This Is My Life

41 Tentando sobreviver


Notas iniciais
Não me odeiem. Por favor e boa leitura.

– Pais?

– Querido.

– O que fazem aqui?

– Ficamos a saber de todo este escândalo do rapto da tua namorada e decidimos vir dar-te todo o apoio que conseguimos.

– Obrigado. Estes são os pais da Allison. Tamara e Derek Jones.

– Prazer em conhece-los. Oh meu filho! Tu deves estar arrasado.

– Pior que isso. Quando chego a casa conto sempre com o seu abraço. E a lasanha aos Domingos, — A Tamara começou a chorar. — Ela era muito sentimental sabiam. E também sempre quis conhecer-te mãe. Disse que mesmo que não soubesse ainda que és, serias uma senhora adorável. Adorava tudo nela e por pouco não lhe pedi em namoro. Era para ser na noite em que foi raptada. Ela tinha acabado de ganhar a sua primeira coroa. Estava tão feliz. Eu... eu... — não consegui acabar de dizer a frase. Fui outra vez vencido pelas lágrimas. Esteja ela onde estiver eu estarei sempre com ela.

POV Dake on

Estava relaxado em minha casa quando a policia bate em minha porta.

– FBI abra a porta! — Gritaram eles do outro lado.

Abri a porta.

– Dakota Harris?

– Sim.

– Estamos a investigar o caso de Allison Jones e precisamos do seu depoimento.

– Ok.

Estávamos na sala de interrogatório e eu me senti como se estivesse num dos episódios de "Lei & Ordem".

– Sr. Harris.

– Chama-me Dake.

– Conhece Lysandre Ainsworth?

– Sim.

– Ele disse que você poderia ser útil para a investigação.

– Em que sentido?

– Sabemos e estudou com Allison na secundária.

– Sim.

– E que cometeu assedio sexual contra a mesma.

Me manti calado. Esse assunto era passado.

– O seu silencio o entrega. E também sabemos que você e os seu grupinho tinham um interesse em assediar sexualmente a Srta. Jones.

– Olhem... eu não fiz nada e isso tudo já se passou. Então digam-me. O que é que querem?

– Nomes! Dake. Queremos nomes. De todo o mundo que fazia parte do seu grupo de liceu.

– Ok. Mas quando eles o fizeram em conjunto eu não estava lá! Disse que não queria alinhar naquilo e fui-me embora. O lider da quadrilha era o James. James Garret. Ele, o Clark e o Kyle que a Ally tinha uma paixão na altura.

– Obrigado Dake.

POV Lysandre on

Nós estávamos todos em casa quando ligam para o telefone da Tamara.

– É o detective Ryan. Estou? (...) Serio?! (...) Graças a Deus! (...) Sim. Nós vamos já. — Ela desligou. — Eles têm um avanço no caso. Querem ver-nos o mais rápido possível.

Fomos todos para a esquadra e quando chegamos apresentamos meus pais a Ryan e ele começou a contar as melhorias.

– Suspeitamos que para além da parceria com Elise Vegas, Nina também possa estar trabalhando com James Garret, Kyle Humbert e Clark Bentley. Estes são antigos colegas dela no liceu.

– A alguns meses atrás eu perguntei a Allison se ela tinha sido assediada por mais alguém mas ela não quis responder. Ela deve ter algum tipo de trauma.

– Ainda não sabemos onde ela está mas estamos a tentar localizar.

Meu telefone tocou e aparece na tela um numero estranho.

Chamada on

– Está lá?

– Oi Lys.

– Nina?! — Todos prestaram atenção e eu pus no altifalante.

– Sim. Sou eu querido.

– Já sabemos que estás com a Allison.

– Sim eu sei que sabem. Mas ela não está nada bem. Querem falar com ela? — Demorou algum tempo até voltar a ouvir a voz de Ally.

– Lys!

– Ally! Allison eu peço imensas desculpas. — Consegui ouvir a sua risada.

– Tu... chamaste-me de Ally. Disseste que não eras ligado a alcunhas.

– Por ti abro excessões.

– Meus pais estão aí?

– Sim.

– Ally! Oh meu amor eu estou aqui.

– Mamãe! — Ela começou a chorar. — Peço desculpas mãe, eu peço muitas desculpas.

– Não faz mal querida.

Escutamos um grito de Ally. Seguido de outro e outro. Estavam batendo nela. Tamara e Derek choravam e eu apenas fiquei petrificado.

– Bem... acabou a hora da visita. Adeus Lys! Elise mandou beijinhos!

Chamada off

Estava totalmente sem chão. Mesmo estando a sofrer ela mantinha aquele sorriso no rosto e a sua risada melodiosa. Mesmo não sendo culpada pedia desculpa e mesmo sendo raptada apenas se preocupava com facto de eu a ter chamado de Ally. Allison era uma pessoa fantástica e era com ela que eu queria estar. Coloquei um sorriso no rosto e me virei para a Tamara.

– Porquê que estás a rir?

– A Allison não ia gostar nada de vos ver assim. Tentaria dizer algo para amenizar o clima. Ela é um ser fantástico e merece ao menos isso. Sei que vamos encontra-la. Tenho esperança nisso.

– Tens razão. Detective Ryan por favor encontre nossa filha.

– Farei tudo que estiver ao meu alcance para trazer Allison de volta.

– Anda Derek. Temos que ir buscar Jasmin ao aeroporto.

– Sim.

– Adeus Lys. — Tamara deu um beijo em minha testa e encostou a dela na minha. — Ela vai voltar. Sê forte.

– Por ela.

– É isso mesmo. Por ela.

Eles foram embora e eu fiquei um pouco de tempo em casa com meus pais que depois acabaram por ir embora. Fiquei outra vez sozinho. Allison fazia muita falta em minha vida. Claro que sem ela aqui eu ainda vivia e muito bem mas com certeza depois de passar estes meses com ela se eu ficasse a saber que o pior aconteceu eu era capaz de nunca mais vir a superar. Durante esta semana eu tenho estado a escrever poemas para ver se diminuia a minha ansiedade. As vezes ficava sentado de frente a porta de entrada a espera dela entrar e perguntar porquê que eu estava aí sentado e a convidar-me para dançar. Ou mesmo deitado na hora de dormir imaginava mil e um finais felizes para esta historia. E em todos eles eu acabava casado com ela.

Pensando bem eu nunca pensei na possibilidade de isso acontecer mas um passo de cada vez. Queria ela com todo o meu ser e não podia imaginar pelo que ela estava a passar.

POV Lysandre off

– Tinhas mesmo que fazer isso?! — Disse cuspindo sangue.

– Desculpa mas quem dita as regras aqui sou eu e se eu digo que devo espancar-te é porque devo mesmo mas é por isso que contratei o James. Acho que agora vai ser só para te espancar. Quero-te irreconhecível para o video.

– Video?

– Não tens nada que saber. Arranjei-te uns trapinhos. Esse vestido está imundo. — Ela atirou o vestido. Era uma camisa para dormir que chegava até aos pés e com mangas compridas num branco encardido.

– O que é que se diz?

– Vai te foder! — Saltei para cima dela e apertei-lhe o pescoço. A imbecil soltou um grito estridente que chamou a atenção dos rapazes que me empurraram.

– Tratem dela. Mas tentem não a matar.

Desta vez eles vinham com paus, tábuas, bastões todos prontos para me acertar. O primeiro golpe foi na cabeça que me fez cair. Depois desse vários se seguiram em varias partes do corpo. Me encolhi em posição fetal e gritei. Eles largaram os bastões e começaram a dar apenas pontapés. Rolei para o lado e tentei correr até a casa de banho mas fui puxada pelo cabelo o que me fez cair.

– Fim do jogo Jones.

James sentou por cima de mim me enchendo de socos. Consegui me virar mas não escapei de um golpe da barriga. Vomitei sangue.

– Meu pára! Assim vais mata-la.

– E achas que isso me importa?! — Deu mais um soco em minha barriga.

– Pára! Pensa no dinheiro meu! Não podes mata-la!

– É mesmo o dinheiro que te interessa? A mim parece que estás a gostar da cabra.

– Eu quero a minha parte e não vais ser tu que vais tirar-lhe de mim! Deixa-a estar!

James parou. Me levantei fazendo um enorme esforço para por um pé a frente do outro mas acabei por vomitar mais sangue e cair com espasmos. Só me lembro de depois pagar.

Notas finais
Gostaram? Comentem! Já sabem que fica aquele beijo e aquele abraço e vos deixo com as curiosidades. A curiosidade deste cap é... " Nathaniel dá comida aos gatos de rua"