Notas iniciais
HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY CUPCAKES LINDOS DO CORAÇÃO DA BRUTA! Troquei meu nome e imagem porque algumas pessoas das quais eu não queria que soubessem que eu escrevo, descobriram, ai troquei, ainda podem me chamar de Carol ok? HAHAHA Obrigada por todos que comentaram, pelos novos leitores e aqueles que sempre me mandam msg cada dia me apaixono mais por vocês

Castiel não evitava se relacionar com crianças por serem, pequenas, melequentas, irritantes nem nada do tipo, elas simplesmente traziam memórias que ele gostaria de não se lembrar.

O Ruivo se deixou ser guiado por dentro do hospital, mal reparou quando Megan falou com a balconista, ou quando subiram no elevador, se sentia suando frio, fazia quanto anos que não pisava em um hospital?

—Mãe, pai- Megan avistou os pais sentados em uma cadeira.

Ambos olharam para ela com dor e cansaço, aquilo nunca era fácil, a garota correu e abraçou os pais derrubando lagrimas após lágrimas.

—O que aconteceu? — Castiel ouviu a menor perguntar enquanto se aproximava.

—Não sabemos ao certo, ela passou mal durante a noite, teve um início de taquicardia e ai ligamos para a ambulância, ela anda fazendo exames desde que chegamos- Rafael contou para a filha aflito.

—Castiel- Kath olhou para o Ruivo que parecia muito pálido, ela estava com o rosto inchado de tanto chorar.

—Olá- Castiel disse- Podem me contar o que está acontecendo?

Os três se olharam, aquilo não era uma decisão deles e sim de Melissa, ela não gostava de expor aquela parte da sua vida, por mais que eles saibam que Castiel agora participa da filha não sabiam que era o certo.

—Castiel é ... – A mãe da garota começou a pensar em uma desculpa, mas foi retirada do momento com a vinda do médico de sua filha- Doutor Apolo.

Ambos pais levantaram junto com a filha e seguiram até o homem de jaleco branco impecável, alto e loiro, por volta dos 40 anos.

Castiel se aproximou também, olhando atento para o homem, não sabia o porquê do nó em seu estomago ter se apertado mais, nem o porquê olhar para aquele homem o aterrorizava mais, uma vaga lembrança, algo gritando dentro de si, somente isso.

—Bom, como sempre tenho boas e más notícias, más primeiro- O médico levantou os olhos da prancheta e olhou para Castiel, tentando encaixa-lo no cenário de família aflita- Quem é esse?

Todos olhavam para Castiel, quem era ele? Vizinho? Amigo? Ficante? Namorado? Marido? Nem ele sabia dizer, já estava na hora de resolver aquela relação mal resolvida com Melissa, estava na hora de rotular aquilo.

—Namorado- Megan disse diante o silencio de todos, antes do pai abrir a boca para protestar ela continuou- Por favor doutor, continue.

—An, claro- Ele piscou um pouco retomando controle dos pensamentos, ele cuidava de Melissa desde pequena, e nunca havia visto aquele garoto com ela, mas recordava vagamente de um garoto, de cabelos negros comprido até o ombro, olhos cinzentos e rosto vermelho de tanto chorar- Más notícias- ele disse e o coração de todos deram um aperto- O vomito sanguinolento não faz parte da arritmia cárdica, fizemos exames nela e achamos um tumor no estomago dela...

—Ai meu Deus- Sra. Helts abraçou o marido e começou a chorar, o marido tinha os olhos azuis marejados- De novo não.

—Mas vamos para a parte boa, diferente da última vez, não se espalhou para outros órgãos, está no primeiro estágio, o corpo dela deu um jeito de avisar através da taquicardia, acabamos encontrando através de alguns exames, se demora-se mais um pouco, talvez se espalha-se.

Castiel estava irritado, isso era parte boa? Sua garota estava com câncer e esse engomadinho dizia que isso era bom?

—Mas e agora? O que vai acontecer? — O pai da garota perguntou.

—Vamos fazer uma cirurgia logo, tirar o tumor enquanto ainda não se espalha- Explicou.

—Onde ela está? — Castiel perguntou aflito.

—No quarto, está descansando, foi uma noite longa, ela não dormiu durante os exames, tagarelou bastante sobre as últimas semanas, nunca a vi tão animada desde quando ela dançava- O médico sorriu com nostalgia, ela adorava a garota.

—Podemos vê-la? — Rafael perguntou se sentindo um pouco aliviado, ele estava notando pequenas mudanças na filha, e estava feliz por isso.

—Bem rápido- O doutor piscou e andou pelo corredor enquanto a família o seguia.

Entraram em um quarto do final do corredor, Castiel prendeu a respiração, ela parecia bem, tão bem, quem diria que ela estava com câncer? O pôr do sol entrava pela janela refletindo de leve na pele branca de sua garota.

—Ela que escolheu o quarto? — Megan perguntou para o médico sorrindo de lado.

—Não, já estou acostumado com as exigência da Senhorita Mei- Ele sorriu e Castiel se perguntou porque tanta intimidade, ele estava estranhando isso fazia um tempo.

Os pais da garota se aproximaram dela, e ficaram dando incentivos e falando coisas amorosas.

Megan foi em seguida, apertou a mão da irmã e soltou algumas lagrimas, poucas palavras.

Todos olharam para Castiel e ele se sentiu constrangido, mas não resistiu a distância e alcançou sua garota.

Por um momento pareciam somente os dois ali, Castiel estava confuso e preocupado, ele sentia tantas coisas ao mesmo tempo que estava com vontade de gritar com a garota dizendo que a culpa era dela por faze-lo sentir tudo aquilo, mas queria abraça-la e dizer que estava tudo bem, que ficaria ali por ela, e pedir perdão, pois ele realmente se culpava.

Se aproximou pegando a mão esquerda dela, na hora sentiu aquele choque família e falta de um laço amarrado em seu anelar, só ele era idiota o bastante para estar com aquilo.

Doutor Apolo olhou para a mão esquerda do garoto e sorriu se aproximando.

—Aqui, tive que tirar quando fomos fazer um exame, ela quase me atacou, mas prometi que devolveria- O médico deu um laço vermelho para o garoto que amarrou no dedo da garota de volta.

Assim que amarrou percebeu mais uma coisa, não conseguiu evitar um sorriso, se aproximou e deu um beijo em sua testa, seria estanho beija-la na boca na frente do pai ciumento da garota, depois se aproximou do ouvido dela sussurrando uma frase, em seguida se afastou deixando o envelope no criado mudo.

—É melhor deixa-la descansar, ela vai ter que passar algumas noites aqui até a cirurgia, e claro, depois também, vocês já conhecem o protocolo e como funciona aqui, eu sei que não é uma frase agradável de se ouvir, mas sintam-se em casa- Castiel concordou com o médico e estranhou mais uma vez a intimidade e aquela sensação de que já o tinha visto.

O Ruivo saiu do quaro lançando um último olhar para a pequena e sorriu de lado, será possível que ele estivesse se apaixonando?

Assim que fecharam a porta Melissa abriu os olhos sentindo o rosto esquentar, aquele Ruivo, Melissa estava brava por Castiel ter estado ali, com medo do que ele tivesse descoberto, e feliz por ter ele em sua vida.

Olhou para o lado o dedo anelar e sentiu o coração palpitar, pegou o envelope que o Ruivo havia deixado ali se lembrando da frase dele.

“Sua anãzinha mentirosa, sei que está acordada, deixei algo par a você aqui no criado mudo Esposa”

Melissa quase desistiu da farsa, havia acordado assim que abriram a porta, mas decidiu fingir que estava dormindo assim que sentiu o cheiro do Castiel dominar o ar e claro também não sabia como encarar a família, câncer no estomago?

Ela era definitivamente um peso morto para seus pais, irmãos, amigos e agora Castiel.

Decidiu adiar esse assunto doloroso por um instante quanto abria o envelope, a garota engasgou na hora quando as fotos foram despejadas no seu colo.

Eram fotos de domingo, no zoológico, mais especificamente de um momento, um momento especial que ela e Castiel haviam se "casado", ela se lembrava do mesmo envelope com Castiel no dia, então era aquilo.

Suspirou, eram fotos lindas, bem tiradas e que pegavam a cara de apaixonada da garota, foi difícil admitir para si mesma, mas não havia como negar, não mais, o que ela sentia por Castiel estava possuindo todos os poros de seu corpo.

Definitivamente haviam duas fotos que tinham feito a garota quase ter outra taquicardia, uma era quando ela havia acabado de dizer sim, Castiel tinha um sorriso que quase rasgava o rosto e segurava o rosto dela entre as mãos, ambos pareciam tão felizes, como que se o mundo acabasse naquele instante, morreriam felizes e a outra foi uma logo depois o beijo tira de tirar o folego que Castiel havia dado nela.

Melissa agora estava tendo seus planos destruídos, desde que Doutor Apolo havia dito que ela tinha câncer tinha se decidido, não envolveria Castiel nisso, iria acabar o que quer que fosse, mas ele esteve ali, com certeza sabia de algo, não seria tão fácil, e agora essas fotos, e claro também tinha aquele laço maldito do dedo dela, ela novamente não tinha forças para ficar sem o Ruivo, mas teria que dar a opção para ele partir.

Abriu a primeira gaveta e pegou duas bijuterias que ali estavam, uma era seu colar inseparável de bailarina, que havia ganhado de Viktor, e o outro era seu mais novo xodó, sua pulseira com pingente de cavalo que o Ruivo havia-lhe dado, colocou ambos e ficou olhando para a pulseira, ela não iria conseguir abrir mão do Ruivo, a não ser que ele quisesse ir.

Alguém bateu na porta e entrou logo em seguida.

—Você já fingiu melhor- Doutor Apolo brincou- Está na hora de descansar.

—Tudo bem- ela colocou as fotos na gaveta com carinho, elas teriam um lugar especial.

—Escuta, aquele garoto Ruivo, seu namorado, qual é o nome dele? — Apolo estava com o rosto do garoto na cabeça, só não se lembrava o porquê.

—Ele não é meu namorado e o nome dele é Castiel, Castiel Burn- Ela disse e viu o Doutor arregalar os olhos levemente- Porque?

—Ah nada Mei, só curiosidade, nunca tinha visto ele por aqui- mudou rápido de assunto, não era algo que ele gostava de comentar.

—Ele se mudou para a casa do lado- explicou confusa com o seu médico.

—Entendi, vai descansar- Depois de dizer isso ele se afastou sentindo aquele peso em suas costas.

O doutor saiu do quarto meio atordoado, não tinha certeza de nada, pois não lembrava direito da criança, nem de seu nome, apesar de seu filho repeti-lhe inúmeras vezes, naquela época ele tinha coisas mais importantes para se preocupar.

Decidiu-se que não iria contar nada para o filho, pois ele não tinha certeza, não queria tocar em um assunto tão delicado para o filho sendo que nem sabia ao certo se esse Castiel era o mesmo de sete anos atrás.

—Pai? — Apolo piscou algumas vezes- Paizinho? Está tudo bem? — O filho passou a mão na frente dos olhos do pai.

—Will- o mais velho sussurrou.

—Euzinho- o filho sorriu- Fiquei sabendo que a Miranda está aqui, pela sua cara ele deve estar muito mal, ai meu Zeus amado, quanto tempo ela tem? Tem algo que possa fazer? Eu posso ver ela? Não! Melhor não, sou muito sentimental, se eu entrar lá vou chorar e vai ser pior, não acredito...

—Will! — O pai lhe chamou atenção, odiava quando o filho falava sem parar, socava-lhe perguntas sem nem ao menos deixar-lhe responder- Respira.

O garoto puxou o ar fortemente pelo nariz e expirou pela boca, tentando acalmar os ânimos, Melissa era sua amiga desde que o pai foi residir naquele hospital, e ele que na época estava muito doente foi junto, ele e Melissa se conheceram e ficaram amigos, ambos eram classificados como “Estado terminal”, mas ambos juntos sobreviveram, Will estava completamente curado, já Melissa tem que se cuidar pelo resto da vida, apesar disso ambos tinham uma chance de longa vida pela frente.

—Ela não vai morrer, está com câncer de estomago, mas vai sobreviver, vamos fazer a cirurgia o mais breve possível- Explicou o Doutor.

—Que susto pai- Will colocou a mão no coração- Com a cara de defunto que você estava pensei que tinha acontecido algo pavoroso com a Miranda.

—Eu não tenho cara de defunto, você que me deixa com rugas de tanto escândalo- Apolo passou a mão pela testa.

—Não me culpe por sua velhice papis- O menor provocou.

—Will Solace, quem está chamando de velho? — O pai lhe fez uma careta medonha.

—Você é velho, mas todas as mulheres babam por você papai, bom, eu posso ver a Miranda? — Will bateu as pestanas rapidamente, fazendo um pouco de manhã para o pai.

—Ela precisa descansar Will- O pai coçou a cabeça, quase cedendo a manhã do menor.

—Por favorzinho? — Juntou as mãos na frente do corpo, ao ouvir o suspiro de desistência do pai passou por ele abrindo a porta- Melissa Miranda Helts!

—Will Solace! — Melissa pulou da cama.

Will Solace, seu parceiro de estripulias pelo hospital estava ali, alto, esguio, loiro com olhos azuis claros, bem parecidos com o dela.

—Estou tão feliz por te ver- deitou ao lado da garota com o espaço que foi oferecido por ela- pena que foi nesses circunstancias.

—Estava com saudades também, estava esperando a consulta de rotina pra vim te ver- Explicou a garota.

—Pois é, estou tão ocupado agora, lutei tanto por aquela bolsa na escola do hospital e por esse trabalho aqui, que agora estou surtando, mas ao mesmo tempo tão feliz- Sorriu, ele era tão inteligente e brilhante que como o seu nome parecia um sol.

—Fico envergonhada, você ai correndo atrás do seu sonho e eu pensando em que fazer- Bufou a garota.

—Não fica assim, está no segundo ano ainda, tem o próximo para escolher, na verdade tem o tempo que quiser, não atropele as coisas, tudo há de ter seu tempo- Abraçou a garota.

—Você tem razão Will- suspirou, entorpecida pelo abraço caloroso do amigo.

—Eu sei- sorriu e logo notou a fita no dedo da garota- O que é isso? — olhou mais embaixo e viu a pulseira com pingente de cavalo- E isso?!- exclamou olhando para a amiga que começou a ficar roxa de vergonha- Ai meu Deus, Viktor voltou? Foi ele que te deu isso, é tão romântico que combina com ele.

—O que? Não, ele não voltou, ganhei isso de outra pessoa- murmurou olhando do dedo para o pulso.

—Não acredito- o garoto sussurrou tapando os lábios.

—O que? — questionou confusa a garota.

—Você está gostando de alguém que não é o Viktor! — Will berrou jogando os braços para o alto- Me conta tudo!

Melissa suspirou vendo a determinação nos olhos do garoto, então começou a contar, descrevendo toda a sua história com Castiel, desde a briga, até o primeiro beijo, encontro na casinha do cachorro, Will suspirava escutando a história de amor atentamente, ele sempre sonhou por algo assim, era um romântico inato, só que seu romance não era nada convencional, ele era gay, não que isso fosse um problema pra ele, nunca escondeu isso de ninguém, nem do pai nem dos amigos, desde sua primeira paixão aos 9 anos.

—E você? E o coração como vai? Ainda esperando seu príncipe encantado? — Melissa fitou o amigo.

—Sempre vou esperar- o loiro suspirou- Eu sei que meu primeiro beijo vai ser inesquecível!

Pois é, Will Solace, 16 anos, lindo, tanto garotas como até alguns garotos ficavam embasbacados com sua beleza, ele brilhava, mas como um romântico nato, não guardava somente sua virgindade para alguém especial, como também seu primeiro beijo.

—Sabe Melissa, se eu gostasse de garotas, eu daria meu primeiro beijo a você, se você fosse um garoto seria a coisa mais linda desse mundo- Ele gargalhou levando a amiga gargalhar junto.

—Will- a garota o chamou sonolenta- Quando eu acordar vai estar aqui?

—Claro minha querida- Will já tinha se programado para ficar ali com Melissa, quando soube que ela deu entrada, fez suas tarefas rapidamente e trocou de ala do hospital, antes de que qualquer enfermeiro tarado ou enfermeira invejosa pegasse o prontuário, ele já tinha se candidatado para cuidar da garota, ele podia ser novo mais vivia no hospital desde os seus 6 anos, sabia diagnosticar doenças mais rápidos que alguns médicos, ele tinha um belo dom, que herdou de seu pai, ele nasceu para a medicina e não tinha dúvidas.

A família Helts, com exceção de Melissa e Nico, estava junto com o Ruivo na sala de espera, todos esperavam ansiosos Melissa acordar, eram já 19 horas.

Devido à gravidade da situação decidiram avisar Nico, não tinha como esconder isso dele, não tinham certeza de como o garoto ficaria mentalmente ao saber da irmã, Rafael ligou para o irmão e explicou a situação pedindo para buscar o menor no dia seguinte no acampamento.

Megan ligou para Annabeth adiantando o assunto, mas pedindo que não contassem ainda para Nico, a Loira compreendeu e disse que voltaria com ele do acampamento, Rosalya e Leigh também foram avisados, mas só poderiam voltar no final de semana por conta das passagens de avião, Alexy quase teve um ataque no telefone por isso Kentin assumiu a linha ouvindo atentamente, dizendo que acalmaria Alexy e o seguraria ali aquela noite, mas que no dia seguinte pela manhã iria acompanhado dos gêmeos.

Castiel se limitou a mandar uma mensagem para Lysandre, ainda estava perdido, sua garota tinha câncer, e pelo que parecia não era a primeira vez, nem algo anormal ali, apesar do semblante triste e cansado ele percebia que a família Helts havia se acalmado bastante por saber que apenas uma cirurgia resolveria isso, mas para Castiel era loucura.

Câncer.

Isso lhe fazia a voltar alguns anos, em um outro hospital, com outras pessoas, com um amigo o qual havia se apegado muito nas últimas semanas, mesmo depois de ter sarado da pneumonia sempre ia visitar o amigo adoentado, não sabia o que ele tinha na época, era algo chamado câncer, muito perigoso, tão perigoso que tirou a vida de seu pequeno amigo, se lembrava somente de um sorriso quente e agradável como o sol.

—Ligou para o Viktor- Castiel acordou ao ouvir o nome do garoto.

—Não- negou Megan- Nem sei como contar, é capaz dele pegar um avião e vim pra cá na mesma noite.

—É bem mesmo- A mãe da garota concordou.

—Vamos deixar Melissa decidir se conta- O pai da garota disse por fim.

Castiel ficou mais inquieto ainda, de novo aquele garoto, embora ele estivesse longe, ele marcou todos ali, a presença dele é tão palpável quanto a de Castiel, chegava a ser sufocante, porque afinal, não havia lugar para os dois, somente um, e pela primeira vez Castiel sentiu o medo de perder algo qual ele realmente se importava, por isso decidiu tomar uma decisão, extinguiria a presença daquele garoto ali, seria uma pessoa a qual Melissa precisava, nem que ele tivesse que mudar sua personalidade.

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Aqui está o segundo capitulo, espero que gostem Cupcakes.

Não consegui dormi muito tempo depois disso, levantei da cama, me desvencilhando dos braços que circundavam minha cintura.

Andei pelo quarto procurando minhas roupas, me surpreendi quando olhei para cima e vi minha calcinha presa no ventilador, depois de muito sacrifício consegui achar o resto, e me vesti, ainda estava em duvida o que era mais difícil, colocar ou tira um espartilho, coloquei meu short, salto e fui até o banheiro.

A maquiagem estava toda borrada, lavei o rosto e tirei toda aquela sujeira, olhei para a escova do garoto pensando em usa-la, foda-se nós já compartilhamos de tudo essa noite, o que custa usar a escova de dente.

Peguei a minha bolsa e procurei um pequeno estojo de maquiagem, passei um lápis e batom vermelho sangue.

Meus cabelos ruivos estavam muito bagunçados, então fiz uma trança de lado.

Olhei para o quarto para ver se não estava esquecendo algo e vi a carteira do garoto estava no chão, olhei sua identidade, que filho da puta ele tinha mentido o nome dele! Mas eu também havia, pelo menos a idade estava certa 21 anos, peguei uma nota de 50 reais afinal não ia embora para casa de ônibus ou a pé.

Peguei um guardanapo e dei um beijo, logo depois cacei uma caneta e escrevi um belo bilhete.

“Noite maravilhosa Heitor ou Kelvin, tanto faz, obrigada por me dar 50 pratas.

PS: Precisa melhorar o seu oral.

Beijos.”

Olhei mais uma vez para o moreno que estava ali, ele era gostoso, porem tinha muito que aprender.

Sai do quarto dele e segui o corredor, havia uma senhora de mais o menos uns 50 anos, um senhor que aparenta ter a mesma idade e um garoto de 15 anos, os três me olhavam boquiabertos.

—Oh ele mora com os pais?- Pensei alto- Sinto muito pelo barulho ontem à noite, adeus.

E sai andando, os dois homens ali presentes me seguiam com os olhos, mesmo não vendo eu sabia que sentiam inveja do garoto que havia dormido comigo.

Sai do prédio, que por sorte tinha um ponto de táxi bem na frente.

—Está disponível- perguntei para alguns homens que estavam distraídos conversando.

—Para a senhorita? Claro- Um deles disse, vindo e abrindo a porta para mim.

Falso cavalheirismo, queria mesmo é me traçar.

Durante a viajem para casa o motorista tentou puxar assunto comigo mais o máximo que eu fiz foi acenar positivamente com a cabeça, menos de 20 minutos estava em casa, dei o dinheiro para o motorista sem esperar para receber troco ou alguma cantada barata.

Entrei em casa e já fui em direção às escadas.

—Olha quem nos deu o ar de sua presença, pequena Valentina, como vai querida irmã?- Uma voz atrás de mim me fez parar e virar.

—Muito bem pequeno Din, que bom que perguntou- respondi com sarcasmo.

—Ai Valentina, não sei nem mais o que dizer- disse ele com um semblante triste balançando a cabeça negativamente.

—Ótimo, então vou para o meu quarto- respondi me virando e subindo as escadas.

—Não se esqueceu de nada?- ele disse, e eu bufei me virando e descendo até meu irmão.

Ele vestia apenas uma samba canção deixando os músculos de fora, minhas amigas enlouqueceriam ao ver essa cena, seus cabelos ruivos bagunçados, e olhos verdes brilhantes, sua expressão era sempre divertida, eu não tinha problemas com meu irmão, ele sempre me protegeu e ficou do meu lado, mesmo quando me chamaram de louca, ele pode ser um pouco ciumento e implicante mas eu o amo.

Desci as escadas e dei um beijo estralado em sua face.

—Você precisa de um banho, esta cheirando a porra- ele disse fazendo uma careta.

—Adeus Din- disse subindo as escadas- E você está cheirando a vadia- gritei de cima da escada.

Entrei no meu quarto e nem olhei para os lados, ele tinha razão eu cheira porra e precisava de um banho urgente.

Quando a água quente tocou minha pele eu consegui relaxar, fechei os olhos mais não por muito tempo se não meus pensamentos voltariam a aquele sonho maluco.

Só sai do banho depois de todos os meus dedos ficarem enrugados.

Coloquei um short e uma camisa decotada, prendi meus cabelos grandes e molhados em um rabo de cabalo.

Quando me joguei na minha cama meu estomago roncou implorando por alimento, por mais que eu detesta-se comer tinha que atender as necessidades do corpo.

Desci as escadas, fui pra cozinha e abri a geladeira, não havia nada pronto que fosse necessário só esquentar, olhei e vi um bilhete na geladeira, mamãe e papai haviam viajado para uma décima lua de mel, antes eles transando em um lugar longe do que no quarto ao lado.

Olhei para o fogão e ele me desafiou, como sempre eu não aceitei, subi as escadas e parei em uma porta de frente para minha e bati.

—Din!- eu chamei manhosa, sabia que ele estava com Elena dentro do quarto e podia ouvir o que eles estavam fazendo.

—Espera!-Ele gritou um pouco ofegante.

—Espera? Não acredito que você vai abrir essa porta Dimitri!- Ela reclamou.

—Pare de ser ninfomaníaca Elena, transamos a noite toda, agora se você der as honras vou ver o que a Nina quer- Ele disse e pude a ouvir bufando, reprimi um sorriso.

Ele abriu a porta, estava com o rosto vermelho e uma toalha na cintura. No fundo podia ver a Loira estirada na cama com uma tromba enorme e um lençol por cima do corpo.

—O que aconteceu?- ele perguntou.

—Estou com fome- resmunguei.

—Sério Valentina? Estava no meio de algo importante!- Ele disse baixo apontando para cama.

—Mais eu sou importante! Ah Din, é sério estou com muita fome e eu não sei fazer nada- respondi mais antes dele reclamar meu estomago roncou novamente e eu pontei para ele- Viu eu não estou mentindo- Ele sabia que eu estava fazendo drama, comia pouco, mas tirar ele das garras da piranha era a melhor coisa que podia acontecer.

—Ok espera só um segundo- Ele olhou pelo quarto e achou sua samba canção, andou até ela tirou a toalha e a colocou.

—Espera Dimitri a onde você vai?- Elena se sentou na cama estática.

—Vou fazer algo para Valentina comer- ele respondeu.

O rosto da garota se contorceu em uma careta horrível, ela ficou vermelha de raiva.

—Não acredito que você vai me deixar aqui para cozinha para sua irmã! Pelo amor de Deus Dimitri, ela já têm 19 anos não precisa de você cuidando dela, porque ela não pede para alguns dos garotos com quem ela dorme ensinar ela a cozinhar?- Ela dizia com raiva nos olhos.

—Para de birra Elena, vai ser rápido.

—Birra? Sua irmã é uma vadia, age como uma vadia e você a trata como um anjo acorda Dimitri ela só está te usando.

—Chega!- Ele disse em voz alta, e a Loira calou a boca na hora, Dimitri não era de gritar- Não quero você falando isso da minha irmã, nunca mais.

—Quer saber? Se você sair por essa porta acabou!- Ela levantou da cama, segurando o lençol.

—Elena não me faça escolher- ele disse andando até a porta- Você sabe que Valentina sempre será minha escolha.

Ela entrou em um jogo perigoso, em sua face estava estampada à descrença naquilo que estava acontecendo, lancei um sorriso sínico para ela, gente, se ela fosse a Medusa eu viraria pedra neste momento.

—Dimitri não se atreva a sair deste quarto!- Ela berrou enquanto ele já estava fechando a porta- Não feche a porta! Dimitri volte aqui agora!

Segui meu irmão escada abaixo.

—Você sabe que ela tem razão Din, eu sou uma vadia- respondi me sentando no balcão enquanto ele tirava alguns ingredientes da geladeira.

—I daí?- Ele deu com os ombros- Não gosto que ela fique dizendo essas coisas, nunca permitirei que ninguém fale essas coisas de você na minha frente.

Suspirei meu irmão sim de verdade era um anjo.

—Desculpa te fazer perder a namorada- falei em solidariedade, apesar de não gostar dela, mas Din e eu éramos assim em assuntos de relacionamentos nenhum se metia na vida do outro- Já perdi as contas de quantas te deixaram por minha culpa.

—Nina, se acabou é porque não era pra ser, acho que eu só vou parar quieto com uma namorada quando ela gostar de você, e souber me dividir com você- Ele disse e eu sorri.

Saltei do balcão e abracei-o por trás, enquanto ele cortava algo.

—Ai Din você é único- falei e ele gargalhou.

—Morram os dois! — Elena estava perto da porta nos olhando- E você sua vadia, tomare que morra estuprada, violentada, atropelada ou fique só na sarjeta dando que é o que você sabe fazer.

—Bem melhor que você eu sei pelo menos- lhe lancei o meu melhor sorriso e ela avançou para cima de mim.

—Vai embora Elena, antes que eu taque essa faca na sua cabeça- Dimitri a ameaçou e ela olhou espantada, virou e saiu pela porta a batendo com força.

Olhei para Dimitri e nós começamos a rir.

—Oh meu Deus Dimitri! Você viu a cara dela? Você não é capaz nem de matar uma mosca!- Dizia entre os risos.

—Pensei que os olhos dela iriam saltar do rosto cara- ele ria até sair lágrimas dos olhos.

—Sabe o que eu acho?- Disse me recuperando da risada e sentando de volta no balcão- Que você não gostava dela e que me usou como desculpa.

Ele me olhou com um sorriso brincando nos lábios.

—Ela fazia um boquete horrível, até minha mão era melhor- ele disse sacana.

—Ah Dimitri, por Deus! Não se diz uma coisa dessas a sua irmã mais nova- fiz um bico e ele gargalhou.

—Bom pelo menos eu me livrei dela- ele disse.

Ficamos conversando durante quase uma hora, enquanto ele preparava o almoço.

Sentamos á mesa e eu olhei as opções que tinha.

Coloquei um pouco de arroz e strogonoff no meu prato, o cheiro estava delicioso, e com certeza o gosto também, meu irmão era ótimo cozinheiro por isso estava cursando a faculdade de gastronomia, enquanto eu queimava até o ovo.

Din contava piadas enquanto eu ria e tentava não engasgar com a comida.

—Quando papai e mamãe voltam? – perguntei.

—Não sei, de verdade, agora que estão aposentados, só querem saber de curti- ele disse e nós dois rimos.

—Melhor para nós- disse levantando o copo e ele bateu cumplice.

Mais o descanso foi pouco, logo depois ouvimos um barulho na porta, levantamos e fomos ver quem era.

—Que coincidência estávamos falando do casal curtição agora, o que trazem vocês de volta a nossa humilde casa?- Din perguntou vendo nossos pais entrarem com as malas.

—Temos que buscar sua vó na rodoviária- Mamãe disse pálida, muito mais do que o comum, seu cabelos vermelhos consta travam com seus olhos azuis e inchados mostrando que ela havia chorado.

—A vovó? Ela está vindo para cá? Que legal!- Din disse animado se virando para mim.

Em outra ocasião eu ficaria radiante, mas tinha alguma coisa errada ali, olhei para o meu pai pedindo respostas, seus cabelos grisalhos estavam penteados para trás, olhos verdes tristes e seu rosto com uma expressão neutra.

—A-ah sua vó esta vindo para cá, po-porque, o seu avô..-Ela tentou dizer entre os soluços, pude ver as lágrimas descendo pelo rosto, ela abaixou a cabeça evitando nos olhar.

Fui até ela e a segurei pelos ombros a sacudindo com força.

—O que tem o Vovô? Mãe me diz!- implorei.

Ela olhou para cima, em seu olhar pude entender tudo, mas mesmo assim ela disse.

—Ele morreu- soltei-a como se tivesse levando um murro no estomago, cambaleei tonta para trás e Din me deu suporte.

Não pude evitar de sentir aquela queimação no estomago subir pela minha garganta, me desvencilhei do meu irmão e pus me a vomitar tudo, o almoço, o álcool da noite passada, se olhasse bem talvez restos do almoço do outro dia estaria ali.

Senti braços me segurarem pela cintura.

Ainda sentia meu estomago contrair para que eu vomitasse mais, só que não tinha mais o que sair, meus olhos ardiam e lagrimas desesperadas desciam pelo meu rosto.

Não o vovô Jones não, eu não podia acreditar!

Eu soluçava e gritava de dor e ódio, não conseguia enxergar nem ouvi mais nada.

Eu me lembro da ultima vez que o vi, faz alguns meses ele estava aqui em casa e brigou comigo dizendo que minha roupa estava muito curta, e que a pequena Valentina dele não deveria se vestir assim. Foi à única vez que eu subi para o meu quarto e coloquei algo que não mostrasse meus peitos ou meu traseiro, não queria decepcionar meu avô.

E ele também acreditou em mim, procurou Leon, procurou mesmo, mesmo quando todos disseram que eu só era uma criança mentirosa e assustada, quando disseram que eu tinha tido alucinações por estar só e com fome, ele acreditou em mim mesmo quando por um segundo eu mesma não acreditei.

“Minha pequena Valentina, nunca deixe as pessoas dizerem que você é menos do que é de verdade, nunca deixe de acreditar em si mesma, seja Valente minha criança”.

Depois dessa imagem do meu avô me consolando eu apaguei.

Notas finais
E ai? Gostaram? Curtiram? Cometem e façam recomendações por favor! Alguns de vocês, adoraram Alexy e Kentin, por isso pretendo postar um cap dos dois okay? talvez o próximo ou o outro, mas logo, bom meus Cupcakes delicios, xoxo BRUTA ;*