This Is My Life
49 Vamos contar?
Notas iniciais
Depois de os meus pais ligarem nós descemos e os encontramos a nossa espera.
– Porquê que não subiram?
– Querida as nossas pernas não são como antes e tu sabes. Lysandre tudo bem contigo?
– Vocês formariam um casal muito bonito.
– Pai!
– Eu só estava a ser sincero.
– Tens de deixar desse habito de arranjar namorados para mim.
– E qual é o mal de querer ter netos? Tens 19 anos de não me das netos nenhuns.
– Eu não acredito que estou a ouvir isto. — O Lysandre ao meu lado ria muito. Bati no ombro dele.
– Desculpa é que é mesmo muito engraçado. Minha mãe me diz a mesma coisa.
– Então sua mãe sabe da minha preocupação.
– Para ser sincera eu bem que gostaria de ter uma neta.
– Mas eu não posso simplesmente dar-vos isso. Se eu não quiser ter filhos vocês não terão netos.
– Nem digas uma coisa destas. Mas me orgulho muito de ter cuidado tão bem de ti. Com 19 anos ainda és virgem. Parabéns a mim.
– Oh meu Deus tu não disseste isso! — Lysandre e minha mãe explodiram na gargalhada.
– Isto está a ser épico!
– Vamos sair daqui e parar com este tema.
– Porquê? Eu estava a gostar. — Disse Lysandre.
– Nem comeces.
Fomos passeando pelo parque, depois para um parque de diversões. O mesmo em que o Lysandre ganhou um urso para mim, e sempre que olhavamos um para o outro perguntávamos sempre se este era o momento certo até que chegamos a um consenso de que deveríamos contar apenas no final do passeio. Eu sei que meu pai gostava de Lysandre e que ele até disse que formaríamos um belo casal mas e se aquilo não passasse de uma mera brincadeira? Eu não queria que o único rapaz que o meu pai indirectamente, ao me mandar pra cá, trouxe na minha vida não tivesse o seu consentimento para ficar comigo e eu amo o Lysandre.
O último sítio do passeio era um restaurante que ficava até bem perto de nossa casa. Fizemos nossos pedidos e esperamos. q
– Querida eu amei este dia.
– Eu também gostei mas...
– ... temos de vos dizer algo.
– O que foi?
– Bem... enquanto a Allison estava em cativeiro vocês mesmos viram que eu não estava lá muito bem.
– Sim querido. Já superaste isso?
– Sim. A maior parte.
– Eu também tenho estado a ter um ou outro pesadelo mas em geral acho que já está tudo bem.
– Era isso que querias dizer, amor?
– Na verdade não. Uma parte deste processo foi o Lysandre e... uns dias depois da minha volta...
– Nós começamos a namorar. — Dissemos em uníssono.
– Sr. Jones eu amo a sua filha e ela sempre foi uma pessoa que me animava e com quem eu gostava de estar. No princípio eu a via como a minha melhor amiga mas depois foi bem mais além que isso.
– Ele se tornou um apoio para mim, o meu melhor amigo. Senti que poderia contar qualquer coisa a ele. Pensei que fosse ficar só por aí porque rapazes famosos namoram com raparigas famosas. Mas depois de algum tempo eu nem consegui esconder mais o que sentia por ele e mesmo que eu fosse dizer a ele e Lys me rejeitasse pelo menos ele já sabia.
– Mas parece que eu fui mais rápido. — Nos olhamos um para o outro e sorrimos.
– Vocês parecem nós quando éramos mais jovens.
– Estávamos apaixonados. Jovens e apaixonados. Eu dou a minha benção.
Abracei Lysandre e beijei sua bochecha várias vezes.
– Eu te amo.
– Eu te amo mais. — Disse ele.
– Só mais uma pergunta.
– Pode dizer.
– Ela ainda é virgem não é?
– Sim. Sr. Jones. Ela ainda é virgem.
– Bom. Então acho que já podes fazer o que quiseres dela, claro, com o seu consentimento.
– Pai!
– Oh! Eu sei que estavas mortinha para ter sexo com o Lysandre. Mas os teus valores falaram mais alto.
– Eu vou morrer de vergonha.
– Que foi? Já és crescidinha deverias estar habituada a estas conversas.
– Mas pai, com o Lysandre aqui?
– E porque não?! Ele agora é parte da família. Só vê lá se não a engravidas.
– V-vou ter o maximo cuidado Sr.
– Muito bem.
– Mas foi o pai que disse que queria ter netos.
– Não agora! Tens de te concentrar nos estudos!
– Pai. — Eu estava encolhida no peito de Lys. Não queria ver nada daquilo.
O passeio continuou calmamente e eles nos acompanharam até casa.
– Adeus filhinha.
– Tchau mãe.
– Sr. Jones. — Ele e meu pai deram um grande aperto de mão.
– Chama-me Derek.
– Tamara. — Minha mãe o abraçou. Pude ver que ele não esperava mas depois retribuiu.
– Cuida bem do meu bebé.
– Vou cuidar.
– Adeus pai.
Ele se encostou a mim e sussurrou.
– Tenta não perder este de vista... ele é dos bons.
– Eu sei pai.
– Adeus apaixonados. Só não façam durante muito tempo. Quero que a minha filha amanhã esteja em condições de andar.
– Pai!
– Vou me certificar de que vou com calma.
– Esse é o meu menino! — Bati em Lysandre que ria muito da tonalidade rubra em minha face. Estive assim quase todo o jantar.
Chegamos a casa e entrei direito para o meu quarto. Hoje estou a sentir-me mais leve. Estar com meus pais sempre me fez bem e agora Lysandre fazia parte da equação. Eu gosto dele, meu pai gosta dele e minha mãe ama ele! Até parece que ocupa meu lugar de filha.
Tomei um banho e vesti uma camisa de renda num vermelho bem escuro e na área dos seios era cetim. Fui para o quarto de Lysandre e bati a porta.
– Lysandre?
– Podes entrar.
O vi sentado na cama com aquele na cama com aquele bloco de notas. Ele olhou para mim e o poisou.
– Uau! Você está... uau!
– Obrigada.
– Você está linda! — Ele se levantou e veio lenta e sedutoramente ao meu alcance. Acho que ele não sabia o que fazia comigo. — Essa sua camisa fica muito bem em você, e o seu cabelo bagunçado lhe da um toque mais...
– Mais?
– Sedutor. — Ele me beijou de maneira calma, será que ele não entendia que eu não queria isso? Eu queria selvagem, queria felicidade, queria amor, queria tudo... com ele.
– Lys?
– Sim? — Ele beijava meu pescoço.
– Sobre o Leigh.
Ele parou e pude ouvir sua risada num suspiro bem ao lado do meu ouvido. Isso me fez arrepiar.
– És mesmo curiosa. Eu amo isso em ti.
– Vais contar-me?
– Sim. — Sentamos em sua cama e me encostei a ele. — Quando éramos crianças Leigh e eu vivíamos numa zona rural. Éramos felizes... bem... pelo menos até nossa adolescência. Conforme vamos crescendo ligamos cada vez mais para a opinião dos outros e meus pais queriam que trabalhassemos no campo como ele quando crescermos mas Leigh era mais virado para a moda e eu para a música. Acredites ou não por gostar de moda meu pais pensaram que ele era gay — Ele sorriu com a recordação — O pior era a escola. Os rapazes perfeitos eram loiros com olhos azuis ou olhos verdes. E eu? Eu era apenas um esquisito por ter cabelos grisalhos com apenas 13 anos e olhos heterocromáticos. Era considerado esquisito. Afastado por todos. As miúdas não gostavam de mim. Era como tu.
– Poucos amigos?
– Sim. Leigh não era como a maioria dos irmãos. Geralmente os irmãos mais velhos não falam contigo na escola porque estavam com os seus amigos mas Leigh não. Leigh ia para a minha sala todos os dias. Ele sabia que eu era menosprezado pelos meus colegas e por isso mesmo me fazia companhia. Era e até agora é o meu melhor amigo.
– Ele acha que seu melhor amigo é Castiel.
– Como sabe?
– Ele me disse hoje no almoço.
– Bem... é ele. Com o passar da idade fui eu o considerado gay. As duvidas em relação a Leigh desaparecera! quando aos dezasseis ele disse aos nossos pais que estava a namorar. Então as suspeitas foram para mim. Todas as meninas que eu tentava falar Leigh, propositadamente ou não roubava-as de mim. Fazendo com que elas caíssem nas suas falinhas mansas e piadas instigantes, era sempre assim até que aos dezassete nunca havia beijado ninguém. Mas eu já vivia cá. Meus pais nos deixaram vir. Disseram que deveríamos seguir aquilo que queríamos. E assim começou. Aos dezassete conheci Castiel. Depois de uns meses formamos a Winged Skull. Nem sequer era uma banda a serio. Era só eu e Castiel. Ele vinha também de um passado não tão bom. Foi em um show na nossa escola da secundária que decidimos oficializar a banda. Éramos o Castiel, Nathaniel, Drake, um amigo de Castiel, e eu. Com o passar de tempo a banda foi fazendo sucesso mas o Drake desistiu. Foi aí que Armin entrou.
– Nunca pensei que com alguém tão calmo viesse assim tanta bagagem. És muito parecido comigo.
– Nós nos completamos.
– Sim... Lys?
– Hum?
– Hoje a tarde a Rosa disse que tinhas uma tatuagem.
– O quê?!
– Eu... Achas que... tu...
– Poderia mostrar-te?
– Se quiseres.
– OK. Mas é uma coisa boba.
Ele se levantou visivelmente chateado. Queria dizer que se ele não quisesse não era obrigado mas eu tinha muita curiosidade. Lysandre tirou a camisa e deu de costas para mim para que eu pudesse ve-la. Era linda. Eram asas de anjo, misturadas com asas de libélula, misturadas com asas de borboletas.
Me levantei indo em direcção a ele. Minha mão estava hesitante entre tocar e não tocar mas acabei por dar um leve toque em suas costas sentindo a pele manchada de negro em suas costas e fazendo o contorno das asas de anjo. Pude ver que ele estava arrepiado e com os ombros tensos. Meu Lysandre já rinha sofrido tanto.
– O que significa.
– Foi algo que fiz uns dias depois de me mudar para cá. As asas estão ligadas a minha liberdade. Mas parece que vou ter de apagar a tatuagem. — Disse ainda de costas.
– Porquê?
– Porque agora estou preso ao meu amor por ti. — Ele se virou e com uma brusquidão me beijou da maneira mais selvagem possível. Ele me pegou e me pôs sentada na cómoda, de repente parou e sussurrou no meu ouvido.
– Posso continuar? A menos que tenha mais uma pergunta que eu precise responder. — A sua voz estava super sedutora. Me derretia só de ouvir.
– Sem perguntas.
– Quer dizer que tenho autorização para seguir?
– Sim.
Ele foi beijando meu pescoço até que descia e descia cada vez mais.
– Levante.
Eu me levantei.
– Fique de frente para a cama. — Eu fiquei e ele se deitou na cama. Seus músculos era tão definidos. — Tire a sua camisa. — Gelei. Isso era tão... erótico! Eu também não sou uma santinha e todo o mundo sabe mas nem sequer esperava de Lysandre. Acho que só torna mais excitante ainda. Fiz como ele disse ficando apenas com minha calcinha preta de renda. Graças a Deus hoje pus uma boa calcinha.
– Engatinha até mim. — Fui em direcção a Lysandre e quando estava próximo e bem próximo mesmo ele me girou me fazendo ficar por baixo e passou beijos em meu pescoço, seguindo para os seios. Primeiro apenas passou a língua que leve em cada um deixando eles bem durinhos mas depois ele chupou arrancando gemidos. Eu movimentava seus quadris em direcção aos seu membro implorando silenciosamente para que ele parasse com o fogo que sentia dentro de mim.
– Tão apressada. Vou fazer você gozar assim.
Ele foi descendo para a barriga até que enfiou dois dedos em minha intimidade me fazendo gritar de prazer.
– Acho que você já está bem pronta.
– Sim. Estou. — Disse ofegante.
– Hum... não agora.
Ele começou movimentando os seus dedos dentro de mim e eu apenas gemia.
– Gosta?
– Sim.
Ele retirou rapidamente e soprou. Depois colocou os dedos em minha boca.
– Sinta seu sabor. — Chupei seu dedo com força sentindo o salgado.
Lysandre me beijou de maneira voraz. Minha língua encontrou a sua e se envolveram numa dança lenta. Ele voltou para baixo e por algum tempo pensei que ele não fosse fazer nada. Até sentir sua língua em meu sexo se remexendo. Gemi alto e de maneira prazerosa. Ela era cada vez mais rápida e rápida me fazendo alucinar.
– Lys, por favor.
– Por favor o quê?
– Me fode.
Depois de mais algum tempo sua língua saiu, ouvi o barulho de um papel sendo rasgado e nem demorou muito para sentir seu membro me penetrando, lentamente e deliciosamente. Num ritmo lento que depois foi acelerando e acelerando. Ele saiu de mim e pegou umas cordas e amarrou minha mão na cabeceira da cama depois bruscamente me virou e me deixou de quatro. E me deu um tapa na bunda.
– Gosta?
– S-sim. — Ele deu outro.
– Ótimo. — E mais outro. Era estranhamente erótico.
– Você chega em minha vida. — Me deu um tapa — Torna ela mais feliz — E outro — Me beija para depois se arrepender — Mais um — Me faz tomar vodka nos seus seios — A medida que ele falava os tapas iam aumentando a intensidade e eu gemia mais — Praticamente me trouxe a vida novamente — Outro — Para depois durante um mês sumir por completo e me deixar num inferno? Você precisa de um castigo certo?
– Sim.
Ele deu uma estocada com força e aí continuou bruto, eu gostava, sentia que cada vez mais estava próximo do céu até que depois de mais alguma chegamos juntos ao orgasmo.
– Lys! — Gritei chegando ao auge de prazer. Eu o ouvi dizer Ally também e depois desse mais um momento e depois continuamos.
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