Notas iniciais
Hey Cupcakes *-* ENJOOOOOOOOOOOOOOOOOY

—Tia Mei!- Gritavam as crianças desesperadas no portão.

Sim, eles me chamavam de tia apesar de ser prima.

Não, eu não me sentia mal por ser chamada de Tia.

—Oi meus pequenos!- Falei abrindo o portão e sendo derrubada com o impacto de três crianças encima de mim- Calma, calma, vocês vão passar o dia todo comigo, quer dizer, a semana toda.

—Tia Mei eu não sou pequeno- Resmungou o Murilo, ele era o mais novo dos três, tinha três anos, e suas bochechas eram enormes, olhos e cabelos castanhos com cachos leves.

—É sim Murilinho, você é o mais pequenininho de todos- Retrucou a irmã, Julia, idêntica ao irmão só que com menos bochechas, tinha cinco anos.

Levantei limpando a poeira da roupa e pegando o Murilo no colo que parecia muito chateado com o comentário da irmã, fui até a criança mais velha ali a Amy com oito anos, dei um beijo estralado em sua testa e em resposta recebi um sorriso fofo com direito a bochechas rosadas, assim como os irmãos olhos e cabelos castanhos, só que os dela diferente dos outros era todo cheio de cachos, que a mãe fazia questão de molda-los.

—Oi Tia Mei- me cumprimentou pegando na minha mão livre.

—Olá Amy– Respondi.

—Ai Melzita, não sei o que faria se não fosse você, eles não queriam ficar com ninguém além de você, nem com a vó, Maria só volta terça a trabalhar, então muito obrigada querida.- Minha tia era uma mulher muito linda, ninguém diria que ela tinha 3 filhos, e muito menos que tinha 32 anos, e era ninguém podia negar que ela e minha mãe não eram irmãs, cabelos e olhos castanhos, só que ela tinha um corte mais moderno, acima dos ombros com grandes cachos e algumas luzes.

—Tranquilo Tia, sabe que eu os adoro, vai ser divertido- Respondi sorrindo.

—A Mel que sorriso lindo, da até vontade de apertar você, está cada vez mais linda, e esse corpo então? Tá com tudo em mocinha- Dizia apertando de leve uma de minhas bochechas.

—Espero conseguir continuar assim.

—Relaxa linda, você tem uma academia em casa agora, essas crianças vão te fazer emagrecer qualquer quilo extra que você ganhe nas férias.

—Não duvido nada- E nós duas rimos juntas.

—Mas então, e os namorados?- Tia e suas manias de perguntar sobre os nossos relacionamentos, que o no meu caso atualmente não era nenhum.

—N... — Nem consegui terminar, pois fui interrompida por duas vozes de uma vez.

—Ela não tem nenhum!- Era o Murilo e o Nico que tinha aparecido atrás de mim silenciosamente, às vezes ele fazia isso aparecia e desaparecia do nada.

—Já vi que vai ser difícil pra você, com tanto homem em volta parecendo segurança, e olha que o ciumento do seu pai nem está aqui- A mais velha sussurrou pra mim dando uma piscadela em seguida e logo aumentou o tom de voz- Nico querido, venha buscar as coisas dos teus primos no carro.

Ele passou por mim e fez um gesto infantil mostrando a língua para o Murilo que ao ver isso fez uma careta super engraçada para ele, já vi que vai ser complicado, esses dois disputando a minha atenção, o Nico pode ter 13 anos mais fica como uma criança birrenta e grudenta quando se trata de garotos comigo, até um de 3 anos.

Nico pegou as coisas e entrou em casa, dando um aceno para a minha Tia, ele preferiria ir logo antes que ela o agarra-se e aperta-se suas bochechas. Ele não era muito fã de contato físico.

—Bom Mel é isso, passo para pegar eles mais tarde, tchau filhotes- Ela deu um beijo em cada um de nós e foi embora.

Nós descemos para casa, e as crianças logo se acomodaram no sofá ao lado do Nico.

Fui até a cozinha e peguei um saco de jujubas e voltei.

—Quem vai querer?- Perguntei balançando o saco de balas, enquanto todos gritavam em afirmação.

—Ninguém!- Disse Megan pegando as balas de mim.

—Qual é Meg? Não seja chata, são crianças e precisam de doce- resmunguei indo atrás dela, eu precisava de doce.

—E por isso vai enchê-las de doces antes do almoço? Nada disso, depois do almoço pode ser mais agora... Não!- Respondeu, puxa vida e eu aqui ainda me pergunto “Eu sou a irmã mais velha?”.

—Tá rabugenta!- resmunguei.

—Tá nada! Não está na hora de você tomar os remédios? Vai logo fazer isso e fazer seus exercícios logo depois- Disse.

—Mas e as crianças? Elas não vão gostar se eu sair e isso demora... – tentei, eu sinceramente não estava muito afim de ir caminhar.

—Melissa, o que você está pensando? Você sabe mais que ninguém, que não pode parar, você tem que se exercitar, nem que o mundo tivesse acabando é importante!- Quase gritava, sim eu sabia, mas odiava que ficassem me lembrando, odiava quando ficavam no meu pé, já é um saco ser doente não preciso disso.

—Megan eu já entendi, eu sei disso, vou levar o Binho comigo- Respondi duramente.

—Tudo bem... Mel não fica brava, você sabe que eu só quero o seu bem, não quero nada daquilo de novo, foi assustador pen...

—Ok Meg eu entendi, já estou indo- Eu a interrompi, ela tinha uma expressão triste no rosto, sabia muito bem no que ela estava pensando e onde aquela conversa iria dar.

Virei e sai andando, fui em direção ao meu quarto, que ficava no andar de baixo, esse tipo de conversa eu tentava evitar sempre, como eu disse já é difícil ser uma pessoa doente e ainda ter que ficar me cuidando para o resto da vida, porque se eu vacilar poderia ir parar a sete palmos, balancei a cabeça para tentar dissipar esses tipos de pensamentos.

Entrei no quarto e fui tirando a roupa e jogando em algum canto, coloquei uma roupa de caminhada, shorts de lycra e uma regata larga, meu celular apitou indicando a hora de tomar meus remédios.

Já com tudo pronto remédios tomados, monitor cardíaco no braço, IPod na cintura e fones no ouvido tocando King Of Lions, fui buscar o Binho.

Minha casa ela não tinha andares para cima, era ao contrário, ela era pra baixo, por ser um bairro que fica num lugar alto, as casas geralmente tinham andares inferiores.

Quando entrava havia a garagem que dava de frente para a varanda, e a varanda dava acesso a lavanderia, um outro cômodo onde tinha umas maquinas de exercícios que as pessoas ali em casa mal usavam, e no fundo o lugar onde meu cachorro ficava.

Na garagem tinha uma escada no canto direito que levava para o andar inferior, que já dava para a porta de casa, entrando havia a sala de estar, depois dela a esquerda a sala de jantar e cozinha e a direita um corredor com duas portas, sendo uma o banheiro e outro o escritório dos meus pais, e no fim outra escada para o andar de baixo, que continha sete portas três a direita, três a esquerda e uma no fim do corredor.

A primeira porta direita era o quarto dos meus pais, a segunda o quarto de Megan e a terceira o do mais novo, Nico.

Já na esquerda o primeiro quarto era de hóspedes, sem seguida o quarto de jogos e a terceira... Bem era um espaço meu, por ultimo a porta do fim do corredor era meu quarto.

Na varanda eu fui direto aos fundos a casinha do meu precioso amigo, era um espaço muito bom ali onde era metade coberto e a outra aberta, dali eu tinha uma vista incrível, minha casa ficava em um lugar alto então daqui eu via diferentes bairros e melhor ainda daquele local eu via o por do sol, que na minha opinião, era perfeito.

Um vulto grande castanho e loiro me tirara do meu devaneio.

—Hei Binho, se acalma garoto- Dizia enquanto o pastor alemão saltava encima de mim, ele em pé era quase maior que eu de tão grande ou talvez eu que fosse pequena mesmo- Vamos dar um passeio? Tenho tanta coisa para te contar.

Sim, eu conversava com o meu cachorro tá? Não que eu seja doida, mas sempre falava com ele coisas das quais eu não podia contar para mais ninguém, ele era meu eterno confidente e tenho certeza que ele não sairia espalhando meus segredos por ai, ironia ok?

O prendi na coleira e sai de casa, ali onde eu moro tem um parque bem grande, muitas pessoas do bairro vão caminhar ou passear com os animais.

Logo que sai, vi uma movimentação na casa vizinha do lado direito, nas duas ultimas semanas tem sido assim, muitas pessoas vinham visitar a casa que estava à venda.

Antes morava um doce casal de idosos, fazia um mês em que a Dona Bene havia falecido, e com isso um dos filhos veio buscar o pai para morar com ele, me senti triste por um momento, eu gostava muito deles, Dona Bene e Seu Jair eram os melhores vizinhos do mundo, você sempre podia contar com eles a qualquer momento, da minha varanda eu podia ver a varanda deles já que sua casa e a casa da esquerda eram iguais a minha, eu conseguia ver eles sentados no balanço de mão dadas, era uma cena linda, mas infelizmente mão poderei mais vê-la.

Havia um casal na frente da casa conversando empolgadamente pelo que me parece haviam gostado da casa, a mulher parecia ser alguém importante, jovem, bonita e sedutora, e o homem exalava masculinidade e sensualidade, sem parecer menos importante, eles combinavam juntos, aparentavam ter a idade por volta dos 40 assim como meus pais, pareciam o tipo de pessoas que se fossem seus amigos seriam os melhores amigos e se fossem inimigos... Bom acho que você não iria querer tê-los como inimigos.

O corretor sorriu para mim, como se fosse o dia mais feliz da vida dele, acho que ele tinha conseguido vender a casa, sorri amigavelmente de volta e fui a minha caminhada.

Notas finais
E ai? Gostaram? XOXO da Bruta, deixem seus recados para mim, quase chorei de alegria com os últimos 2 HAHAHAHA *-*