Thinking Of You.
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Não tenho certeza se eu acordei porque a musica que tocava nos meus sonhos ainda estava aqui, mas o cheiro mentolado estava no travesseiro que eu estava, bolsas de gelo no meu rosto e um coberto de leve sobre o meu corpo me mostrava que eu havia acordado.
Abri os olhos sem me movimentar a tempo de ver o Castiel sentado em uma poltrona com o seu violão negro no colo cantando uma musica doce.
Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know
Dizer eu te amo
Não são as palavras que eu quero ouvir de você
Não é que eu não queira
Que você diga, mas se ao menos você soubesse.
Como poderia ser fácil me mostrar o que você sente
Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real
Então, você não precisaria dizer que me ama.
Pois eu já saberia
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
O que você faria se meu coração fosse partido em dois?
Mais do que palavras para mostrar o que você sente
Que seu amor por mim é real
O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?
Depois você não poderia tornar as coisas novas
Só dizendo eu te amo
La di da, la di da
More than words
La di da, la di da
La di da, la di da
Mais do que palavras
La di da, la di da
Now that I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is close your eyes and just reach out your hands
And touch me, hold me close, don't ever let me go
More than words is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know
Agora que tentei conversar com você e te fazer entender
Tudo o que você tem que fazer é fechar os olhos e estender as mãos
Para me tocar, me abraçar, não me deixar partir jamais.
Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real
Então, você não precisaria dizer que me ama.
Pois eu já saberia
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
O que você faria se meu coração fosse partido em dois?
Mais do que palavras para mostrar o que você sente
Que seu amor por mim é real
O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?
Depois você não poderia tornar as coisas novas
Só dizendo eu te amo
Quando ele terminou, eu deveria estar roxa porque fiquei segurando o ar ou fiquei sem ar a musica toda, como ele podia ser tão perfeito cantando? Eu estava boba, sem reação, queria correr e beija-lo, mas como fazer isso sem estragar aquela aura maravilhosa que ele tinha sobre ele, seu rosto tão sereno e tão calmo como eu nunca havia visto.
Ele se mexeu e eu fechei os olhos instantemente, me sentia uma intrusa e espiã.
Droga, droga, droga, porque eu to fingindo que estou dormindo? Estupida, estupida, estupida.
Ouvi passos vindos à minha direção e a cama do outro lado inclinou um pouco, ele tirou as bolsas de gelo do meu rosto, já não sentia a dor nem no meu corpo nem no rosto, na verdade eu dormi muito bem, tudo que eu não havia dormido a noite, eu dormi ali, na cama macia do Burn.
Perdi-me nos meus pensamentos até sentir o cobertor se levantar e o corpo do Castiel colando no meu.
Ok, agora a coisa ficou quente, mas fica calma Melissa ele só está deitado grudado em você, com aquela coisa cutucando seu bumbum, respira garota.
Ele colocou sua cabeça no seu lugar preferido na curva do meu pescoço, dando beijos lá, arrepiando minha pele, sua mão desceu para a minha coxa e a apertou por cima da calça, e foi subindo pelo lado do meu corpo.
Esse menino é um pervertido que se aproveita de meninas inocentes enquanto dormem! Tudo bem que estou fingindo, mas isso não justifica, tudo bem que eu não estou odiando, mas isso não justifica.
Sua mão continuou subindo e passou por entre meus seios, sem toca-los e continuou subindo tocou meus lábios e desceu novamente entre os meus seios, indo até a barra da camiseta colocando sua mão por baixo, ou seja, contato direto, ou seja, choques elétricos, ou seja, eu tensa, ou seja, ele pressionando mais seu corpo no meu.
Eu tinha que “acordar”, mas como fazer isso? Não, sei mas tinha que fazer rápido, porque sua mão começava a subir pela minha barriga, seu hálito contra o meu pescoço não ajudava manter minha sanidade nem quando ele começou a sussurrar meu nome como um gemido no pé da minha orelha.
Eu não estava conseguindo mais, queria beija-lo, mas queria encher ele de porrada, a mão boba estava cada vez mais perto do objetivo.
–Ei pequena- sua voz arrastada gemeu no meu ouvido- só me diz uma coisa... Por quanto tempo mais vai fingir que esta dormindo?- Ele disse baixinho.
Meus olhos se abriram de uma vez e sua mão saiu de dentro da minha camiseta.
–Sua anã mentirosa, sabe nem fingir que estar dormindo- ele disse me virando de frente para ele rindo da minha cara.
Eu deveria estar roxa de raiva e vergonha, e olhar para a cara dele com um sorriso convencido no rosto não ajudava.
–Hentai- murmurei, me encolhendo na cama.
–Hentai? Fala a minha língua- ele disse passando a língua nos lábios.
Diferente de Dimitry que meu deu nojo, Castiel me deixou com um leve formigamento no ventre.
Virei para o lado oposto, ficando de costas para o Ruivo.
–A você não quer conversar?- Ele se reaproximou de mim- Você quer continuar a brincadeira?- Sua mão voltou para a barra da blusa.
Dei uma tapa em sua mão e pulei fora da cama, mas cai a tropeçando na barra da calça que estava muito comprida.
–Menina idiota, vem pra cá- Olhei para trás e ele estava sentado na cama me olhando irritado, ora mas quem estava irritada era eu!
Virei o rosto e fiquei ali no chão, sentada de braços cruzados.
–Melissa!- ele chamou em alerta e eu continuei onde estava- ótimo fique ai no chão frio.
O ignorei e fiquei olhando para a porta branca do guarda-roupa, se eu estava sendo infantil? Com certeza, mas eu não conseguia evitar, ele brincou comigo, sabia que eu não estava dormindo e ficou zoando comigo, posso ser infantil o quanto eu quiser.
Depois de alguns segundos ou minutos ali no chão percebi o quão frio estava fora do cobertor e do abraço de Castiel, olhei no quarto não havia aquecedor, porquê de tanto frio? Estava uma manhã bem quente.
Fiquei perdida nos meus pensamentos sobre a temperatura quem nem percebi Castiel se aproximar, até ele me jogar em cima do seu ombro.
–Mais o que você pensa que esta fazendo?- Berrei.
Ele me jogou na cama e ficou por cima de mim, seu queixo trincado de irritação, uma chama diferente brilhava nos seus olhos.
–Porque você tem que ser tão teimosa?- Perguntava irritada.
–Porque você tem que ser tão pervertido?- retruquei.
–Porque você tem que ser irritante o tempo todo?
–Porque você tem que ser mandão o tempo todo?
–Ah garota!- Ele caiu com o corpo encima do meu, com a cabeça do lado da minha sem me olhar- Porque você sempre faz tudo o que eu digo ao contrario? Porque sempre é respondona? Porque você me deixa louco assim Melissa?
–Porque essa sou eu- as palavras saíram da minha boca.
Ele levantou o rosto e me olhou nos olhos, encostando nossas testas, seu hálito mentolado batia no meu rosto.
–Você tem razão- ele disse me surpreendendo um pouco- Essa garota teimosa, língua afiada, mal educada, encrenqueira...
–A pare com os elogios porque se não eu fico sem graça- resmunguei.
–Chata, anã, bruta, posso continuar com isso o dia todo querida.
–Oh não querido, não gaste tempo com isso- revirei os olhos.
–Mas além de tudo isso, é linda, gentil, cozinha bem, engraçada, corajosa, você tem muito mais adjetivos que qualquer garota pequena, tudo o que eu disse antes não são coisas ruins, são qualidades suas, tudo isso e muito mais formam você- ele bateu na ponta do meu nariz- Eu gosto de você assim, me deixando louco, me fazendo me preocupar, me fazendo fazer coisas que eu nunca fiz, me fazendo sentir coisas.
Eu abri a boca algumas vezes, mas não saiu nada, o que eu iria falar? Aquilo foi à coisa mais linda que eu já ouvi o Castiel falar, e ver no seu rosto como ele se esforçou para dizer, ver que talvez, só talvez, eu seja a primeira que ele esta dizendo essas coisas. O que foi? Eu posso sonhar não posso?
Voltando, eu não sabia o que falar, talvez soubesse, porém minha voz não saía, então o puxei para um beijo.
Adoro quando ele fica sem reação no inicio do beijo e depois toma conta da situação.
Nossas bocas e línguas pareciam desesperadas para esse toque, ou o meu rosto havia parado de doer ou eu não me importava com a dor a ponto de não senti-la, ele subiu minhas mãos para cima da minha cabeça e as segurou com uma mão só, uma de suas pernas estava entre as minhas e a mão livre no meu rosto, assim como Dimitry estava mas não era o pedófilo maldito e sim Castiel, seu cheiro, seu calor e seus toques eram diferentes e substituíam os do mais velho.
Quando o ar acabava nós só nos separávamos para dar tempo de encher nossos pulmões de ar novamente, era incrível como eu não conseguia me saciar com apenas um beijo dele, ele sempre me levava ao além, me fazendo sempre quere-lo e deseja-lo mais, já não ouvia o que o meu cérebro gritava, o coração eu ignorava pois se eu pensar com o coração pode ser perigosos, era meu corpo que estava no comando agora, implorando e pedindo mais toques, mais contato, mais Castiel.
Eu estava levitando, tenho certeza, não sentia mais nada envolta a não ser Castiel, gemi em sua boca com satisfação, mas então eu cai, senti a cama embaixo de mim e os lábios do Burn se afastarem com brusquidão, seu corpo que antes parecia se fundir ao meus não estava mais ali.
Abri os olhos e o vi se levantando, sentei na cama ainda atordoada, será que eu fiz algo de errado? Claro que fiz! Castiel está acostumado com meninas experientes não com uma virgem que beijou apenas quatro meninos na vida!
–Sua irmã disse que eu tinha que te entregar isso antes das duas já é uma e meia- ele colocou uma bolsa pequena na cama e foi em direção ao banheiro- já volto.
Ele entrou como um furacão no banheiro, batendo a porta.
Ai caramba, foi eu, a culpa é minha, que droga Melissa, garota baka!
Olhei em volta e vi meu celular marca que era uma e vinte e sete, bem na hora de tomar meu pequeno coquetel, encima do criado mudo tinha um jarra d’água, peguei meus remédios e tomei os junto com água.
Voltei a sentar na cama, inquieta, Castiel havia entrado no banheiro já fazia um tempo, será que ele estava fugindo de mim? Ou passando mal? Dor de barriga talvez?
Um gemido baixo me chamou atenção, será que ele esta sentindo dor?
Levantei-me da cama e fui até a porta do banheiro, iria bater e perguntar se ele precisava de ajuda ou algo do tipo, mas ao chegar próxima à porta não resisti de colocar o ouvido nela, ouvia a respiração dele alta e forte, e uns gemidos baixos.
Meu Deus ele estava passando mal, eu o fiz passar mal, não pensei duas vezes em abrir a porta, que por felicidade ou infelicidade do destino estava aberta.
–Cast...!- comecei a dizer entrando no banheiro.
Me arrependi no mesmo instante, Castiel não estava passando mal tecnicamente, ele estava muito bem, até demais!
A cena que eu encontrei foi a seguinte, o Ruivo encostado na parede, cabeça para cima, olhos fechados com força, boca entre aberta puxando o ar, calça levemente abaixada e membro ereto para fora, ele estava se masturbando.
Eu teria saído correndo dali, gritando provavelmente, ou me escondido debaixo da cama ou dentro do guarda-roupa, mas eu estava simplesmente congelada, assim como o Ruivo que tinha a mão no membro paralisada, olhos arregalados, boca aberta, provavelmente a minha reação era a mesma.
Pedia, implorava, para os meus músculos se movessem e saíssem dali o mais rápido possível, era tão vergonhoso e quente, só que eles não me obedeciam, eles estavam tão abismados quanto eu, eles fazem parte de mim então... Mas o problema não é esse, era a primeira vez que eu via um genital masculino ao vivo e a cores, já tinha visto fotos indecentes no celular do Alexy por acaso, mas de verdade na minha frente e ainda duro, não, não tinha mesmo.
–Desculpa, mais eu n-não posso parar a-agora- Castiel sussurrou ofegante e recomeçou o movimento com as mãos.
Sua respiração ficou acelerada de novo, ele não tinha olhos fechados e sim fixos nos meus, nos seus músculos brotavam gotas de suor, sua mão aumentou o ritmo, e seus olhos ficaram mais nublados, ele estava totalmente sexy.
–Melissa- ele gemeu meu nome.
Nunca imaginei que meu não poderia ser proferido dessa forma, tão impuro e delicioso de se ouvir. Eu queria mais.
Finalmente meu corpo se mexeu, mas não foi para o lado certo, ele se movia em direção ao Castiel, não, não, não, não.
Neste momento eu já estava rezando, sim eu rezando pedindo a Deus e aos anjos que devolvessem para mim o comando do meu corpo, mas já era tarde eu estava em sua frente.
–Melissa...- Ele gemeu meu nome de novo, só que dessa vez tinha um pouco de alerta, desejo e preocupação na sua voz.
–É minha culpa?- perguntei o olhando.
–Sim- ele sorriu fraco- você nasceu muito gostosa.
Não me imagino mais rubra do já estava desde que entrei naquele banheiro, minha orelhas estavam pegando fogo.
–Desculpa- eu disse, mesmo sem saber o porque estava me desculpando, acho que só sou muito tapada.
–Claro te desculpo, por ser incrivelmente linda e gostosa, e claro, me fazer ficar duro- ele dizia entre os suspiros tentando ser irônico.
Aquilo era constrangedor, mas ainda sim, estava ali parada o olhando, eu não fazia a mínima ideia do que estava fazendo, mas eu estava curiosa, ele gemia o meu nome, eu via o prazer estampado no seu rosto, tinha curiosidade em tudo o que ele estava sentindo naquele momento, mas também no fundo de seu olhos o via agoniado em busca de algo, o alívio, será que eu poderia ajudar? Não faço a mínima ideia de como fazer algo para ajuda-lo, afinal a culpa era minha não é?
Respirei fundo, talvez isso ajude, talvez, fechei os olhos e estiquei minha mão, mas Castiel a segurou com a mão livre.
–O que está fazendo?- questionou entre um gemido.
–E-eu quero ajudar- disse olhando para o lado.
–Se você ficasse nua ajudaria- ele sorriu malicioso.
–Isso está além dos meus limites de ajuda, adeus- me virei pra sair, mas ele ainda me segurava.
Ele me puxou para ele, sem nos encostar, para alivio meu, mas sua boca estava no pé do meu ouvido.
–Então me ajude- ele sussurrou com a voz rouca- por favor- pediu gemendo.
Sua mão começou a guiar a minha para aquela direção, a qual eu não ousava olhar mais que dois segundos, sentia fumaça saindo da minha cabeça, mas olhar nos olhos do Ruivo me acalmava, um pouco e me deixava excitada.
Finalmente minha mão encontrou o que estava procurando, Castiel gemeu com o contato, aquilo era quente e grosso, tinha uma pele fina e era comprido, biologicamente falando, quando o homem e a mulher praticam o ato do coito, o falo do homem penetra a mulher, agora eu penso, COMO QUE RAIOS DE MUNDO UMA COISA DESSAS CABE EM UM LUGAR TÃO PEQUENO?!
Uma coisa é certa isso não cabe, pelo menos não em mim, me partiria em duas, mas o que eu estou pensando? Melissa você está passando muito tempo com Castiel.
Esses pensamentos foram empurrados para o canto da minha mente, quando Castiel começou a mover minha mão, sua mão por cima da minha coordenava os movimentos, para cima e para baixo, seus gemidos já não eram tão baixos, ele não se segurava mais, sua respiração se tornava cada vez mais descompassadas, seus dedos apertavam os meus, seu membro latejava em minha mão, os movimentos se tornaram mais rápidos e fortes.
–Melissa- ele dizia meu nome, e eu me pergunto por quê? Eu já estou aqui não estou?- Melissa- ele me chamava meu nome de novo e de novo.
–Eu estou aqui- disse baixo, era difícil falar em uma situação como essa.
–É você não saiu correndo- ele disse e sua mão deixou a minha- Continua- ele pediu.
Minha mão continuou o que estava fazendo antes mas sem o auxilio da mão do mais velho ali, se alguém me dissesse minutos antes que faria algo desse tipo eu daria risada, mas aqui estou eu, tentando ajudar Castiel se aliviar.
Seu membro começou a dilatar um pouco, ele ainda pulsava, Castiel começou a ofegar mais e gemer um pouco mais alto.
–Melissa!- ele gritou meu nome e um jato de esperma atingiu minha(sua) camiseta, continuei os movimentos enquanto ele gemia atordoado e saia pequenos jatos, nunca na minha vida havia visto coisa mais sexy do que o rosto do ruivo em seu ápice.
Minha mão estava toda suja e melecada pelo esperma que o Ruivo havia expelido, a camisa que ele havia me emprestado estava bem pior, eu fiquei ali parada, tentando raciocinar um pouco e controlar meu corpo quente.
Um suspiro pesado me chamou atenção.
–Que bagunça que você fez- ele bufou e passou a mão no cabelo o jogando para trás, Deus, ele podia parar de ser tão lindo um segundo?
–Eu? Isso aqui saiu do seu falo- respondi apontando para ele.
–Falo? Ai meu Deus garota quem diz falo? Tente outro nome.
–Pênis, pene, órgão genital masculino- comecei a soltar os nomes.
–Que tal algo mais sujo?- ele levantou a sobrancelha.
–Pinto...?- Respondi mais como uma pergunta.
–Tá isso serve- ele deu com os ombros.
Olhei para o lado enquanto ele limpava e guardava seu membro.
–Vem vamos lavar essa mão- ele me puxou para pia- ou você quer provar?- brincou olhando sugestivamente para mim.
–Lavar- disse estendendo minhas mãos para debaixo da torneira e ele riu.
Ele lavou nossas mãos, eu olhei para o espelho e agradeci mentalmente a Deus, meu rosto estava ótimo, inacreditavelmente ótimo, não parecia que eu tinha levado uns tapas.
–Você sujou minha camisa preferida- ele disse bufando- Tire-a vou buscar outra.
–Idiota- resmunguei, tirando a camisa- você que sujou sua camisa- eu falava sozinha.
Terminei de tirar a blusa com cuidado para não me sujar.
–Cara, acabei de gozar não em deixe duro de novo- Castiel atrás de mim falou e eu dei um pulo.
Fiquei de frente para ele, estávamos iguais agora, ambos apenas de moletom cinza.
–Me da logo essa camisa!- exigi cobrindo meus seios com os braços, apesar de eu estar com sutiã era vergonhoso.
–Não mesmo- ele sorriu, escorando na porta.
–Castiel!- disse andando até ele-Me dê isso.
Estiquei a mão e ele sorriu malvado.
–É... Não?
–Me dê!- tentei pegar a camisa e ele levantou o braço.
–Pula baixinha- ele disse com o braço no alto.
–Baka! Baka! Baka!- disse irritada.
–Já disse pra falar minha língua anã- ele dizia sem tirar seu sorriso torto do rosto.
–Manuke, sukebe, hentai- comecei a xinga-lo, quando eu ficava muito nervosa tinha essa mania de soltar algumas palavras em Japonês, eu sou otaku esqueceram?
–Porque sinto que não são elogios?
–Castiel! Dá-me isso- desisti de cobrir os meios seios e comecei a pular esticando os braços para pegar.
–Caramba, são bem maiores que eu imaginava- ele disse rindo- isso não desproporcional ao seu tamanho? Não pesa pra frente ou da dor nas costas?
–Não seu tapado!
Respondi irritada, nunca senti tanta vontade de arrancar a cabeça de alguém na vida, raios que partam a cabeça desse tomate ambulante.
–Ok você conseguiu o que queria- seu sorriso zombateio sumiu do rosto.
Seus braços abaixaram de uma vez, mas não para entregar a camiseta e sim para me rodearem a cintura e me puxar para ele, para seus belos músculos, mas ainda me sentia irritada, seminua e com frio.
–Me solta- resmunguei, colocando meus braços entre nós o empurrando.
–Nunca- ele disse com uma voz suave que me fez vacilar.
–Para de graça Castiel, me solta.
–Não quero, pele com pele esquenta mais rápido- sua voz continuava baixa, quase mansa- Calor humano.
–Porque está tão frio aqui em baixo?- perguntei desistindo de lutar afinal, estávamos tão encostados que ele não via quase nada.
–Na verdade a temperatura caiu, acho que fez muito sol esses dias, quando eu sai pra pegar suas coisas tinha começado a chover, está caindo o céu lá fora.
–Nossa, faz sentindo- disse pensando, realmente tem feito muito sol, mas o céu de manhã estava tão limpinho, quem diria.
–Faz- ele concordou se aproximando.
Seus lábios tomaram os meus com avidez, o frio foi embora, junto com a vergonha ou qualquer outra coisa que havia ali presente, sua mãos dançaram no meu corpo descendo para minha bunda e a apertando com vontade, em seguida foi para minhas pernas as levantando para cada lado do seu corpo que eu rodei e o garoto começou a andar, sem parar o beijo.
Senti o coxão macio debaixo do meu corpo e o corpo do Castiel encima do meu corpo, exprimindo meus seios nos seu peito.
Ele estava no meio das minhas pernas, suas mãos na minha cintura, e sua boca no meu pescoço, eu realmente acho que ele gosta do meu pescoço, mas dessa vez ele não parou ali, sua boca continuou descendo, beijando meus ombros, colo e finalmente chegando aos meus seios, ele primeiro beijou a parte que o sutiã não cobria.
–Castiel- o chamei em aviso.
–Hm?- agora suas mãos quentes subiam pela minha barriga, me arrepiando.
–O que você está fazendo?- perguntei entre os suspiros.
Ele parou e me olhou.
–Você me ensinou algumas coisas, agora sou eu que vou te ensinar, umas coisas bem prazerosas- ele disse.
–Quem disse que eu quero aprender sensei?
–O sem o que?- Ele me olhou confuso- enfim, aposto que você vai adorar ou não aguenta?- me desafiou.
–Não seja ridículo, não vou cair na sua provocação- retruquei.
–Ótimo então me deixa te mostrar uma coisa muito boa- disse.
–Não sei- respondi insegura.
–Ei, você é linda e tem um corpo do caralho.
–E isso é uma coisa boa?
–Sim- ele sorriu, senti-me derreter, não é como se me corpo negasse que queria que ele fizesse o que quisesse.
–Hm- respondi ele torceu o lábio.
–Quem diz Hm aqui sou eu pequena- Castiel disse.
–Viu já aprendi algo com você- respondi sarcástica, mas que a verdade seja dita: Me possua Castiel!
–Ótimo, então só aproveita, mas se você realmente não gostar de alguma coisa que fizer é só me dizer- ele disse me dando um selinho demorado, droga, porque ele tem que ser tão irresistível?
Seus beijos foram descendo me deixando ansiosa e um pouco nervosa, minha respiração descompassada não ajudava, novamente sua boca estava na parte descoberta do meu seio, uma de suas mãos alcançaram o outro e o apertou um pouco, me deixando uma sensação boa, sua boca beijou meu seio por cima do sutiã me fazendo gemer baixo.
Mordi o lábio enquanto ele continuava com as caricias sobre os meus seios, aquilo era bom, o Castiel era um ótimo professor, mas me assustei quando sua mão começou a entrar debaixo do meu sutiã, eu iria reclamar mais quando senti o primeiro toque direto não ousei dizer nada porque se falasse algo seria “Eu quero mais, por favor,”.
–Não se segure me deixa te ouvir- ele disse ao pé do meu ouvido.
Ele segurou meu queixo e eu soltei o meu lábio e em seguida de um gemido baixo, ele me beijou de novo, ainda movimentando sua mão habilidosa, quando sua boca saiu da minha voltou para onde estava, mas sua mão afastou a taça do sutiã libertando meu seio direito, ele não perdeu tempo e o sugou, me roubando um gemido alto, ele continuou o movimento.
A cada gemido meu ele se movimentava entre as minhas pernas, até que nossos membros se encontraram, me surpreendi com o fato de ele já estar ereto novamente, estudei na escola que depois da ejaculação o homem demorar mais de quinze minutos para ficar ereto novamente, esse garoto não é normal ou muito tarado mesmo.
Sua língua rodeava a aurela e seu dentes prendiam suavemente no bico, sua outra mão beliscava meu mamilo sem dó, me causando aquele misto de dor e prazer imensurável, e tudo isso, olhando nos meus olhos, Deus, ele era meu inferno particular.
Eu em encontrava tão molhada e excitada que mal percebi que minha pélvis se movia para encontrar com a dentre, querendo mais, muito mais.
Castiel rosnou baixo e sexy e parou toda a tortura, arrumou meu sutiã nos seios e deitou sobre eles, puxando ar, e me deixando uma sensação de frustração.
–Melhor paramos aqui, não vou conseguir me controlar mais do que isso, e me masturbar com a mão de novo não vai rolar- ele disse e eu sorri ofegante.
Comecei a mexer em seus cabelos que caiam sobre o meu colo fazendo cócegas.
–Eles são tão fofos- Castiel dizia cutucando um seio meu como uma criança- tem certeza que não da dor nas costas?- ele me olhou, encaixando o queixo entre eles.
–Não Castiel, são de tamanho normal- retruquei.
–De tamenhos normal não são, mas são do tamanho que eu gosto, você toda é do jeito que eu gosto- minha moral subiu e eu sorri, ele me deixava confiante- eu estou com fome- ele se sentou mudando de assunto- Você cozinha algo ou quer comer a pizza de ontem?
–Eu cozinho- respondi.
Nós nos levantamos e ele pegou o violão no chão indo para a porta.
–Tá esperando o que?- perguntou vendo que eu ainda estava de pé ao lado da cama.
–A camisa idiota, ou espera que eu fique andando pela casa ou cozinhe assim?- questionei mal humorada, me escondendo com o cobertor.
–Não tem problema não tem ninguém em casa mesmo- ele deu com os ombros.
–Castiel!- Gritei.
–Tá, tá, já entendi menina irritante- ele foi até o banheiro e voltou com a camisa.
Eu a peguei e olhei era igual a que eu estava antes, vermelha, com caveira e o nome da banda.
–Tenho umas três dessa- ele deu com os ombros, soltei o cobertor e ele começou a me olhar melhor.
Seus olhos se arregalaram, o que foi? Olhei para mim mesma, droga, Melissa sua retardada!
–Olha me desculpa, eu não queria te machucar!- Castiel começou dizendo um pouco desesperado.
Naquele fogo todo do banheiro e com sua atenção exagerada nos meus seios ele acabou não vendo as manchas agora esverdeadas na minha pele.
Eu tinha algumas nos braços e na barriga, droga eu não me lembrei disso, eu esqueci completamente.
–Ah cara! Desculpa eu nunca quis te machucar de verdade- ele levou as mãos a cabeça e começou a andar de um lado para o outro.
–Castiel- o Chamei mais ele continuou murmurando desculpas- Castiel!- o segurei e ele me olhou com dor.
–Desculpa- ele disse mais uma vez baixo.
–Não foi você- disse com calma.
–Não... Foi eu?- ele repetiu as palavras com calma.
–Não, calma- falava tentando acalma-lo.
–Então, quem foi? Foi aquele maldito pedófilo! Vou arrancar as entranhas da mãe dele!- ele berrou.
–Não, não Castiel, me escuta- chamei sua atenção- Olha para mim- segurei seu rosto em minhas mãos- Não foi ninguém, ontem quando eu desci me atrapalhei com o salto e cai da escada, não estou acostumada a usar salto.
Ele me olhava tentando captar tudo, seu olhar se suavizou e ele colocou a cabeça no meu ombro soltando um ar pesado.
–Melissa, você me assustou, de verdade, pensei que me coração ia abrir um buraco no meu e pular fora, meu Deus menina, qualquer dia você me mata- ele parecia bem aliviado.
–Você está parecendo o Alexy com tanto escândalo- sorri.
–Não me compare com a mulher do Lysandre- ele ralhou e eu ri alto.
–Então quer dizer que você sabe sobre o caso dos dois?- brinquei.
–Sim, o Alexy assumiu ter levado meu amigo para esse mundo e ainda ficou me fazendo propostas- disse rindo também.
–E você aceitou?
Ele levantou a cabeça e me olhou sério, ficamos assim por alguns segundos.
–Esta brincando comigo né mulher?- ele disse sério, mas dois segundos dois ambos estávamos rindo como idiotas — Vamos logo- ele disse saindo do quarto com o violão.
Coloquei a camisa e o segui, ele entrou na porta ao lado e deixou o violão lá, tinha duas guitarras, tripé para microfone e caixas de som.
–O que é aqui especificamente?- perguntei entrando.
–Meu futuro estúdio- ele se sentou em um dos bancos que tinha ali.
–Foi pra cá que você e o Lysandre vieram ontem?- Disse me aproximando.
–Sim, eu gosto de tocar e ele de cantar, então fazemos isso juntos- ele disse me puxando para os eu colo- Quer tocar alguma coisa?
–Depois do almoço?- Sugeri e ele sorriu me dando um beijo rápido.
–Vamos logo mulher, eu tenho fome- ele me pegou pela mão e saiu me arrastando.
Quando chegamos à cozinha ficamos conversando decidindo o que comer, acabamos optando por bife acebolado, nós nos atrapalhamos um pouco pra achar as coisas, eu por estar em outra casa e o Castiel porque só sabe onde ficam as besteiras.
–Não tem problema mesmo, ficar mexendo?- perguntei.
–Não Melissa- ele disse pela milésima vez.
–Ok- respondi começando a cortar as coisas para o arroz- Onde seus pais estão? Não tem perigo de chegarem?
–Não têm, eles estão na casa da minha avó, ela mora um pouco longe então vão passar o dia lá, e se eles chegassem não teria nenhum problema você estivesse aqui- deu com os ombros sentando no balcão.
–Teria se me encontrasse com sua roupa e por acaso meus pais ficassem sabendo- eu disse e ele deu com os ombros novamente- porque você não foi para a sua avó?
–Não estava afim- respondeu.
–Ok.
Virei minha concentração para o almoço, eu estava começando a ficar com fome, não tinha comido muito de manhã e agora só de pensar em um bife bem frito com rodelas de cebola me dava água na boca.
–Posso te perguntar uma coisa?- O Ruivo pediu.
–Pode- dei com os ombros sem me virar para encara-lo.
–Porque você toma tantos remédios, você toma quatro saquinhos daquele todos os dias?
Eu suspirei, ultimamente tenho feito muito isso, era uma questão complicada e eu teria que mentir de novo.
–Eu já disse pra você, quando eu era pequena eu era muito doente, fraca, então tenho que me cuidar e tomar esses remédios- Meias verdades.
–Hm.
–Hm- o imitei antes de ele dizer outra coisa.
–Para de me imitar anã
–Para de me imitar anã- repeti de novo só que tentando imitar sua voz.
–Garota chata
–Garota chata- repeti novamente.
–Garota irritante!
–Garota irritante!- era engraçada essa brincadeira.
Ouvi-o descer do balcão bufando, reprimi uma gargalhada.
–Por quanto tempo pretende ficar me imitando?- ele escorou na pia ao lado do fogão onde eu terminava de preparar o arroz.
–Por quanto tempo pretende ficar me imitando?- retruquei.
–Você vai perder- ele desencostou da pia e veio para trás de mim enlaçando os braços na minha cintura.
–Você vai perder- repeti, ele não ia me desconcentrar com isso.
–Eu sou gostoso
–Eu sou gostosa- sorri com a falha dele.
–Castiel é um deus grego
–Castiel é um deus grego- fiquei pensando em Hefesto ou Hades, talvez um deus menor como Jano, o que me fez rir alto, estava claro que ele era quente como Apolo.
–Tá rindo do que?- perguntou irritado.
–Tá rindo do que?- imitei-o com uma vozinha fina.
Ele deitou a cabeça do meu ombro e deu uma breve risada, levantou a cabeça e colocou a boca no meu ouvido.
–Você quer fazer sexo comigo?
–Você quer fazer sexo comigo?- Repeti sem prestar atenção na frase, ora mais eu estava temperando o bife! Mas quando caiu a fixa era tarde demais.
–Quero!- Ele me virou e amassou meus lábios nos seus.
Sua língua invadiu minha boca sem permissão, me pressionava contra ele quase fundindo nossos corpos, eu tinha as mãos no ar para não suja-lo de sal e alho, ele desceu as mãos para a minha bunda e ficou lá apalpando, quando o maldito ar foi necessário nos separamos.
Não o deixei prosseguir para o meu pescoço nem nada, tentei o afastar com o cotovelo.
–Sai Castiel- reclamei mesmo qu tenha gostado do beijo espontâneo e ele sorriu.
–Eu disse que você ia perder- ele sorriu vitorioso.
–Eu disse que você ia perder- repeti com sarcasmo, e ele me olhou me ameaçando, eu simplesmente bufei e revirei os olhos- Vai caçar o que fazer e me deixa terminar o almoço.
Ele não se moveu então eu ameacei a encosta-lo com as mãos sujas e ele se afastou, voltando para o balcão da cozinha.
Ficamos em silencio mas não um desagradável, só silencio apesar de estar de costas o sentia me olhando, o sentia presente ali, também comecei o senti se aproximando.
Ele fez como antes, braços na minha cintura e cabeça no ombro.
–O cheiro esta bom, estou desfalecendo de fome- ele disse e eu o olhei curiosa.
–Desfalecendo?- questionei.
–Que é? Só você pode falar palavras inutilizáveis por pessoas normais?- ele sorriu.
–Ok, chega de palavras inutilizáveis então- coloquei o bife na frigideira e ele espirrou um pouco de óleo fazendo o Castiel saltar para trás e me puxar junto- Castiel o que você tá fazendo?
–Tá espirrando óleo você vai se machucar!
–Não vou me machucar, é só um pouco de óleo, não tem problema- suspirei me soltando dele e voltando para a beira do fogão.
Ele não veio atrás, o contrário ele começou a mexer nas gavetas desesperadamente, batendo tudo e derrubando coisas.
–Achei!- ele disse alto atrás de mim- To coloca isso!
Eu o olhei e ele tinha luvas de forno e um avental na mão, fiquei alternando o olhar dos olhos dele para as coisas de sua mão e decidi ignorar essa sua loucura, voltando a fritar os bifes.
–Tá me ouvindo, põe isso Melissa- ele me esticou a coisas.
–Não vou por isso é desnecessário- resmunguei.
Ok, depois de 6 minutos 43 segundo, gritos, xingamentos, tapas por minha parte, alguns beijos de tirar o folego, mãos bobas e um pedido infantil e fofa, e alguns bifes quase queimados, eu estava de avental, luvas de forno e uma mascara hospitalar, juro que queria castrar o Castiel por ser tão irritante.
–Já esta tudo pronto- disse tirando as coisas e jogando nele.
–Que ótimo!- ele me ajudou a colocar as coisas na mesa- Vai ficar de bico quanto tempo?
Mostrei-lhe a língua, sentamos e nos servimos.
–Itadakimasu- eu disse e comecei a comer.
–Cara, você é tão estranha às vezes, na verdade quase sempre, que língua estranha é essa?- Seus olhos brincavam, ele só queria me provocar, óbvio.
–Japonês e eu não sou estranha- ralhei.
–Otaku né?
–Otaku com orgulho- disse cortando o bife.
–Não vale, essa frase é do x-men primeira classe.
–Tanto faz- dei com os ombros.
–Para de ser chata garota- ele disse tacando um pedaço de bife na minha testa.
–Para de ser infantil Castiel, não se deve estragar a comida- respondi irritada.
–Tá mãe- disse sarcástico e eu revirei os olhos- Uau Pequena isso esta bom.
Não consegui ficar brava por mais tempo e sorri.
–E esse seu sorriso é lindo também- ele disse e eu coloquei a mão na boca, não conseguia para do sorrir, parecia uma menininha boba.
Comemos em silencio, me sentia muito melhor agora, cem por cento!
Levantei e colhi os pratos, os deixando no pia.
–Onde esta as coisas pra lavar a louça?- Perguntei e não vi Castiel mesa.
Andei até a sala e também não estava lá, talvez tivesse ido ao banheiro ou buscar algo, voltei para a cozinha e comecei a procurar, achei no armário debaixo da pia, peguei o avental e coloquei, não ia molhar a roupa do Castiel.
–O que? Pode sair dessa pia!- Castiel apareceu atrás de mim me puxando.
–Não, vai deixar tudo sujo?- reclamei.
–Não tem problema, vem temos uma coisa importante pra fazer- ele tirou o avental de mim.
Deixei ele me puxar até a sala, lá tinha um cobertor jogado no sofá.
–O que é de tão importante?
–Ficar no sofá debaixo do cobertor, assistindo filme com você- ele disse com naturalidade e eu fiquei rubra.
Ok acho que eu já posso acordar, tá tudo bom demais.
Ele sentou no sofá colocou o cobertor em volta, depois ficou olhando para mim.
–Oque está esperando? Vem cá- Ele abriu um espaço no cobertor entre e as suas pernas, olhei em duvida, mas no fim acabei indo.
Encaixei-me entre suas pernas e ele nos enrolou no cobertor, que delicia, mas estar ali daquele jeito com o Castiel me fez lembrar o Viktor, nós fazíamos muito isso, quando estávamos só assistir filme no sofá abraçados, se não estávamos dançando.
–O que foi?- Castiel levantou meu queixo para ele.
–Nada- dei com os ombros- o que vamos assistir?
–Vamos ver no canal de filme- ele disse.
Ficou trocando os canais até que algo chamou minha atenção.
–Espera, deixa ai.
–Fala sério Harry Potter?- ele perguntou levantando a sobrancelha, já estava na ultima meia hora do filme.
–É isso ou Diário de uma paixão- não queria ver filme de romance com Castiel, era estranho diante da situação que nos encontramos, não queria pensar em romance, não ia ser a idiota de me iludir, ia aproveitar apenas.
–Que é não quer chorar na minha frente?- seu sarcasmo era evidente.
–Eu não choro- revirei os olhos.
–Isso de novo, cada vez me da mais vontade de te ver chorando- diz apertando minhas bochechas.
–Mas nunca vai ver- disse puxando o seu cabelo.
–Apostado- ele disse me dando um selinho.
–Apostado- repeti dando outro selinho dele.
Nos voltamos para a TV e ora ou outra conversávamos, nos beijávamos, mas o fato era que eu amava Harry Potter e a câmara secreta.
–Nossa que cobra grande- Castiel disse malicioso atrás de mim.
–É um basilisco- bati na sua cabeça.
–Da nada mesma- ele disse e eu bufei.
Terminamos de assistir o filme e começou a passar um desenho logo depois, de um dragão chamado banguela, simplesmente amei.
–Que horas são?- perguntei.
–4:10- ele disse.
–Vou tomar meu remédio- Disse saindo do calor de seus braços.
Desci para o seu quarto, peguei meu remédio e tomei, vi meu celular por ali e aproveitei pra dar uma olhada.
Tinha mensagens da Rosa querendo saber onde eu estava e porque ela tinha que ser o álibi, tinha mensagem da Megan dizendo para tomar meu remédio na hora certa, no whatsapp tinha uma conversa enorme da Annie pedindo a nossa ajuda por causa do cinema que ela prometeu pro Percy, mas isso já faz tempo a essa hora eles já estão in love, e por fim Viktor, mensagens atrás de mensagens, alguns dias atrás falar com ele e receber suas mensagens era reconfortante, era bom saber que ele não me esqueceu, mas agora estava demais e depois do Castiel ele tinha dobrado a preocupação, telefonemas e mensagens, por algum motivo isso me irritava um pouco e me preocupava.
O que o Viktor faria se soubesse tudo o que tenho feito com Castiel? Com certeza ficaria muito mal, só de saber que estou aqui, imagine outras coisas.
A culpa foi minha sempre pedi tanto pra Deus para que fosse correspondida pelo Viktor, que quando aconteceu, foi maravilhoso no começo, mas aos poucos fui percebendo que a única coisa que fazíamos diferente de antes era nos beijar, afinal antes do namoro Viktor passava o tempo todo comigo, saímos juntos, dançávamos juntos, cantávamos, assistíamos filme, corríamos, íamos ao hospital, o Viktor estava muito mais radiante, e ciumento também, eu gostava muito do Viktor e ainda gosto, sinto falta dele comigo, não é a mesma coisa por telefone, só que o sentimento dele por mim é maior e eu não sou capaz de corresponder, e dói em mim ter que mentir e magoa-lo, ele sempre esteve aqui por mim, até em Londres se eu precisar ele me ajuda de algum jeito.
Não posso dizer que agora estou com Castiel, estamos ficando há dois dias não é? Tem um lado bom em não ter nada fixo com o Ruivo, tenho certeza que ele não vai gostar de mim pra valer, ele não parece levar as garotas a sério, mas isso também não é legal imaginar que eu sou só mais uma, eu vejo tantos lados bons e ruins nessa coisa que eu tenho com o Castiel, sei que as minhas respostas estão com ele, mas não tenho cara de pau o suficiente para perguntar.
E ali estava eu sentada em sua cama olhando fixamente para o meu celular, perdida em pensamentos que só me deixavam mais e mais confusa.
A porta do quarto foi aberta em um estrondo e um furacão Rubro entrou, olhando para o quarto e parando seus olhos sobre mim.
–Está tudo bem?- Ele perguntou e eu assenti- Ok, meu irmão chegou.
Ele disse isso e eu dei um salto da sua cama.
–Calma — ele fechou a porta e a trancou- Ele provavelmente não vai vim me incomodar, na verdade ele vai vim, mas vai embora rápido.
–E se ele vier?
–Você se esconde até eu colocar ele pra pintar quadros- retrucou.
–Pintar quadros...?- Perguntei.
–É o que ele faz como ele diz é um artista, ele faz faculdade de Artes- deu com os ombros.
–Que legal qualquer dia quero conversar com o seu irmão- disse animada mas Castiel não parece ter gostado tanto assim.
Antes dele dizer qualquer coisa a maçaneta da porta começou a se mexer.
–Não acredito que você trancou a porta- Uma voz masculina do outro lado da porta reclamou.
–É pra gente intrometida que entra sem bater não me irritar- Castiel sentou na cama respondendo o irmão.
–Abre logo isso, quero falar com você- o Irmão começou a bater na porta.
–Já está falando- O ruivo respondeu me puxando para ele, abraçando minha cintura, colocando a cabeça no meu ventre.
–Castiel, se você não abrir vou ficar bater e falando até você... Você... Abrir!
Castiel bufou e reprimiu uma risada.
–Nossa Miguel, você é um gênio- Castiel zombou.
Ele levantou da cama e me puxou para o banheiro, pediu para que eu fizesse silencio.
–Castiel cara de pastel, Castiel cara de papel, Castiel cara de anel, Castiel cara de Cruel- Ouvi o barulho da porta se abrindo e passos- Castiel cara de Ariel.
–Ariel?- Castiel perguntou e eu tapei a boca para não rir.
–Ariel, pequena sereia? Cabelos vermelhos compridos, ah esquece você é uma negação- Miguel disse.
–E você só tem tamanho- Castiel bufou- O que você está fazendo em casa? Cadê nossos pais?
–Ficaram lá, eu vim pra casa, porque ficou aquele assunto chato de sempre, ainda bem que eu fui com a Allie.
–Você foi com a minha Allie?- Não precisava ver o rosto do Castiel pra saber que ele estava irado, mas a pergunta mais importante era quem é Allie?
–Seu ciumento, relaxa, só peguei ela emprestada um pouco- Depois disso ouvi alguns barulhos, vidro se quebrando e alguns gritos vindo do irmão mais velho- Ai, ai, chega Castiel.
–Se você encostar dedo na Allie eu corto sua mão fora! Agora sai daqui- Castiel rugiu com o irmão.
–Para se ser chato, agora já foi, ela está bem e em segurança, e que mal humor é esse, ainda não viu a vizinha gostosa hoje?- Vizinha gostosa? Pensei comigo mesma, ele está falando de mim?
–Cala a boca Miguel!- Castiel disse nervoso.
–Nossa, pensei que depois da sua conversa com o Lysandre ontem você já tinha assumido o seu...- Antes dele terminar ouvi mais um barulho de alguém caindo.
–Não te interessa, agora cai fora que eu to com sono- O Ruivo dizia.
–Tá, mais só mais uma pergunta, quem você tá escondendo aqui?- Fiquei gelada.
–Como assim? Ficou tapado de vez?- Castiel disse com descaso.
–Qual é maninho, eu provei a comida lá em cima, não foi você que fez com certeza, e tinha dois pratos sujos na pia, é óbvio que tem mais alguém aqui.
–Tinha- Castiel “Assumiu”.
–Quem? Você não é de trazer garotas pra casa, vai que elas voltam, a não ser que não seja qualquer uma, talvez a vizinha?- Minhas pernas estavam bambas.
–E você acha que ela viria aqui em casa para fazer meu almoço e algo mais?- Castiel mantinha a voz calma.
–Pelo o que eu sei... Não, ela é muito boa pra você, então quem era?- Continuou o questionamento.
–Não interessa, agora tchau Miguel- Castiel repetiu.
–Ok, ok, porque você é tão chato? Mamãe e papai deveriam ter me dado uma irmã fofinha- ouvi a porta bater e ser trancada.
Suspirei, quase tinha sido descoberta, mas a tal da Allie ainda martelava a minha mente.
–Ei, vai querer ficar ai dentro mesmo?- Castiel estava parado na porta me olhando.
–Não- passei por ele e fui até a cômoda com cuidado para não pisar no copo quebrado ali- cadê? Onde você o colocou?
–Coloquei o que?- Ele tinha os braços cruzados sobre o peito.
–Como o que?- Bufei- O meu celular Castiel? Estava aqui na cômoda.
Ele arregalou os olhos, mas antes de falar algo alguém bateu na porta.
–Se você me mostrar ela eu devolvo o celular!- Miguel gritou do lado de fora.
Bufei irritada, fui até a porta e destranquei.
Quase cai para trás quando me deparei com outra parede de músculos ali, mas por algum motivo eu estava muito irritada para ficar ali o olhando.
Estendi a mão e o garoto sorridente de olhos brilhantes azuis escuros me entregou, virei às costas, mas não o deixaria pensar coisas.
–Não entenda nada errado, não aconteceu nada aqui, eu precisava de um lugar pra ficar por motivos que não te interessam e o Castiel me deixou ficar aqui por enquanto em troca fiz o almoço- Não foi bem assim, e acabei sendo grossa, mas aquele garoto perguntava demais então deixaria brechas para ele.
–Tudo bem, tudo bem- ele levantou os braços em rendição.
–Ótimo- eu disse e dei de cara com os músculos do Castiel- Que droga Castiel- me assustei- Porque vocês tem que ficar andando seminu o tempo todo?- Questionei olhando para os dois- Vão por uma camisa pelo menos.
Depois desse meu mini show ridículo e estupido, entrei no banheiro e tranquei a porta.
Que raios deu em mim? Tenho que sair e me desculpar, eles estão na casa deles eles usam o que quiserem raios!
Molhei meu rosto na pia do banheiro e me olhei um pouco, cabelos negros e ruivos agora, olhos azuis claros, e rosto vermelho, talvez vergonha e raiva misturado.
Fui até a porta e respirei fundo tinha que sair, mas então eu ouvi uns barulhos e mais uma vez naquele dia coloquei o ouvido na porta para ouvir melhor o que se passava ali.
–A culpa é sua- ouvi Castiel sussurrando.
–É sua!- o irmão retrucou- O que você fez pra ela?
–Eu não fiz nada, estava tudo ótimo até você chegar- O Ruivo resmungou- Pede desculpa.
–Eu não tenho problemas em pedir desculpa ao contrário de você.
–Eu também não.
–Não?- o irmão ironizou.
–Não quando eu estou errado, e dessa vez eu não estou, não fiz nada, a culpa é sua por isso se desculpe, por que se ela for embora com raiva de mim eu amasso sua cara- Castiel ameaçou.
–E você nunca esta errado na sua cabeça oca irmãozinho, mas eu vou pedir desculpa ao contrário de você eu sei assumir quando estou errado, apesar de eu achar que a culpa é sua- ele disse por fim e eu concordei internamente, afinal toda aquela irritação veio depois do piti do Castiel sobre a tal da Allie.
–Vai se ferrar e pede logo desculpa- Castiel reclamou mais uma vez.
–Tá
Antes do mais velho bater na porta eu abri encontrando os dois vestidos, Castiel tinha um camisa igual a minha, 3 contei mentalmente, e o outro tinha uma regata negra, mostrando ainda um pouco dos seus belos músculos.
Abaixei a cabeça para não ter que ficar encarando a beleza de nenhum dos dois não mais meninos e sim homens, na minha frente.
–Eu tenho que pedir desculpa, eu me zanguei com uma coisa e descontei em vocês- disse baixo mas auto o suficiente para que eles conseguissem ouvir- Me desculpe por ser rude e mandona com vocês, principalmente com você, eu não te conheço e foi realmente grosseiro da minha parte te tratar daquela maneira sendo que eu estou em sua casa refugiada.
Neste momento eu olhava para o Miguel, mirando somente em seus olhos e nada mais.
–Lysandre tinha razão- O moreno ali disse- Ela é muita areia pro teu caminhãozinho.
Desviei o olhar dele tentando evitar o acumulo de sangue nas minhas bochechas.
–Desculpe por pegar o seu celular Princesa, se eu soubesse que era você aqui não teria feito isso- Ele disse e eu levantei o olhar para ele, o fato dele me chamar de princesa me lembrou o Viktor até o jeito manso que ele falou comigo.
–Tudo bem- respondi ainda boba com a semelhança deles.
–Tudo resolvido, agora vai embora- A voz rude do Castiel se fez presente.
–Porque?- O mais velho choramingou- Tem algum problema eu ficar com vocês? Estou atrapalhando algo?
–Não!
–Sim!
Castiel e eu respondemos no mesmo instante, mas óbvio que o não era meu e o sim seu.
–Ótimo então vou ficar aqui- O sorriso do mais velho parecia ser costurado no rosto, ele sempre estava sorrindo, chegando até ser assustadoramente lindo às vezes.
–Aqui não, cai fora- Castiel bufou virando as costas e saindo andando.
–Então tá- respondeu para o irmão- Meu nome é Miguel
–Prazer, eu sou Melissa- respondi com um sorriso, era difícil não sorrir de volta.
–Já que o Castiel não me quer aqui, que tal você vim comigo?- ele me convidou, eu olhei meio receosa para ele depois para o Castiel que estava sentado na cama com o notebook no colo, nos ignorando- Vem eu te mostro minha sala de artes.
Ok, ele me conquistou neste momento, eu amava desenhar mas era só um robe, agora ver o trabalho de um artista de verdade em primeira mão era tentador!
Apesar de Violette ser uma artista completa.
Ele me estendeu a mão, como se reforçasse o pedido e eu não neguei, a segurei aceitando, por mais que me parecesse errado.
–Vamos princesa, você não se importa de eu rouba-la um pouco não é irmãozinho?- Miguel provocou o irmão.
–Não mesmo, vá em frente- Castiel respondeu sem nos olhar, aquilo doeu um pouco, mas ele não se importava comigo e sim com Allie.
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