This Is My Life

54 Conversas no carro


Notas iniciais
Desculpem pela demora pessoal. A minha agenda está bem apertada mas irei arranjar sempre tempo para vocês. Boa leitura!

Hoje acordamos super cedo, já estávamos com as malas arrumadas e felizes da vida! Ahhh! Eu ia para o campo! Não conseguia tirar o sorriso da cara. Me levantei da cama e acordei Lysandre.

— Lysandre acorda, hoje vamos para a casa dos teus pais! Que maravilha!

— Hum-hum, maravilha. — Disse ele numa voz rouca e todo ensonado.

— Deixa-te de sarcasmo. Vai ser divertido.

— Vamos fazer a viagem com os teus pais, por isso, vai sim.

— Anda, podemos tomar banho juntos.

— Então do que estás a espera? Vamos.

— Enquanto me dirigia para a casa de banho fui tirando a roupa e sentindo o olhar de Lysandre em mim. Continuei até estar apenas de calcinha e quando estávamos na box do banheiro ele me prensou na parede com uma mão e com a outra ligou o chuveiro, me beijando com urgência foi baixando minha calcinha até ela chegar ao chão e eu joga-la para longe. Ele penetrou dois dedos em minha intimidade me fazendo gemer alto. Os dedos entravam e saiam e cada vez mais rápidos e ágeis até que parou.

— O melhor seria tomarmos de facto um banho.

Hã? O quê?! Acho que ele estava a brincar ou coisa parecida.

— Caso contrário atrasamo-nos.

— E quando acabamos o que começaste?

— Eu acho que em casa de meus pais tem lugares bem interessantes para continuarmos.

Sexo no campo? A ideia me agradava.

Lysandre foi passando devagar os sais de banho em meu corpo. Quando batem a porra da porta.

— Devem ser os teus pais.

— Eles não podem esperar até depois do banho?

— Acho que não.

Nos enxaguamos e fomos abrir a porta com os roupões.

— Oh! Acho que chegamos em má altura. — Disse minha mãe em risos com o meu pai.

— Não é nada do que vocês estão pensando.

— Já que o dizes.

— Vão vestir-se rápido que daqui a nada temos que partir.

Eu e Lysandre fomos nos vestir e pegar nossas pastas que continham os materiais que precisávamos para esses dia que estaríamos na presença de ar puro, animais fofinhos, e os pais do meu namorado.

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Liguei para Rosa para saber se ela já tinha se preparado.

❄Ligação on❄

— Rosa?

— Oi amor.

— Tu e o Leigh já estão prontos?

— Sim. Vocês vão com os teus pais.

— Yha. Dá um beijo ao Leigh por mim e adeus sua louca.

— Tchau vaca.

❄Ligação off❄

Saímos do quarto e trinta minutos depois já estávamos na estrada cantando canções e conversando. ainda faltava algumas horas até chegarmos a casa dos pais do Lys então meu pai aproveitou e fodeu com a minha vida fazendo o tão famoso interrogatório ao namorado que sempre fazia quando arranjava alguém para mim.

— Nasceste mesmo lá no interior?

— Sim.

— Porque razão vieste para cá?

— A vida no interior não parecia para mim. A medida que eu crescia sentia uma necessidade de sair de lá e seguir meu próprio caminho. Meus pais queriam que eu me tornasse num agricultor e eu desde criança tinha uma paixão pela música. Eu assim como meu irmão mais velho sempre quisemos ter profissões que iam para além da expectativa de meus pais e assim que ele atingiu a maioridade levou-me com ele para a cidade para que pudéssemos começar nossas carreiras.

— Eles aprovaram isso?

— Minha mãe sempre manteve a ideia de que desde que estivéssemos felizes com o que estávamos a fazer ela também estaria e deu total apoio quando dissemos que deixaríamos o interior para nos mudarmos para a cidade. Já meu pai demorou algum tempo até aceitar a notícia mas lidou muito bem com ela depois de alguns dias.

— E quais são as tuas intenções com a minha filha?

— Pai.

— Não faz mal Allison. Eu pretendo aproveitar ao máximo todos os momentos da minha vida ao lado dela. — Quando Lysandre disse aquilo eu quase que chorava. Acho que meu pai é um bocado estranho pois ele fez o interrogatório depois de Lys estar a namorar comigo e na presença da minha mãe e de mim.

— Muito bem. Mais uma coisa... Pretendes ter filhos com ela?

— Eu que estava a beber o meu café não pude deixar de engasgar.

— Pai! Pára.

— Desculpa princesa mas eu preciso saber.

— Sim. Eu pretendo ter filhos com Allison.

— Muito bem. É que eu não posso ficar sem netos. Tu passaste. Eu acho que darias um bom genro um dia destes.

— Obrigado Sr. Jones.

— Chama-me Derek.

— Ele tem esse hábito. É demasiado formal. Demorou um tempão para me chamar de Ally e mesmo assim quando o faz eu admiro.

— Já têm alguma alcunha carinhosa?

— Não.

— Não acho que seja preciso mãe. É só ele me chamar de Ally e eu de Lys.

— Mas e o "queridinha, amor, amorzinho, favo de mel, vida , girassol, ursinho, bebé, meu tudo" entre outras?

Eu e Lysandre olhamos um para o outro e desatamos a rir.

— Isso definitivamente não vai acontecer. Acho que poderia fazer isso mas Lysandre não.

— E porque acha que eu não posso chama-la de favo de mel? — Ele disse sério mas depois desatou a rir daquele nome ridículo.

— Vês? Nem consegues dizer sem rir.

— Há gente que diz isso sem rir? E pior, que chama isso a outra pessoa?

Eu e ele começamos a rir. Mais que namorados, nós parecíamos amigos de longa data.

— Vocês estão muito fofos a rir dessas alcunhas mas saibam que quando tínhamos a vossa idade o teu pai me chamava muito isso e sempre que ele me chamava assim eu achava que iria morrer de felicidade e só me dava vontade de beija-lo.

— Favo de mel? Acho que os outros poderiam ser melhores. — Disse Lys.

— Qualquer um é melhor que favo de mel. Eu acho que poderia usar a alcunha "vida".

— A alcunha "amor" é melhor.

— Então fazemos assim. Tu chamas-me de amor e eu de vida. Por uma semana. Se nos habituarmos...

— Usamos cada vez com mais frequência.

— E se um de nós disser isso e logo em seguida rir poderia...

— Fazer o que o outro pedir durante uma semana?

— Apostado.

— Até para se tratarem com carinha têm que fazer uma aposta?

— É mais divertido assim.

— Então princesinha? Estás nervosa por conhecer os lais do teu namorado?

— Para dizer a verdade não estou assim tão nervosa mas não há como não ficar. Surgem sempre perguntas como "o que eles vão achar de mim?" e "será que vesti a roupa certa?" ou ainda "será que pus demasiada maquilhagem? E se su não pus muita será que eles vão pensar que sou disleixada?".

— Acho que essa é a duvida que mais veio a minha cabeça no dia em que conheci os pás do Derek.

— É serio que se preocupam com esses detalhes?

— Mas pai, a primeira impressão é que conta.

— Eu não tive esses problemas todos quando conheci os pais da tua mãe. Apenas sorri e e falei sobre o que queria com a Tamara e sai-me muito bem. Não me preocupei com esse negócio todo de roupa. Quando a Tamara me viu quase teve um ataque.

— Ele estava tão casual que parecia que iria sair com os amigos. Mas não. Ele iria conhecer os meus pais e ganhar permissão para namorar comigo. Se ele aparecesse assim eu temia que nunca fosse casar com ele e naquela altura já imaginava como seriam e qual seria o nome dos nossos filhos. Eu queria ter um casal. Mas acabei por ter melhor que isso. Esta princesinha linda e maravilhosa.

— Mãe.

A viagem se prolongou por mais algumas horas de boa conversa e histórias antigas. Graças a Deus o meu pai não falou sobre sexo desta vez. Ele sempre insistia em saber e eu sempre dizia a ele para parar mas meu pai nunca ouvia. Lysandre estava mais a vontade e já parecia bastante próximo do meu pai, visto que conhecia minha mãe a imenso tempo e considerava ela como uma mãe. Parecíamos uma família unida outra vez.

Notas finais
Obrigada por lerem mais um capitulo e beijos! Já sabem que deixo aquele beijo e aquele abraço e fiquem com as curiosidades. A curiosidade deste cap é... "Nathaniel tratava muito mal a Ambre durante a infância". Comentem, favoritem, acompanhem e me amem! Beijos da Queen!