Notas iniciais
Hey Cupcakes >. Estive muito ocupada ou quando não estava, eu estava sem inspiração sorry :( Senti falta de vocês e dos seus comentários cupcakes.

Depois que eu fui para casa Lysandre veio atrás de mim, passei sem parar para ouvir o que minha mãe estava perguntando e desci para o quarto peguei a guitarra e fui para a sala onde seria o nosso futuro estúdio.

–Sua mãe é demais cara, não acredito que ela cedeu a sala para a gente- Lysandre disse animado atrás de mim.

–Hm- respondi, voltando para o quarto para pegar o amplificador.

–Voltou a ficar monossílabo Castiel?

–O Azulado disse para onde ia com as garotas?- perguntei sem pensar.

–Está tão interessado na Mei-chan assim?

–Vai me responder ou não?- rebati sua pergunta com outra.

–Porque teria que te responder?

–Porque eu to perguntando?

–Só porque está perguntando?

–Porque está me enrolando? Sabe ou não sabe para onde a Melissa foi vestida daquele jeito?

–Então você quer saber da Mei e não das meninas?

–Então quem dá o cú você ou o Alexy?

–Você quer mesmo saber?- Um sorriso malicioso sambou nos lábios do Lysandre.

–Quero saber quando você vai parar de me responder com outras perguntas- respondi.

–Não sei aonde eles vão- respondeu por fim.

–Ótimo- peguei minha guitarra e liguei no amplificador e comecei a tocar.

Lysandre e eu ficamos tocando por algumas horas, o que foi bom, pois consegui me distrair e evitar a vontade de ir a casa ao lado ver se a garota que estava perturbando meus pensamentos havia chegado, mas sinto que em todas as musicas que eu toquei que ela estava lá.

–Uou, isso foi intenso Castiel!- Lysandre deu umas palmadas em minhas costas, mas se afastou antes de eu acertar-lhe um murro.

–Foi só um ensaio normal.

–Não, você estava mais animado, mais presente, faz muito tempo que eu não te vejo tocar assim, não depois que a Deb...

–Ok já entendi Lysandre- eu o interrompi.

–Enfim, é bom te ter de volta- Ele disse se levantando.

Respirei fundo e segui para o meu quarto.

O meu amigo diz muita coisa, muita besteira, mas nunca mente, será que eu “voltei” como o Lysandre disse? Depois de a Debrah ter me abandonado eu realmente fiquei desligado do mundo e da musica, voltei a tocar aos poucos mas ainda sim era doloroso, depois só era algo que aliviava meu estresse e agora é agora que eu gosto muito.

–Castiel você tá me ouvindo?- Lysandre diz depois dê me tacar um sapato.

–Não sei você sempre fala demais- respondi levando outra sapatada.

–Presta atenção no que eu to falando!

–Não é pra isso que você tem o seu boy magia?

–Com ele eu faço outras coisas e com você eu converso, ou quer inverter?- Perguntou sugestivo.

–Não obrigada, o que foi?

–Nada, só que eu estava te irritando e você nem me deu bola- ele disse dando com os ombros.

Então eu taquei os dois sapatos nele de volta.

–Idiota você não tem nada o que fazer?- Na hora que eu perguntei o celular dele apitou e ele deu uma olhada.

–Não, meu boy magia tá ocupado comendo na casa da Mei- ele deu com os ombros.

Levantei estático da cama, a minha garota já tinha chegado, se bem que ela não é minha garota, mas... Ah foda-se não quero pensar o que ela é pra mim agora, mas... O que ela é? Só mais uma?

–Eles já chegaram?

–Faz um tempo, eles vão jantar agora- ele responde.

Fui para o banheiro, preciso de um banho, daqui a pouco eu vou vê-la, sim, eu vou.

–Castiel?- Lysandre perguntou fora da porta do banheiro- Banho agora? Ok, vou subir então.

Respondi com uma batida de porta, ultimamente tem feito muito calor o que me faz ter vontade de tomar vários banhos por dia.

Lavei meus cabelos, ensaboei meu corpo e cantarolei uma musica na minha cabeça não queria pensar na pequena agora ou teria que tomar um banho gelado talvez nem isso resolva.

Desliguei o chuveiro e enrolei a toalha na minha cintura, caminhei até o guarda roupa e puxei uma cueca negra e uma calça moletom cinza, sequei meus cabelos com a toalha os penteando com os dedos mesmo.

Sai do quarto, a porta do futuro estúdio estava aberta, mas não havia ninguém dentro, mas ao ver Ness ao canto da sala decidi leva-lo comigo.

Da escada dava para ouvir o barulho que Lysandre e Miguel faziam na sala, subi um pouco irritado, provavelmente eles fariam uma série de perguntas que eu não iria responder.

–A cara deve ter sido hilário- Lysandre ria jogado no sofá.

–E foi ele deve tá com dor até agora- meu irmão dizia do outro sofá.

Passei por eles na sala com se não estivesse ali, talvez eles nem reparassem em mim.

–Ei garotão vai com calma, a onde você vai?- Miguel tacou uma almofada em mim.

–Não te interessa- resmunguei tacando de volta a almofada.

–Voltou o mau humor Castiel?- Lysandre riu sínico- Tinha que ver Miguel, Castiel passou o dia mansinho, mansinho.

–O Castiel mansinho?

–O que uma vizinha não faz.

Antes que eu me irritasse com o rumo daquela conversa sai dali, eles não iriam parar de falar sobre isso nem com uma ameaça de morte então porque perder meu tempo com eles?

Fui para o local do encontro, fiz carinho no Dragon e alimentei-o, logo depois sentei na divisa das nossas casas.

Coloquei Ness no meu colo e alisei em um carinho.

Ness foi meu primeiro violão, ganhei do meu pai quando tinha uns nove anos, fazia um tempo que eu tinha me interessado por esse instrumento e meu pai pareceu perceber, enfim eu ganhei, comecei a fazer aulas e a musica virou minha paixão.

Toquei algumas notas que vinham em minha cabeça, ali realmente era relaxante, passava uma brisa suave, quase parecia uma melodia, apesar de céu estar um pouco nublado era bonito de ser olhar.

Fechei os olhos sentindo a leve brisa, não sei quanto tempo fiquei de olhos fechados, nem quando a brisa leve se transformou em um doce perfume, que parecia fazer um carinho suave em meu rosto e brincar com os meus sentidos.

Não precisava abrir os olhos para saber que aquele ser pequena que dominava minha cabeça nos últimos dois dias estava ali parada me observando.

Esperei ela se manifestar mas ela não dizia nada, então resolvi quebrar aquele clima.

–Quanto tempo pretende ficar me admirando Melissa?- Perguntei abrindo os olhos devagar, dando tempo de ver a garota saltar para trás de susto.

–O que você esta falando?- ela disse tentando se recuperar do susto.

–Hm- respondi sentando de frente para ela com um pequeno sorriso nos lábios- Você é tão barulhenta percebi assim que você entrou

–Eu não fiz barulho- disse emburrada.

–Então...- Saltei no chão colocando Ness com cuidado encostado na parede, me aproximando dela com passos leves- Deve ter sido o seu perfume que te denunciou.

Meu nariz foi de encontro com o seu pescoço macio, sentindo o aroma delicioso que ela exalava, senti ela se arrepiar ao meu toque, olhei para seus cabelos e notei algo muito diferente escondido em meio aos fios negros.

–O que é isso?- Perguntei puxando a mexa rubra para frente olhando com atenção.

–Cabelo- respondeu sarcástica.

Olhei irritado com a resposta dela, menina encrenqueira, bufei e a virei de costas levantando seus cabelos, ela havia pintado o cabelo mas só a parte de trás perto da nuca, era um vermelho do mesmo tom que o meu cabelo.

–Então vocês foram para o cabeleireiro?- Perguntei e ela simplesmente assentiu.

Olhei mais um pouco e enrosquei meus dedos em suas madeixas, a virando e puxando para mim, seu rosto gelado coincidiu com a minha pele quente, puxei um pouco meu seus cabelos a fazendo olhar para mim, seus olhos brilhavam mais que uma estrela.

–Vermelho é a minha cor preferida- falei sorrindo.

–A minha também- respondeu respirando rápido.

–Pensei que era impossível você ficar mais linda- as palavras escaparam de minha boca.

–Pensei que eu fosse uma tábua- ela disse me fazendo lembrar do que tinha dito para ela no dia anterior.

–Eu não ia entregar os pontos assim de primeira né? Logo com você me insultando- falei me lembrando da nossa discussão.

–Hoje é o segundo- falou e eu pensei, sim hoje é o segundo dia ainda, apesar de não parecer.

–Nem perece, pode parecer estranho, mas não parece que eu te conheço há dois dias, parece mais...

–Anos- ela disse me completando, ela também se sentia assim, ótimo.

–Sim e mesmo de salto você é uma nanica- disse brincando, rindo alto logo depois.

–A culpa não é minha se sua mãe de deu fermento demais- falou pisando no meu pé e se desvencilhando de mim.

–E a sua de menos- respondi e ela bufou revirando os olhos, malcriada.

Encostou-se ao muro observando atenta o céu, em seguida mordeu os lábios, ou ela estava me provocando ou era sem querer, e se tratando dela a segunda opção era mais plausível, mas não deixaria barato.

–Já pedi para você não ficar mordendo esse lábio- Disse segurando seu queixo, também me escorando no muro.

–É automático- explicou.

–É tentador- retruquei.

–É sem querer.

–É sexy.

–É mania.

–É provocante.

–Eu não sei mais o que falar.

–Ótimo.

Puxei-a de uma só vez e pressionei meus lábios contra os seus, como eu a desejava! Beijei-a com volúpia, e a segurei com medo que ela se fosse, seu corpo pequeno se encaixava no meu tão bem que ela não deveria sair dali.

O misero ar se fez necessário, então diminui o ritmo no final dando uma mordida naqueles lábios doces e viciantes, seus olhos encontraram os meus, ambos estávamos ofegantes, suas bochechas coradas e olhos brilhantes de prazer me fazia querer a fazer minha ali mesmo.

–Não faça essa expressão tão sexy para mim Melissa- eu disse com a voz mais rouca do que de costume.

–Não estou fazendo nada- falou ainda recuperando o ar, mas sua boca entre aberta só me deixava mais excitado.

–Por favor, não me torture desse jeito- apertei-a contra mim.

Sei que ela podia sentir a minha ereção que ia se manifestando aos poucos, seus olhos denunciavam isso, se fosse qualquer outra eu já tinha devorando, mas ela com esse olhar inocente me fazia pensar nas consequências, coisas que nunca havia pensando antes, me fazia pensar em como ela se sentiria, não tenho duvidas que ela é virgem e pura, seus gestos e olhares dizem isso quando eu faço algo mais atrevido, como eu poderia corrompe-la desse modo? Eu não posso a resposta é simples.

Seus braços pequenos se colocaram em cima dos meus ombros, suas pequenas mãos foram para os meus cabelos me fazendo um carinho, sem deixar de me olhar com aqueles olhos azuis encantadores, enquanto eu me perdia naqueles olhos ela fez algo inesperado, agarrou meu cabelo me puxando para frente e roubando um beijo.

Fiquei realmente surpreso com essa atitude, mas logo tomei conta da situação, ela me queria e eu a queria, até então eu estava encostada no muro a virei e a prensei contra o muro a fazendo sentir meu corpo assim como eu sentia o dela, minhas mãos dançavam pelo seu corpo decorando cada parte daquele pedaço de perfeição na minha frente, as fazer eu a apertava e ela arfava em resposta me deixando mais cheio de prazer.

Dessa vez quando o ar se fez necessário, desci com os beijos para o seu pescoço, dando leves mordidas, tão apetitosa.

Minhas duas mãos chegaram a suas coxas e com um impulso a levantei, ela pareceu entender, pois cruzou as pernas na minha cintura, seu vestido levantado, fez com que tivesse com contado mais profundo entre os nossos sexos, já que a única coisa que separava era minha calça e as peças intimas.

Nesse movimento de órgãos se tocando não consegui reprimir um gemido, seus olhos encontraram os meus agora tinha um brilho novo, satisfação, prazer ou desejo? Não sei mais a deixava mais sexy.

Novamente ela fez algo que me surpreendeu, passou a língua sensualmente pelos meus lábios, depois mordendo meu lábio inferior, soltei o ar que eu não sabia que havia segurado.

–Eu não sei o que eu faço com você de verdade- falei sinceramente e ela me olhou divertida.

–Então é melhor eu voltar lá pra baixo- fez menção de descer do meu colo e eu a segurei.

–Então é melhor você se responsabilizar pelos seus atos pequena- disse me referindo a toda excitação que ela me deixou.

Eu esperava qualquer atitude dela menos a de fazer uma cara de confusa, de quem não tinha entendido, ela realmente era minha inocente, minha única reação foi gargalhar alto a balançando no meu colo.

–Não tem jeito, acho que isso vai ter que esperar- eu disse, ia ensina-la aos poucos, um dia ela ia entender, dei um selinho nela.

–Eu não to entendendo nada- resmungou fazendo um bico que me dava vontade de morder.

–Um dia você vai entender- disse ao pé do ouvido dela dando uma mordida em seu lóbulo.

Comecei a traçar beijos do pé do seu ouvido até a sua boca, a invadindo com minha língua sem pedir permissão.

Ela se movimentava involuntariamente no meu colo, e cada vez que nossos sexos se encontravam eu não conseguia deixar de suspirar, droga de garota excitante.

Prensei-a um pouco mais na parede, pressionando nossas intimidades e um gemido gostoso escapou de seus lábios, quando nosso beijo acabou ela tomou a iniciativa de explorar meu corpo quente com seus lábios gélidos, fazendo igual eu fazia com ela, dando pequenas mordidas, beijos e leves passadas de língua, cara essa garota vai me deixar louco.

Minhas mãos desceram para a bunda dela, no inicio eu só estava apalpando, mas ela fez um movimento com a língua sobre a minha pele, então apertei muito forte o seu traseiro, recebendo de volta uma mordida dolorida no pescoço.

–Ai- reclamei, mas não havia sido nada muito horrível.

–Aí- ela me imitou com um sorriso zombeteiro nos lábios.

–Você é uma chata- resmunguei

–Você é um bruto.

–Mimada.

–Tomatão.

–Encrenqueira.

–Metido- ela disse, e eu não tinha mais xingamentos que se encaixavam nos padrões dela.

–Você é gostosa- disse virando aquele jogo em algo mais excitante.

–Você um tapado- me deu um tapa sem machucar, ficando um pouco mais corada.

–Você tem uma bunda grande e boa de apertar- falei apertando sua bunda novamente.

–E você é um tarado!- ela disse com um tom de indignação.

–Você tem belos peitos- olhei para os seus seios, pelo menos o que dava para ver pelo pequeno decote do vestido.

–Você é um safado- falou, olhei-a novamente e relaxei, ela ficava tão linda irritada, sem olhos sempre brilhantes e azuis me encantavam.

–Você tem lindos olhos- eu disse um pouco mais relaxado.

–Você é um idiota que tem um sorriso maravilhoso- ela disse e eu sorri com aquilo, não consegui evitar.

–Aproveita não é pra muitas que eu fico de sorrisinho ok?- falei, e realmente não era.

–Não?

–Não, não é necessário e com você é natural, por mais que eu não queira- fui sincero, eu não conseguia evitar de sorrir para ela e se ela gostava não era agora que eu iria parar.

Um sorriso infantil dançou em seus lábios.

–Não sei se isso é bom ou ruim- respondeu.

–Como assim?- questionei.

–Fico feliz em saber que você sorri assim quando está comigo- disse tocando meus lábios com a ponta de seus dedos frios- Mas logo menos eu sei que você não vai precisa de mim para sorrir assim, então todas vão ver.

–Isso é impossível Pequena- Novamente pela milésima vez naquele dia fui sincero, tenho certeza que tem coisas minhas que foram feitas só para aparecer quando estou com ela- Esse é um sorriso que só aparece para você.

–Como você sabe?

–Porque geralmente eu não movo muito os músculos do meu rosto e com você é como se eles não parassem quietos- disse tentando explicar, mas eu acabei meio confuso.

Imagine a cena, uma garota incrivelmente linda, encantadora, engraçada, estressada, inocente, fofa e corada, vindo em sua direção e dando um simples selinho, um simples roçar de lábios.

O nosso beijo em seguida foi calmo, doce e cheio de sentimento, sentimentos desconhecidos.

Era diferente beijar ela, apesar de todo o nosso fogo anteriormente, esse beijo calmo não deixava a desejar.

Ela desfez o laço em volta de mim e eu a desci de volta para o chão sem desfazer o beijos, só nos separamos quando o ar foi necessário, e ali nos meus braços foi onde ela ficou, meus braços ficavam em volta da pequena em um gesto quase protetor.

Mas tudo que é bom dura pouco, o cão dela que até então estava quieto se meteu entre nós dois.

Ela se afastou de mim e o cachorro começou a passar novamente pelas suas pernas e sentar obedientemente ao seu lado, cara como eu sentia inveja desse cachorro, talvez agora nem tanto.

–Ele está com fome- ela disse e foi a algum lugar.

Ela alimentou o cão, e depois se abaixou perto dele o observando comer, quando ele terminou foi para cima dela e começou a pedir carinho, e lamber a mão dela.

–Se ele lamber sua cara eu não te beijo mais- Brinquei e ela deu com os ombros continuando a dar atenção ao cachorro.

Então o cachorro se afastou e foi para perto do meu violão latindo.

–Hoje não Lobinho- ela falou com o cachorro- Não estou afim Binho, amanhã tudo bem?- ele latiu mais alto e eu alcancei o meu violão.

–Acho que ele venceu- falei e ela se virou para mim- E ai o que vamos tocar? Nada de Katy Perry, por favor.

Ela deu risada e pegou o seu violão.

–Sei uma perfeita- sorriu para mim de modo desafiador- Me acompanhe se puder meu bem.

–É só começar querida- respondi com o um olhar de desafio também

Broke my heart on the road

Spent the weekend sewing the pieces back on

Crayons and dolls pass me by

Walking gets too boring when you learn how to fly

Partiu meu coração na estrada

Passei fins de semana costurando as partes de volta

Lápis e bonecas passaram por mim

Caminhar fica muito chato quando você aprende a voar

Not the homecoming kind

Take the top off and who knows what you might find

Won't confess all my sins

You can bet all trying but you can't always win

Não é o tipo que volta pra casa

Tire a blusa e quem sabe o que você pode encontrar

Não vou confessar todos os meus pecados

Você pode apostar tudo, mas não pode ganhar sempre

'Cause I'm a gypsy are you coming with me?

I might steal your clothes

and wear them if they fit me

Never made agreements, just like a gypsy

And I won't back down cause life's already bit me

And I won't cry

I'm too young to die if you're gonna quit me

'Cause I'm gypsy

Porque eu sou uma cigana, você vem comigo?

Eu poderia roubar suas roupas

e usá-las se elas servissem em mim

Nunca fiz acordos, exatamente como um cigano

E eu não vou recuar porque a vida já me mordeu

E eu não vou chorar

sou jovem demais para morrer se você for desistir de mim

Porque eu sou uma cigana

Não consegui evitar gargalhar alto com esse refrão, realmente essa musica era perfeita para a ocasião.

I can't hide what I've done

Scars remind me of just how far that I've come

To who it may concern

Only run with scissors when you want to get hurt

Eu não posso esconder o que fiz

Cicatrizes me lembram o quão longe que eu vim

A quem possa interessar

Só corra com tesoura quando quiser se machucar

'Cause I'm a gypsy are you coming with me?

I might steal your clothes

and wear them if they fit me

Never made agreements, just like a gypsy

And I won't back down cause life's already bit me

And I won't cry

I'm too young to die if you're gonna quit me

'Cause I'm gypsy

Porque eu sou uma cigana, você vem comigo?

Eu poderia roubar suas roupas

e usá-las se elas servissem em mim

Nunca fiz acordos, exatamente como um cigano

E eu não vou recuar porque a vida já me mordeu

E eu não vou chorar

sou jovem demais para morrer se você for desistir de mim

Porque eu sou uma cigana

And I say

Hey you you're no fool. If you say no

Ain't it just the way life goes

People fear what they don't know

Come along for the ride

Come along for the ride

E eu digo

Ei você, você não é tolo. Se você diz que não

Não é assim que a vida acontece

As pessoas temem o que eles não conhecem

Venha para o passeio

Venha para o passeio

Realmente as pessoas temem o que não conhece, eu não sei o que é isso que esta acontecendo com nós dois, no fundo tenho receio de continuar, mas algo me diz que é certo.

'Cause I'm a gypsy are you coming with me?

I might steal your clothes

and wear them if they fit me

Never made agreements, just like a gypsy

And I won't back down cause life's already bit me

And I won't cry

I'm too young to die if you're gonna quit me

'Cause I'm gypsy


Porque eu sou uma cigana, você vem comigo?

Eu poderia roubar suas roupas

e usá-las se elas servissem em mim

Nunca fiz acordos, exatamente como um cigano

E eu não vou recuar porque a vida já me mordeu

E eu não vou chorar

sou jovem demais para morrer se você for desistir de mim

Porque eu sou uma cigana

Eu não a acompanhei na musica, por vezes ela sorria para mim, provavelmente fiz o mesmo, ela me olhou a musica inteira, sua voz podia ser potente quando quisesse, ela tinha um dom.

Nós ficamos em silencio, mas quando ela fez menção de abrir a boca pra falar algo, a porta atrás dela se abriu com tudo.

O Senhor Rafael estava no chão e por cima dele o Nico, depois Alexy, Percy, Rosalya e Armin, e em pé na porta estão Megan, a mãe dela, Leigh, Nathaniel e Annabeth.

–Saiam de cima de mim, você são pesados!- O pai da pequena gritava.

–Olha aqui Tio Rafa eu estou em plena forma, gordo está o Armin que fica comendo e jogando o dia todo!- Rosa ralhou com o mais velho.

–Nem vem, o Percy come o dobro que eu!- Armin se defendeu.

–Eu? Já viram o Nico comer? Parece um trator!- Percy jogou a culpa no mais novo.

–Mentira! O Alexy que...- Nico começou a falar mas levou um tapa.

–Olha aqui se você ousar falar do meu corpinho perfeito eu raspo a sua cabeça enquanto dorme garoto!- O agora esverdeado berrou.

–Eu não quero saber quem é que come mais ou menos- o mais velho falou com uma estranha calma que logo foi embora- SÓ QUERO QUE SAIAM DE CIMA DE MIM!

Segundos depois estavam todos de pé, e a mais velha ajudou o marido a levantar.

Então começaram a discutir de quem era a culpa, como se eu e a Melissa não estivéssemos ali, ela estava visivelmente irritada, enquanto eu por algum motivo me divertia com aquela situação, então a menor do meu lado limpou a garganta.

–Então...?- questionou

–Juro que não foi eu que trouxe eles aqui eu só segui ele- Alexy apontou para o pai da garota.

–Moleque traíra!- O acusado lhe deu um cascudo e o ex-azulado foi chorar nos ombros do irmão- Foi ele que estava te procurando- apontou pro Nico.

–Porque o Percy perguntou da sobremesa- O irmão mais novo apontou para o moreno.

–Eu só queria saber, foi o Armin que disse que tinha- Percy choramingou.

–Ah cara eu estava te zuando- Armin disse.

–Olha, mas foi o Tio Rafa que propôs a busca pela Mel- Alexy gritou e o Rafael olhou para ele querendo mata-lo.

–Eu só não queria preocupar sua mãe- ele disse.

–Mas eu não estava preocupada- A mulher disse um pouco lerda não entendendo a desculpa.

–Era a Megan que estava preocupada- ele se corrigiu e olhou para a filha procurando ajuda.

–Nem me dei conta que ela sumiu- ela respondeu irritada.

–Com esse loiro do lado até eu- Alexy soltou fazendo o casalzinho corar.

–Não entendi que história é essa?- O pai se virou para Megan.

–Não sei que história é essa só quero saber o que todo mundo tá fazendo aqui- Melissa disse voltando a atenção para si mesma, provavelmente querendo tirar a irmã da reta.

–Eu segui ele- todos disseram em uníssono apontando para o pai da garota.

–Chega vão embora todos vocês, não quero mais vocês na minha casa- disse ele cruzando os braços- e eu que considerava vocês como filhos, fui traído por todos até minha própria esposa- O mais velho fazia uma pose infantil.

Então eu não aguentei, é sério! Simplesmente escapou de mim, eu ria sem parar, sentia todos olhando para mim, inclusive a Melissa mas eu não conseguia parar.

–Do que você está rindo garoto?- Rafael fez pose de durão de novo, mas eu não parava de rir.

–Desculpa é que vocês são hilários cara!- disse entre os risos- Fazem alarde de tudo, estar com vocês e presenciar uma cena épica a cada minuto- e aos poucos ia me recuperando- Vocês são legais cara.

–Nossa Castiel, primeira vez que eu vejo você falar que alguém é legal- Leigh disse espantado- acho que é a primeira vez que eu vejo você rir assim sem estar bêbado, você está bêbado?

–Não estou bêbado Leigh- Falei passando a mão pelos cabelos.

Todos olhavam para mim com uma expressão carinhosa no rosto, inclusive a pequena, foi reconfortante.

–Enfim- Melissa retomou o interrogatório- Vocês estão fazendo o que escondido ai atrás da porta?

–A gente estava te procurando ai ouvimos risadas depois uma musica ai decidimos parar pra ouvir- Nico disse dando com os ombros.

–Porque ele está aqui e sem camisa?- Meu pai questionou estranhando a minha nudez.

–Eu vim dar comida para o Lobinho e ele estava ali tocando, então nós começamos a conversar e ele veio para cá e começamos a tocar junto- disse dando com os ombros.

–Vocês poderiam cantar outra?- Alexy pediu com os olhos brilhando.

–Não, já está tarde, vamos descer ok- ela disse.

Todos ficaram olhando parados.

–Vão embora- Melissa os expulsou.

–Estamos esperando você florzinha- Annabeth disse com um sorriso sarcástico no rosto.

Ela respirou fundo e foi até a casinha do cachorro, puxando algo de lá, era uma mangueira, ela apontou para as pessoas da porta.

–Certo, agora eu vou contar até três para vocês irem embora- disse devagar- 1...2...- Ela não precisou contar até três as garotas fugiram quando viram a mangueira, o seu pai e Nico resistiram mas quando viram que ela estava falando sério foram embora, os dois com carrancas enormes.

–Ah cara esse pessoal é um barato- Falei me aproximando dela.

Ela colocou a mangueira no chão e virou para mim, me abraçando.

–Se eu demorar eles vão voltar- disse encostando a cabeça a cabeça em mim.

–Então deixa eu te dar um beijo de boa noite- puxei mais para mim e plantei um beijo suave em seus lábios.

Nossos lábios se moviam em um a lentidão tentando sentir cada toque, eu pedi passagem e ela deu, nossas línguas se tocaram com carinho e se encaixavam perfeitamente, não sei quanto tempo durou mas quando finalmente nossos lábios se separaram, eu fiquei digamos que bobo, talvez ela seja uma cigana mesmo, ela me enlaçou de um jeito que eu não queria mais deixa-la ir.

Abri os olhos e a fiquei fitando por alguns segundo antes de avistar aquelas orbes azuis brilhantes, que fazia algo no meu peito se mexer, eu definitivamente não queria ir, não com ela me olhando com tanto, tanto, carinho, compaixão, desejo e algo mais que eu não conseguia decifrar.

–Não me olhe assim, se não, não vou conseguir ir embora- pedi para ela com um pouco de manha.

–Eu to olhando você normal- ela disse rindo.

–Não, está olhando com carinha de pidona, com os olhinhos brilhando e esse bico- falei apertando suas bochechas.

–Não fiz nada disso- murmurou

–Fez, e isso me faz querer te dar outro beijo- falei me aproximando daqueles lábios que me hipnotizavam.

Outro beijo que me deixou sem reações foi dado, era como seu eu tivesse ido ao céu e voltado, beija-la era incrível, não era como as outras garotas, beijos fogosos e facilmente satisfatório, eu nunca me sentia satisfeito dos lábios da garota, sempre queria mais.

–Tenho que ir- sussurrou e algo dentro de mim se apertou.

–Eu sei- respondi lhe dando um beijo na testa.

–Então tchau- ela disse, saindo em seguida mas não sem antes me roubar um selinho.

Ela correu até a porta e me deu uma ultima olhada, sorriu travessa e se foi deixando apenas o seu delicioso aroma.

Olhei para o lado e o cachorro dela estava lá olhando para a porta por onde a dona tinha se ido.

–Pois é garotão somos só nós dois agora- ele olhou pra mim latiu e voltou para a sua casinha- Ok, então sou só eu.

Peguei Ness no chão e pulei o muro indo para casa.

Cara, mas que dia, sábado a noite era por volta das 10 talvez e eu já estava acabado, caindo de sono, o que era estranho para mim, mas o dia foi cansativo sem falar que eu acordei cedo.

Entrei na sala e a cena era a mesma Lysandre e Miguel jogados no sofá rindo de algo.

–Até que enfim voltou princesa, onde você estava se é que posso saber- Miguel perguntou.

–Não pode- respondi andando.

–Mas eu sei onde- Lysandre disse balançando o celular no alto.

Com certeza aquele ser de cabelos estranhos já tinha contado tudo.

–Que bom que você acha os vizinhos legais e se diverte com eles- Lysandre continuou.

–Não tá na hora de você ir comer a sua bicha verde- retruquei me sentando na poltrona.

–Verde?- Lysandre questionou.

–Sim, eles foram ao cabeleireiro, e o seu boy pintou o cabelo de verde- resmunguei.

–Ah, normal vira e mexe ele pinta mas sempre volta para o azul- Lysandre da com os ombros.

–Adoro ficar fora dos assuntos- Meu irmão reclamou.

–Você parece o Lysandre uma Maria fofoqueira- resmunguei.

–Não é ser fofoqueiro, é só querer se manter informado- Miguel se defendeu e Lysandre assentiu- Enfim para onde a gente vai hoje?

–Sair hoje? Nem pensar to cansado- respondi.

–Agora sim sei que você tá doente, qual é Castiel?, Sábado à noite, baladas, boates e bares cheios de mulheres gostosas querendo sexo vai perder?- O mais velho se indignou, mas de verdade aquela oferta não era nada chamativa para mim, não naquela noite.

–Vou- dei com os ombros.

–Está vendo isso Lysandre? Desde quando Castiel fica em casa no sábado sem sexo?

–Desde que ele conheceu uma garota de mais o menos um metro e sessenta, olhos azuis e cabelos longos totalmente negros...

–E vermelho- eu o interrompi.

–Ah ela pintou, enfim o Castiel tá apaixonado- Lysandre disse e eu pulei sentando ereto na poltrona.

–Que merda é essa Lysandre! Tá ficando doido?- Questionei irritado.

–Ainda não mas é verdade- Retrucou.

–Para de falar besteira cara, eu mal conheço a garota, você às vezes viaja demais.

–Já ouviu falar em amor a primeira vista?- Ele retrucou.

–Já ouviu falar em morte no primeiro soco?- ameacei.

–Só o fato de você fica exaltado mostra que você sente algo pela Melissa, isso é fato Castiel- aquilo me acertou em cheio, sim é verdade.

–Ela é linda e gostosa, eu sinto algo por ela no meio das minhas pernas- menti mas aquela conversa com Lysandre estava me tirando do sério.

–Eu sei que você não vai assumir, você deveria pensar no que eu falei- Ele disse e eu ignorei.

–Pelo o que o Lys me disse dela, ela é ao contrário da Debrah- Miguel que estava quieto até então falou.

–Da pra parar com esse assunto, primeiro porque vocês sempre tem que falar daquela puta? E segundo eu não sou garoto para a Melissa! Já viram aquela garota? Ela é perfeita, ela merece um namorado que cuide dela, que a ame e seja romântico e tudo mais, eu sou sujo e podre do lado dela, o máximo que eu posso dar é o melhor sexo da vida dela e da minha provavelmente- explodi.

Miguel me olhava sem expressão e Lysandre tinha aquele sorriso zombateio de canto, ele conseguiu de novo, me irritar até falar o que ele queria ouvir.

Ele se sentou direito no sofá, colocou os cotovelos nos joelhos, aproximando o rosto para o meu lado, me olhando com aqueles olhos bicolores, podia não parecer mas ele tinha uma mente maligna.

–Então Castiel, se você é tão sujo e podre assim que não pode ficar do lado da Melissa, se afaste dela- sua voz era fria, quase cortante- Desde que o Viktor foi embora eu não vi ela olhar para nenhum outro garoto e infelizmente o garoto que ela ficou interessada foi você e vice e versa, e quando as pessoas se apaixonam elas não escolhem por quem, então se a única coisa que você pretende com a Melissa é traça-la, afaste-se, eu sou seu amigo mas também sou amigo dela e me importo.

A tensão da sala era imensa, Lysandre tinha razão, eu tinha que me afastar, mas eu não queria, não quero, eu não quero só transar com ela, mas a parte que eu me sinto sujo e podre só de estar do lado dela é verdade.

Ah cara eu não sei o que eu faço, não sou o cara que vai fazer ela feliz, mas também não sou capaz de me afastar, é como um inseto que se sente atraído para a luz.

–Mas como eu disse quando você conheceu a Melissa- ele disse com sua voz normal, tom neutro- Ele é incrível e maravilhosa, e ela tem um dom de conseguir trazer o melhor das pessoas e Castiel, você tem muita coisa boa ai dentro, eu sei que você sabe, ai no fundo que a Melissa é muito mais que uma transa, então se você quer algo mais que uma noite com ela, acho que você deveria se dar a chance de gostar de alguém novamente.

Típico de Lysandre ele primeiro da um golpe e depois faz carinho, eu não falava nada só absorvia tudo isso, Miguel ficou em silencio em respeito.

–Me passa o número dela- minha voz saiu baixa, quase inaudível.

–Mandei no seu celular- Lysandre disse- Bom Alexy esta me esperando lá encima, falou.

Eu só assenti.

–Pelo menos alguém aqui vai ter uma boa noite- Miguel disse brincalhão.

Lysandre saiu e eu levantei pegando Ness e me dirigi para o meu quarto.

Coloquei Ness no chão e me joguei na cama, mas que merda toda foi essa?

Apesar de não querer admitir, tudo que o Lysandre disse é verdade, e o que eu queria? Transar com a Melissa ou tentar algo mais, mais além...?

Depois da Debrah eu não queria sentir algo por mais ninguém, me convenci que o que nós dois tínhamos era só sexo e que todo amor que eu sentia por ela nunca existiu, o que não é verdade, eu realmente gostei daquela garota mas ela me trocou, me abandonou, ela nunca se importou, por isso o fato de pensar em gostar de outra pessoa me deixa receoso e com um pouco de medo, afinal não quero sentir aquela dor novamente, mas Melissa era diferente, ela realmente trazia o meu melhor à tona, talvez eu devesse tentar um pouco.

Peguei meu celular e mandei uma mensagem para a minha pequena, adormecendo logo em seguida.

Notas finais
E ai? curtiram? Comentem amores ;* (E a outra fic que eu quero postar... vocês leriam?)