Notas iniciais
Boa leitura! Comentem!

Passaram-se duas semanas e eu estava a preparar o meu depoimento para testemunhar contra a Elise que era amanhã. Se estava nervosa? Sim. Se tinha medo dela? Não. Onde ela estava não podia me fazer mal. Quando estava em cativeiro pensei que fosse apenas Nina e os meninos a agredir-me mas estava enganada. Ainda que não fosse todos os dias mas aqueles saltos altos magoaram.

Durante essa semana a minha vontade de morrer redobrou. Era a capa de jornais, revistas e até na televisão. Eu olhava para a janela e via uma multidão de repórteres. A parte boa de tudo isso é que era sempre referida com a namorada de Lysandre. " Allison Jones, namorada do vocalista da banda Winged Skull" sonho! Lysandre tem me dado todo o apoio. Quando eu saia havia milhares de repórteres.

Essa era uma dessas horas. Eu tinha que sair para ir a esquadra e saber mais sobre o caso da Elise mas havia um monte de abutres lá fora e eu não podia atrasar.

– Eu vou com você.

– Obrigada Lysandre. Mas qual é a deles?! Também passaste por isso?!

– Não muito porque quase nunca me meti em escândalo mas sempre que os rapazes armavam confusão eles iam falar com eles. Depois de verem que não lhes dão nada vêm falar com os outros integrantes.

– Seguras a minha mão? — Disse com um sorriso e estendi a mão para ele.

– Como dizer não a esse sorriso querido? — Lys segurou minha mão para sair de casa. Parei quase para abrir a porta e olhei para ele. — O que foi?

– Eu... eu acho que não quero ir.

– Porquê?

– Pode parecer uma coisa boba mas depois do que aconteceu eu preciso de todo o apoio emocional possível. Já contei aos meus pais o ocorrido e quem me dera nunca ter dito. Eles não param de encher a porra da cabeça com ideias malucas sobre a culpa ser deles! E para além do mais quando não são os repórteres são as pessoas na rua. " oh querida eu deveria estar contigo" ou "oh querida a culpa é toda da mamã" — Eu já começava a lacrimejar e minha voz ficava cada vez mais inaudível. — Será que eles não entendem que eu só quero que tudo volte ao normal? Eu...quero a minha vida de volta. Até as meninas olham para mim como se tivessem pena. Mas será que elas não percebem?! Eu não preciso da pena delas! Eu... não quero.

– Ally. — Ele me abraçou.

Ele beijava a minha cabeça ainda naquele abraço.

– Ally, se tu queres que de facto tudo isto pare tens que testemunhar. Assim a Elise nunca mais te fará mal.

– Vamos. Estou ansiosa para acertar tudo isto. Quero a minha vida de volta.

Saímos de casa com imensas câmaras, repórteres, microfones e coisas do género.

– Allison! Uma palavra!

– É verdade que vai depor contra Elise Vegas?!

– Defina o seu relacionamento com o Lysandre!

Lysandre mantinha seu braço envolto em meu ombro e fomos até ao carro. Quando chegamos lá dei um grande suspiro passando as mãos pelos cabelos.

– Estás bem?

– Claro. Vamos... só resolver rapidamente isto. Preciso do meu travesseiro.

Lysandre conduziu em direcção a esquadra e quando chegamos fomos falar com o Sr. Gates. O meu advogado.

– Boa tarde Miss Jones.

– Eu já pedi para me chamar de Ally.

– Seria pouco profissional da minha parte.

– OK.

Ficamos acertando tudo e sempre com Lysandre segurando a minha mão. Depois de horas já estavamos em casa. Já tinha tomado banho e agora estava no quarto de Lysandre.

– Como é que estás?

– Estou cansada! Quero muito dormir. Obrigada por teres ficado comigo durante todo este tempo.

– Não tens de quê. Allison... eu... queria contar-te uma coisa.

– O quê?

– Sabes... no tempo em que tudo isto aconteceu pode parecer uma bobice ou algo do género. Talvez até nem te lembre mas lembras daquela raposa que me deste?

– Sim.

– Durante o tempo em que não estas aqui eu tentava me apegar ao maximo de coisas tuas possíveis. Dormia no teu quarto, abraçado ao urso que me deste, cheirava o teu perfume, ficava sentado de frente a porta da entrada na esperança de que chegasses a qualquer momento. Sonhava contigo todos os santos dias e durante um mês inteiro sem saber onde estás também a mim passaram ideias de me querer torturar... quer dizer... mais do que já estava. Eu... nunca amei ninguém de tal maneira.

O quê?! Ele disse que me amava?!

– Lys...

– Eu repetia todos os dias que se eu visse a Nina eu mesmo tratava de a matar. Porque mesmo sem ela saber ela levou parte de mim. Uma amiga e alguém que desde que vi senti atracção mas com o passar do tempo notei que era bem mais que isso. Era amor. Do mais puro e incondicional amor. Sei que demorei muito tempo para que isto acontecesse mas...

Ele se ajoelhou.

– Allison Escarlet Jones, tu queres namorar comigo?

Lágrimas correram de meus olhos.

– Sim. Sim, sim, sim claro que sim.

Eu o abracei chorando. Não acredito! Eu sou a namorada do Lysandre! Isto é mil vezes melhor que qualquer presente de Natal ou sei lá o quê. Nenhuma delas poderia me dar o Lysandre de presente.

– Não queria que enfrentasses uma etapa da tua vida tão difícil comigo como um simples amigo que vive contigo. Queria que me visses como um namorado.

– Tem graça porque era mesmo isso que eu queria falar contigo na festa de fim do ano lectivo. Mas houve empecilhos e não consegui dizer... eu te amo, Lysandre Ainsworth.

– E eu te amo Allison Jones. — Ele olhou para mim com receio. E começou a se aproximar de mim. Até que me beijou. Não foi como os outros beijos que tivemos. Este foi sereno. Ele segurava minha nuca, me impedindo de separar mas eu não queria. Eu amava ele! E durante muito tempo tenho escondido isso até de mim mesma reprimindo o que sentia e fechando dentro de um baú mas com o tempo não deu sequer para fingir. Aquilo já dava comigo em doida. Enquanto eu estava em cativeiro eu pensava em me matar mas o mais esquisito é que eu não pensava "meus pais vão sofrer muito se eu fizer isso" ou " meus amigos. E a Violette que é muito sensível talvez chore muito" mas não. Eu só conseguia pensar em Lysandre e se eu pusesse fim a minha vida eu nunca poderia ter o privilegio de algum dia dizer " sim, eu e ele estamos namorando." eu quero isso. Quero que todo o mundo saiba, quero fecha-lo em casa e ficar só com ele. É egoísta? Acho que sim mas não queria saber. Quero aparecer nas revistas jornais com o seguinte título " Lysandre Ainsworth e Allison Jones oficializam o namoro" quero poder beija-lo em publico e quando me der vontade. — Você não sabe o quanto me faz feliz.

– Quando contamos aos teus pais?

– E aos teus? — Perguntei a ele.

– Meus pais vivem muito longe e não gostam muito de me visitar por conta da agitação da cidade então eu ficaria muito espantado se eles quisessem realmente ligar para perguntar se estava bem e coisas do género. Mas seus pais se preocupam muito mais contigo.

– Eu queria muito conhecer tua mãe.

– Ela foi visitar-te enquanto estavas em coma. Disse que és muito bonita.

– Achas que poderíamos ver um dia para visita-los?

– Já que quer tanto...

– Obrigada. — Deitamos na sua cama e nos aconchegamos. — Tudo isto parece um sonho. Eu não acredito que estamos mesmo a namorar. És capaz de me beliscar?

– Claro. — Ele me beliscou com muita força.

– Ai!

– Você é que pediu... — Seu olhar ficou mais serio. — Temos recebido muitos convites para entrevistas mas por minha causa declinamos todos.

– Porquê?

– Eu não estava em condições de sair... ou falar com alguém.

– Você estava assim tão mal?

– Tu trazias alegria para a minha vida. Achei cruel transformares minha vida numa coisa mais colorida para depois desapareceres.

– Desculpa.

– Sempre admirei essa tua qualidade.

– Qual?

– Pedires desculpas mesmo sem teres culpa alguma.

– Ah, eu sei lá. As vezes sinto-me mal e responsavel pelo sofrimento dos outros. Os meus pais por exemplo. Mas aí a culpa é mesmo minha. Acho que herdei isso da minha mãe.

– Só queria que isso acontecesse a mais tempo.

– O quê?

– Nós. Eu deveria ter pedido você em namoro a muito mais tempo.

– Não faz mal. O que importa é que estamos juntos agora.

– Quero ficar com você o dia todo mesmo sabendo que tem que testemunhar amanhã. Quero mostrar pra todo o mundo que você é minha. Parece egoísta?

– Não. Eu sinto o mesmo.

– Talvez depois de sairmos do tribunal... mas... deixa foi uma ideia estúpida.

– O quê?

– Eu queria propor um passeio. Mas a mídia, os repórteres, as ca...

Calei-o com um beijo. Agora eu podia fazer isso sempre que eu quisesse e meu Deus! Como eu amava esse homem.

– Não tenho medo de nada se estiver contigo.

Notas finais
Porque a Titia Queen também vos ama! E se me amam também recomendem minha historia, favoritem, comentem e acompanhem. Sem esquecer deixar aquele beijo e aquele abraço e vos deixar com as curiosidades. A curiosidade deste cap é... "Nathaniel aprendeu a tocar bateria" Um fucking beijo pra vocês porque tia Queen também cansou da propria enrolação dela!