These Gray Eyes
17 Capítulo 17
Notas iniciais
POV Percy
– Só um minuto, eu vou trazer o guardanapo pra vocês. – Eu dei as costas e voltei pro balcão, rapidamente levando o guardanapo até a mesa. Levantei os olhos e vi Thalia sentando na mesma mesa de sempre.
Me aproximei calmamente e coloquei o cardápio na sua mesa.
– Hey Thalia. – Ela jogou a franja na frente do olho e acenou pra mim. Franzi as sobrancelhas. – Thalia, o que houve?
– Porque acha que aconteceu alguma coisa? – Ela disse ainda de cabeça baixa. A voz falhada e embargada. Eu olhei pra Circe no balcão e ela fez um gesto com a mão. Eu sorri e me sentei.
– Olha pra mim Thalia. – Ela deu um sorriso debochado e levantou a cabeça. Eu ofeguei ao ver seu olho roxo. Fechei as mãos em punho. – Que merda é essa? – Ela deu de ombros.
– Eu cai. – Eu dei um murro na mesa fazendo ela pular de susto.
– Não mente pra mim cacete, eu sei muito bem como é levar um soco e isso definitivamente é um soco.
– Isso não tem nada a ver com você Jackson, fica fora disso. – Ela disse entre os dentes.
– A felicidade da minha namorada tem a ver comigo, e você é a melhor amiga dela! Porra Thalia o que você acha que vai acontecer quando ela ver você desse jeito? – Ela abaixou a cabeça de novo e eu suspirei. – Olha, eu sei o que está acontecendo com você ok? Eu sei de tudo merda, eu sei o que seu pai faz com você e isso me da vontade de explodir! – Suas mãos tremiam levemente enquanto ela fitava a mesa sem nenhuma expressão no rosto. – Porque Annie também estava sofrendo, do mesmo jeito. – Ela voltou a me encarar.
– Como é que é? – Eu bufei.
– Ela nunca te disse nada, mas Ares tentou abusar dela várias vezes. – Ela ofegou e colocou a mão na boca. – E ela sabe, sabe que seu pai faz o mesmo contigo. Eu fiz de tudo pra levar Ares preso, e você pode contar comigo pra acabar com esse cretino do seu pai. – Senti uma mão sobre meu ombro e olhei pra Annie que tinha acabado de chegar. Ela fitava Thalia com os olhos cheios de água.
– Ah Thalia. – Ela sentou na cadeira do lado da amiga e a abraçou. Elas choraram juntas e eu apoiei minha cabeça nas mãos, pensando.
– Nós temos um sofá vazio lá em casa. – Annie sorriu pra mim e pegou minha mão. Thalia me olhou chorosa e eu estendi minha mão pra ela, ela hesitou mas apertou minha mão. – Vai ter que aguentar ser vela 24 horas por dia. – Ela riu e fungou.
– O problema vai ser te aguentar 24 horas por dia. – Eu sorri e apertei sua mão.
– Bom, vamos passar no Quíron hoje. Depois nós vamos pra sua casa pegamos algumas coisas e vamos todos pra pensão do popo! – Annie riu e deu dois tapinhas na minha mão.
– É então vai trabalhar, traz aquele estrogonofe pra gente. – Eu assenti e me levantei. Dei um selinho nos seus lábios e baguncei os cabelos de Thalia.
– Afe, é como ter um irmão mais velho pentelho. – Eu ri e voltei a trabalhar.
...
– Gente, eu vou esperar no carro. – Eu sai do carro e Annie veio atrás, revirei os olhos e abri a porta traseira, pegando Thalia pelo braço.
– Vamos, não faz cu doce, Quíron é um cara legal. – Annabeth sorriu e entrelaçou seu braço no dela e me deu a mão.
Bati na porta e entrei, Quíron nem olhou pra cima.
– Você tinha razão criança, temos um testamento! E o melhor a mãe sabia de tudo, porque a assinatura dela também está lá! – Ele ergueu os olhos e coçou a garganta olhando pra Thalia. – Opa, temos um rosto novo.
– E ao mesmo tempo estragado. – Annie me deu uma cotovelada e eu ouvi Thalia bufar.
– Muito engraçado Jackson.
– Quíron, essa é minha amiga Thalia. – Quíron estendeu a mão e Thalia o cumprimentou.
– É temos mais uma complicação pra você. – Ele riu e me olhou.
– Percy, você sempre foi um menino com complicações. – Annie riu e me abraçou de lado.
...
– Como você disse que sua mãe é carinhosa com você, deveria contar pra ela. O caso de Annabeth era mais complexo porque ela não tinha em quem se apoiar.
– Agora ela tem. – Eu passei os braços em volta dos ombros dela e ela sorriu.
– Vocês chegam a ser patéticos de tão fofos. – Annie riu.
– Ah, obrigado, eu acho. – Eles riram.
– Voltando ao assunto, fale com a sua mãe primeiro. Mas o quanto antes nós vamos mandar prende-lo. – Ela assentiu. – E vocês, teremos que ter uma conversinha com a sua mãe. – Ele olhou pra Annie e ela engoliu em seco.
– Quando? – Quíron olhou pro computador a sua frente e suspirou.
– Infelizmente eu não tenho tempo essa semana, mas semana que vem nós vamos conseguir esse testamento. – Eu assenti e me levantei.
– Ok, obrigado de novo Quíron, eu sei que estou te dando muito trabalho... – Ele riu.
– Criança, quando sua mãe morreu seu pai ficou perdidinho e eu prometi que iria ajuda-lo com qualquer coisa. Você é um ótimo garoto Percy, e eu estou investindo em você, será um ótimo advogado. – Ele deu um tapa no meu ombro e eu sorri pra ele. – Agora, cuida bem das garotas.
– Vou cuidar.
...
– Pai! – Abri a porta carregando algumas coisas de Thalia enquanto as duas vinham atrás de mim rindo.
– Hey crianças, acabei de pedir pizza, meu cozinheiro demorou demais. – Ele parou ao ver Thalia. – Ah oi nova pessoa. – Annie riu.
– Poseidon, essa é Thalia uma amiga minha. – Meu pai sorriu e a cumprimentou.
– Muito prazer Thalia. Então, não acredito que não serei uma vela sozinha hoje! – Ela riu.
– É isso mesmo.
– Hmm Annie, porque não mostra a casa pra ela? – Ela assentiu e guiou Thalia para o corredor. Apontei pra cozinha e meu pai me seguiu.
– O que foi?
– Tem problema Thalia se apossar do sofá por uns tempos? – Ele me encarou e suspirou.
– O que aconteceu? – Ele apontou pro próprio olho, eu olhei pra trás pra ver se elas não estavam vindo.
– O mesmo caso da Annie, só que ainda pior. É o próprio pai. – Meu pai fez uma careta e fechou os olhos.
– Que merda de mundo é esse? Claro que ela pode ficar. – Eu sorri e o abracei.
– Você é um pai muito louco sabia? – Ele riu.
– Eu faço o que posso. – A campainha tocou. – Deve ser a pizza! – Ele disse e foi atender.
– Fala popo, espero não estar interrompendo. – Grover entrou na sala acompanhado de Júniper. Meu pai riu.
– Liga na Pizzaria filho, hoje a casa tá cheia!
– Hey Grover! – Annabeth apareceu na sala e deu um abraço em Grover.
– Fala loirinha, essa é Júniper minha namorada, E essa é Annabeth namorada de Percy.
– Meus parabéns, agora me diga o que você fez pra domar esse homem? – Eu ri e abracei minha loira por trás.
– Ah ela faz loucuras. – Eu mordi seu ombro e senti um tapa na minha cabeça.
– Não seja idiota.
– Thalia, sinto muito mas seremos vela de dois casais. Venha, se junte a mim e vamos ser felizes. – Ela riu e sentou do lado do meu pai.
– Quem é ela? – Grover perguntou.
– Nossa Annabeth, que sem educação. Nem apresenta as amigas pros outros. – Ela revirou os olhos cinza pra mim.
– Nossa como você está engraçado hoje né...
– Não se atreva. – Ela sorriu torto e disse.
– Cabeça de alga. – Grover explodiu em uma gargalhada assim como todos ali.
– Como é que é? Cabeça de alga?
– Ah que ótimo. Eu odeio você. – Ela riu e me beijou.
– Claro que não, você me ama. – Ela me olhou com aqueles olhos feiticeiros e eu derreti.
– Pior que amo. – Eles riram de novo.
– Oh meu deus, me ensina por favor. Ele parece um cachorrinho. – Júniper disse fazendo Annie gargalhar e eu e Grover olharmos pra ela de cara feia.
– Nem vem, se afaste dela loirinha.
– Aaaaai quando essa pizza chega em? Já estou ficando melancólico com todo esse papo de casal, eu te amo e cachorros.
– Por que você não consegue ser um pai normal em?
– Porque se eu fosse um pai normal, você não seria do jeito que é. Esse cabeça de alga. – Eu estapeei a minha testa ouvindo todos rirem de mim.
...
– A gente tem que ir.
– É tá ficando tarde. – Grover e Júniper se levantaram.
– Ah fala sério, não são nem 23:00 ainda, fiquem mais um pouco. – Grover sorriu.
– Seria ótimo Poseidon, mas amanhã é mais um dia de luta. Estamos no meio da semana, não dá pra ficar até muito tarde. – Eu levantei.
– Tem razão, amanhã todo mundo tem aula e o senhor tem que trabalhar. – Meu pai cruzou os braços e fez um bico igual a uma criança fazendo a gente rir.
– Bom, obrigada por tudo gente. Até qualquer dia. – Todos levantaram para se despedir deles e eu peguei a chave pra trancar a porta.
Annabeth levantou catando os guardanapos de papel, copos e as caixas de pizza. Eu segui ela até a cozinha pra ajudar a lavar a louça enquanto meu pai arrumava a sala pra Thalia dormir.
– Foi uma ótima noite não acha? – Ela me estendeu um copo molhado e eu enxuguei com o guardanapo e guardei no armário, pegando outro logo em seguida.
– Maravilhosa pra ser mais exata. Obrigada por ajudar Thalia...
– Eu não poderia fazer outra coisa, ela é minha amiga também. – Ela sorriu pra mim e bateu seu quadril contra o meu.
– E então, cabeça de alga? – Eu bufei.
– Aquilo foi jogo sujo loira.
– Admita que foi engraçado. – Eu sorri.
– Isso não muda nada. – Ela riu e desligou a torneira, enxugando a mão no guardanapo que estava no meu ombro.
– Isso muda muita coisa. – Ficou na ponta dos pés e eu me inclinei para beija-la.
– Thalia? Tem um fone de ouvido nessa sua mala? Porque você vai precisar dele. – Annabeth riu e continuou me beijando.
...
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