Thinking Of You.
25 Capítulo 25
Notas iniciais
No começo eu tive bons sonhos dos quais agora eu não me lembro, mas depois tudo virou um grande pesadelo, me fazendo acordar por vezes durante a noite. Eu não estava me sentindo bem, sentia meu corpo fraco e dolorido implorando por uma noite tranquila de sono, mas a dor não me deixava dormir, nem os vômitos impertinentes, vomitei até a bili com sangue, vomitei até não haver mais nada pra sair.
Já havia tomado meus remédios e era perigoso tomar outros remédios fora do horário, portando eu teria que aguentar até que passar.
Não sei quanto tempo se passou, segundos, minutos ou horas, mas eu adormeci, dessa vez sem sonhos ou pesadelos, na verdade pareceu apenas um piscar de olhos, quando olhei em meu relógio já informava que era quase dez da manhã.
Eu precisava levantar, se eu ficasse demais na cama iriam ver se eu estava bem, e a ultima coisa que eu quero é preocupar minha família.
Levantei e senti aquela ardência em minha garganta mas não tinha mais nada para vomitar, já havia feito isso durante a noite, pelo menos foi o que eu pensei até despejar um liquido vermelho na pia do banheiro, droga tenho que limpar isso.
Depois de limpar, fazer minha higiene matinal, fui tomar um banho, para tentar tirar um pouco da sujeira, cansaço e dor que estava no meu corpo.
Sai do banheiro enrolada na toalha, quando estava me secando vi algumas manchas no meu braço e na coxa e não eram marcas que o Castiel havia deixado, antes fosse.
Corei com o meu tipo de pensamento, estou passando muito tempo com aquele pervertido.
Peguei uma calça leg e uma blusa fina de manga comprida, espero que não esteja muito quente hoje.
Fui até o banheiro para tomar o meu coquetel diário e me assustei um pouco com o que vi no espelho.
Eu estava pálida, com grossas olheiras, parecia um zumbi.
Peguei meu estojo de maquiagem e comecei a trabalhar no meu rosto, Rosalya me ensinou a fazer alguns truques com maquiagem, para que eu fique parecendo natural.
Olhei de novo no espelho, assim estava melhor, olheiras cobertas, bochechas um pouco coradas, dava pra enganar.
Tomei meus remédios e sair do quarto, a porta do quarto do Nico estava aberta, dei uma olhada e ele não estava mais lá, se o Nico não estava mais na cama todos já estavam acordados.
Subi para a cozinha, podia ouvir o falatório da minha família de longe.
–Ohayo- disse entrando na cozinha com um sorriso nos lábios.
A mesa tinha muitas coisas que talvez me fossem mais apetitosas em outro horário ou outro dia, pois agora não eram.
Logo depois de me responderem continuaram o seu assunto anterior, no qual eu não estava prestando atenção.
Servi-me com um copo de suco, salada de frutas e um pãozinho com frios dentro.
O alimento descia sem gosto pela minha garganta, o que era triste, para uma pessoa como eu que adorava, comer e cozinhar, sentir o aroma e gosto era maravilhoso, mas neste momento estava sendo torturante.
Não sei quanto tempo fiquei viajando sobre isso, mas acordei assim que me deram um cutucão no braço.
–Ai- respondi, passando a mão por cima de onde estava dolorido.
–Acorda Mei, para de fazer careta para o pão- Nico disse e eu percebi que todos estavam com a sua atenção voltada para mim- E eu nem cutuquei forte.
Claro que ele não havia, mas provavelmente devia ter acertado alguns dos hematomas que estavam no meu braço.
–Eu só me assustei- disse mordendo o pão.
–Estava pensando em que querida?- Minha mãe perguntou.
–Nada demais, só pensando um pouco na vida- respondi dando com os ombros.
–Pensando na vida? Isso é coisa de velho- meu pai disse.
–Então você faz isso o tempo todo- Megan retrucou ainda ressentida com meu pai.
–Nem vem, você é a pessoa mais velha em espirito nessa casa.
–E você é o mais velho de idade e aparência.
Novamente ignorei a conversa deles, terminando o meu café em silencio.
–Vou levar o Binho para passear- disse me levantando da mesa.
Quando eu já estava na porta da sala alguém me chamou.
–Melissa- era minha mãe, ainda com um robe por cima da camisola.
–Sim?
–Você está bem? Parece meio distante- perguntou receosa.
–Estou sim, só estou meio pensativa- respondi com um sorriso.
–Tem certeza? Você sabe que se tiver acontecendo algo você tem que dizer- eu simplesmente assenti.
–Eu sei, mas não há nada para se preocupar- fui até ela e lhe dei um beijo no rosto.
Depois sai de casa, coloquei meus fones e subi para buscar meu cachorro.
Com a musica be as one, tocando suave aos meus ouvidos peguei meu cão e sai.
Musicas depois de musicas tocavam, e todos tinham uma melodia triste, apesar de estar um céu totalmente diferente da noite anterior, era um azul infinito com pouquíssimas nuvens e um sol brilhante, o que me fazia suar debaixo de tanta roupa.
Perdidas em meus pensamentos, quase cai de cara no chão ao topar com um degrau desregulado, mas felizmente me seguraram antes de beijar o chão.
O Lobinho latiu, e eu me virei para ver que é que tinha me ajudado.
E ali estava meu vizinho, não o Ruivo mas sim o Loiro.
–Nath? Obrigada- respondi e ele sorriu.
–De nada- logo depois me soltando.
Sorri com isso, alguns dias atrás, ficaríamos vermelhos como tomates, talvez até rolasse algum beijo, mas agora tinha uma aura de amizade nos circundando, e isso era bom.
–Nem me esperou para a caminhada hoje- ele disse.
–Desculpa, como você viu eu estou meio distraída hoje, e também sendo domingo não imaginei que você viria hoje também- respondi, a verdade é que eu nem me lembrei dele, estou me sentindo culpada.
–Tudo bem, eu te perdoo- ele deu um sorriso e uma piscada.
–E ai? Você e minha irmã é?- o provoquei e ele começou a ficar corado.
–É meio confuso- ele começou dizendo e nos dois nos sentamos debaixo de uma árvore e eu soltei meu cachorro para correr- Até alguns dias atrás eu tinha certeza que gostava de você- ele assumiu suspirando- Sério, quem não se apaixonaria por você? Linda, inteligente, engraçada, dança muito bem, mandona e inalcançável, tudo que um garoto deseja- Eu tinha vontade de gritar e bater nele dizendo que ele precisa de um oculista e um tratamento pra cabeça seríssimo, mas acabei por deixá-lo falar, Nathaniel não era de se abrir desta maneira, então se ele estava fazendo eu iria escutar- E você sempre foi gentil e amável comigo desde que se mudou para cá, foi à única amiga de verdade da Ambre, não era como essas que ela tem agora- ele fez uma careta- Então eu cresci e acabei assumindo compromissos demais com meu pai e a escola, nunca tendo tempo de nada, as garotas que se aproximavam de mim sempre era por causa de interesse ou por coisas que elas ouviram os outros falarem, nunca nenhuma quis saber de mim, como eu me sentia nem nada assim- Ele tomou folego- E lá estava você, sempre vinha falar comigo sorrindo, perguntando como eu estava me fazendo rir e me sentir normal, mesmo quando aconteceram coisas ruins com você, quando você teve que parar de dançar, você ainda sorria e dizia que estava tudo bem, sem nenhum momento esquecer as pessoas a sua volta, inclusive eu- Sorri por pensar que eu fui útil ao Nathaniel em algum momento- E sem querer eu me apaixonei por isso, ou pensei ter me apaixonado, eu me fechei de um jeito que a única menina que eu olhava era você, me sinto culpado por dizer que fiquei um pouco feliz quando Viktor foi embora, mas enfim, eu fiquei me iludindo com você por todo esse tempo, até aquele dia que você passou mal quando brigou com aquele marginal- dessa vez quem fez a careta foi eu, Castiel não era nenhum marginal!- desculpa- ele percebeu que eu não gostei- quando você brigou com o Castiel, fiquei muito preocupado quando você desmaiou daquele jeito, mas então a Megan apareceu, foi tipo nossa!- levou a mão ao coração- deu ordens e brigou com dois garotos o dobro do tamanho dela por você, não duvido que se fosse necessário ela partiria para agressão- ele sorriu bobo com isso- acho que foi nesse momento que eu descobri que o que eu tinha por você era só um sentimento muito grande de amizade, foi como se eu a visse pela primeira vez.
–Realmente a Megan foi corajosa- respondi.
–Mais do que isso, até você acordar, ela parecia ser a mais velha ali, não era aquela menininha que ficava acanhada ao me vez, se escondendo e me olhando de canto, ela realmente me surpreendeu.
–Ela costuma fazer isso, até eu mesma duvido quem é a mais velha às vezes lá em casa- sorri.
–Ela foi perfeita ali, tomou conta das crianças e do Nico também que estava apavorado, eu sei que ela também não estava bem, mas pelo bem dos outros ali ela foi forte, e essa foi à coisa mais bonita que eu vi alguém fazendo- ele tinha um sorriso lindo nos lábios e eu ficava feliz que esse sorriso fosse pela minha irmã.
–Nath fico muito feliz com isso, de verdade, Megan é uma garota especial e você é especial para ela, então garotão cuidado não se esqueça que ela é minha irmã mais nova- respondi sorrindo.
–Vou tomar o máximo de cuidado possível- ele respondeu.
O telefone dele começou a tocar.
–Licença- ele disse atendendo ao telefone.
Trocou algumas palavras e desligou.
–Eu tenho que ir Mel, temos um almoço com alguns amigos do meu pai- Ele se explicou.
–Sempre ocupado, mas ache um tempo pra ir lá em casa- brinquei.
–Eu vou- ele piscou e me deu um beijo no rosto, indo embora.
Conversar com o Nath foi bom, me distraiu um pouco, meu corpo não doía tanto agora, tanto.
A única coisa que eu penso agora é que eu realmente deveria ter trazido um livro, aquela sobra estava refrescante, uma brisa brincava com meus cabelos soltos e acariciava meu rosto.
Meu celular começou a tocar e eu atendi.
–Oi
–Liz?- Viktor me chamou um pouco receoso.
–Vik- Respondi ontem eu não fui uma das mais agradáveis com ele.
–Está bem princesa?- perguntou.
–Estou sim e você ameba?- o ouvi bufar e rir do outro lado da linha.
–Melhor agora ratinha- revirei os olhos irritada com aquele apelido Ambre me chamava assim, quando eramos amigas- Então, está mais calma?
–Nunca estive nervosa
–Sei, só foi eu falar do vizinho- ele estava com ciúmes do Castiel, o que me espantava ele sentia isso de longe.
–Sério Viktor? Você me ligou pra falar do vizinho?- resmunguei.
–Não, mas eu não entendi uma hora você não gosta dele e depois ele tá na sua casa?
–É que no começo nós dois não nos demos muito bem, mas a gente acabou se entendendo ele me ajudou com a Ambre também, ele é uma boa pessoa, bruta e grossa mais é.
–Mas ele está classificado em qual, inimigo, amigo, ficante, pretendente, namorado?
–Não sei Viktor- respondi com sinceridade, não quero ficar mentindo e ainda mais com os amigos boca aberta que eu tenho é capaz de escapar algo.
–Você se sente atraída por ele?- perguntou receoso.
–Vik não quero falar sobre isso e tenho certeza que você não quer saber da resposta.
Ele suspirou, eu sei que isso o machucava mas eu não iria ficar mentindo e iludindo, não o Viktor, ele era a pessoa que mais me conhecia no mundo.
–Onde você está?- Perguntou.
–No parque, debaixo de uma árvore.
–E o que você vê?
–Um céu azul com poucas nuvens, pessoas andando, correndo, cachorros brincando, o Lobinho brincando- ri com isso- tem algumas crianças também, e um casal brigando..
–Um casal brigando?
Em um lugar bem afastado tinha um casal brigando, observei melhor, não era qualquer casal era a Ambre e o... Dimitry? Ele era nosso professor de Química!
–Mais que diabos...?- Dimitry segurava o braço dela possessivamente e ela tentava se soltar.
–Liz? O que tá acontecendo?- Viktor me chamava do outro lado.
–Vik a Ambre está com problema preciso ajudar- disse rápido me levantando.
–Ambre? Liz não vai!
–Tchau Vik- desliguei o telefone e fui até onde eles estavam.
Ambre gritava e tentava se soltar mais Dimitry já era um homem mais alto e forte, tinha longos cabelos castanhos, maiores que o meu, preso atrás da cabeça, ele era muito bonito, as garotas da escola eram apaixonadas por ele, já havia algum tempo que eu tenho visto algumas vezes perto de casa, então era isso?! Ele e a Ambre, bom eu não duvidaria se me contassem, mas parecia que a patricinha não queria mais.
–Dimitry me larga, eu tenho que ir embora- Ambre dizia vermelha de raiva, mas seus olhos estavam um pouco assustados.
–Ir embora? Não queridinha você não pode me deixar na mão, não agora- sua voz maliciosa me enojava.
–Eu não quero mais nada com você- ela disse.
–Mas agora já é um pouco tarde você não pode me dar uma bota- ele a puxou pela cintura, segurando seus braços para trás.
Aquilo tudo me deixa mais nervosa a cada passo que eu dava, ele era um professor, era bem mais velho que nós isso é horrível, Ambre pode ter corpo de mulher mais tem apenas 16 anos, e ela estava assustada.
–Professor?- Eu o chamei e os dois olharam para mim assustados.
–Melissa? Que surpresa- ele disse soltando a Ambre.
–Sim, uma grande surpresa- respondi, minha voz saiu rude e acida e ele percebeu, sorrindo de canto.
–Bom eu já vou indo- Ambre disse saindo de fininho.
Mas Dimitry foi mais rápido a segurou pelo punho, ela gemeu de dor, ele não foi muito carinhoso.
–Não vai não, ainda não terminamos- ele disse irritado.
–O que você pensa que está fazendo?!- Me indignei, pensei que ao me ver ele iria deixa-la mas nem isso adiantou.
–Melissa isso não é da sua conta, seja uma boa menina e vá embora- ele disse.
–Isso Melissa seja uma boa menina e vá embora, isso não é da sua conta- Ambre rebateu.
Meu sangue subiu nessa ora, eu estava com raiva da Ambre que não sabia ser menos idiota e ceder nem em uma hora que ela precisava de ajuda, estava com raiva desse professor sem vergonha e pedófilo maldito, estava com raiva dessa dor insuportável que eu estava sentindo, a raiva estava em todo no meu corpo.
–Pro inferno boa menina- respondi surpreendendo os dois- Larga ela agora idiota.
–Ora, ora, sempre achei que fosse a menininha perfeita, não sabia que tinha uma boca suja- respondeu sarcástico.
–Eu sempre tentei dizer isso- Ambre deu com os ombros.
–Eu estou cansada de pessoas que ficam dizendo isso, eu sou assim! E se todos ficam criando uma imagem de garota perfeita o problema é de vocês- respondi irritada.
–Ok, então você é uma garota má- ele sorriu maníaco.
Ele foi rápido segurou meu braço com uma força exagerada, me contorci de dor, não estava em um dos meus melhores dias.
–O que pensa que tá fazendo idiota? Larga a gente Dimitry- esbravejei.
Cena ridícula um homem só arrastando duas garotas aos gritos entre as árvores, eu estava fraca demais pra poder bater nele, meus tapas pareciam picadas de mosquito nele e Ambre estava assustada.
–Dimitry vamos resolver isso, deixa ela ir- Ambre implorava para ele, o que me surpreendeu.
–Agora já é meio tarde para isso querida- ele disse.
O parque era grande, era quase um reserva florestal por suas arvores antigas, ele nos arrastava para onde o mato era mais denso e tinha mais arvores, droga!
Tudo que estava acontecendo tão rápido que eu não estava pensando direito, eu tinha um celular.
Cacei meu celular com a mão que eu tinha livre, quando eu o peguei já estava vibrando e eu atendi.
–Melissa!- era o Viktor do outro lado.
–Vik...- comecei a dizer mais fui interrompida.
–Que merda você tá fazendo garota?- Dimitry puxou o celular da minha mão e jogou no chão.
–Tentando pedir ajuda?- respondi sarcástica.
–Sabe de uma coisa?- Ele disse me puxando para mais perto dele- você fica muito mais atraente assim, resistente- ele aproximou o rosto do meu e eu disferi um tapa que acertou mas não fez muito efeito- Isso só me deixa mais excitado.
Ambre aproveitou sua distração e deu uma joelhada no membro dele.
Um urro de dor saiu da sua boca mais nós não ficamos para ver, saímos correndo, sem direção.
Gritos começaram a aparecer atrás de nós, ele estava se aproximando rápido, Ambre gritava para eu correr mais rápido, mas minhas pernas não obedeciam, dia ruim, dia ruim, eu gritava na minha cabeça.
–Peguei você- Dimitry me puxou pelos cabelos e eu cai bruscamente no chão.
–Não!- Ambre gritou de longe.
Senti um peso sobre o meu corpo meus braços estavam presos em cima da minha cabeça, sentia um hálito no meu rosto, tinha medo de abrir os olhos e ver quem era eu estava apavorada.
–Que foi querida, cadê aquela marra toda?- Dimitry dizia ao pé do meu ouvido.
–Está aqui seu idiota- abri os olhos com raiva, ver ele tão perto de mim me deixava enojada, ele não é o Castiel, não suporto sentir os toques de Dimitry.
Fiz algo que nunca me imaginei fazendo, cuspi no rosto dele, não me arrependi nem quando levei um tapa dolorido logo depois, isso ficaria uma marca feia.
Absorvi a dor sem fazer nenhum barulho, quando abri os olhos vi Ambre se aproximar com um pedaço de madeira e acertar o Dimitry na cabeça.
Ele caiu do meu lado e a Ambre me puxou para longe, minhas pernas estavam sem força não conseguia me manter em pé.
O moreno começou a se mexer no chão, gemendo de dor.
–Ambre você precisa ir- eu disse para ela, ela tremia, estava apavorada, seus olhos mostravam a antiga Ambre.
–Não posso deixar você aqui, vamos Ratinha se levanta, por favor!- Meu rosto doeu um pouco quando eu sorri abertamente.
Dimitry se mexeu de novo, tentando se sentar, mas me dando tempo de lembrar algo muito importante.
Levei os dedos aos lábios e assoviei o mais alto que eu pude uma, duas, três vezes.
–Ele não vai ouvir- Ambre disse me levantando do chão, me dando apoio.
–Ninguém vai ouvir vocês- Dimitry disse se levantando, com a mão na cabeça.
Seu rosto estava contorcido em dor.
–Isso não se faz Ambre- Ele balançava o dedo, enquanto andava em nossa direção- Acerta um lugar tão importante para mim e para você é claro, e também quase acertar esse meu rosto lindo, você merece um castigo.
–Ambre corre- disse baixo para ela.
–Não posso..
–Vai Ambre- Eu disse um pouco mais alto.
Ela ficou rígida e me segurou com mais força.
–Esqueça isso anã, eu posso ser muitas coisas mas não serei mais covarde- Ambre tinha um pouco mais de confiança na voz.
–E ai garotas já fizeram um ménage a trois?- Um sorriso maníaco dançava em seus lábios.
Como eu disse hoje não é um bom dia.
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