This Is My Life
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Notas iniciais
POV Lysandre on
Já se passou uma semana desde que a Allison estava em coma. Todo o pessoal já veio visita-la e todos perguntavam a mesma coisa "E tu? Vais ficar bem?" e "Tens a certeza de que aguentas tudo isto?". Não! Será que eles não viam que eu não aguento mais?! Como menos do que o recomendado e fico sempre, a cada hora, cada minuto e a cada segundo na esperança de que ela acorde e diga uma piada qualquer para me fazer sorrir. Eu sempre respondia que estava bem e me apegava ao lado positivo mas a verdade é que é totalmente desgastante ver alguém que gostas assim. Seus pais vinham todos os dias e quando eu tinha que ir para casa era como se um vazio estivesse lá. As vezes eu dormia no quarto de Allison só para sentir seu cheiro na cama. Ou para poder ver as fotos em sua parede. Ela sempre sorria. Se eu lhe contar que fiz isso imagino que ela vai rir e muito.
Eu entrei no hospital e fui para o quarto dela. Como todos os outros dias eu pressentia que ela poderia acordar.
– Oi Allison. Sei que não notaste a minha ausência mas eu notei a tua. — Sentei e segurei em sua mão como sempre fazia. — Senti de maneira avassaladora a tua falta. E acho que isso tem vindo a melhorar um pouco desde que conseguimos tirar-te das mãos da Nina. A verdade é que ela está morta e a Elise depois de um tempo conseguiu arrumar coragem para depor contra o James, Ryan e Clark. Eles apanharam vários anos de cadeia por agressão, tentativa de estupro e tentativa de homicídio. Ela conseguiu sair livre desta porque era cúmplice e não havia ninguém para depor contra ela visto que a vitima está em coma mas depois de acordares se aceitares tu podes depor. Ela está presa e a aguardar julgamento. Acho que não faria mal algum.
Eu queria muito que ela acordasse. O medico disse que ela poderia reagir a estímulos específicos então decidi tentar.
– Ally. Acho que já te contei como me senti no primeiro dia em que te vi. Mas ainda não contei como me senti na tua presença com o passar do tempo. Quando te vi pela primeira vez com aquele montão de malas pensei que serias uma patricinha filhinha de papai que iria levar minha paciência ao extremo mas uma das coisas que me obrigo a fazer é não julgar alguém a primeira vista por isso tentei conhecer-te melhor e afinal não eras nada do que eu estava a espera. Tive o prazer de conhecer-te e tu és alguém extrovertida, engraçada, leal, explosiva, emocional, humilde, és capaz de perdoar alguém não importa o que ela te tenha feito, inteligente, fantástica, sabes sempre o que dizer para amenizar o clima, talentosa e tantas outras coisas. Eu amava o teu sorriso. Parecia uma criancinha pequena e fofa. A maneira como eras determinada a levar-me a algum lado. — Eu ri me lembrando das recordações — Mesmo não tendo muito força tu não desistias de me puxar. Por isso não desistas agora. Acorda Ally... eu preciso de ti. — Beijei sua mão me lembrando do primeiro dia em que nos vimos.
Senti um leve aperto nela. Os olhos dela se mexiam.
Reagir a um certo estímulo.
Ela apertava cada vez mais minha mão. Mesmo que não fosse com força poderia significar alguma coisa.
– Lys? — Disse ela num fraco fio de voz.
– Ally? — Minha voz estava embargada. Ela sorriu.
– Outra vez. Chamaste-me de Ally.
– Estás acordada!
– Claro. Onde estou?
– No hospital. Ficaste inconsciente durante uma semana e alguns dias.
– O quê?! Bem... estava mesmo cansada. — Como ela conseguia fazer piada sobre estar em coma? Ela riu da própria piada.
– A tua risada. Senti tanta falta.
– Lys... eu... consegui ouvir o que me disseste.
– Sério?!
– Sim. Ouvi montes de coisas na verdade. Achavas mesmo que eu parecia uma filhinha de papai?
– Desculpa.
– Não te preocupes. Não me ofendeste.
– Ouviste sobre a Nina?
– O quê?
– Ela morreu com um tiro na cabeça.
– Oh meu Deus! Isso é horrível! Tenho tanta pena dela.
– Kyle James e Clark já estão presos e Elise está presa e a aguarda julgamento. Todos estavam com esperanças de que fosses testemunhar mas estavas inconsciente.
– Talvez eu o faça.
– Tenho de ligar aos teus pais e avisar que já estás acordada.
– Ok.
Liguei para seus pais e minutos depois eles já estavam lá.
– Mamã!
– Oh meu amor! — Tamara foi abraçar Ally assim como Derek. Depois de uma hora de conversa e sem tocar no assunto do rapto o medico deu alta para a Allison. Fomos para casa e durante todo o caminho fomos conversando.
– Chegamos. — Disse abrindo a porta de casa e dando passagem para ela entrar primeiro.
– Como eu tive saudades disso! — Ela se jogou no sofá mas depois urrou de dor.
– Tens algumas manchas negras, ossos fraturados, sítios doloridos mas vai passar daqui a nada.
– Dói tanto.
– Eu sei.
– Como é que a Nina morreu?
– Eu peguei em você para sairmos do meio do tiroteio que estava acontecendo no local onde eu entregaria o dinheiro a ela e Nina nos alcançou. A principio ela queria matar-me mas depois apontou a arma para você. Só que o detective Ryan, um detetive que ajudava no caso, matou-lhe com um tiro na cabeça. Se não fosse ele...
– Tenho que agradece-lo pessoalmente pelo que fez por mim.
– Olha Allison eu sei que você acha muito cedo ainda por isso não vou insistir mas espero que quando você esteja pronta me conte sobre tudo o que passou. Quero fazer parte do seu processo de curação.
– OK. — Ela desviou o olhar o dirigindo paro chão e piscou os olhos varias vezes como se evitasse chorar. Queria que ela se abrisse comigo. Queria ser parte daquele processo. Queria ser sua tábua de apoio. — Como tem passado sem mim?
– Foram os piores meses da minha vida. Muitas vezes pensei em ir te procurar sozinho. E quando finalmente encontramos você estava em coma por perda excessiva de sangue.
– Sim... eu... perdi mesmo muito sangue.
Depois de mais algum tempo conversando perguntei a ela se gostaria de ir ver os outros.
– Claro. Quanto mais cedo eu ver-lhes melhor, não?
– Sim.
Enviei uma mensagem para nos encontrarmos todos no parque daqui a meia hora e fomos para lá depois de trocarmos de roupa. Quando chegamos lá encontramos todos.
– Ally!
As meninas foram todas a correr e abraçaram-se chorando.
– Pensei que nunca mais te veríamos.
– Eu senti tanto medo.
– Eu nunca mais quero ficar longe de ti diva! — Disse Alexy — Vou pedir ao Lysandre para me deixar viver em seu apartamento. Mas é claro que podem me tirar de lá quando quiserem fazer qualquer coisa só vocês os dois. Não quero ter que ouvir gemidos e gritos prazerosos enquanto tento dormir.
– Alexy!
– Estava a brincar!
– Tinhas que ver o Lysandre! Ele estava irreconhecível! Olheiras enormes, não saia do teu lado um único segundo. Todos perguntávamos se ele estava bem e dizia que sim mas estava estampado na cara dele que te ver deitada naquela cama era como morrer para ele.
POV Lysandre off
– Sério?! — Wow! Lysandre ficou assim por mim?! Achei esta a oportunidade perfeita de lançar uma resposta bem dada. — Quando eu estava em cativeiro também não conseguia pensar em outra coisa a não ser nele por isso estamos quites eu acho.
– Wooooooow!! — Disseram todos e eu sorri olhando para ele que estava corado.
– Ally tu já ganhaste!
Depois de algum tempo fomos todos para a casa da Rosa numa mega festa de quintal. Os rapazes estavam a conversar de um lado e nós meninas do outro.
A conversa estava óptima até que Rosa teve que tocar no assunto.
– Ally. Nós já notamos que estás muito feliz por estar de volta mas se quiseres falar sobre isso tudo em.
– Sabemos o que eles fizeram.
– Queremos que contes connosco.
– Mas para já. Está tudo bem contigo?
E eu aí. Sendo bombardeada de perguntas. Eu era dura. Pus um sorriso na cara.
–Pode deixar meninas. Estou perfeitamente bem.
Continuamos conversando e comendo durante mais algumas horas até nos despedirmos e irmos para casa. Tomei um banho, meti um pijama e fui para a sala.
– Allison. Quando tu disseste que quando estavas em cativeiro só conseguias pensar em mim... isso era verdade?
– Era. És a pessoa com quem eu mais convivo e era inevitável não pensar em ti. Só me espanta o numero de vezes. — Acho que deveria deixar bem claro que ele não saia da minha cabeça. Mas sempre que eu tento dizer o que sinto a ele algo acontece. No halloween foi aquela ressaca e na festa de fim de ano um rapto?! Acho melhor desistir e ficar apenas na amizade... só que não. Eu sou a Allison Escarlet Jones e não desisto de quem quero por causa de um rapto... Uau! Colocado dessa maneira parece que sou uma louca obcecada pelo Lysandre mas será que não sou?
Depois de mais algum tempo fomos dormir com beijos de boa noite e abraços.
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