This Is My Life
48 Veredicto
Notas iniciais
Estávamos no tribunal todos de pé a espera da sentença de Elise.
— No caso Jones como declara o réu, Juiz?
— No caso Jones declaramos o réu na acusação de tentativa de rapto... culpado.
Elise estava abalada a pensar que se iria se safar.
— Na acusação de agressão... culpado.
— Na acusação de tentativa de homicídio... inocente.
Mesmo assim. Ela só conseguiu escapar de uma acusação.
— A réu ficará 38 anos detida e sem direito a fiança. — Ele bateu o martelo e eu pude finalmente respirar. Naquela sala estavam meus pais e meus amigos. Rosa disse que assim que saíssem do tribunal era direito para a casa dela almoçar. Então fomos todos juntos para a casa da Rosa. Meus pais disseram que queriam passear comigo depois para festejar.
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— Que comece a festa! — Disse ela.
— Pensei que disseste que seria um almoço.
— Que comece o almoço! — Todos dissemos um grande "Sim!" estava combinado de amanhã sairmos para a praia e mais tarde eu iria sair com os meus pais. Levaria o Lysandre comigo porque acho que será uma boa oportunidade para dizer que de facto estávamos a namorar.
Leigh também veio. Era muito estranho eu conversar com ele mas visto que eu era namorada do seu irmão me senti quase obrigada a criar laços com ele.
— Oi Leigh!
— Allison, muitos parabéns por teres vencido o caso.
— A verdadeira pessoa a parabenizar é o meu advogado. Ele foi espantoso! Mesmo que ela tenha se safado de uma acusação eu acho que já lhe chega para passar um bom tempo a pensar no que fez.
— É verdade.
— Tu falas muito com o Lysandre?
— Sim. Até pode parecer que não mas ele é o meu melhor amigo. Acho que não sou o seu, provavelmente é o Castiel mas não me importo.
— Vocês são muito parecidos.
— Sério? Nunca tinha ouvido isso antes.
— Não é na aparência mas na forma de ser, de se comportar. Devo dizer que foi uma destas coisas que me cativou nele.
— Cativou?
— Sim. Vocês são muito únicos. E eu gosto de estar com gente assim. Vocês os dois...
— Allison você ama o Lysandre? — Disse ele me interrompendo.
— Como?
— Amar, interesse amoroso, gostar romanticamente. Você sente isso?
— Porque pergunta?
— Ele fala imenso de você. Diz que não consegue dizer o que sente e que o trata como se fosse um irmão. Certo dia ele ligou para mim. Eram 22 horas e ele ligou dizendo que você o beijou para depois correr para o seu quarto. Ele estava apavorado a dizer que tinha estragado tudo de vez e que nunca mais iria poder olhar para a sua cara e que a vossa amizade ficou por aí. Eu disse que era normal e que ela só se trancou no quarto porque tinha medo de olhares para ela e não veres a Allison de sempre que era tua amiga e que as coisas iriam ficar confusas. Acertei?
— Sim. — Estava espantada por ele ser assim tão objectivo. Se Lysandre também fosse assim acho que já estaríamos juntos a muito tempo.
— E não foi só esta vez que fizeste isso pois não? Vocês raparigas são tão confusas. Rosalya também era assim.
— Rosa?! Ela sempre foi tão espontânea. Como é que ela poderia se arrepender de um simples beijo.
— Pelo facto de ela ser espontânea sempre se deixava levar pelo momento e não demorava muito até ela mesma dar conta de que errou. Mas eu a amo mesmo assim. E hoje será um dia especial.
— Como assim?
— Você vai ver.
— Vamos? — Esse era um gesto que Lysandre sempre fazia. Sempre que eu estava sentada ele oferecia sua mão para me ajudar a levantar.
— Claro.
Ele chegou perto de mim e sussurrou no meu ouvido.
— Nem pense que se safou da pergunta que lhe fiz. Depois tem que me dizer se ama ele ou não.
Sorri com o que ele disse.
— Não me esqueci. Você é muito atento.
— O oposto de meu irmão. — Ri com o seu comentário.
— É verdade.
— Eu vou andando, e por falar em Lysandre, ele vem aí. Deve querer falar com você.
— Já vou ter contigo na sala.
— Foi um prazer conversar contigo. — Ele levou minha mão até seus lábios e gentilmente a beijou. Eu corei.
— Até daqui a alguns minutos. — Ele limitou-se a sorrir e a afastar-se mas Lysandre não estava com boa cara. — O que foi? Está tudo bem?
— Não. Não está tudo bem.
— Porquê?
— Se não notaste que eu vi-te com o meu irmão. Com sorrisinhos e sussurros, a dizer coisas ao teu ouvido, a corares com o que ele fala, beijar-te a mão com aquele olhar misterioso e todas as boas maneiras possíveis.
— Tu estás com ciúmes? — Ele se manteu calado mas seu silêncio o entregava. — Oh meu Deus! Lys, ele é teu irmão!
— Mas ninguém o impede de flertar contigo. Tu por exemplo não mostraste interesse algum em afasta-lo.
— O quê?! Mas o que é que te leva a ter tantos ciumes do teu próprio irmão?
— Porque ele... aqui não é nem o lugar nem a hora para falar disso. Mas porquê? Porquê que de repente decidiste falar com ele?
— Ele é irmão do meu namorado. De alguma forma senti uma obrigação de me aproximar mais da tua família e o Leigh é muito fixe.
— Estou a ver. — A sua expressão aos poucos suavizou — Desculpa Allison. Eu estou a ser muito irracional.
— Não faz mal. Acho que deve ser normal.
— Malta! Almoço! — Gritou a Rosa.
— Vamos.
Chegamos para a cozinha e todos já estavam na mesa. Depois de um tempo estávamos a comer e a conversar bem felizes.
— Eu sei que vai soar estranho mas, para as meninas, o que é que gostariam de ser no futuro?
— Eu queria ser veterinária. — Disse Melody.
— Eu quero ser estilista. — Disse Violette que estava um pouco mais animada hoje.
— E eu quero fazer qualquer coisa ligada a musica. Como ser guitarrista. — Disse Iris.
— Eu iria amar ser engenheira.
— Sério Kim?
— Ya, saber qual foi o trabalho por detrás de uma grande obra.
— Eu seria neurocientista. — Eu disse. Sempre me interessei por anatomia astronomia.
— E eu estilista. — Completou Rosa. — Mas porquê a pergunta amor?
— Porque eu num futuro bem próximo — Ele se ajoelhou — quero ser seu marido. — Tirou uma caixa com um anel lá dentro — Me faça o homem mais feliz desse mundo e responda a minha pergunta, Rosalya Brown, aceita casar comigo?
Rosalya chorava, não censuro, se fosse eu choraria do mesmo jeito.
— Sim, sim Leigh eu aceito.
Eles se beijaram e depois nós fomos parabeniza-la.
— Ahh! Parabéns Rosa! Nem acredito que vamos ser cunhadas! — Eu gritei mas só depois de todo o mundo olhar pra mim é que dei conta do que disse. Lindo Allison! Agora fodeu!
— Cunhadas?
— Nós queríamos esperar um bocado até vos dizer mas... Allison e eu estamos a namorar. — Lysandre assumiu a palavra e segurou minha mão. As meninas vieram a correr para me abraçar.
— Que máximo!
— Já não era sem tempo, hein?
— Comecei a achar que teria que vos juntar.
A Rosa me puxou um pouco mais para longe enquanto as outras meninas parabenizaram o Leigh.
— A quanto tempo é que namoram?
— Acho que no máximo três dias.
— Seus pais já sabem?
— Vamos contar hoje.
— Já viu a tatuagem dele?
— Que tatuagem?
— Pelos vistos não. É uma nas costas.
— Não.
— Bem, pergunte para ele quando chegarem em casa.
— Combinado. Mas como sabe que ele tem uma tatuagem?
— Tenho os meus métodos.
Fomos de volta para onde estava o pessoal e fui dar os parabéns ao Leigh.
— Então era esse o motivo por este dia ser especial?
— Sim. O que é que você e Lysandre falaram?
— Ele estava com ciúmes por eu estar conversando com você. A verdade é que ele é muito desconfiado mas eu o amo mesmo assim.
— Imagino que sim. Foi ele que lhe pediu em namoro?
— Sim. Ele é tão romântico. Acho que deveria gravar para você ver mas não consegui.
— Lysandre sempre foi assim. Fazia muito sucesso entre as miúdas mas nunca notou por estar quase sempre no seu mundinho particular.
— Hey Ally! — Kim me chamava.
— Diz.
— Ainda não vimos o beijo.
— Isso não tem nada a ver com o facto de estarmos juntos. — Defendeu Lysandre.
— Ai! É só um beijo! Estar a ser mais gay que eu! — Gritou Alexy.
Lysandre me puxou pela cintura e colou perfeitamente nossos lábios. Todos aplaudiam e gritavam mas eu ouvia tudo como se estivesse debaixo de água, como simples sussurros atrás de mim, só conseguia concentrar-me em sua boca.
— OK chega! — Castiel atirou-nos com água. — Se quiserem continuar arranjem um quarto.
— Estava a pensar nessa possibilidade. — Brincou Lysandre me fazendo corar e todo o mundo riu.
A festa continuou as mil maravilhas até que tivemos de nos despedir. Chegamos a casa e descansamos um pouco.
— Este dia foi perfeito!
— Sim.
— Vais contar-me o motivo de desconfiares tanto no teu irmão?
— Logo a noite. Agora temos que ir ter com os seus pais.
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