Things We Lost in The Fire

15 4x15 - How Many Angels Can Dance on a Head of a Pin?


Notas iniciais
Olá! O título desse capítulo: “quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete?” . Explico melhor lá embaixo... Bem, com esse capítulo, agora faltam 6 capítulos para o fim. Provavelmente será 21 capítulos no total, e mais um capítulo bonus com um pouco sobre a quinta temporada. Ela já tem título e já trabalhei no primeiro rascunho dela (preciso para escrever os capítulos finais da quarta). Espero que gostem :)

Você foi a fundação

Nunca haverá outra, não

Eu segui

Tão preso

Tão condicionado que não conseguia largar

Em seguida, tristeza

Então, doença

Então o choque quando você me sacudiu

Tão impuro, tão vicioso

Com tanto medo que eu não podia me deixar ver

Que eu nunca poderia ser impedido

Para trás ou para cima, não

Confira o discurso

Sim, você me conhece bem

Esqueça o resto

Deixe eles conhecerem meu inferno

Lá e cá

Minha alma não está a venda

Mantenha o respeito

Pois os melhores caírem

Deixe o resto ser os contos-de-fadas que eles contam

Que eu estava lá dizendo

Nessas promessas quebradas

Lá no fundo

Cada palavra se perde no eco

Eu consigo ver através

Dessa vez, eu finalmente deixo você ir

Linkin Park

13 de março de 2008. Floresta no Mississippi.

Alicia pisou nas folhas caídas e o barulho soou alto, porque a florestava estava sobrenaturalmente silenciosa. Ela tirou o celular do bolso, passando as diversas fotos que tinha recebido.

Anjos estavam morrendo.

Outros anjos tinham concluído que a culpa era dela e foi assim que muito de seus aliados tinham morrido na última semana.

Alicia sentiu a presença atrás dela e se virou rapidamente, com uma espada de anjos roubada na mão, pronta para lutar.

–Eu não vim atacar – avisou Castiel, o anjo. – vim pedir para que se renda.

Mesmo assim, Alicia continuou segurando a espada, apontando firmemente para Castiel.

–Eu me render? – falou Alicia, com a voz cheia de desprezo – eu não fiz nada. Aliais, ninguém sobre meu controle fez. Não somos nós que estamos matando os anjos, Castiel. E arrisco dizer... Que você sabe muito bem disso.

–Eu não acredito que vocês teriam poder o suficiente para matar anjos. Mas sete anjos da minha guarnição estão mortos, Alicia.

–E nove aliados meus morreram injustamente. Nós não tocamos nos anjos. Fique longe de nós.

–Aliastar disse que não foram os demônios.

–E vocês acreditam nele? Ele é um demônio. Vocês estão em guerra contra eles. É obvio que são demônios matando anjos. E não só acreditam neles, como já atacaram, sem justificativa. O Céu não me quer como inimiga, Castiel. Vocês não deviam me subestimar tanto. Eu posso ser a diferença entre perder ou ganhar essa guerra.

–Nós sabemos que você importa – falou Castiel, aquela voz séria – aquele mapa deixava isso bem claro. Nunca se perguntou por que foi tão fácil pegarem o mapa de volta?

Alicia ficou surpresa.

–Você entregou o mapa de volta para nós.

–Nem sempre eu concordo com as ordens do Céu, Alicia – confessou Castiel – estou sentindo coisas... Que como anjo, não deveria estar passando por você. Sinto muito por seus mortos. O Céu a teme. Isso foi mais uma prevenção. Ainda não desistimos de Alastair.

–Vocês o capturaram?

–Em uma batalha para salvar um selo há algumas semanas – contou Castiel. Ele ficou em silencio, encarando o nada – eu tenho que ir. Ainda precisamos descobrir quem matou esses anjos.

–Castiel? – perguntou Alicia, antes que o anjo sumisse – vocês salvaram o selo?

–Não.

Castiel desapareceu, deixando Alicia sozinha no meio da floresta.

–-

Alicia saiu andando para fora da floresta, em direção à estrada. Ela sabia que devia ir ajudar Shane a lidar com os mortos, mas não estava com humor para isso agora. Castiel a tinha deixado pensativa: ele tinha permitido que o mapa voltasse para ela, mesmo que na época ele estivesse querendo mata-los porque estavam ajudando Anna. Talvez Castiel não fosse tão babaca quanto os outros anjos.

Quase meia hora depois, quando Alicia já estava chegando na estrada, seu celular começou a tocar.

Era Sam. Alicia hesitou alguns segundos antes de atender. Embora Sam tivesse mandado algumas mensagens perguntando se ela estava bem, ela não estava falando com ele. Odiou perceber como seu coração se acelerava só porque ele estava ligando, mesmo sabendo que, conhecendo eles, eram provavelmente más noticias.

–Alicia. – ele hesitou em dizer alguma coisa e Allie soube, pelo silêncio, que ele estava nervoso. Ela esperou que ele dissesse alguma coisa. Ela não tinha mais nada a falar.

–É que... Uriel e Castiel desapareceram com Dean.

Más notícias, claro.

–OK. – ela disse simplesmente. Ela estava errada sobre Castiel, então. Ele ainda era um anjo filho da mãe. – logo estarei ali.

Ela desligou o celular e fechou os olhos.

Quando abriu, estava dentro de um quarto de motel, com Sam.

–-

A primeira coisa que Dean percebeu era que estavam numa construção abandonada. Através de uma janela de vidro, ele podia ver Alastair amarrado numa armadilha-do-diabo.

–A armadilha-do-diabo é feita usando enoquiano antigo. Ele está completamente dominado. – disse Castiel.

–Fascinante – respondeu Dean, irônico, procurando ao redor por uma porta. – onde é a porta?

–Onde você está indo? – falou Castiel, parecendo muito confuso.

–De volta para o lugar em que eu estava.

–Anjos estão morrendo, garoto – observou Uriel, bloqueando a saída.

–Todo mundo está morrendo hoje em dia. E sim, eu entendo isso. Você é todo poderoso. Você pode fazer o que você quiser. Mas você não pode me obrigar a fazer isso.

–Isso é muito para pedir – admitiu Castiel – eu sei. Mas nós temos que te pedir isso. Você é o aluno dele. Ele é o mestre das torturas. Nada que fizemos terá efeito nele. E precisamos descobrir porque os anjos estão morrendo.

–Eu quero falar com Cas sozinho – falou Dean.

Uriel ficou claramente insatisfeito, mas Castiel ainda era seu superior.

–Vou esperar algumas revelações – falou Uriel – já devem haver novas ordens.

–Bem, traga alguns donuts quando você voltar – falou Dean.

–Você não desiste, não é? Eu acho que estou começando a gostar de você, garoto.

Uriel desapareceu.

–Eu estou começando a achar que ele tem um melhor senso de humor que você.

–Uriel é o anjo mais engraçado na guarnição. Pergunte a qualquer um.

–O que está acontecendo, Cas? Desde quando Uriel obriga a você fazer qualquer coisa?

–Meus superiores começaram a questionar minhas simpatias. Eu estou ficando próximo dos humanos pelos quais eu era encarregado. Eles acharam que eu estava começando a expressar sentimentos. Isso é porta para as duvidas. Isso pode tornar meu julgamento parcial.

–-

Antes de ligar para Alicia, Sam tinha ligado para Ruby. Ele tinha dois motivos para ter tomado essa decisão: primeiro, Alicia tinha atirado nele da última vez que eles se viram. Segundo, o sangue que ele tinha guardado estava acabando. E ultimamente, Dean não o deixava sozinho um segundo, então ele nunca conseguiria tempo o suficiente para ele conseguir sangue de um demônio qualquer, durante uma caçada. Estava ficando cada vez mais irritado com aquilo. Odiava se sentir fraco. Precisava. Onde inferno estava Ruby?

O que Sam não sabia é que Ruby estava fugindo de Alicia, que continuava caçando a demônio com determinação. Se Ruby chegasse perto de Sam, Alicia saberia.

Então Sam ligou para Alicia.

E agora ela estava parada em frente a ele, de braços cruzados.

–Eu acho que isso pode ser útil – ela colocou uma espada prateada em cima da mesa.

–O que é isso?

–É uma espada de anjos. Encontrei largada por ai.

Alicia tinha roubado a espada de um dos anjos mortos.

–É. Então. Uriel e Castiel levaram Dean... Para torturar Alastair, para conseguir informações sobre assassinatos de anjos.

–É, Castiel me contou que eles tinham Alastair, mas Alastair estava negando que os demônios estivessem envolvidos.

–Castiel procurou você? – perguntou Sam, surpreso.

–É. Ele veio falar comigo. Então, qual é o problema? Dean tortura Alastair, consegue a informação e os anjos o devolvem inteiro. Duvido que eles o machucassem. Não o tiraram do Inferno por nada.

–Alicia, Dean não pode fazer isso. Você sabe que ele não é mais o mesmo, depois do Inferno. Ele não é forte o suficiente?

–E você é? – perguntou Alicia, levantando as sobrancelhas. Ela tinha uma expressão ameaçadora.

Houve uma pausa tensa.

–Alicia, eu sinto muito.

–Eu não quero ouvir. – falou ela, sem olhar para Sam. – vou ver se posso encontrar Dean.

Alicia sumiu, deixando Sam sozinho. Em seguida, alguém bateu na porta.

Sam abriu, para encontrar Ruby.

–Temos que ser rápidos – falou a demônio.

–O que está acontecendo com você?

–Alicia. – respondeu Ruby – ela está me caçando. Eu estou arriscando muito já de estar aqui, porque ela está ocupada, e as outras que estão me perseguindo, também.

–Alicia está caçando você?

–Você esperaria outra coisa dela, Sam?

Não, ele não esperaria.

–Ruby, já faz semanas. Eu estou fraco. Eu preciso.

–Claro, Sam. Você pode ter.

Ruby o empurrou na cama, beijando-o em seguida.

–-

Enquanto isso, Dean estava torturando Alastair.

E ele estava resistindo maravilhosamente bem.

–Eu tive seu pai comigo por quase um século – falou o demônio, como se não sentisse nada das torturas que Dean faria a ele – cem anos. E no fim de cada sessão, eu fazia para ele a mesma proposta que eu fiz para você. Eu abaixaria minha lamina se ele pegasse uma.

–Apenas me dê o nome do demônio que está matando os anjos. – disse Dean, com uma expressão fria e a voz sem emoção nenhuma. Ele tomou mais um pouco da garrafa, que continha alguma coisa com álcool, embora Dean não pudesse dizer o que era.

–Mas ele disse não toda a vez. Maldito, como eu queria quebra-lo. Eu tentei de tudo, mas John Winchester... Ele era feito de algo único. Daquilo que os heróis são feitos. E em seguida veio Dean. Dean Winchester. Eu achei que passaria por isso novamente. Mas a garotinha do papai, ele quebrou. Ele quebrou em trinta anos. Não era o homem que o papai queria que ele fosse, né, Dean?

–Você sabe de uma coisa, Alastair? – falou Dean, após mais uns goles da bebida – mesmo no Inferno, eu ainda podia sonhar. E sabe com o que eu sonhava? Com esse momento. E eu tenho algumas ideias. Vamos começar.

–-

Foi difícil. Demorou mais tempo do que Alicia estava acostumada e exigiu muita concentração. Os anjos tinham protegido o local, mas não muito. Estavam escondidos de demônios, mas não de anjos, mas tinha vários símbolos enoquianos ocultando o lugar.

Ela parou do lado de fora do lugar, se perguntando se devia entrar lá e salvar Dean, ou avisar Sam que o tinha encontrado primeiro. Alicia não sabia exatamente o que iria encontrar lá dentro. Se teria que lutar contra anjos. Tinha deixado a espada no quarto de motel. Ainda indecisa sobre o que fazer, se assustou quando sentiu uma presença atrás dela. Se virou bruscamente, em posição defensiva, para encontrar Anna.

–Anabel pediu para me avisar que ela perdeu o rastro de Ruby. Ela desapareceu no ar. Anabel está tentando encontra-la.

–É estranho. – será que Ruby e Sam tinham aproveitado o momento de distração para se encontrarem? – preciso verificar uma coisa.

Encontrou Sam sentado numa cadeira, pesquisando alguma coisa no computador. Alicia não sabia, mas Ruby tinha desaparecido fazia poucos minutos.

–Onde você esteve? Faz mais de uma hora que você sumiu.

–Eu encontrei Dean. Não parece estar muito em perigo. Vou levar você até lá.

–Não vai ajudar?

–Chamem se precisarem de mim. Eu tenho uma situação urgente.

Dean tinha sido levado por anjos, que queria que ele torturasse um demônio. A situação não podia estar tão ruim. Por outro lado, perder o rastro de Ruby era péssimo. Anabel o tinha localizado há poucos dias e segundo Anna, de repente, todo o rastro tinha desaparecido. Isso significava que Ruby, com certeza, sabia que Alicia estava atrás dela. Quem mais estaria?

–-

Dean já estava torturando Alastair pelo que pareciam horas. Dean se sentia... Vazio. Era como se ele não estivesse realmente lá, como se não fosse ele realizando esses atos de tortura, era como assistir uma pessoa qualquer torturando Alastair e nem se importar com isso.

Dean queria pelo menos sentir raiva do demônio. Mas não conseguia sentir nada. Nem quando o demônio falava.

–Você acha que isso vai curar você? Dar um fim para essa situação? Isso é triste. Realmente, realmente triste.

Dean observou Alastair por alguns segundos, e em seguida o esfaqueou com a faca de Ruby.

–Eu esculpi você em um animal, Dean. Não há caminho de volta.

Dean girou a faca dentro do peito de Alastair.

–Talvez você esteja certo. Mas agora é a minha vez de esculpir.

–-

–Anna – falou Castiel, ouvindo Alastair gritar ao fundo. – senti que estava vindo.

–E me deixou entrar.

–Você não devia confiar em mim.

–Estou te dando mais uma chance. Alicia estava aqui. Logo Sam também estará.

–Eu ainda tenho ordens para matá-la.

–De alguma maneira, eu não penso que você vá. Onde está Uriel?

–Ele foi receber a revelação.

–Certo. Por que você está deixando Dean fazer isso?

–Ele está fazendo o trabalho de Deus.

–Tortura? Esse é o trabalho de Deus? Pare ele, Castiel. Antes que você arruíne a única arma real que você tem.

–Quem somos nós para questionar a vontade de Deus?

–Talvez não seja a vontade Dele.

–De onde as ordens vêm, então?

–Eu não sei. Um de nossos superiores, mas não Dele. O pai que você ama. Você acha que ele pediria isso de você? Você acha que isso é certo?

Castiel olhava para todos os lados, menos para Anna.

–Isso que você está sentindo se chama Dúvida. – Anna esticou a mão para tocar Castiel. – essas ordens estão erradas e você sabe disso. Mas você pode fazer a coisa certa. Você tem medo, Cas. Eu tive também. Mas juntos, nós ainda podemos...

–Juntos? – perguntou Castiel, finalmente olhando para Anna.

–Eu não sou nada como você. – falou ele, com desprezo – você caiu. Vá embora.

–E você deveria ter caído comigo! – falou Anna, finalmente revelando algum sentimento na voz: dor.

–Vá.

Anna saiu sem olhar para trás.

–-

Alastair cuspiu uma mistura de água benta e sangue.

–Você apenas não está indo fundo o suficiente. Bem, você não tem todos os recursos. A realidade é, eu não sei, muito concreta por aqui. Honestamente, Dean... Você não tem ideia de quanto ruim realmente foi e o que você realmente fez por nós.

Dean pareceu ignorar o demônio, tirando sal de um grande saco e colocando num pote.

–Toda a questão de sangue, Dean. A razão pela qual Lilith quis você lá em primeiro lugar.

–Cale a boca – respondeu Dean, virando todo o sal na boca de Alastair. Alastair começou a tossir e cuspir sangue.

–Tem alguma coisa na minha garganta. Eu acho que é minha garganta.

–Bem, engula, porque eu só estou começando a diversão.

Alastair tossiu um pouco mais.

–Você sabe, deveria ter sido seu pai. Ele deveria ter causado. Mas no fim, foi você.

Isso atraiu a atenção de Dean.

–Causado o que?

–Oh, toda noite, a mesma oferta, não? Para você e para seu pai. E finalmente você disse sim. Oh, a primeira vez que você pegou na lamina, a primeira vez que você cortou um pedaço daquela vadia chorona... Esse foi o primeiro selo. Dos grandes selos.

–Você está mentindo.

–E está escrito que o primeiro selo maior, após o fim dos selos menores, será quebrado quando um homem bom derramar sangue no Inferno. Assim que ele quebrar, o Selo quebra. Você teve que quebrar esse selo, o primeiro para abrir a jaula de Lucifer. Você sabe, os outros, menores, preparam as circunstâncias. Os maiores são realmente as chaves. Você era o único jeito dos dominós começaram a cair.

Dean finalmente estava sentindo alguma coisa. Choque, pelo que ele tinha feito. Dor e culpa. Raiva de si mesmo, por ser tão fraco, por ter cedido... Se ele tivesse resistido mais um pouco a tortura, como seu pai resistiu por 100 anos, nada disso estaria acontecendo.

–Quando nos ganhamos – continuou Alastair, enquanto Dean continuava de costas, não querendo mostrar sua reação para o demônio – quando nós trazermos o apocalipse e queimarmos a terra, será graças a você, Dean Winchester. Acredite em mim, eu não mentiria sobre isso. É tipo uma religião para mim.

–Não acho que você está mentindo – falou Dean, finalmente se virando, a faca de Ruby na mão – mas mesmo que os demônios vencerem, você não estará lá para ver isso.

Alastair estava parado atrás de Dean, livre das correntes, livre da armadilha.

–Vocês deviam conversar com alguém sobre os canos.

E partiu para cima de Dean, derrubando o caçador no caçador. O demônio era cruel e rápido, sabia muito bem como causar um estrago muito grande em pouco tempo. Castiel surgiu, partindo contra o demônio. Eles lutaram.

–Sabe, eu realmente queria saber como mata-lo – falou Alastair para Castiel, enquanto Dean permanecia caído no chão, mal respirando – mas o que eu posso fazer é manda-lo de volta para o Céu.

A luz azul angelical brilhou na boca e olhos de Castiel, mas antes que pudesse terminar, uma força empurrou Alastair contra a parede.

Sam tinha acabado de chegar, enviado por Alicia.

–Quem está assassinando os anjos? – perguntou Sam. Ele podia sentir o sangue de demônio correndo por suas veias, deixando o forte e poderoso. – como está fazendo isso?

–Você acha que vou contar para você?

–Sim, eu acho que sim. — Sam fez alguns movimentos com a mão e Alastair gritou de dor, seu corpo tremendo e se contorcendo. Os olhos, completamente brancos, se reviravam. – como demônios estão matando anjos?

–Eu não sei.

–Certo.

–Não somos nós. Não estamos fazendo isso.

–Eu não acredito.

–Lilith não está por trás disso. Ela não mataria sete anjos, ela mataria cem, mataria mil.

Sam parou a tortura. Percebeu que Alastair estava realmente falando a verdade.

–Oh, me mande de volta se você puder.

–Agora estou mais forte. Agora eu posso mata-lo.

Sam voltou com a tortura, fazendo Alastair gritar cada vez mais alto, o corpo do demônio tendo espasmos intensos, até a morte.

–-

Castiel apareceu em um parque, logo após assistir Alastair morrer. Uriel estava sentado num banco, de olhos fechados.

–Castiel, eu recebi ordens de nossos superiores. Nossos irmãos e irmãs estão morrendo e querem que nós pararemos de caçar os demônios responsáveis. Há alguma coisa errada lá em cima, você pode sentir?

Castiel se sentou ao lado de Uriel, cada vez mais confuso. Sentindo. Castiel estava tendo essas coisas, sentimentos, e isso era muito difícil.

–Os assassinatos... Talvez eles não sejam demoníacos – revelou o anjo de sobretudo — Sam Winchester disse que os demônios não tem nada a ver com isso.

–Se não são os demônios, quem são? Pelo que eu me lembro, você também acreditou nas palavras de Alicia que não tinha sido as aberrações.

–Eu penso – falou Castiel, cuidadosamente – que é a vontade do Céu. Nós estamos perdendo a guerra. Talvez nossa guarnição esteja sendo punida.

–Você acha que nosso Pai...

–Eu acho que nosso Pai não está dando as ordens mais. Talvez algo esteja errado.

–Eu não vou esperar para ser morto – falou Uriel e desapareceu. Provavelmente iria até o Céu, saber o que estava acontecendo.

Castiel esperou um momento.

–Anna, eu sei que você está ai.

Ela saiu do meio das arvores do parque, para se sentar ao lado de Castiel no banco.

–O que você quer de mim, Castiel?

O anjo não respondeu de primeira, parecendo estar considerando bem suas palavras.

–Eu estou considerando desobediência.

–Você já me disse isso uma vez, lembra?

–Não, agora é diferente... Pela primeira vez, eu realmente... Eu sinto.

–Piora. Tomar suas próprias decisões é confuso e aterrorizante.

Os dois ficaram em silêncio, Castiel observando as crianças correndo no parque, Anna olhando para Castiel.

–Você aceitaria a minha ajuda?

–Você está com Alicia.

–E ela é uma blasfêmia ambulante... Demais para você.

–Anna, por favor, me diga o que fazer.

–Como eu fiz da outra vez? Não vou cometer o mesmo erro de novo. É hora de pensar por conta própria. Adeus, Castiel.

Anna saiu andando rapidamente, novamente sem olhar para trás. Alicia a esperava há algumas quadras dali.

–Castiel está considerando desobediência – informou.

–Você o quer do nosso lado, não? – perguntou Alicia.

–É claro que eu quero...

–Ele é confiável?

–Eu não sei. Eu...

–Anna, você precisa ser sincera comigo. Há alguma história entre você e Castiel. Eu preciso saber o que é, se você quer que eu te ajude a ajuda-lo.

A moça andou de um lado para o outro. As duas estavam paradas numa esquina qualquer. Finalmente, Anna parou e encarou Alicia.

–Castiel e eu decidimos cair juntos. Eu... Comecei a desenvolver sentimentos, ainda no Céu. Por ele. E o convenci a cair comigo. Mas, quando chegou a hora, ele me traiu. É por isso que não sei se devo confiar nele ou não.

–Nós temos que esperar, então. – falou Alicia – você é uma procurada pelo Céu. Não pode cometer erros agora em quem confiar. Ainda mais que Castiel já questionou uma vez e voltou atrás.

–Eu disse a ele que ele teria que pensar por si próprio.

–Eu preciso ir ver Dean – falou Alicia – mas não estou a fim de ver Sam de novo. Principalmente agora que perdemos Ruby novamente.

–Você não acha estranho Alastair ter escapado de uma armadilha do diabo feito em enoquiano?

–É eu acho... – então Alicia entendeu o que Anna insinuava – você acha que alguém o deixou escapar.

–É claro.

–Quem?

–Um anjo.

–-

Castiel tinha voltado para examinar a armadilha do diabo, para tentar entender o que tinha acontecido. Foi assim que viu que ela tinha sido rompida por um cano vazando.

–O que você diz, Castiel? – Uriel tinha aparecido, parado próximo a porta – você vai se juntar a mim? Vai lutar comigo?

–Estranho. É estranho como um cano pode desfazer o trabalho dos anjos quando nós mesmos nos consideramos agentes do destino.

–Alastair era muito mais poderoso que imaginamos.

–Não. Demônios não conseguiram vencer essa armadilha. Eu mesmo a tracei. Nós fomos amigos por muito tempo, Uriel. Lutamos um do lado do outro, servimos juntos longe de casa, por um tempo que parecia para sempre. Nós somos irmãos, Uriel. Me pague com respeito. Me diga a verdade.

–A verdade é que a única coisa que pode matar um anjo... É outro anjo.

Uriel deixou a lamina da sua espada aparecer.

–Você.

–Eu temo que sim.

–E você quebrou a armadilha, libertando Alastair em cima de Dean.

–Alastair nunca devia ter sido capturado vivo. Realmente inconveniente, Castiel. Alastair devia ter matado Dean e fugido, e agora você devia estar caçando demônios.

–Pelos assassinatos que você cometeu?

–Não assassinatos, Castiel. Meu trabalho é conversão. Há quanto tempo nos esperamos? Quanto tempo nós jogamos esse jogo com regras que não fazem sentido?

–É a palavra de nosso pai, Uriel.

–Que pai? Ele parou de ser isso, se um dia foi, no momento que criou eles. Humanos, os favoritos dele.

–Você está tentando me converter?

–Eu quero que você junte a mim. Com você, seremos poderosos para... Trazer Lucifer de volta. Você lembra dele? Como ele era forte e bonito? E ele não se ajoelhou para a humanidade. Ele foi punido por nos defender. Agora, se você quer acreditar em alguma coisa, acredite nele. Miguel e Lucifer tem que lutar, pois só assim, nós, anjos, venceremos.

–Lucifer não é Deus.

–Deus não é Deus mais. Ele não se importa com o que nós fazemos. Eu sou a prova disso.

–Mas isso? O que nós faremos, Uriel? Matar a guarnição inteira?

–Eu só matei quem disse não. Outros se juntaram a mim, Cas. Agora, irmão, por favor, não lute contra mim. Me ajude. Me ajude espalhar A Palavra. Me ajude a trazer o Apocalipse. Tudo que você tem que fazer é não ter medo.

–Pela primeira vez em muito tempo, eu não estou com medo.

Uriel sorriu. Castiel então andou até ele e o acertou com um soco, pegou de surpresa, Uriel caiu, mas logo se levantou e os dois anjos começaram a lutar.

Uriel encurralou Castiel contra a parede, a espada na mão, pronto para mata-lo.

–Você não pode vencer, Uriel. Eu ainda sirvo a Deus.

–Você nem o conheceu. – ele deu um soco em Castiel – não há Vontade de Deus. Nem Ira de Deus. – a cada frase, ele socava Castiel – nem Deus.

Uma luz brilhante iluminou o ambiente, no momento em que Uriel foi esfaqueado.

–Talvez sim, talvez não. – a mulher puxou a faca do pescoço de Uriel, cujo corpo caiu no chão. Castiel ficou surpreso ao ver quem era. – mas há ainda eu.

–Alicia.

–Olá, Castiel. Parece que eu acabei de salvar sua vida. — Alicia sorriu ainda mais – parece que você está me devendo uma.

Notas finais
A pergunta que vocês tem que fazer aqui é: o que Alicia quer de Castiel? O capítulo é baseado no 4x16 – On the Head of a Pin, e pelo que eu li na Supernatural Wiki, o título foi retirado da expressão que eu usei como titulo do capítulo (achei muito legal e pela primeira vez eu entendi o porque o nome desse capítulo), e tem a ver com isso aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/How_many_angels_can_dance_on_the_head_of_a_pin%3F 1. Não, não vai ter Anna/Castiel. Mas num passado, teve. Foi escrevendo esse capítulo que eu decidi qual é o destino de Anna. Aguardem o fim da temporada. 2. Alicia e Sam vão ter uma conversinha no próximo capítulo. Sem tiros. 3. Vocês já descobrem o que Alicia quer de Castiel no próximo capítulo. 4. Dean está no hospital. Mas ele vai ficar bem. Esse episódio é realmente de partir o coração com o Dean, né? 5. A música desse capítulo (Lost in Echo), ela tem a ver com: Sam/Alicia, Anna-Castiel, Castiel-Uriel, Castiel e Dean. Semana que vem, dia 13, é meu aniversário. Deixem comentários de presente :D