This Is My Life
40 Kidnapping
Notas iniciais
POV Lysandre on
Eu estava a conversar com Castiel quando de repente ouvi um disparo. Soube logo que a Allison não estava bem.
Sai do salão vi numa van a Nina sorrindo diabolicamente para mim e logo a van saiu disparada pela estrada. Ela tinha raptado a Allison.
Fui a correr na esperança de apanhar a van mas não consegui.
– Ally! — Gritei com toda a força que ainda me restava. Foi a primeira vez que pude dizer isto. Realizar o que ela tanto pedia.
– Lys! — Ouvi uma voz bem longe vinda da van. Era ela. Minha visão ficou embaçada e me ajoelhei no passeio e chorei. Eu não chorava. Meu pai sempre me dizia que homens não choravam mas isso queria dizer que homens não tinham sentimentos então nunca dei ouvidos.
– Lys! Mano o que é que se passa?!
– A Nina. Ela levou a Allison de mim.
POV Lysandre off
Estava com as mãos atadas e um saco na cabeça mas consegui ouvir muito bem a voz de Lys chamando por mim.
– Ally! — Ele tinha dito. Se não estivesse nessa situação eu teria sorrido.
– Lys! — Gritei em plenos pulmões. Não tinha a certeza que ele estivesse a ouvir.
– Cala-te sua cabra! — Nina bateu a arma em minha cara e eu apaguei.
❄This ❄ Is ❄ My ❄ Life ❄
– Hora de acordar, adormecidinha. Hoje vai ter ainda muitas surpresas a espera.
Elise tirou o saco de minha cabeça e tive que piscar varias vezes os olhos para poder me habituar a luz. Estava sentada de mãos atadas a uma cadeira. Num quarto com apenas uma cama.
– Nina... tu não tens que fazer isto.
– Oh Ally. Ally, Ally, Ally. — Disse ela passeando em torno e mim e parou a minha frente. — Eu tenho sim que fazer isso! — Disse gritando bem a minha frente. E me deu um tapa. — Eu levei meses para arquitectar este plano e não é a tua tática barata que me vai fazer arrepender do que passei tanto tempo a planear. Claro que tive umas ajudas e participações especiais mas nada que eu não conseguisse fazer sozinho só que iria tomar muito mais tempo. E claro. Minha inseparável cúmplice. Elise.
– Vocês nunca vão conseguir se safar desta. O melhor a fazerem é me largarem a uma rua e dizerem que foi apenas uma partida. Eu posso alinhar nisto.
– Sempre tão prestativa. — Ela me deu um soco na barriga. — Não vê que não precisamos da tua solidariedade? Nós vamos ficar ricas e famosas. Todo o mundo vai se recordar da Nina! A rapariga que fez o rapto mais perfeito da historia do crime e com o dinheiro que vamos pedir ao teu paizinho riquinho no resgate eu vou ficar milionária! — Disse ela rindo alto. — Deixa-me apresentar-te as instalações. Aí é o teu quarto. — Apontou para a cama. — E aí o quarto de banho. — Havia uma porta. Parecia ser um cómodo pequeno. — Agora. — Ela olhou para mim como se nada se passasse com um sorriso na cara e como se não tivesse acabado de me raptar. — Prepara-te, toma um banho. Vamos receber visitas.
Ela me desamarrou e saiu do quarto. Fui para o quarto de banho e tomei um banho apressado e vesti a mesma roupa. Estes saltos eram caríssimos. Se partisse o salto eu iria ficar bem chateada. Pus os sapatos debaixo da cama e ali fiquei. A chorar. Queria muito ver meus pais, meus amigos... Lysandre. A última vez que o ouvi ele disse Ally. Não Allison. Talvez ele quisesse cumprir o meu desejo. Mas não sei se o voltarei a ver. Nina não está para brincadeiras e se eu tentasse fugir com certeza ela me matava e aí eu não veria mais ninguém. Provavelmente ela iria me esconder em algum sitio e meus pais nem sequer teriam um corpo para enterrar.
Fiquei a chorar durante muito tempo. Até que ouvi a porta a abrir.
– A chorar já?! — Fingiu surpresa.
– Vai-te foder. Nunca vais te safar disto.
– Bem... não me importa. Eu andei a remexer um pouco no teu passado. Fui para a tua cidade natal e falei com umas pessoas e descobri que alguém em especial junto com uns amigos fez da tua vida um inferno!
– Não. Tu não...
– Sim! — Disse ela com um sorriso. — Chamei-o sim. Os seus amigos já devem estar a chegar mas ele foi o primeiro. Eu vou deixar-vos um tempo sozinhos... — O telefone dela tocou. — Sim. (...) Já?! (...) Ele também. Podem entrar. — E desligou. — Bem... parece que os amigos dele chegaram mais cedo. Prontos para acabar o que tinham começado a muitos anos atrás. Podem entrar.
– Ela saiu e entraram num grupo de três. As três pessoas que eu mais temia nesse mundo.
– Olá A.
– James. — Disse com amargura.
– Ally. Ela ficou bonitinha não é rapazes?
– Sim.
– Como está o Dake? — Dake antes também andava com eles. Embora não tenha feito com eles mas também tentou faze-lo.
– Ele anda bem. É meu amigo agora.
– O quê?! O Dake Harris?! Amigo da Ally-totó?! — A muito tempo que ninguém me chamava isso.
– Nunca mais me chames isso.
– Pelo contrário Ally. Eu chamo-te o que eu quiser. E agora? Eu vou chamar-te de brinquedo sexual pode ser?
Ele começou a se aproximar e eu instintivamente me afastava.
– Rapazes saiam.
Kyle e Clark saíram e me deixaram a sós com o James.
– James eu sei que não queres fazer isso. A Nina obrigou-te.
– Pelo contrário. Sempre quis acabar o que comecei. — Ele puxou minhas pernas. Eu não queria que isto se repetisse. Comecei a chorar.
– Não. Para com isso!
– Eu peço. Imploro-te. — Desci da cama e me ajoelhei. — Por favor faz tu menos isso.
– Tudo?
– Tudo.
Ele deu um soco em minha cara. E um bico na minha barriga.
– Boa. Então eu vou espancar-te até morreres.
– Dá o teu pior. — Cuspi sangue no sapato dele.
– Rapazes! — Eles vieram.
– Já? Uma rapidinha não é?
– Não. Ela pediu que eu não o fizesse. Sabem como sou um cavalheiro. Então vamos apenas espanca-la.
– Boa! — Kyle bateu-me com um taco de beisebol nas costas e eu caí. Eles deram vários bicos e James sentou em cima de mim e deu-me socos na cara com tanta força. Contei quatro. Foi quando Kyle segurou sua mão. Ele levantou-se pronto para me dar mais um pontapé. Me arrastei até Kyle. Ele era a minha paixão na secundária. Era o que diziam. Elas gostam sempre dos badboys.
– Malta, não acham que já chega? A Nina não ia gostar nada de lhe ver pior do que ela já está.
– Olha! — Ele colocou um espelho bem na minha frente. Estava horrível. Olho roxo, lábio inchado e rasgado, corte na testa, braços e pernas. Bem como manchas negras.
– Uau. Fico espantosa mesmo sem maquiagem. — Olhei para James sorrindo.
– Meu ela é dura. Porquê que isto te aconteceu?
– A invejosa da Nina não aguentou quando viu que o homem dos sonhos dela gostava de mim. É a vida.
– Tu és dura Jones. Se não fosses a nossa vitima talvez pudéssemos conversar.
– Ya. Talvez.
– Vemos no céu Jones.
– Vai pro inferno.
Ele saiu com os amigos dele. Despenteei o cabelo, subi ligeiramente o vestido, pus a calcinha nos tornozelos e me deitei na cama a chorar. Quando a desgraçada chegasse pensaria que tinham feito o trabalho. Nina entrou no quarto e olhou para mim depois de um tempo começou a rir.
– Não há sangue no colchão.
– Não sou virgem como tu... querida. — Seu sorriso se desfez e o meu cresceu num tom zombeteiro.
❄❄❄❄ Alguns dias depois❄❄❄❄
POV Lysandre on
Ally tinha sido raptada a uma semana. A policia já estava a trabalhar no caso mas nada de melhorias. Sabia-se que Nina trabalhava com Elise e que haviam de facto raptado a Allison mas mais nada.
– Sr. Ainsworth mais uma vez. Eu preciso que me diga o que aconteceu.
– A uma semana que trabalham nisto e nada! Eu já contei a policia.
– Sim. Mas o FBI é muito diferente da policia normal.
– A noite estava a correr muito bem. A Ally tinha acabado de ganhar a sua primeira coroa. Ela estava radiante. Depois de dançar comigo ela disse que precisava falar comigo lá fora.
– Não disse o porquê?
– Não. Eu estava a acabar de dizer a Castiel que seria naquele dia que iria perdir-lhe em namoro. — Lágrimas caíram dos meus olhos, e depois dessas mais se seguiram. — Mas parece que não foi dessa. Eu ouvi um disparo e saí a correr. Soube logo que Allison não estava bem. Saí e a última coisa que vi naquela van foi o sorriso de Nina para mim. Soube logo que tinha raptado a Ally. A minha Ally. Corri na chance de tentar apanhar-lhe mas não consegui. Gritei seu nome o mais alto que pude e ouvi ela gritar o meu também.
– Ela tinha mais inimigos? Para além de Nina e Elise?
– Ambre. Mas ela nunca seria capaz de fazer isso. Não é esperta o suficiente.
– Mais?
– Humm... Ah sim! Se quer de facto alguém que possa lhe ajudar sugiro que fale com Dake. — Detective Ryan era alguém muito frio e calculista. Aparentava os seus 40 anos, calvo e um olhar frio. Rezava todos os dias para que encontrassem Allison e a trouxessem para mim outra vez.
Subi para o meu carro e fui em direcção a casa. Chorei durante todo o caminho e a subir as escadas. Assim que abri a porta encontrei os Sr e Sra Jones sentados no sofá. Olharam para mim e houve um momento de silêncio até eu ir abraça-los. Ficamos assim durante um tempo. Até baterem a porta.
– Pais?
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