Thinking Of You.
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Cada passo que eu sentia mais medo, ele parecia estar bem bravo por ter sido golpeado algumas vezes, eu tinha medo, mas não por mim, por Ambre, se ele a pegar não sei o que vai acontecer.
–Venha comigo garotas, vou ensinar uma coisa muito divertida para vocês- ele dizia com um sorriso mais grotesco que eu já vi.
Sentia-me suja pelo modo que ele nos olhava, pelas coisas que falava e também o modo que ele passava a língua nos lábios, aquilo devia ser sexy para outra pessoa, mas não para mim fazia meus órgãos contraírem dentro de mim.
–Qual é garotas? Lutem, gritem, reajam, deixem a coisa mais divertida para mim- ele disse parando na nossa frente de braços abertos.
Ele levou a mão ao rosto da Ambre que tentou desviar, ele fez um carinho, mas depois afastou a mão, não por muito tempo, só o tempo de ele pegar impulso para atingir seu rosto com mais força.
–Seu miserável, não encoste nem mais um dedo nela- esbravejei.
–Oh não, mas eu estou com raiva, e se eu não bater nela em quem eu bato você se oferece no lugar dela boneca?- ele perguntou me olhando nos olhos.
Eu não tinha mais medo dele, só queria que ele deixa-se a Ambre em paz, não importa como.
–Sim- respondi.
Ele sorriu abertamente, maníaco, doente, desgraçado, eram as palavras que dançavam em cima da sua cabeça.
–Não, não faz isso- Ambre se desesperou ao meu lado.
Mas de nada adiantou quando sua mão atingiu meu rosto mais uma vez e depois outra e outra já não sentia meu rosto.
Cai no chão de joelho, minhas pernas não aguentavam mais, nem com a Ambre de apoio.
Ela se abaixou e passou os braços em volta de mim em forma de proteção.
–Sua hora vai chegar Ambre querida- senti a Loira ser arrancada do meu lado.
Dimitry me puxou pelos cabelos e eu gemi de dor, sua mão esquerda segurava meus cabelos, me deixando de joelho e sua mão direita se preparava para desferir o próximo tapa.
Olhei para o lado que a Ambre havia sido jogada, ela estava esparramada no chão, e me olhava com lagrimas nos olhos.
Fechei os olhos para receber o próximo golpe mas ele não veio, na verdade, ouvi um baque e fui solta das mãos de Dimitry no mesmo instante caindo no chão.
Ouvi latidos e depois Dimitry gritando.
Abri meus olhos a tempo de ver o meu cachorro mordendo o braço do maníaco, mas ele foi rápido, pegou o pedaço de madeira que Ambre havia usado para atingi-lo, ele iria acertar o meu cachorro se um vulto negro não morde-se seu braço direito antes.
–MELISSA!- Um grito atrás de mim me fez desviar do homem sendo mordido pelos cachorros e olhar para trás.
Ali tinha um Castiel totalmente ofegante, com um short, e uma regata, ele segurava meu celular em uma mão e o que eu pensei ser seu em outra, tinha gotas de suor escorrendo pelo rosto. Ah seu rosto, seus olhos tempestade estavam mais claros está manhã, mas ainda sim arregalados, seu rosto estava em total espanto.
Ele olhava para Ambre, depois para mim, em seguida para Dimitry, depois para mim novamente, tentando entender o que estava acontecendo.
Dimitry gritou mais uma vez de dor e eu ouvi um dos cães chorarem, virei ao tempo de ver que ele conseguiu se livrar da mordida do meu Binho o jogando de lado e tentava se soltar de Dragon.
Arrastei-me tentando alcançar o meu cachorro, não suportaria se esse maldito pedófilo tivesse machucado meu bebê.
–Seu maldito!- Castiel berrou com raiva, andando até Dimitry.
–Não- Ambre gritou- A Melissa, pega ela!
Eu não entendi até a hora que meu corpo desistiu de lutar e caiu na terra, eu não desmaiei, mas também não conseguia me mexer.
–Melissa!- Castiel desistiu de ir até o mais velho e me puxou para o colo dele.
Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, como se a vida estivesse voltado a ele, não sentia mais a dor insuportável que estava tendo desde madrugada, não sentia dor dos tapas e puxões de cabelo de Dimitry, eu não sentia nada a não ser o corpo quente do Castiel no meu.
–Ei pequena, fala comigo- ele me chamava.
–Você é quente- respondi. Eu poderia ter falado algo mais inteligente? Sim poderia, mas foi à única coisa que saiu.
–As garotas sempre dizem isso- ele sorriu forçado, estava visivelmente deplorável aos seus olhos -O que esse canalha te fez?- ele tocou meu rosto, no inicio doeu, mas logo seus dedos mágicos anestesiaram o local.
Eu não sabia o que dizer, não ia ficar chorando em seu colo como uma criança dizendo que um cretino tinha me batido e puxado meus cabelos.
Não precisei dizer, pois ouvimos o choro de Dragon e logo depois um Dimitry correndo e sumindo entre as arvores.
–Não!- Ambre gritou mais uma vez ao ver Castiel fazer menção a se levantar e ir atrás do pedófilo.
–Não? Quer que ele fique solto por ai?- ele gritou de volta.
–Primeiro a Melissa depois a gente vai atrás dele- ela mentiu.
Eu sabia que ela não ia ir atrás dele, nem dizer que foi ele que fez esse estrago todo, o que ela ia dizer para o pai dela, “Olha pai, eu estava transando com o professor de química, então depois tentei dar uma bota nele mais ele não aceitou então a Melissa veio ajudar e ele nos arrastou para o bosque e bateu em nós com planos de fazer um ménage a trois depois” ela nunca iria falar, o pai dela não aceitaria, iria repugnar ela, eu sei o que ele pode fazer, não gostava do pai de Nathaniel e Ambre.
–Tá- Castiel pareceu convencido- Precisamos leva-la a um hospital.
–Não- respondi rapidamente.
–Você mal consegue ficar em pé, sem falar de ontem e antes de ontem, você tem que ir- respondeu.
–Por favor, Castiel, não me leva pra lá- implorei olhando no fundo dos seus olhos cinza.
–Não faz isso- ele resmungou derrotado.
–Não posso ir para o hospital, nem posso ir para casa- falei.
O que diria quando chegasse em casa? Eles me levariam para o hospital se eu espetasse o dedo, imagina se eu chegar desse jeito.
–Não tem ninguém na minha casa- Castiel respondeu.
–Posso ficar lá por algumas horas?- perguntei
–Pode, assim posso ficar de olho em você, vai que você decide se meter em outra encrenca baixinha- ele deu um peteleco no meu nariz e logo depois um beijo na minha testa.
Senti algo gelado na minha mão, era o meu cachorro, sorri para ele e passei a mão em sua cabeça.
–Ei garotão, como você tá?- passei a mão em sua cabeça.
–Eu o encontrei brincando só, e quando perguntei de você ele começou a te procurar e eu a te ligar mas só chamava, até que pareceu ter escutado algo e saiu correndo e Dragon a atrás, nós paramos assim que eles encontraram seu celular, quando eu cheguei até lá eles começaram a correr de novo, e quando eu vi já estavam os dois mordendo aquele verme- ele explicou.
–Não é que ele escutou?- Ambre sorriu também.
–Eu sabia que ele ia escutar, ele sempre me escutar- respondi acariciando o meu cachorro- Bom garoto.
–O que vamos fazer agora?- a loira do meu lado perguntou- Meu pai já deve estar doido nós temos um almoço importante agora e eu nem estou em casa.
–Vamos para casa, você fica olhando para ver se ninguém vê a Melissa entrando na minha casa- Castiel disse para Ambre.
–Ótimo vamos, eu ligo para casa e digo que fui para casa de alguma das meninas- respondi mais logo me lembrei de algo- Droga- resmunguei- está com o meu celular?
–Aqui- Castiel me entregou.
Peguei meu celular e vi as chamadas perdidas e mensagens, liguei para o número que já ficava na discagem rápida.
–Oi, Vik?- Chamei meio desconfortável por ter Ambre e Castiel me olhando querendo me partir em micros pedaços.
–Melissa! Eu já ia ligar para a sua casa!- soltei o ar me acalmando.
–Exagerado- resmunguei.
–Mas o que aconteceu? Você está bem?- questionou preocupado.
–Sim estou não aconteceu nada demais, só a Ambre e um garoto que não aceitou levar um fora nada para se preocupar- menti com o coração na mão.
–Tem certeza? Ela não fez nada contigo né princesa?
–Não ameba, estou ótima, ela até foi gentil e agradeceu- sorri para Ambre que revirava os olhos.
–Sério? Quem diria- disse aliviado- mas vai fazer o que agora?
–Vou para a casa da Rosa, ela brigou com o Light, sabe?- senti uma culpa arrasadora.
–Imagino.
–Bom eu vou indo, tchau Vik até mais tarde- precisava desligar o olhar do Castiel sobre mim não era nada amigável.
–Tchau princesa, eu te amo- disse amável.
–Eu também- respondi de volta, era constrangedor dizer aquilo na frente da Ambre e do Castiel.
– Eu também?- ele questionou.
–Eu também te amo- disse rápido desligando o telefone.
Ambre e Castiel me olhavam incrédulos.
–Que foi? Ele estava falando comigo quando eu vi você brigando com aquele cara- resmunguei- se eu não ligasse ele ia ligar lá em casa, e depois de ontem você não esta na lista dos favoritos- disse para a loira.
–Vamos logo- Castiel levantou comigo no colo, sem me olhar, senti seu corpo ficar tenso.
Eu simplesmente enterrei a cabeça nos músculos do Castiel aproveitando cada momento antes que ele me mandasse ir embora e me chamasse de anã encrenqueira.
Tudo deu certo, Ambre olhou enquanto Castiel entrava comigo em sua casa.
–Acho que eu já posso ficar de pé- disse e ele me pôs no chão da garagem.
–Vou colocar seu cachorro na casa do Dragon- ele disse e se foi.
–Vou embora, já estou muito atrasada- Ambre disse.
–E esse rosto marcado vai falar o que?-questionei.
–Ao contrario de você da pra falar que eu cai enquanto corria- ela deu com os ombros.
Ficamos em um silencio desconfortável, o que tínhamos vivido naquela manhã foi intenso.
–Eu vou indo e obrigada- ela murmurou virando para a saída.
–Ambre- eu a chamei e ela se virou para mim- SPS- eu disse e ela assentiu aliviada, indo embora.
SPS era uma sigla que nós inventamos quando nós éramos menores, um segredo por um segredo.
Eu guardaria o seu segredo sobre o Dimitry e ela guardaria o meu de ter passado mal, apanhado e tudo mais, eu sei que ela guardaria o segredo.
–SPS?- Castiel estava logo atrás de mim não tão bravo quanto antes mais ainda com uma carranca.
–Coisa de garotas- respondi.
–Você sua anã encrenqueira e problemática- ele apertou o meu nariz- está precisando de um banho e bolsa de gelo em cada lado do rosto.
Ao dizer isso ele me pegou no colo novamente e começou a descer as escadas entrando em casa e descendo a escada no final do corredor que dava acesso ao andar debaixo assim como a minha casa, nem com os meus protestos e reclamações ele me largou, andamos até a ultima porta e ele me pôs finalmente no chão abrindo-a para nós entrarmos.
Seu quarto era igual ao meu, tirando, as cores da parede, pôsteres e o mural de fotos, era tudo muito branco, paredes, cama, guarda roupa, mesa, criado mudo.
–Toma, aqui esta uma toalha- ele jogou a toalha na minha cabeça- vai logo tirar essa lama do corpo.
Ele disse e eu entrei no banheiro, me despi, segurando um gemido de dor.
Entrei no box e liguei o chuveiro, molhando todo o meu corpo e cabelos, passava o sabonete desesperadamente nos lugares que o professor havia tocado, me sentia suja e impura mas depois de alguns minutos debaixo da água senti tudo ir embora.
Eu passei uma semana tão tranquila então chega sexta e vem bomba depois de bomba, três dias seguidos, meu corpo não aguentaria mais uma dessa.
Sai dos meus devaneios quando a porta do banheiro foi aberta, por sorte a do box estava fechada, podia ver a silhueta do Castiel do outro lado do vidro.
–Estou deixando uma roupa pra você aqui- ele disse.
–O-obrigada- minha voz falhou.
Continuei o olhando rezando para que ele saísse logo, por dois motivos, primeiro nenhum homem além do meus médicos havia me visto nua, segundo meu corpo estava destruído, todo marcado por manchas, de roxas a verde, sem falar no meu rosto, minhas bochechas haviam dobrado de tamanho, mas sentia elas diminuído e cedendo ao toque da água.
Ele deu dois passos em direção do box e eu fiquei tensa então ele simplesmente virou e saiu.
Fiquei mais um tempo ali, lavei meus cabelos com o shampoo do ruivo, o que me deixou feliz, vou ter o cheiro dos cabelos do Castiel.
Quando eu sai do chuveiro, vi uma roupa dobrada encima da pia, me enrolei com a toalha e me sequei.
Tinha uma calça de moletom cinza o dobro do meu tamanho mais que havia elástico para ajustar na cintura e uma camisa vermelha escrito Winged Skull, eu conhecia essa banda, agora a surpresa veio quando eu vi uma cueca ali no meio, eu havia tomado banho de manhã antes de caminhar então minha calcinha estava utilizável.
Mas minha curiosidade de usar uma cueca falou mais alto, a vesti depois coloquei a calça e a blusa, sabe aquelas bonecas de um metro que você ganha quando é pequena e insiste por roupas suas mesmo sabendo que vão ficar grandes, pois é estou parecendo uma, usei sua escova de cabelo para escovar os meus e me olhei do espelho.
Outro susto, se eu não colocasse gelo no meu rosto não há magica com maquiagem que vai cobrir isso.
Ele estava inchado e vermelho, eu tinha alguns arranhões no rosto também, das vezes que eu cai, meu coro cabeludo doía como se ainda o tivessem puxando.
Ouvi uma batida na porta e em seguida Castiel entrou, sem esperar resposta, ele estava com sua roupa normal, ou seja, só calça moletom.
–E se eu estivesse me trocando?- reclamei o olhando pelo espelho.
–Seria melhor- ele sorriu de lado e eu revirei os olhos.
Nós nos olhávamos pelo espelho, mas podia sentir o calor do seu corpo emanando atrás de mim, bem próximo sem encostar.
Depois de alguns segundos o Ruivo estava com um olhar de morte, tipo daquele que as pessoas desejam que sangue seja derramado.
–O que foi?- questionei e ele piscou um pouco voltando assim.
–O que esse monstro fez com você?- ele passou a mão com o maior cuidado pelo meu rosto.
Seus olhos captavam cada detalhe do meu rosto, seu queixo trincado de raiva.
–Se eu pegar esse cara eu mato ele- ele rosnou- você o conhece?
Respirei fundo e balancei a cabeça negativamente.
–O que aconteceu? E eu quero a verdade- ele disse provavelmente se lembrando da minha conversa mentirosa com o Viktor.
Muitas mentiras por um dia só.
Soltei o ar que eu estava segurando e sai do banheiro sentando na sua cama, era engraçado andar com aquela roupa enorme.
Ele sentou do meu lado e me puxou para o seu colo, quente.
Eu parecia sumir no meio de tanta roupa e músculos.
–Desembucha garota- ele cutucou minha testa.
–Eu estava no parque no celular com o...- minha voz falhou mais eu continuei- com o Viktor, então eu vi a Ambre e aquele cara brigando de longe.
–E você que não pode ficar longe uma briga se intrometeu não é?- ele me perguntou quase numa afirmação.
–Ele não queria a deixa ir embora, então eu fui lá talvez ele soltasse por ter outra pessoa, mas ele parece ter gostado da minha língua afiada, então ele pegou nós duas e começou a nos puxar pro meio das árvores, eu tentei pegar o telefone pra ligar para alguém mas ele viu e jogou no chão, então ele veio querer me agarrar e a Ambre aproveitou pra acertar o meio das pernas dele, e nós saímos correndo, só que ele me alcançou e me puxou pelos cabelos e eu cai.
–Cretino- Castiel disse me apertando mais contra ele, colocando sua cabeça na curva do meu pescoço- continua.
–Ele me derrubou e subiu encima de mim, e eu cuspi nele, mas ele me bateu- nesse momento o senti rosnar no meu ouvido- então a Ambre acertou um pedaço de madeira na cabeça dele, só que eu não conseguia andar, então ela me levantou, ele estava muito bravo com ela por ter batido nele, então ele bateu nela.
–Covarde maldito, juro que se encontrar esse cara ele não vai sobreviver- disse beijando meu pescoço- mas ele não te bateu uma vez só- ele disse analisando meu rosto.
–Não, eu disse algumas coisas ele se zangou, ai levei alguns tapas- disse por fim- Então o lobinho apareceu, logo depois o Dragon e você.
Disse olhando para ele.
–Obrigada- sussurrei e rocei meus lábios de leve aos seus.
–Eu deveria ter chegado antes- seus olhos não se desviavam do meu- eu tinha que ter chegado antes.
A raiva e a dor agonizavam seu belo rosto, o toquei sentindo aquela corrente elétrica.
–Você não tinha como saber- suspirei.
–Mas eu tinha que saber.
–Por quê?- retruquei- Castiel não se prevê quando esse tipo de coisa acontece, não é culpa de ninguém apenas daquele cara.
–Hm- ele respondeu monossílabo me soltado.
Olhei para onde ele havia ido, em cima da sua escrivaria tinha algumas bolsas de gelo, ele pegou duas e voltou para a cama.
–Vem deita aqui, chega de falar- ele bateu no colo e eu olhei desconfiada- Que foi?
–Vai me fazer cafuné?- Brinquei e ele me olhou divertido por um momento.
–Não, você não está merecendo- ele reclamou.
–Por quê?- provavelmente minha expressão foi épica porque ele sorriu torto mas logo voltou à carranca.
–Porque você mentiu- me desesperei quando ele disse isso.
–Sobre o que?- tentei parecer o mais calma possível.
–Sobre aquele garoto, eu perguntei se você o amava e você disse não mas hoje...
Ele não conseguiu terminar porque eu o interrompi com minha gargalhada grotesca, parecia mais um fusca tentando funcionar, era difícil eu rir assim, mas Castiel conseguiu com aquela cara de cachorro que caiu da mudança e com aquela voz baixa e envergonhada.
–Do que você esta rindo garota estupida?- Ele estava irado com a minha risada mas só me fez rir mais.
–De você garoto ciumento- apontei para ele e ele me olhou incrédulo.
–Eu não tenho ciúmes de você!- O Ruivo esbravejou possesso.
–Oh não tem?- Disse me divertindo um pouco mais, engatinhei pela enorme cama até ele parando na sua frente de joelhos para ficar a altura de seus olhos lindos- Tem certeza?- toquei seu rosto colocando uma mexa do seu cabelo atrás de sua orelha- Porque você me pareceu bem ciumento, quando eu abracei o Lysandre- disse ao pé do seu ouvido, logo me afastando e indo para o outro- Quando Armin me beijou- ele se arrepiou quando meus dedos sambaram pelo seu pescoço acho que porque meus dedos estão gelados e sua pele quente- E do Viktor desde a primeira vez que ouviu o nome dele- esse eu disse olhando em seus olhos.
Suas reações de cada afirmação que eu dizia pareciam um choque para ele, eu olhava em seus olhos e ele nos meus mas parecia distante ao mesmo tempo.
Isso me deu tempo de admirá-lo um pouco, seu rosto pálido como se não pegasse muito sol, nariz um pouco empinado mais perfeito, olhos cinza como uma tempestade, e sua boca entre aberta, seus lábios eram hipnotizantes, na verdade ele todo era.
–A-acho que você tem razão- ele disse num suspiro quase inaudível.
–É claro que tenho- respondi convencida.
–Ou não- ele voltou do choque para modo Castiel bruto on.
–Ou sim- respondi sorrindo.
Ele bufou e me puxou para um beijo, seria maravilhoso se meu rosto todo não doesse com os movimentos bruscos, então acabei gemendo de dor e ele se separou imediatamente.
–Desculpa- respondeu um pouco ofegante.
–Tudo bem, tudo bem- respondi- pode pegar meu celular, por favor?
Ele assentiu e foi até a escreveria e trouxe meu celular para mim.
Escrevi uma mensagem para a Megan dizendo que ia para a casa da Rosa e só voltaria à noite, e que o Castiel ia encontrar o Leigh e o Lysandre lá porque eles também iria sair, então o Castiel passaria para pegar os meus remédios, que ela entregasse para ele dentro de uma bolsinha, e que avisasse nossos pais, ela só respondeu um “ok!”.
Depois escrevi outra para a Rosa dizendo “Seja meu álibi, explico depois!”.
–Pronto, eu disse a Megan que você iria pegar meus remédios e que levaria para a casa da Rosalya, onde você vai encontrar com o Leigh e o Lysandre ok?- disse colocando o celular na cômoda.
–Você pensa em tudo- disse com o seu habitual sorriso torto- Tudo bem daqui a pouco eu passo lá.
–Obrigada- respondi, nunca imaginei que ele me ajudaria tanto, entre todos os meus amigos que eu poderia confiar de olhos fechados, Castiel é aquele que está me ajudando sem hesitação.
–Agora deita aqui- ele me puxou de uma vez, me fazendo deitar no travesseiro macio que tinha o seu maravilhoso cheiro.
Enquanto eu estava entorpecida com aquele aroma delicioso, Castiel colocou duas bolsas de gelo que é desnecessário eu dizer o quão geladas estavam.
–AH!- Gritei com o contato.
–Para de reclamar e fica quieta- ele ralhou comigo.
Eu revirei os olhos, mas fiquei quieta, aquilo era muito incomodo.
Ficamos ali alguns minutos, até que ele encostou a mãos nos meus cabelos e começou a fazer movimentos suaves e gostosos.
–Eu não menti para você- eu disse por fim- quando você me perguntou se eu o amava, pensei que você dizia no sentido romântico da palavra por isso eu disse não, eu amo o Viktor mas só como amigo.
Ele não respondeu, mas também não parou de fazer o cafuné até eu adormecer.
Talvez hoje não seja um dia tão ruim assim.
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