This Is My Life

53 Estão prontos?


Notas iniciais
- TITIA QUEEN porquê tanta demora!!!! — A escola num tá facil pra ninguém amor. E além do mais tenho muitos trabalhos escolares para fazer por isso me desculpem se essa semana eu não poderei postar mas eu vou tentar retomar aqueles tempos em que existiam três caps por semana OK?! OK. Para quem gosta de CAST E KIM e treta rija este é o momento!! Esse cap irá falar de um habito que para mim é muito mau e se dependesse de mim eu nuca o faria. Deixem nos comentários qual seria o super poder que você gostaria de ter e PORQUÊ. MEU SUPER PODER SERIA A INTELIGÊNCIA SOBRENATURAL!!!

Depois de um tempo já estávamos todos fora daquele edifício a caminhar enquanto conversávamos. Sentia-me uma parva por ter entrado em pânico por causa de uma coisa que correu tão casualmente.

— Não foi preciso ter medo não é?

— Tens razão. No final de tudo aquilo foi super casual e eu nem pude me entusiasmar por causa da minha preocupação.

— De qualquer maneira tudo isto já passou e o que interessa é que correu super bem.

— Para vocês. A metida da Ambre sempre tem que estragar o que eu faço.

— Por favor, não fales assim da minha irmã.

— Tens razão. Desculpa Nath. Mas não consigo entender o porquê de ela querer sempre tocar nisso. Ela tem que se habituar a ver-me a mim e Castiel juntos.

— Acho que ela ama fazer a vida das pessoas num inferno. É chata demais! – Disse Castiel.

— Pára! Não te esqueças de que é da minha irmã que estamos a falar.

— Eu não esqueci.

— Chega! Para Cast. O Nathaniel apenas quer que parem de falar tão mal da irmã dele. Acho que deveríamos entender.

— Mas afinal o que é que tu tens com ele?! Estão mesmo juntos, não é? Estás sempre a defende-lo.

— Não é ma questão de gostar dele. Se os teus amigos estivessem a falar mal de mim na tua presença tu também dirias para parar. Peço-te que compreendas e mais nada.

— Tudo bem.

— Mas ela também se mete sempre no nosso namoro.

— A serio? Nunca percebi.

Porquê que não arranjamos alguém para ela?

— Essa foi boa Ally!

— Não. É a sério mesmo. Acho que deveríamos tentar dar-nos bem com ela e arranjarmos para alguém que a faça feliz para que ela deixasse os outros em paz.

— Pensando bem até pode ser uma boa ideia.

— Minha irmã é demasiado selectiva nessas coisas. É por isso que ela não nunca teve muitos namorados.

— Mas tu poderias perguntar a ela como ela gostaria de um homem.

— Sem chance. Não volto a pisar naquela casa por nada. Mas como vocês estão a falar em se aproximarem dela que tal irem vocês?

— Mas algumas de nós ela possui várias razões para odiar. Como a Kim que ficou com o rapaz que ela gosta.

— Se eu pedir desculpas por isso talvez ela me perdoe.

— A sério?! Vocês estão mesmo a pensar em fazer isso?! A Ambre é como o monstro do nível final de qualquer jogo. Há muitas chance de perderem. – Disse Armin na sua filosofia do dia-a-dia.

— Obrigada por essa explicação esclarecedora mas daqui a nada é Ano Novo e eu quero entrar no Ano Novo com uma amiga nova.

— Tem razão Ally. Iria ser muito bom se ela fosse nossa amiga.

— Ou não.

— Como assim?

— Ela tenta manipular a Li e a Charlotte. Nunca repararam nisso? Ou ages pelas regras dela ou não é amiga da Ambre. Talvez um homem e amigas não seja o que ela realmente quer.

— E o que seria nesse caso?

—Popularidade. Acho que é isso que quase todo o mundo quer.

— Só que uns desejam mais que outros.

— Acho que todo o mundo deseja um certo reconhecimento por alguma coisa que ele faz. Mas no caso de algumas pessoas elas querem esse reconhecimento em cada pequeno ato.

— Acho que têm razão. Uma vida normal para minha irmã pode não chegar. Certamente que se vocês se tornarem amigas dela, Ambre tentará dizer-vos o que fazer e para onde ir e não deixará que se comuniquem com mais ninguém.

— Não podes apenas pedir a ela que pare amor? – Perguntou Kim a Castiel.

— E achas que eu não tentei? O melhor é ignorar.

— Vamos ter com Rosa?

— Sim! Liga e diz-lhe que vá para lá.

Depois de pouco minutos todos nós já estávamos em casa de Rosa. Ela gravou a entrevista para que nós pudéssemos ver. Mas não era isso que estava em minha cabeça. Quando estávamos pensando naquela ideia estúpida de tentar criar laços com Ambre Nathaniel disse que não voltaria para a casa dos pais por nada. Aquilo me pôs a pensar. Porque razão ele não voltaria para lá. Nem sequer para ver os pais? Será que houve uma briga? Talvez eu perguntasse a Lysandre mais tarde. Eu sou muito curiosa, provavelmente apenas eu é que notei e dei atenção a essa pequena frase.

— Eu não acredito que a Ambre pôde enviar aquela pergunta. É preciso ser muito malvada para fazer tal coisa.

— Não te esqueças de que ainda estás a falar da minha irmã.

— Ah vá lá Nath. Deixa de bancar o irmão que ama a sua maninha porque sabemos que pensas o mesmo e estás no meio de amigos então e se parasses de tentar ser outra versão de ti? Hum? – Depois disso ele não conseguiu dizer mais nada. Talvez ele mesmo achasse que ela tinha razão. Nestas últimas semanas o stress do casamento não está a fazer nada bem a Rosa. Ela dizia tudo o que queria, quando queria e como queria… quer dizer… mais do que o normal.

— Agora bateu uma vontade enorme de tirar esta tinta do cabelo.

— Não o faças. Estás maravilhoso! De certeza que muitas meninas ainda vão desejar que fosses hetero.

— Isso seria tortura. Porquê que eu tenho que ser tão lindo?! – Dizia como se isso de facto lhe incomodasse.

— Hey Rosa, as meninas tinham posto a ideia estúpida de se tornarem amigas da Ambre.

— E porquê que essa ideia é assim tão estúpida? – Perguntou Nath.

— Talvez pela tua irmã odiar cada uma delas. Comigo ela não tem nada contra, afinal, eu sou o Armin. Quem é que pode não gostar de mim?

Alexy estava a abrir a boca para responder mas Armin o cortou logo.

— Não respondas.

— E decidiram levar isso avante?

— Não. Acho que ela não iria achar muita graça se de repente as pessoas que ela mais despreza quisessem se tornar suas amigas.

— Bem visto. Amanhã é véspera de Natal, gente, só vos queria desejar um feliz natal e lamentar pelo facto de não podermos passar o Natal todos juntos.

— E se fosse o Ano Novo?

— Como assim?

— Já que não passamos o Natal juntos o que me dizem de passarmos o Natal todos juntos? Num sítio em especial. – Dizia Kim empolgadíssima acho que deveríamos ir a praia nesse dia.

— E se fossemos a praia? Eu amo ir à praia de madrugada.

— Miúda de onde tiraste esse hábito?

— Quando eu vivia em Seattle eu e meus amigos íamos a praia bem tarde, acendíamos uma fogueira e conversávamos sobre tudo. Para além de cantar canções é claro. Assim que tocasse meia-noite e consequentemente o Ano Novo todos nós ficávamos apenas de roupa interior e nadávamos na água gelada. Era bobo mas acreditávamos que era para começar o Ano Novo com muita adrenalina.

— Gostei da ideia. É intrépido. Amo! Vamos fazer isso sim senhor.

— Mas a água vai estar muito gelada.

— O menino tem medinho? – Disse para Lysandre.

— Nem por isso. Eu só pensei que era para começar o ano com intrepidez e não com uma gripe.

— Chato! – Todo o mundo atirou almofadas para ele.

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Depois de horas conversando nós começamos a nos despedir uns dos outros dizendo sempre “feliz natal” e já ansiosos pelo Ano Novo.

Quando chegamos a casa, já exaustos demos um beijo de boa noite e fomos para a cama. Este dia estava a correr tão bem. Seria difícil passar o Natal longe da minha turminha.

POV Kim on

Cheguei em casa bem cansada. Estava a pensar em passar na casa de Castiel para pegar algumas roupas que deixei lá.

Depois de jantar e descasar um bocado um bocado desci e rumei a casa do meu namorado. Tinha-se tornado numa coisa tão normal para mim. Antes eu precisava reunir a maior coragem do mundo para conseguir bater na porta dele. Nem sequer conseguiria contar o número de vezes em que eu desisti de bater a porta e voltei para casa me sentindo uma fracassada. Mas agora é diferente.

Cast tinha me dado uma cópia da chave para que eu pudesse entrar quando eu quisesse mas mesmo assim me parecia estranho. Eu não via aquela casa como minha. Como é que eu teria uma chave?

Abri a porta ainda com receio.

— Oi amor.

— Ah. És tu.

— Senti o cheiro activo de cigarro. Eu sempre dizia a ele para parar de fumar. Castiel estava sentado de costas para a porta encima do balcão da cozinha. E estava a beber também.

— O que é que estás a fazer?

— Para quê que vieste aqui?

— Eu… vim buscar algumas roupas que ficaram cá.

— Faz o que tens a fazer e vai-te embora.

— OK.

Saí e fui em direcção ao quarto. Retirei tudo o que precisava e coloquei na mochila. Sempre que eu dizia a Castiel para parar de fumar ele desviava o assunto mas Lysandre e disse que ele apenas fumava para alivia o stress. Mas eu estaria lá para ele justamente para isso então não há mais razão de ele estar a estragar os seus pulmões.

Me dirigi à sala e fitei suas costas ganhando coragem para começar aquela que poderia ser uma mudança ou uma estabilidade na sua vida.

— Cast.

— O que foi? – Respondeu ainda de costas para mim. A maneira como ele me tratava me fez perder o ar. Talvez ele tenha notado pois não demorou muito e ele amenizou. – Diz.

— Podes parar com esse fumo todo?! – Eu tossia enquanto falava. – Isso faz-te mal.

— E daí?

— Amor? Olha para mim. – Ele se virou ainda carrancudo – Eu queria falar contigo sobre algo.

— E o que é?

— É sobre tu fumares. Eu acho que deveria parar.

— Não te metas na minha vida.

Amor, isso é a nossa vida. Tudo o que fazes causa uma reacção positiva ou negativa em mim também.

— Pára.

— Chega! Eu quero que pares de fumar porque é para o teu bem. Nunca irei me cansar de te advertir a parares com isso.

— Chega! – Ele segurou com força meus braços. Estava furioso. – Estou farto que as pessoas me digam o que fazer e não é porque tu vens e dizes “querido” e “amor” que eu irei amolecer e cair nas tuas graças. Estou farto que me digam como vai ser a minha vida e contigo não é diferente! – Ele me empurrou com tal força que fui ao chão me apoiando apenas com a força de meus cotovelos. Eu fazia o maior esforço para não chorar. Eu estava apenas tentando ajudar ele. Algo que deveria estar bem. Ele nunca chegaria a esse ponto. Ou chegaria? Ele reconheceu o que havia feito e pôs-se encima de mim.

— Desculpa amor. Eu peço imensas desculpas. – Ele tentou me beijar mas eu virei o rosto. Eu tentava sair debaixo dele com a força que me restava.

— Sai de cima de mim. Eu vou-me embora.

— Baby sabes que eu não fiz por querer.

— Para Cast. Estou farta das tuas mudanças constantes de humor. Porquê que não és capaz de te abrir comigo?!

— E porquê que expões todos os teus problemas ao Nathaniel?!

— Porque todos eles foram por tua causa! – Eu saí de controlo e gritei. De certa forma era mesmo disso que eu estava a precisar, de aliviar. Mas amanhã era véspera de Natal e nós íamos passar juntos. Será que esta briga não podia vir antes?! – Eu vou-me embora. Já que não confias em mim para contar os teus problemas. Eu rolei para o lado, me levante e peguei na garrafa que estava no balcão – Toma! Bebe o teu amado whisky! – Eu atirei em direcção a ele mas se esquivou. A esta altura eu já chorava, de tristeza mas sobretudo de raiva. – Já que amas tanto esta bebida que a usas como teu psicólogo então casa com ele! Namorem! Visto que eu não sou nada ao lado do teu amado whisky e da porra do teu cigarro! – Atirei o maço ao chão espalhando todos os cigarros, peguei minha pasta e quase a abrir a porta ele me segura.

— Kim pára! Tu estás louca?!

— Louca?! – Ah não, agora é que ele vai ver – Eu ia embora mas agora eu te mostro o que é estar louca! – Fui para a cozinha abrir seu armário e tirei outra garrafa de whisky quase vazia. – Isto é ser louca! – Atirei a garrafa em direcção a ele mas ele se esquivou. – E isto! – Atirei todos os seus maços de cigarro. – Se não me quer ouvir fume o que quiser! Fume até seus pulmões ficarem totalmente negros! Ainda acha que eu sou louca?! Quer que continue?!

— Pára! Ele prensou meus braços na parede com suas mãos – Eu sei que as vezes eu erro mas tu também não és uma santa!

— Não entendes? Eu quero que pares de fumar e nunca me ouves. Lysandre disse que fazias isso apenas quando tinhas problemas mas agora tu tens a mim. Onde eu me encaixo?! Sou apenas alguém que podes beijar e fazer sexo?! Eu quero que sejamos uma equipe. Conta-me os teus segredos, os teus problemas. Cast eu amo-te e quero que estejamos juntos durante muito tempo e não vamos conseguir se não formos transparentes um com o outro.

— Tu não ias entender.

— Experimenta. Sabes como amo desafios.

Ele me largou e parecia impotente. Será que era mesmo serio? Fomos em direcção ao sofá e ele fez um gesto para que eu me sentasse.

— Eu pretendia passar o Natal contigo mas eu tinha uma surpresa para ti.

— Serio?! – Parece até piada. Castiel Blanc com uma surpresa para mim?

— Eu iria convidar meus pais. Para que tu os conhecesses. Iríamos passar o Natal os quatro. Mas ainda hoje recebi uma ligação deles dizendo que não poderiam vir porque tinham muito trabalho. Eu planejava isto desde a semana antepassada e meti muito esforço nisso. Antes seria indiferente para mim. Não seria a primeira vez que passo o Natal sem eles mas desta vez eu iria estar contigo. Eu acho que desta vez eu senti uma sensação de que mesmo que isso só durasse o Natal eu poderia me sentir uma pessoa normal.

— Oh amor, mas tu sempre foste normal. E não faz mal. Passar o Natal contigo já me basta. E para falar a verdade esse sentimento de ser anormal não me é estranho. Na escola onde estudávamos na minha turma antes de eu ser transferida para a tua sala eu era a única negra que lá estava e mesmo na nossa turma eu continuei sendo só que aquilo tudo se amenizou um pouco mais. Eu sofria muito racismo. Chamavam-me nomes pelo facto de serem mais claros que eu e achavam que mandavam em mim ou que podiam fazer comigo o que quisessem. Daí meu pai me meter em aulas de auto-defesa. No inicio eu odiava estar lá mas depois foi até fixe. Lembro de um dia um rapaz me chamar de “preta estúpida” e eu arrebentei seu nariz. Fui suspensa durante uma semana e quando contei a minha mãe ela quase que desmaiou mas meu pai me deu todo o apoio do mundo e o rapaz não recebeu punição alguma. Mas nem por isso me arrependo. Faria tudo do mesmo jeito. Acho que todos nós temos o nosso lado anormal. É isso que nos torna mais normais.

— Concordo. E o facto de sermos os dois completamente estranhos é mais um ponto a favor de estarmos juntos.

— Com certeza.

— Olha Kim, eu até queria que viesses dormir cá hoje mas eu acho que preciso de um tempo só. Para arrumar as ideias e pensar na tua proposta a cerca de parar de fumar.

— Foi preciso partir garrafas para pensares nisso? Mas eu entendo-te amor. – Dei-lhe um beijo curto e outro na testa. – Até amanhã querido.

— Adeus.

POV Castiel on

Kim era uma rapariga explosiva como eu mas muito compreensiva acho que era por isso que ficamos tão bem juntos. Alguém como eu de facto não merece ela. Mas é um vício cada vez mais difícil de largar. Será que meus pais gostariam dela se a conhecessem? Bem… isso não importa mais. Eles não vêm mesmo. Eu sonhei durante a semana toda com o momento em que Kim e minha mãe saiam da cozinha com a comida e comíamos todos em uma conversa alegre e agitada. Na hora que fossemos abrir os presentes eu poderia dar um presente muito caro para Kim. Meus pais também iriam dar um para cada um de nós. Seria como uma família normal.

A família que sempre quis.

Ainda me lembro de todas as palavras que eles disseram nesse telefonema.

Ligação on

— Alô?

— Cassy?! Oi amor! Mamãe está muito feliz em ouvir sua voz outra vez!

— Seu paizão também está aqui!

— Hum. Hey.

— Amor nós temos algo bem serio para dizer a você?

— Não me digam que vou ter um irmão. – Disse no meu tom sarcástico de sempre. Eles sempre pensavam que seria uma surpresa para mim mas na maioria das vezes eu sabia.

— Nós…

— Não vamos poder passar o Natal contigo filhão.

— Porquê?!

— Temos que fazer ainda algumas coisas que se encontram em atraso e não podíamos esperar para depois vida. – Minha mãe sempre me chamava de vida, amorzinho, Cassy, biscoito, tesouro, enfim, um número incontável de nomes — Espero que entenda.

— Claro. Vai ser só mais um Natal sem meus pais. Já estou habituado.

— Bebé…

Ligação off

Desliguei o telefone com uma raiva tremenda e senti meu rosto húmido. Faz muito tempo que eu não chorava. Mas agora meu plano estava arruinado então só me faltava arquitectar outra coisa para este Natal.

Notas finais
Gostaram? Sabem que não fico sem deixar aquele beijo e aque abraço e vos deixo com as curiosidades. A curiosidade deste cap é... "Nathaniel é mais velho que a Ambre, por 3 minutos" BJS da Queen!