Notas iniciais
Leiam minha nova fanfic http://fanfiction.com.br/historia/621104/Maybe_I_Love_You/ A categoria é original, nela conto como conheci o amor da minha vida e como estou feliz com ele até hoje.

Samantha ouviu barulho de algo caindo no chão e correu até a cozinha para ver o que era.

Freddie estava com o dedo na boca e havia algumas gotas de sangue no chão. Uma faca ensanguentada estava caída e Samantha revirou os olhos ao ver a cena. Ela se aproximou e pediu para ver a mão dele, ele fazia biquinho com medo da dor e aproveitando a situação ela foi um pouco grossa, gostou de vê-lo sentindo dor.

Não era um corte muito feio, na verdade, era bem pequeno, mas ela viu que não poderia deixá-lo na cozinha. Mandou que ele fosse procurar o kit de primeiro socorros e deixasse a comida com ela. Sam não era uma cozinheira excelente, mas pelo que tinha visto, era melhor que Freddie, seus dedos ainda estavam inteiros.

Freddie foi até o banheiro, mas não encontrou kit algum. “É a cara da Carly” pensou ele. Desistiu de procurar e se sentou no sofá, alguma coisa passava na tv, mas ele sequer prestava atenção. Sam logo apareceu com dois pratos de uma macarronada bonita, Freddie arqueou a sobrancelha.

–Colocou veneno? – Perguntou ele provocativo.

–Não comeria se fosse você – Ela disse grossa e enfiando uma garfada na boca. Como alguém podia tirar ela do sério tão facilmente.

Ele pegou o controle e desligou o programa que estava assistindo.

–Porque está aqui se me odeia tanto? – Ele perguntou olhando nos olhos azuis dela que corou surpresa com a pergunta.

–É meu trabalho – Ela disse soltando o prato que segurava e colocando na mesa de centro, ele fez o mesmo.

–Seu trabalho? Então não tem nada a ver com o Brad? – Ele perguntou enciumado.

–Não – Ela respondeu se sentindo ofendida com a pergunta.

–Então não está apaixonada por ele? – Ele arqueou a sobrancelha e a observou tentando decifrar suas expressões.

–Não – Ela disse irritada.

–Então está por mim? – Ele perguntou sorrindo de lado.

–O que? Não! – Ela disse surpresa.

–Não seria a primeira – Ele disse galante e ela o fuzilou.

–Quando Brad vai chegar? – Ela perguntou cortando o assunto.

–Está com medo de ficar sozinha comigo? – Ele perguntou se aproximando, mas ela se afastou.

–Qual seu problema? – Ela perguntou se levantando e saindo, mas ele foi até ela e a segurou pelo pulso.

–Qual o seu problema, qualquer garota mataria para estar aqui comigo – Ele falou sentido.

–Bom, caso não tenha reparado, eu não sou qualquer garota – Ela puxou o braço e saiu, trancando a porta de seu quarto. Ela passou o resto do dia trancada, não queria olhar para ele, tinha medo que ele estivesse certo.

A chuva já caia lá fora, Freddie andava de um lado para o outro, estava realmente irritado, já havia xingado Carly de todos os nomes possíveis por ter inventado aquela viagem. Ele andou até a porta do quarto de Sam decidido a resolver tudo e finalmente tirar a loira da cabeça. Ele tinha se convencido de que tudo aquilo era desejo e que assim que ele a tivesse tudo aquilo passaria e ele voltaria a ser o Freddie de sempre.

Samantha abriu porta totalmente obrigada e deu espaço para Freddie passar.

–Olha Sammy, me desculpe por te provocar – Ele disse doce.

–Tudo bem, pode ir agora – Ela disse mostrando a porta.

–Por que me odeia tanto, não sou tão ruim – Ele sorriu de lado meio triste.

Ela não confiava nele, mas se desarmou e respirou fundo.

–Olha Freddie, eu não sei o que você acha que eu sou e que provavelmente estou sendo um fardo para você, mas decidi que vou embora amanhã quando o Brad chegar – Ela disse calma. – Sei que é meu trabalho, mas eu levo a Bonnie comigo.

–Ele não vai chegar – Freddie disse sério e observando o semblante da loira a sua frente.

–Como assim? – Ela perguntou preocupada e um pouco assustada.

Freddie poderia ser um assassino, provavelmente vai matá-la e colocar a culpa no urso.

–A chuva. É impossível chegar aqui com essa chuva – Ele disse dando de ombros.

Ela olhou para janela, a chuva realmente estava forte, o vento soprava forte e ela podia ver as arvores balançando, mas ela não queria ficar presa ali com Freddie Benson, ela não queria ficar presa em lugar nenhum com Freddie Benson.

–E mesmo se ele chegasse, não quero que vá embora – Freddie disse se aproximando.

Ela queria correr, queria xinga-lo e gritar para que ele nunca mais se aproximasse dela, mas suas pernas não obedeciam, sua boca não obedecia, ela não conseguia se mexer, ela queria beija-lo. Podia sentir seu perfume, ele tinha um cheiro tão bom.

Ele colocou suas mãos em volta da cintura dela, mas ela não reagiu, ficou ali parada, ele queria que ela encerrasse a distância entre os dois, ela não fez.

–Não quer me beijar? – Ele perguntou se aproximando ainda mais, ele podia sentir a respiração dela.

–Não – Ela disse olhando para os lábios dele fixamente. Ela queria beija-lo, pq ela queria beija-lo? Qual o problema dela, deve estar enlouquecendo.

–Ah não? – Ele perguntou provocativo e enfim uniu seus lábios aos dela. Não foi um beijo demorado, na verdade foi apenas um selinho, mas fora suficiente para fazer com que ela se arrependesse profundamente, queria voltar no tempo, estava louca. Ela o empurrou e pediu licença, sem entender o motivo ele saiu do quarto e ela bateu a porta com força.

O ódio que ele esperava não apareceu, na verdade, ele queria mais. Ele achava que quando finalmente a beijasse não a desejaria mais, talvez um beijo não fosse suficiente.

Samantha se sentia mal, ela estava sentindo uma coisa estranha, estaria ela amando? Ela jurava para si mesma que não, ela apenas estava perdida, confusa. Muita coisa tinha acontecido em pouco tempo, ela não estava apaixonada, era apenas sua mente se divertindo um pouco.

Freddie dormiu no sofá, pensando no beijo. Samantha nem dormira, passou a noite acordada pensando no quanto era estupida, se amaldiçoou milhões de vezes. Óbvio que ele só queria usa-la, como ela poderia ter beijado alguém como ele?

Quando Freddie acordou Samantha estava na cozinha, ele foi até lá e a encarou, ela o ignorou e continuou a cozinhar. Ele continuou ali, olhando para ela, aquilo a incomodava.

–O que você quer? – Ela perguntou revirando os olhos e olhando fixamente para ele.

–Quantos anos você tem? Dez? – Ele perguntou pra ela.

Ele estava bravo, que tipo de mulher o expulsaria do quarto depois de um beijo, ela com certeza era uma criança.

Ela o olhou e jurou em pensamento que nunca mais se aproximaria daquele homem horrível. Continuou a cozinhar sem pronunciar uma palavra. Cansado de ser ignorado ele foi até o banheiro tomar um longo banho.

Notas finais
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