Thinking Out Loud
8 Capitulo 8
Notas iniciais
Freddie saiu do banho coberto apenas por uma toalha, os pingos caiam de seus cabelos por suas costas musculosas, ele sabia o quanto era bonito.
Samantha olhou para ele e seu queixo caiu, ele era lindo. Percebendo o efeito que causava na moça ele sorriu malicioso e se aproximou.
A falta de roupa de Freddie a excitava, mas ao mesmo tempo ela estava apavorada, nunca estiverá com um homem naquela situação, tinha medo de ele a machucasse.
Como se lesse seus pensamentos ele respondeu.
–Não vou fazer nada que você não queira – Ele se aproximou e tocou a bochecha dela com o polegar.
O telefone tocou e Sam acordando do transe se afastou de Freddie que resmungou enquanto ia até o sofá pegar o celular. Era Brad.
–O que você quer? – Freddie perguntou irritado
–Também estou com saudades – Disse Brad acostumado ao mal humor do amigo.
Freddie revirou os olhos, queria mata-lo. Samanta aproveitou o momento para fugir, se deitou no sofá e ligou a tv fingindo estar distraída, mas a verdade é que não pareça de observar o moreno.
–Como esta a Sam? – Perguntou Brad depressa.
–Bem – Freddie disse frio.
Samantha reparou nas costas de Freddie, ele era realmente forte, reparou então nas pernas dele, eram lindas pernas, como alguém pode ser tão perfeito? Se perguntou. Ao ver os pensamentos que rondavam sua mente ela os expulsou e começou a pensar em coelhinhos.
–Se estiver a tratando mal, te mato – Brad disse ameaçador.
–Não estou, estou tratando muito bem, não é Sammy? – Ele disse sorrindo pra Samantha que corou violentamente.
Brad não entendeu o porque daquele comentário, mudou de assunto e logo desligou.
–Fomos interrompidos – Freddie disse soltando a toalha e ficando nu.
Sam se assustou, deu um grito e tapou os olhos com as mãos.
–Qual o problema? Nunca viu um homem sem roupas? – Ele perguntou sorrindo pra ela que continua com as mãos sobre os olhos.
–Não – Ela gritou ainda assustada.
Aquilo o surpreendeu, se sentiu envergonhado, apanhou a toalha rapidamente e saiu para seu quarto. Ele se sentou em sua cama e começou a pensar, por alguma razão aquela informação havia o feito pensar em sua mãe. Freddie não a tinha conhecido, ela havia falecido no parto, Marisa, sua governanta havia contado sobre ela quando ele ainda era pequeno.
–Ela era inocente, possuía um lindo sorriu, parecia uma boneca – Ela dizia.
Freddie sempre sonhou em conhece-la, ou pelo menos que seu pai o perdoasse, mas havia parado de tentar agradar seu pai ainda na escola.
Freddie e o pai nunca tiveram um bom relacionamento, provavelmente nunca teriam trocado mais de uma frase, o pai o odiava. Ele se odiava. Bonnie se aproximou de Freddie cheirando os dedos dele que sorriu para ela, ela se deitou ao lado dele e os dois ficaram ali quietinhos.
Samantha estranhou o silencio e a falta de Bonnie e foi até a porta do quarto de Freddie, estava aberta, ela olhou para dentro e sorriu.
–Oi – Sam disse chamando a atenção do rapaz.
–Entra – Ele convidou sorrindo.
–Estava procurando pela Bonnie – Ela disse apontando para cachorra.
–Quero me desculpar, por tudo, não quero mais ficar com você, posso ser seu amigo? – Ele perguntou sincero.
Ela se surpreendeu, não esperava aquilo, sorriu para ele e concordou.
–Me conte um pouco sobre você – Ele disse tentando ser amigável. Não era muito bom com isso.
–Bom, me chamo Samantha, tenho 18 anos – Ela disse dando de ombros.
Freddie não sabia mais o que perguntar, nunca havia tido uma conversa daquele tipo, na verdade nem sabia porque estava tendo agora, ele não queria ser amigo dela, sabia disso, mas ele queria conhece-la.
–E porque exatamente no seu aniversario? – Perguntou realmente interessado.
–Queria ser livre – Ela disse olhando pela janela – Mas acabei presa com você – Ela continuou arqueando a sobrancelha.
–Eu queria ser livre também – Disse ele ignorando o comentário.
Ela sorriu ao ver que ele não retrucou.
–Vou dormir – Ela disse contente e ele concordou.
Samantha se levantou e foi até seu quarto, se sentia estranha. Seu coração parecia que pularia pela boca, uma felicidade tomava conta de seu corpo e ela desejava que tudo continuasse assim. Queria ficar ali com ele, mas teve medo que ele voltasse a ser o que era e preferiu ir embora sem se machucar, se deitou em sua cama com um sorriso no rosto.
Freddie se sentia bem, estava aliviado, era bom conversar , não que tivessem dito muito, mas já o bastante. Ele estava contente por ter finalmente parado de brigar. Se sentia bem, não conseguia parar de sorrir, não conseguia parar de pensar no sorriso dela.
Ela pensava em casamentos e filhotinhos, pensava em chocolate e sorria, os pensamentos eram tão aleatórios e ela não entendia o porquê, de repente os filmes românticos pareciam ter sentido, pensou em ler algum livro do Sparks, caiu no sono.
Freddie sentia vontade de cantar, sentia uma necessidade incontrolável de ir até lá e beija-la, mas ao mesmo tempo queria abraça-la, queria cuidar dela, tinha notado o quanto ela era inocente e sentiu que precisava protege-la, iria fazer isso. Não a tocaria mais, só se ela pedisse, queria a amizade dela, ela não era como as outras, ele tinha notado, não a trataria como qualquer uma. Ele dormiu com um sorriso no rosto.
***Bônus***
Alguns dias antes Carly andava pelas ruas da Italia com um enorme sorriso no rosto, ela e o namorado completavam hoje 1 mês sem brigas. Estavam juntos a mais de um ano, mas nunca haviam passado mais de duas semanas sem um termino, eram como “cão e gato”, brigavam a todo segundo e pela primeira vez, estavam sem brigar por nenhuma vez.
Ela o amava, talvez não como um amor capaz de dar em casamento, mas ela o amava. Todo aquele tempo junto dele era a prova de que o amava, talvez estivessem juntos por comodidade, ou talvez tivessem criado uma amizade, mas o que importava realmente era que se amavam.
Antes dele Carly só havia amado uma pessoa, Brad. Brad e Carly haviam crescido juntos, Brad era o melhor amigo de Freddie, prima da moça. Haviam trocado o primeiro beijo, mas ninguém sabia, era um segredo só deles.
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