This Is My Life

43 Minha Allison


Notas iniciais
Desculpa pelo sofrimento da Ally mas há previsões de melhorias já! Boa leitura. Nos vemos nas curiosidades.

Eram três horas da manhã. Eu ia de carro com a mala do dinheiro e em direcção a Torre Eiffel. Isto estava mesmo a acontecer. Iria salvar a Allison.

Saí do carro e andei bem devagar até onde combinamos.

— Nina?

Ela aos poucos foi aparecendo com a Ally. Ela estava com os mesmos sapatos com que foi raptada mas o vestido não sei porque estava com um casaco enorme que cobria até suas coxas e com um saco na cabeça. Devia estar desmaiada pois tinha que ser sustentada por dois homens mascarados.

— Ally! — Gritei enquanto ia na sua direcção.

— Not so fast. — Ela apontou uma arma a cabeça dela e eu gelei.

— Não eras capaz de fazer isso.

— Duvidas? Se a raptei posso muito bem mata-la. Lembra-te que ela ainda é propriedade minha. Vieste com o dinheiro?

— Sim. Foi tudo como pediste. Sem polícias, sem armas. Só eu e o dinheiro.

— Revistem-no.

Um outro rapaz que não segurava a Allison veio revistar-me para depois dizer que estava limpo.

— Vamos fazer uma troca rápida ok?

— Certo. Tu primeiro.

— Não confias em mim? — Fingiu que minhas palavras a tinham magoado.

— Se a raptaste podes muito bem mata-la. — Disse com amargura e ela sorriu. Um sorriso genuíno.

— Tem razão amor. Toma. Fica com ela. De qualquer maneira eu não a queria mais.

Eles atiraram a Allison a mim que quase caia mas eu a segurei largando a mala e eles a seguraram.

— Lamento Lysandre mas se eu não fico com você ninguém fica. — Ela sacou uma arma que apontou para a Allison mas aí os oficiais dispararam e apareceram também outros homens que deveriam estar escondidos a disparar contra os agentes e me vi no meio de um tiroteio. Corri com Allison levando-a em direcção a van disfarçada da polícia.

— Lysandre. — Nina estava a minha frente com uma arma apontada para mim. — Eu amo-te. Confiei em ti para que saissemos bem desta e tu fazes-me isso?! Não. Não te posso matar mas posso matar o que tens de mais valioso. — Apontou para a Allison e quase a apertar o gatilho alguém apertou primeiro e Nina caiu com um tiro na cabeça. Olhei para o lado e foi detective Ryan que salvou vida de Ally ficaria em eterna divida.

Corri para a van onde havia agentes da policia e alguns paramédicos. Tirei o saco da cabeça de Allison e ela estava pálida. Pálida como a maquiagem dela da festa de halloween. O seu sorriso não estava e eu também não a culpava por não sorrir mas ela simplesmente não acordava. Um paramédico tirou-a de meus braços e disse ao outro.

— Ela está com a pulsação lenta demais. Precisamos leva-la de imediato ao hospital.

Lenta demais? O que será que era isso? Ela estaria a morrer?

Saímos da van, os pais de Ally e eu, com os paramédicos e fomos para uma ambulância que foi a uma extrema velocidade para o hospital. Puseram-lhe numa maca e seguimos-lhes até as emergências. Era mesmo grave. Esperamos na recepção e depois de muitas horas eles chamaram-nos.

— Bem. Allison perdeu muito sangue. Talvez durante o tempo em que foi raptada e... — Ele olhou para o medico ao lado que aparentava ter mais idade que ele esperando autorização que lhe foi dada. — ... infelizmente entrou em coma.

— Oh! A minha menina! — Tamara já chorava bem como Derek.

— Coma é o estado de redução da consciência com perda parcial ou total. Nós fazemos uma escala que vai de 3 a 15 para ver em que estado o paciente está e de 8 para baixo precisa de ser intubado. Felizmente a escala de Allison é 13. Isso quer dizer que ela pode responder a estímulos especifico mas não há garantias. A causa do seu coma foi devido a falta excessiva de sangue no organismo ou hipoglicemia. Ela está neste quarto. Se desejarem ve-la vocês podem.

— Obrigada.

Fomos para o quarto em que ela se encontrava e eu olhava. Fixamente para ela sem fazer nada. Não podia. Era tudo culpa minha.

— Se eu tivesse ido ter com ela assim que ela me chamou nada disto teria acontecido.

— Oh querido. Sabes que não tens culpa.

— Não! Eu sou o culpado! — Minha voz estava embargada. — Se eu tivesse pelo menos ido para lá... eu poderia evitar tudo isso. — Tamara me puxou para um abraço. — Agora ela está em coma. A Allison. A minha Allison. Linda, inteligente, corajosa, extrovertido Allison. Se eu tivesse coragem de lhe dizer tudo isto antes.

— Pára. Tu não és culpado. A culpa é da Nina e dos seus amigos.

Nesse momento o pai de Allison entrou.

— Já temos noticias. Nina levou um tiro na cabeça na tentativa de matar a Ally. Os outros três estão detidos e a esperar julgamento.

— Óptimo. — Ela se voltou para mim — Queres ficar um pouco mais?

— Sim. Por favor.

— OK.

Eles despediram-se e saíram. Me sentei ao lado dela e peguei sua mão gelada.

— Ally? Sei que quando estamos em coma um dos sentidos que continua activo é a audição então espero que não te canses de me ouvir. Desculpa. Sei que tinhas algo a me dizer. Poderias acordar e dizer agora? — Ela não se mexia. Sorri com a minha estúpida tentativa — Sim. Imaginei que não fosses mesmo fazer isso. O que eu tinha que dizer incluia uma resposta tua então acho que não posso perguntar agora mas se quiseres acordar e de repente... sei lá... te apetecer um copo com água. Estou as tuas ordens. — Era mesmo engraçado a figura que eu estava aí a fazer. — Lembro que disseste algo parecido na festa de halloween. Quando me vesti de mordomo. Disseste que gostarias de poder dizer que eu estava a tua disposição e que faria qualquer coisa que pedisses. Mas sim. Talvez fizesse. Sabes. Suspeitei que quando deixaste cair a salsicha naquele jogo não foi sem querer. Também não tenho nada a que me opor. E gostei até. Quando acordares vamos ter tanta coisa para conversar.

— Queria que fosse como nos filmes. Em que eu cantava uma canção ou dizia uma frase especifica e tu acordavas. Quero que acordes. Já sinto a tua falta. Acho que isso é um método de tortura. Por mais de um mês tu foste mantida em cativeiro e só Deus sabe o que é que passaste e agora que tem encontro tu estás assim? Com manchas negras por todo o corpo, mais magra, pálida... e em coma?! Por favor. Diz-me que é uma piada. OK. Eu volto já. Talvez tu acordes quando eu voltar.

Fui dizer pedir ao medico para passar a noite com ela e ele surpreendentemente aceitou. Deu-me um cobertor e me sentei em uma cadeira. Segurando a sua mão fria e na esperança que ela acordasse e se aconchegasse a mim.

Notas finais
Gostaram? Dei o que queriam! A morte da Nina! Yey!!! Comentem sobre o que acharam e para as minhas borboletinhas que ainda não recomendaram a história recomendem. Sabem que não fico sem deixar aquele beijo e aquele abraço e vos deixo com as curiosidades. "Nathaniel é o presidente do Grêmio Estudantil" Bjs A curiosidade deste cap é...