Things We Lost in The Fire

22 4x22 - Lucifer Rising


Notas iniciais
Oi, pessoas. Capítulo final e eu não tenho muito o que comentar. O próximo capítulo é sobre a quinta temporada... espero que gostem!

Continue meu filho desobediente

Haverá paz quando você estiver terminado

Coloque sua cabeça cansada para descansar

Não chore mais

Uma vez, eu me levantei acima do ruído e da confusão

Apenas para perceber por um instante além desta ilusão

Eu estava voando cada vez mais alto, mas eu voei muito alto

Embora meus olhos pudessem ver eu ainda era um homem cego

Embora minha mente pudesse pensar, ainda era um homem louco

Eu ouço as vozes quando estou sonhando, posso ouvi-las dizer

Continue meu filho desobediente

Haverá paz quando você estiver terminado

Coloque sua cabeça cansada para descansar

Não chore mais

Kansas

Sam e Ruby capturaram a enfermeira-demônio e a traficaram na velha casa de fazenda. Ela era bem resistente à tortura, apesar de gritar bastante. Sam se sentia atordoado. O desejo por mais sangue era forte, mas ele também não se sentia bem com toda aquela tortura. Sentia-se muito ansioso.

–Por favor, pare! Por favor! – implorava. O corpo era de uma mulher jovem, de cabelos negros e olhos azuis e rosto delicado.

–Você vai me dizer onde ela está? – disse Sam. Ele mal reconhecia o som da sua voz. Não era mais ele mesmo. Podia sentir que o poder o dominava completamente. Sam sentia medo do que estava para acontecer.

–Ótimo, apenas deixe-me morrer.

–Feito – respondeu Sam. Sua voz, seu comportamento, era tudo frio como gelo. Como se ele não tivesse mais emoções. Mas ele tinha, embora estivesse lutando para suprimi-las. Não era hora de ser sentimental. O momento precisava que ele fosse racional.

–Amanhã a noite, meia noite. Ela vai estar num convento, St. Mary’s, Ilchester, Maryland.

–E o selo final, qual é?

–Eu não sei. – Sam esticou a mão, usando o poder para tortura-la, um gesto tão automático e simples quanto respirar. Era parte dele agora. A demônio gritou em agonia. – eu não sei, eu juro, por favor pare! Por favor, me mate, me mate!

–Bom. – falou Sam, convencido que ela não sabia qual era o selo final. Ninguém parecia saber. Sam ia mata-la, mas Ruby impediu.

–Espere. Você não pode.

–Por quê?

–Porque nós temos que leva-la com a gente. Eu não posso te dar mais sangue e você precisa.

–Você prometeu. Sua vadia! – gritou a antiga enfermeira.

–Eu sei. Não se pode confiar em ninguém atualmente – falou Ruby.

–Não se esqueçam, não sou eu apenas quem está sangrando. De fato, acho que vou ficar um pouco inconsciente. Deixar ela dirigir o carro um pouquinho. Cindy McClellan, enfermeira, venha até aqui! – gritou de forma brutal. O corpo relaxou.

Cindy abriu os olhos.

–O que... – ela gritou – onde eu estou? Oh, Meu Deus, eu não posso me mover. Por que eu não posso me mover?

Ela começou a chorar. Sam engoliu em seco, sem saber o que fazer.

–Ótimo – disse Ruby, irritada.

–-

Alicia acordou novamente. Percebeu que estava respirando tão forte que seu peito doía. A morte estava chegando? Ou não? Há quanto tempo estava ali? Já tinha passado por tanta coisa... Porque não podia simplesmente continuar dormindo até nunca mais acordar?

Havia algo de diferente. Um barulho diferente.

Alguém estava tentando entrar no prédio, era isso que parecia. Ou ela só estava alucinando?

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Sam descobriu que em 1972, o St. Mary’s tinha sido abandonado depois que um padre matou diversas freiras. O padre disse que não era culpa dele, que um demônio tinha o obrigado a fazer isso, um demônio chamado Azazel.

–Ótimo, todos os tops estão visitando o lugar. Merece que vamos lá. Vou empacotar a enfermeira para a viagem. – falou Ruby, sorridente.

–Ruby... Veja bem... Talvez possamos achar outro demônio – falou Sam, hesitante. Ele não gostava da ideia de machucar alguém inocente, ainda mais que Cindy estava consciente.

–Sam, não. Todo esse negocio de, por favor, não me machuque, é mentira. Ela está apenas atuando. E mesmo que não esteja, ainda tem aquela vadia do inferno lá. Por favor, não é como se você nunca tivesse feito isso antes. – cortou Ruby. Ela não estava mais a fim de lidar com o lado humano de Sam. Era melhor ele começar a agir como quem ele era destinado a ser. Logo, ele teria que cumprir esse papel.

–-

Dean estava frustrado. Era um homem de ação, não gostava de ficar preso.

–Você pediu para me ver? – perguntou Castiel.

–Sim, eu preciso de algo.

–Qualquer coisa que você desejar.

–Eu preciso que você me leve para ver Sam. Tem algo que eu preciso falar com ele.

–Eu não acho que isso seja sábio – respondeu Castiel. Dean bufou. Desde que tinha sido chamado no céu de volta, Castiel estava se parecendo de novo com o anjo que era quando Dean o conheceu. Parecido demais com os outros anjos babacas. – você se esqueceu do que aconteceu da última vez que vocês se encontraram?

–Não. E é por isso que eu preciso falar com ele. Eu vou fazer o que vocês querem, só me deixem ver Sam por cinco minutos.

–Não.

–Eu estou preso aqui?

–Você pode ir a qualquer lugar que você quiser.

–Eu quero ver Sam.

–Menos esse.

–Foda-se, então. Eu estou fora daqui.

–Por que porta? – falou Castiel e a porta para a qual Dean estava caminhando desapareceu.

–Então me deixe ver Alicia.

Castiel parou alguns segundos para pensar. E desapareceu.

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Ruby estava dirigindo. Sam viu a mensagem perdida de Dean. Ele estava tentando ignorar os gritos de Cindy no porta-malas, mas isso estava torturando ele.

–Ouça logo – falou Ruby – o que você é, uma garota de 12 anos?

–Preocupe-se com seus próprios assuntos. Deus, eu queria que ela ficasse quieta.

–Isso pode ser arranjado – E Ruby riu. Sam continuou de cara fechada – eu não entendo. Todos os demônios que você mata com a faca, o que você pensa que acontece com o ser humano lá? Por que isso é diferente?

–Isso deveria me fazer sentir melhor?

–Eu sei que as coisas estão difíceis para você, Sam, mas estamos terminando aqui.

–Você pode parar com essa atitude apavorante? – explodiu Sam – eu estou prestes a sangrar e beber uma mulher inocente. Enquanto ela observa.

–E como resultado, salva o mundo.

–Eu não sei... – falou Sam. Ele estava com medo. – eu estou começando a pensar que talvez Dean esteja certo. Sobre tudo.

–Nós vamos fazer isso, certo, Sam? Sam! – pressionou Ruby. Não era hora dele mudar de ideia. Faltava tão pouco.

Ele não respondeu. Estava ocupado demais ouvindo os gritos de Cindy e pensando em todas as coisas que ele já tinha feito de errado.

–-

Definitivamente, alguém estava tentando entrar naquele lugar, concluiu Alicia. A luz parecia diferente, então algum tempo tinha se passado desde a última vez que ela tinha acordado. Mas esse alguém ainda não tinha desistido de salvá-la.

Ela estava tão fraca agora. Os cortes estavam se fechando já, mas não importava. Ela podia sentir as batidas do seu coração cada vez mais devagar. Tinha sido muito doloroso e assustador suas últimas horas de vida. Na verdade, ela não sabia há quanto tempo estava lá. Será que o último selo já tinha sido quebrado? Uma estranha paz se aproximava. Ela não sentia mais frio, e sim um calor aconchegante.

Alicia sabia que ao se entregar a esse calor, seria seu fim. Ela tinha que continuar lutando. Alguém estava tentando salvá-la.

–-

Dean estava tentando quebrar as paredes do lugar com uma das estatuas que encontrou lá. Mas a parede se reconstruía.

Zachariah apareceu.

–Me deixe sair daqui – gritou Dean.

–Perigoso demais lá fora. Demônios demais.

–Eu lutei contra demônios o ano todo. Agora você está se preocupando comigo? Você está mentindo, eu quero ver meu irmão. Eu estou cansado das suas merdas e da sua cara gorda e presunçosa. Por que eu não posso ver Sam? O que aconteceu com Alicia? E como eu vou matar Lilith?

–Você não vai matar Lilith. Lilith irá quebrar o último selo. Não temos mais como impedi-la.

–Mas eu e Sam, nós poderíamos... Você não quer parar o apocalipse. Eu me lembro agora. Vocês mesmos quebraram alguns dos selos menores. Como eu pude ser tão burro de esquecer isso?

–Nop. Nunca quis. O fim é certo. O apocalipse está vindo, garoto.

–O que foi toda aquela merda sobre salvar selos?

–Temos que ser espertos. Nem todos os anjos estavam de acordo com isso, ou sabiam sobre isso. Não podíamos falar toda a verdade. Teríamos uma rebelião em mãos. Pense um pouco. Você acha que 65 selos seriam quebrados, fora os outros 600, se forças superiores não quisessem isso?

–Mas por quê?

–Por que não? O apocalipse? Nome pobre, marketing mal feito. Isso afasta as pessoas. Mas nós gostamos das nossas chances. Quando nosso lado ganhar, e vamos ganhar, é o paraíso na Terra. O que tem de ruim a respeito disso?

–O que acontece com as pessoas durante essa luta? – Dean queria atirar naquele anjo, soca-lo e quem sabe jogar fogo nele. Como é que um ser do Céu poderia ser tão insuportável?

–Bom, você não pode fazer uma omelete sem quebrar alguns ovos. Nesse caso, alguns bilhões de ovos. Mas olha, essas coisas acontecem. Não seria a primeira vez. Não, Dean, talvez não seja uma boa bater na minha cabeça com aquela estatua. As coisas não terminaram bem para você.

–E sobre Sam? Ele está tentando impedir Lilith.

–Sam tem um papel. Um papel muito importante. Ele precisa ser empurrado na direção correta, mas com certeza ele pode fazê-lo.

–O que isso quer dizer? O que você vai fazer com ele?

–Sam, Sam, Sam. Esquece um pouco dele. Você tem preocupações maiores. Por que você acha que eu estou confiando em você? Você ainda é fundamental, Dean. Nós não mentimos sobre seu destino. Apenas omitimos algumas partes. Mas nada mudou. Você é o escolhido. Você vai parar isso. Mas não Lilith ou o apocalipse. Isso é tudo. Você vai parar Lúcifer. E quando tudo acabar... E você ganhar... E você vai ganhar... As recompensas serão imagináveis. Paz, felicidade. Duas virgens e setenta vadias. Um dia você vai olhar para tudo isso e rir, confie em mim.

–Me diga uma coisa – falou Dean, ainda fervilhando de ódio. – onde está Deus nisso tudo?

–Deus? – riu Zachariah – Deus foi embora do prédio.

O anjo desapareceu, mas logo em seguida Castiel surgiu. Dean estava tentando ligar para o irmão.

–Você não vai conseguir falar com ele, Dean.

–O que vocês vão fazer com Sam?

–Ele vai fazer isso por conta própria.

–O que isso quer dizer? Esqueça, eu sei o que vocês anjos vão dizer. Por que você está aqui, Cas?

–Nós passamos por muita coisa juntos, eu e você. Eu sinto muito que tenha que acabar assim.

Dean deu um soco em Castiel, que se afastou, desorientado.

–É o Apocalipse, Cas. Você precisa de uma palavra melhor que “sinto muito”.

–Tente entender. Isso foi a muito tempo determinado. É o destino.

–Destino? Não me venha com essa merda. Destino, o plano de Deus... Isso é um monte de mentiras, seu pobre, estupido filho da puta! É um jeito dos seus chefes me manterem e te manterem na linha! Você sabe o que é real? Pessoas, famílias. Tudo isso é real. E você vai assistir a todos eles queimarem?

–O que vale tanta a pena salvar? Eu não vejo nada além da dor aqui. Eu vejo dentro de você. Eu vejo sua culpa, sua raiva, confusão. No Paraíso, tudo é perdoado. Você estará em paz. Mesmo com Sam.

–Você pegar sua paz... E enfiar na sua bunda. Porque eu vou escolher a dor e a culpa. Eu vou até aceitar Sam como ele é. É melhor do que ser um idiota no Paraíso. Isso é simples, Cas! Sem mais merdas sobre ser um bom soldado. Tem um certo e um errado e você sabe disso.

Castiel virou o corpo para não olhar para Dean.

–Olhe para mim! – gritou o Winchester – você sabe isso! Você ia me alertar sobre isso, antes deles te arrastarem de volta para o Céu. Por favor. Me ajude. Agora. Por favor.

–O que você quer que eu faça? – falou Castiel. Porque Dean, em cada palavra, estava certo. E Castiel sabia disso. Ele não aguentava mais fingir que era ainda um bom soldado. Não era mais o anjo de antes. A Terra tinha mudado ele. Os humanos o mudaram. Ele viu muita coisa ruim, mas viu as coisas que valiam a pena serem salvas. E viu pessoas como Dean, que lutavam para preservar o bem no mundo.

Castiel sabia o que era certo.

–Me deixe ver Sam. Nós podemos parar isso antes que seja tarde demais. Allie. E Allie, ela apareceu? Ela sabe do que está acontecendo?

–Eu não consigo localizar Alicia – confessou Castiel – eu não sei o que aconteceu com ela. Eu não ouvi nada.

Era o que Dean temia. Será que os anjos tinham feito alguma coisa com ela? Afinal, a profecia dizia que seria ela quem reinaria pós-apocalipse, não o paraíso. Era possível. Castiel parecia estar sendo sincero a respeito de não saber de nada, mas isso não inocentava os anjos. Infelizmente, era Sam que estava prestes a começar o Apocalipse. Era ele quem eles precisavam encontrar primeiro.

–Se eu te levar até Sam – disse Castiel finalmente – nós seremos caçados e mortos.

–Se tem alguma coisa que vale a pena a pena morrer. É isso. – Castiel nega com a cabeça e Dean virou as costas, se afastando do anjo, decepcionado. – filho da puta sem alma. Por que você se importa em morrer? Você já está morto. Saia daqui.

–Dean...

–Saia daqui! – quando Dean se virou, o anjo tinha mesmo indo embora.

–-

Convento St. Mary

Ruby estacionou em frente ao convento. Cindy ainda gritava do porta-malas. A demônio desceu do carro, impaciente e irritada com Sam.

–Sam, está na hora. Nós vamos fazer isso ou não?

–Me de um minuto para pensar.

–Sam...

–Me dê um maldito minuto, Ruby!

–Melhor pensar rápido – ela disse, resmungando, e se afasta do carro. Humanos.

Sam pegou o celular e se preparou para ouvir a mensagem de Dean.

“Escute aqui, seu sugador de sangue anormal. O pai sempre disse que eu teria que salvar você ou mata-lo. Bom, eu estou te avisando. Eu cansei de tentar salvar você. Você é um monstro, Sam, um vampiro. Não é mais você. E não tem volta.”

Sam estava a beira das lagrimas, mas não era o momento para isso. Dean realmente pensava que ele era um monstro e ele não tinha noticias de Alicia há dias. Ela não se importava com o que acontecia com ele e Dean o queria morto. Era isso que ele era, um monstro, que não se encaixava em lugar nenhum.

O último ato da sua vida então, seria impedir que o mundo acabasse. Esperava que se lembrassem dele por isso e não por todas as coisas erradas que ele tinha feito. Sam estava cansado de decepcionar e magoar aqueles a quem ele amava. Ele nunca era o suficiente, era sempre um anormal. Um monstro.

Sam saiu do carro. Ruby sorriu.

–-

Castiel reapareceu, agarrando Dean pelo ombro e tampando a boca dele com a mão. Ele mostrou uma faca para Dean. Dean entendeu o que eles estavam fazendo e concordou com a cabeça.

Zachariah apareceu, gritando com Castiel. Mas Cas já tinha feito o desenho contra anjos na parede e quando sua mão encostou, Zachariah foi mandando para bem longe.

–Nós temos que achar Sam agora. Não temos muito tempo. Eu não sei onde ele está, mas conheço alguém que sabe. Nós temos que impedi-lo de mata-lo Lilith.

–Mas Lilith irá quebrar o selo final.

–Lilith é o selo final. Ela morre, o fim começa.

–-

–Alicia? Alicia!

Anna, percebeu Alicia. Ela abriu os olhos. Ainda não conseguia se mexer.

–Eu estou aqui!

Ela pode ouvir os passos de Anna correndo até ela. Mal conseguia ver a ruiva por entre as chamas.

–Você consegue me tirar daqui? Aquela vadia da Ruby...

–Eu estava no rastro dela – contou Anna – eu te achei aqui. Não consegui ajuda. Está tudo muito confuso lá fora, com a vinda iminente do Apocalipse. Foi muito difícil entrar aqui... Ruby usou muitos feitiços... Allie, eu estou ferida. Eu não sei se tenho forças para te tirar dai.

–Bem, obrigada por não desistir. Mas acho que não vou estar aqui por muito tempo. – murmurou Alicia.

–Allie. Escute. Você precisa sair daqui e impedir Sam de começar o apocalipse. Ele não sabe o que está fazendo. Os anjos prenderam Dean. Mas sou eu ou você, Allie. E eu estou escolhendo você.

–Anna, do que você está falando? O que você vai fazer?

Alicia teve sua resposta quando Anna avançou por entre as chamas, gritando de agonia com o contato do fogo. Isso quebrou o feitiço e Alicia pode se mexer, embora ainda estivesse muito fraca.

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Dean e Castiel apareceram enquanto Chuck ligava para um serviço de prostitutas de luxo. Ele contou que Lilith estava num convento chamado St. Mary.

–Mas, vocês não deviam aparecer lá. Isso não está na história.

–Bom – falou Castiel, olhando para Dean – nós vamos improvisando conforme for possível.

A tela do computador piscou, as luzes também e toda a casa começou a tremer.

–É o arcanjo! – gritou Castiel – eu vou segura-lo, Dean! Apenas impeça, Sam!

Castiel mandou Dean para longe.

–Castiel! Você precisa ajudar a Alicia – gritou Chuck, elevando a voz para ser ouvido entre os sons do arcanjo. – vá, depressa. Anna vai morrer tentando salvá-la.

Chuck correu para sua escrivaninha, onde estavam o rascunho do que ele estava escrevendo, pegou um papel no meio e jogou para Castiel, com o endereço do local que ele sabia em que estava Alicia. Castiel voou o mais rápido possível, escapando por pouco do arcanjo. Mas sabia que não estava livre. Era questão de minutos até o Céu encontrar o mais novo anjo rebelde, se ele não tomasse alguns cuidados. Só que não havia tempo para esses cuidados. Ele ainda precisava resgatar Alicia. Ela era peça chave para salvar Sam Winchester.

–-

Como sairia dali? Como encontraria Sam? Ela tentou ficar de pé, tentando se esforçar para conseguir sentir onde Sam estava.

Seus poderes estavam muito fracos. Ela ouviu um barulho de asas. Sorriu aliviada ao ver Castiel.

–Cas. O que você está fazendo aqui?

–Você precisa ajudar Sam e Dean – falou o anjo. Um barulho horrível encheu o local. – eu não tenho muito tempo.

Ele encostou a mão na testa de Alicia, mandando-a a para longe. A última coisa que ela viu enquanto desaparecia foi de uma luz brilhante e um som horrível.

–-

Sam entrou na antiga igreja com a mão levantada. Lilith, num corpo de uma mulher loira e usando um vestido branco, levantou a mão, fechando a porta da Igreja. Ruby ficou parada em um canto. Com a força de Sam, Lilith caiu ao chão. Sam não pensava, sentia apenas o poder demoníaco percorrer por todo seu corpo. Seu coração batia com força. Era tudo que ele ouvia.

Dean caiu do lado de fora da igreja, se levantou e saiu correndo, a tempo de ver o que Sam estava fazendo. Ele começou a gritar, mas Ruby, com um sorriso maligno, fechou a porta, prendendo Dean para fora.

–Eu estive esperando por isso... Por muito tempo – falou Sam.

–Então me dê sua melhor tentativa – falou Lilith, presa ao chão, com as mãos grudadas contra o altar de pedra.

Sam se concentrou, a mão esticada, canalizando toda aquela energia, vermelha e negra, em matar aquela demônio. Ele sentia o esforço, a dificuldade, mas ele estava muito poderoso agora. Lilith começou a brilhar, uma luz branca e a primeira alma corrompida gritava.

Dean também estava gritando. Isso deixou Sam confuso por um tempo. Parecia que ele estava ouvindo a voz de Dean, o chamando, mas não era claro.

Ruby, que estava mais perto, também gritava alguma coisa. Mas ele não conseguia entender.

–Você transformou a si mesmo em um anormal – riu Lilith, a risada aguda ecoando pela igreja – um monstro. E agora você não vai morder? Me desculpe, mas você é adorável.

O som todo sumiu, restando apenas as batidas do coração, aquela sensação do sangue rugindo, correndo por todo seu corpo. Sam perdeu a sensação do chão sobre seus pés, a única coisa que podia ver era Lilith. Ele fez um esforço a mais, canalizando todo seu poder e ódio em matar Lilith. Sam sentiu seus olhos queimarem de repente.

Lilith caiu morta no chão, um tremor se espalhou por toda a igreja. Sangue começa a escorrer, mas não aleatoriamente. Um desenho se formava no chão.

–Que Inferno? – perguntou Sam, confuso. Ele mal se lembrava direito de chegar até ali. Por um momento, esqueceu o que estava fazendo naquele lugar, onde estava. Não conseguia entender.

–Eu não consigo acreditar. Você fez! – comemorou Ruby – eu quero dizer, foi um pouco difícil, mas... Você fez!

–-

Alicia despencou ao lado de Dean. Ele ajudou ela a ficar de pé, mas ela estava bambeando.

–Alicia! – gritou Dean, desesperado – finalmente! O que aconteceu com você?

Alicia estava tremendo. Dean ficou apavorado ao ver que ela estava suja de sangue.

–Ruby – ela murmurou e tossiu – Anna e Castiel me salvaram.

–Essa vadia só está nos dando problema – xingou Dean – Sam está lá dentro, e eu não posso impedi-lo. Alicia, se Sam matar Lilith, Lucifer estará livre.

Os dois sentiram o chão tremer. Parecia que era tarde demais.

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–Você abriu a porta! E agora ele está livre! Ele está livre – dizia Ruby.

Sam não conseguia entender o que estava acontecendo. As palavras de Ruby... Simplesmente não faziam sentido.

–Não, não – fala Sam – eu a parei. Eu a matei.

–E está escrito que o primeiro demônio será o último selo. – falou Ruby com fervor. – e você fez isso. E agora adivinha quem está vindo para jantar.

–Meu Deus – falou Sam, começando a entender, lentamente, o que ele tinha feito.

–Tente de novo – riu Ruby.

Ruby falava histericamente.

–Você nem imagina o quanto difícil foi isso! Todos os demônios querendo minha cabeça. Ninguém sabia. Eu era a melhor desses filhos da puta. A mais leal. Nem ao menos Alastair sabia! Apenas Lilith. Sim, Sam, eu sei que você está um pouco bravo agora, mas vamos lá, Sam, até mesmo você tem que admitir. Eu sou maravilhosa!

–Sua vadia – gritou Sam – sua vadia mentirosa.

Sam esticou as mãos, tentando mata-la.

–Não se machuque, Sammy – disse ela carinhosamente – é inútil. Você se esgotou com a chefe.

–Você me envenenou!

–Não, não foi o sangue. Foi você... E suas escolhas. Eu apenas te dei as opções e você escolheu certo todas as vezes. Eu sei que é difícil de ver agora, mas isso é um milagre... Tanto tempo esperando. Tudo que Azazel e Lilith fizeram para você chegar aqui. você era o único que poderia fazer isso.

–Por quê? Por que eu? – perguntou Sam, desesperado, novamente a beira de lagrimas.

–Por que... Porque tinha que ser você, Sammy. Sempre teve que ser você. Você nos salvou, você o libertou. E ele será grato. Ele vai te recompensar de maneiras que você nem pode imaginar.

–-

Enquanto isso, Alicia estava tentando reunir forças para arrombar a porta. Ela fazia um movimento e a porta balançava e ela quase ia ao chão de novo. Patético.

Pensou em Ruby rindo dela, quando a prendeu. Pensou em Ruby lá dentro, com Sam. Alicia gritou, reunindo tudo o que tinha.

E ela abriu a porta com um estrondo.

–Vocês estão atrasados – gritou Ruby. –e você ainda está viva.

–Vaso ruim não quebra – respondeu Alicia. Ela sentia como se fosse cair a qualquer momento, mas ela estava disposta a morrer se fosse para acabar com Ruby. Agora que tinha conseguido abrir a porta, estava em maior domínio de poderes. Ela levantou Ruby no ar. A demonio gritou em agonia.

–Eu não acho que vou mata-la agora. – gritou Alicia. – eu acho que quero brincar antes de comer.

Dean percebeu que Alicia não aguentaria aquilo por muito tempo. Ruby começou a escorregar no ar. Dean olhou para Sam e pegou a faca.

Ruby caiu no chão. Sam a segurou e Dean e Alicia caminharam até ela. Juntos, eles enfiaram a faca de matar demônios no coração de Ruby, que com aquele choque alaranjando típico, finalmente estava morta.

–Allie, Dean... Eu sinto muito – falou Sam, os olhos brilhantes de lagrimas.

Alicia caiu no chão, exausta e tremendo.

O desenho de sangue de Lilith no chão tinha terminado. Uma luz brilhante começou a surgir. Tudo começou a tremer.

–Sammy, vamos – falou Dean, enquanto levantava Alicia do chão.

–Ele está vindo – murmurou Sam.

Notas finais
Então, dessa vez foi a Lima73 que acertou que a Alicia escapava, mas não chegava a tempo. Infelizmente, tiveram que matar a Ruby rapidamente e não deu para torturar ela como eu acho que todo mundo gostaria. Mas foi-se, finalmente. Anna morreu (acho que eu comentei em algum capítulo que já sabia o que fazer com ela, lembra?) para salvar Alicia. Castiel foi levado para o Céu devido a sua rebeldia. Alicia está sem poderes e vai demorar um pouquinho para recuperar... Sam e Alicia... bem, isso vocês dão uma olhada no próximo capítulo. obrigada a todo mundo que chegou até aqui, principalmente para quem comenta, mas também para que só lê. Sem leitores eu nunca teria chegado ao fim da quarta temporada. Obrigada de coração por gostarem das minhas ideias malucas! beijinhos! baseado em 4x22 - Lucifer Rising