidos como pessoas do meu passado. Abby ia mais atrás sendo protegida pelos outros enquanto ajudava Nick. Pude ver quando Dimitri se ofereceu para ajudá-la... Sempre tão prestativo!
Andavamos rapidamente até a entrada da cidade, atentos a qualquer coisa que pudesse aparecer em nosso caminho. Eu suspirei aliviada somente quando pudemos avistar a van no local em que a deixamos. Estávamos em 25 pessoas, então eu me vi dividindo o grupo em dois. Sete dos resgatados eu coloquei no grupo que estava com Joe. O restante na van que eu Dragon e Steele viemos – de todos os rostos conhecidos, apenas Adrian, Sydney, Jill, Hans e Abe estavam comigo. Este último eu comecei a me arrepender no exato momento em que começamos a dirigir de volta para o Bunker.
— Eu confesso que depois que você fugiu da Corte eu nunca mais fosse vê-la.
— Não fugi – me apressei em corrigir – Eu pedi a dispensa do serviço guardião.
— Dá no mesmo – Abe respondeu de volta me ignorando – Sua mãe me disse que eu deveria ir até você, mas eu disse a ela que você sabia o que estava fazendo. Eu duvidei disso quando fez sua matrícula no curso de biologia.
Eu o ignorei, sabendo que ele estava apenas tentando me tirar do sério e segui com os olhos atentos na estrada, pisando o pé no acelerador para chegarmos rápido ao Bunker. Eu não estava surpresa por Abe saber o que eu havia feito da minha vida após deixar os guardiões. Ele sempre parecia saber de tudo. Pelo meu retrovisor, eu pude ver o furgão que eu sabia ter Lissa e Dimitri em seu interior, mas eu não me permiti vacilar. Mentalmente, eu repeti as últimas palavras de ambos para mim. Lissa havia pedido que eu me afastasse, ignorando tudo o que ela sabia sobre mim. Me colocando por baixo de todos os outros. Dimitri havia dito que não me amava. Que seu amor por mim havia acabado e naquele momento eu tinha duvidado de que alguma vez ele pudesse ter tido aquele sentimento por mim.
Minha cabeça começava a doer com o fato de que em breve estaríamos sobre o mesmo teto e eu não teria como fugir de uma conversa que minha ex melhor amiga pudesse querer ter comigo.
Quando chegamos ao bunker, eu olhei para o meu relógio, o desligando. Ainda tínhamos 10 minutos até a escuridão total. Eu desci da van, abrindo a porta para os outros e então indo até a porta do Bunker, que ficava no chão, escondido.
— Você primeiro, velhote – eu disse para Abe, que me olhou duvidoso e então para dentro do pequeno buraco – Vamos lá, são apenas algumas escadas. É seguro lá embaixo.
Ainda sem confiança em mim, Abe começou a descer e então seguido pelos outros. Eu camuflei a Van, e Dragon e Joe fizeram o mesmo. Quando todos já haviam descido, eu dei uma última olhada ao meu redor, vendo que já estavam todos em segurança e então entrei no buraco, descendo as escadas até estar no interior do bunker.
Erin e Joana já estavam na sala de convivência com os resgatados quando eu cheguei até lá. Os moradores olhavam para os novatos com curiosidade e eu me apressei a chamar a atenção deles para mim.
— Temos novos moradores agora, então, alguns de vocês terão que dividir suas camas para liberar espaço. Vamos aumentar também o plantio e a captação de água para que todos fiquem bem – eles assentiram em concordância e então eu me virei para Erin, tocando em seu ombro – Preciso que faça a divisão dos quartos e mostre para os novatos como funciona e dê a cada um uma função aqui dentro.
Erin concordou, chamando os outros para segui-la e a pequena multidão começou a dispersar.
— Rose, eu posso falar com voce? – eu me virei para Lissa, somente agora olhando realmente para ela.
Ela ainda tinha as mesmas feições angelicais que eu me lembrava e eu me vi dando um sorriso amigável para ela. Aquilo era o que acontecia com quase todo mundo que olhava para ela. Lissa fazia as pessoas sentirem uma calma natural e aquilo era além do que o espírito poderia fazer. Era algo natura. Ela tinha o rosto levemente redondo e somente quando meus olhos desceram ate onde sua mão estava eu percebi o porquê.
Meus olhos se arregalaram enquanto eu ainda encarava sua barriga, perplexa.
— Você está grávida?
Lissa sorriu, balançando sua cabeça e movendo seu cabelo para trás de sua orelha.
— São seis meses já – ela disse, acariciando a barriga pontuda – Você tinha que estar lá quando eu contei a Christian, ele parecia tão feliz e desesperado.
Eu assenti, pensando que eu realmente não estava lá porque era isso o que eles tinham desejado.
— Meus parabéns – eu disse por fim, pensando que aquilo era o certo a se fazer– Vou falar com Erin para te deixar mais confortável.
Ela assentiu, mordendo o lábio inferior e hesitação chegou até mim através do laço e eu dobrei meu cuidado, tentando não abaixar minha barreira novamente. Parecia quase impossível agora tendo a tão próxima de mim.
— Onde esteve durante todo esse tempo? – ela perguntou, se aproximando de mim e tocando meu cabelo que agora estava curto – Janine sempre dizia que estava bem, mas eu nunca tive muita certeza disso.
Eu acenei, querendo fugir dali, mas também com curiosidade reinando em mim.
— Yeah! Eu fiquei bem. Você e minha mãe parecem próximas. – eu comentei, me lembrando da forma como Janine a cercou quando estivemos lá fora e Lissa concordou.
— Eu ainda precisava de dois guardiões quando você se foi. Escolhi Janine porque era o mais próximo de você que eu poderia ter.
Eu olhei nervosamente ao meu redor, parando meu olhar em Dimitri que parecia próximo demais para escutar nossa conversa. Ele havia conseguido voltar a ser um guardião, afinal. Talvez eu fora de sua vida fosse tudo o que ele precisasse para ter de volta tudo o que lhe pertencia antes.
— Eu tenho que ir agora – eu disse a Lissa, vendo decepção em seus olhos. Não queria ter aquele tipo de conversa.
Me afastei rapidamente antes que Lissa protestasse e segui o caminho para o meu quarto, estacando quando escutei passos atrás de mim.
Eu sabia quem era antes mesmo de me virar para encará-lo finalmente de frente.
— Você não pode culpá-la por tudo – Dimitri disse e eu fechei minhas mãos em punhos.
Culpar Lissa? Não mesmo. Eu culpava ele por ter sido um maldito egoísta se importando com suas dores e ignorando todas as merdas que eu havia feito para trazê-lo de volta.E isso incluiu ate mesmo tirar Victor Louco Dashkov da prisão.
Eu fitei seus olhos – aqueles que eu ainda amava, não importando o quão longe eu tenha ido para esquecê-los. E ele parecia tão implacável quando eu me lembrava, antes de ficar se vitimizando pelos seus dias como um Strigoi.
— Você se acha digno de falar comigo agora? – eu disse colocando as mãos em minha cintura, dando alguns passos em sua direção – Ou continua fazendo drama pelas coisas que fez quando não estava consciente das suas ações?
Eu sabia que não era certo lembrá-lo do que havia acontecido quando ele ainda era um Strigoi, mas eu não queria ser julgada por algo que eu fiz quando todos me viraram as costas.
— Estou dizendo que Lissa sentiu sua falta – ele falou, ainda mantendo distância entre nós – Ela esteve sempre querendo saber onde você estava ou se precisava de ajuda.
— Obviamente eu não precisei – afirmei gesticulando ao nosso redor – Não sei se percebeu, camarada, mas eu ajudei todas essas pessoas. Eu salvei elas!
Eu girei em meus calcanhares, pronta para seguir meu caminho quando senti a mão de Dimitri em meu pulso, e então ele estava próximo demais, nossos corpos se tocando e eu quase vacilei quando meu coração me traiu, batendo com força em meu peito e meu corpo se aquecendo com seu toque familiar. O amor que eu sentia por ele estava ali e enquanto seus olhos desciam pelo meu corpo, o desejo que eu sentia por ele era quase palpável.
Seus olhos subiram de volta para meu rosto e então se focaram em meus lábios. Aquela corrente elétrica percorrendo cada pedacinho de mim quando ele ergueu sua mão livre, repousando em minha bochecha.
— Eu também senti sua falta, Roza – ele murmurou com seus lábios próximos demais dos meus.
E foi como se eu tivesse levado um balde de água fria.
Eu dei um tapa em sua mão, a tirando do meu rosto e dando um passo para trás.
— Você não pode me chamar mais assim – eu disse, ainda atordoada – O amor acaba, certo?
Eu não fiquei para ver sua reação, andando rapidamente até meu quarto e fechando a porta atrás de mim, me escorando nela e então descendo até o chão enquanto abraçava meus joelhos. Foram 4 malditos anos sem vê-lo, e ainda sim, há alguns minutos eu estive próxima de deixá-lo me beijar. E eu não podia fazer aquilo. Não quando eu havia dado meu coração a Dimitri e ele havia dilacerado sem pensar duas vezes.
Eu retirei minhas roupas, e entrei no pequeno banheiro, me enfiando debaixo do chuveiro com água fria, agradecendo por aquilo esfriar meu corpo e apagar os vestígios do que senti quando Dimitri me tocou.
Ouvi quando a porta foi aberta, e então levei minha mão a cortina que separava o chuveiro do resto do banheiro, para poder dar de cara com um Dragon me analisando.
Eu sorri para ele quando tirou sua camiseta, e então seus sapatos, e sua calça e finalmente sua cueca.
Dragon e eu não tínhamos um relacionamento, mas tínhamos um ao outro como um escape de toda essa bagunça que o mundo tinha se tornado.
Ele entrou embaixo do chuveiro comigo, molhando o cabelo e me olhando com aqueles olhos azuis que eram um convite excitante ao prazer. Colei nossos corpos, erguendo meus braços e passando as unhas de leve em seu pescoço, sentindo seu corpo se arrepiando à medida que minhas unhas desciam por suas costas. Encostei meus lábios aos seus lentamente e então aprofundei o beijo quando minha língua entrou na sua boca.
Senti os braços de Dragon me segurando com força e então levando suas mãos até minha bunda, me erguendo e colocando minhas pernas ao redor de sua cintura. Ele esfregou sua mão em minhas coxas e então voltando para minha bunda, massageando e voltando para minhas coxas. Afastei meus lábios dos seus, indo até seu pescoço e distribuindo beijos ali. Senti seu membro contra minha intimidade, fazendo pressão.
— Eu amo te ver em combate – Dragon sussurrou em meu ouvido – Você fica tão gostosa dando ordens.
Eu sorri e então levei uma mão entre nós, até seu pênis, fazendo um movimento de vai e vem.
Soltei um muxoxo quando Dragon me colocou no chão, e então ele me beijou novamente, mordiscando meu lábio inferior enquanto suas mãos iam até meus seios e então ele desceu seus lábios pelo meu colo e então segurando meus mamilos enquanto sua boca começava a trabalhar ali. Gemi quando ele puxou levemente o bico do meio seio entre seus dentes. Ergui uma de minhas pernas, a enrolando em Dragon e jogando minha cabeça para trás quando ele levou uma de suas mãos até minha intimidade, me provocando enquanto ainda chupava meus seios e massageando a região.
Em um movimento rápido, ele me virou contra a parede, abrindo minhas pernas e encaixando seu membro em minha entrada antes de se enfiar todo em mim. Eu gemi. Agarrando sua mão e segurando com força enquanto ele me segurava pelo quadril, me puxando contra ele.
— Você está tão molhada – Dragon disse com a boca contra o meu pescoço, levando uma mão até meu cabelo curto e o segurando com força – Consigo te sentir latejando enquanto eu te fodo, sabia?
— Dragon – eu gemi, sentindo seus movimentos ainda mais firmes enquanto seu quadril se chocava com o meu e querendo sentir ainda mais dele. Como se todo aquele contato não fosse suficiente.
E então ele parou com seus movimentos e eu me virei para olhar sem acreditar. Ele tinha um sorriso cretino no canto dos lábios antes de desligar o chuveiro e me pegar no colo, me levando para o quarto e então se sentando na cama, comigo ainda em seu colo, literalmente pingando. Eu me levantei somente o necessário para o encaixar em minha entrada e então sentando com força, ambos gemendo em uníssono.
Levei minhas mãos até seus ombros, me apoiando antes de começar a subir e descer sobre seu membro.
— Você gosta quando eu estou por cima, uh? – perguntei quando ele jogou sua cabeça para trás de olhos fechados e estendeu seus braços para trás se apoiando.
Meu corpo começou a fraquejar e Dragon olhou de volta para mim, nos virando na cama e ficando por cima de mim, chocando seu quadril contra o meu com a força que ele sabia que eu gostava. Ele sabia como me excitar. Quando eu gozei com ele ainda entrando e saindo de mim, coloquei meus braços ao seu redor e o abracei, sentindo seu corpo suado e quente contra o meu. Dragon procurou pelos meus olhos, mas eu apenas os fechei colando nossos lábios. Não tinha o sentimento que ele procurava ali.
— Porra – ele murmurou, contra meus lábios e senti seu corpo tremer levemente enquanto seu membro lateja dentro de mim e então o empurrei para o lado, bem a tempo dele ejacular fora de mim.
Eu não tinha que me preocupar com a questão da maternidade ali, não com um humano ou um Dhampir, mas deixar Dragon fazer aquilo dentro de mim não era algo que me deixava confortável. Havíamos falado sobre isso dezenas de vezes. E mesmo assim, as vezes eu precisava lembrá-lo
— Você é maravilhosa – Dragon sussurrou e eu sorri – Eu poderia ficar aqui o dia todo te beijando, mordendo, chupando, foden-
— É, – eu disse, rolando para o lado e me levantando com as pernas um pouco trêmulas – Mas temos mais coisas a fazer.
Dragon me encarou, tirando o cabelo molhado que estava grudado em sua testa. Ele era realmente lindo e em outra situação, poderíamos até nos permitir ter algo, mas não no fim do mundo. Eu sabia que ele tinha um certo carinho por mim, mas ele também sabia que eu nunca iria lhe oferecer nada além de sexo. Era apenas necessidade.
— É ele? – Dragon perguntou, após me encarar por um tempo – O vampiro que você disse que amou?
Eu não achei que precisasse responder.
Dragon sabia sobre Dimitri. Estivemos juntos durante a faculdade e então mais ainda quando a droga do fim do mundo começou. Ele também estava lá quando eu tinha pesadelos com o Dimitri Strigoi matando Lissa e todos os outros que eu amava e me preocupava. Então eu sabia que não adiantava negar.
Oh cara! Tudo o que eu menos queria na porra do fim do mundo era um ataque de ciúme.
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