These Gray Eyes
18 Capítulo 18
Notas iniciais
POV Annie
– Você quer que a gente entre lá com você? – Eu me virei no banco e encarei Thalia. Ela respirou fundo e negou com a cabeça.
– Não precisa, sério gente. Eu tenho que fazer isso sozinha. – Eu estendi minha mão pra ela e ela sorriu e apertou.
– Nós vamos esperar aqui então.
– Qualquer coisa é só gritar. – Ela sorriu pra gente.
– Tem certeza que não querem, sei lá, dar uma volta? Isso pode demorar. – Percy bufou.
– Fala sério, claro que não. Parados eu posso tirar uma casquinha da minha namorada enquanto você não volta. Demore o tempo que quiser. – Eu revirei os olhos fazendo Thalia rir.
– Ok, lá vou eu. – Ela soltou minha mão e abriu a porta do carro. Eu abri a janela e a vi caminhar calmamente pra dentro de casa. Mordi a unha vendo a porta se fechar.
Senti a mão de Percy parar sobre a minha perna e dei um tapa nela.
– Fala sério, antes você avançava sobre mim e agora fica fazendo joguinho. – Encarei ele mortalmente.
– Sério isso? Cala a boca. Eu estou preocupada aqui, não vou transar com você na frente da casa dela, dentro de um carro onde qualquer um pode passar e ver. – Ele se inclinou no banco e me beijou o pescoço.
– Nós não precisamos transar, é só uma distração pra tirar essa tensão. – Eu o empurrei.
– É? Então se distraia com a sua mão. E use a esquerda tá? Pra parecer que não é você. – Ele me olhou chocado e eu voltei a olhar pela janela roendo as unhas. Vi pelo canto do olho Percy checar o celular e resmungar alguma coisa.
– Certo, começo de mês é a sua TPM o que significa que daqui alguns dias nós teremos uma semana sangrenta. – Eu o encarei pasma.
– Ta anotando o dia da minha menstruação? – Ele deu de ombros.
– Eu tenho que me prevenir, loira. Você começou a pausa no seu anticoncepcional o que significa que nós vamos ter que transar de camisinha e que você passara uma semana com cólicas e insuportavelmente chata. – Eu ainda o encarava pasma.
– Vai. Se. Foder. – Ele riu e se aproximou.
– Na verdade, eu queria foder você. – Eu fechei os olhos e respirei fundo, ele estava conseguindo o que queria. – Mas como você não quer terei que me virar mesmo. – Ele passou a mão por cima do jeans e eu segui seus movimentos com os olhos.
– Você é um cafajeste. – Ele riu.
– E você já sabia disso quando começamos a namorar. – Ele se inclinou pra me beijar e eu me deleitei com seus lábios deliciosos.
– Por que é que você tem que ser assim? – Eu perguntei, descolando nossos lábios e logo voltando a beija-lo.
– Assim como? – Sua mão boba subiu a minha camiseta e começou a me acariciar a cintura.
– Completamente irresistível. – Ele riu e mordeu meus lábios. Eu soltei um gemido e o puxei pela nuca em busca da sua língua. De repente eu me lembrei do motivo de estarmos ali parados dentro do carro e me afastei dele respirando fundo. Ele olhou pra mim com os lábios formando um beicinho inchado e vermelho. – Não, nós não podemos. Temos que apoiar Thalia, temos que estar atentos a qualquer movimentação dentro daquela casa. – Ele gemeu.
– E porque não podemos fazer isso enquanto você geme o meu nome e cavalga sobre mim? – Eu ri e me inclinei ajeitando seu cabelo completamente bagunçado.
– Porque quando eu estou fazendo isso, eu não penso em mais nada a não ser em você. – Seus olhos verdes me estudavam enquanto eu voltava a me arrumar no meu banco.
– Essas suas mudanças de humor chegam a ser engraçadas sabia? Imagino o momento que vai começar a chorar enquanto me obriga a assistir um filme romântico qualquer. – Eu ri.
– Você vai ter que me fazer um brigadeiro quando isso acontecer. Chocolate é um ótimo consolo. – Seus olhos se fecharam em fenda e ele me olhou com uma cara safada.
– Eu tenho um ótimo consolo pra você. – Eu gargalhei e apoiei a cabeça no banco.
– Por deus, o que é isso homem? Vai pegar fogo. – Ele lambeu os lábios e se aproximou novamente.
– Você faz isso loira, me deixa insano. – Sua voz era baixa e sensual, ele desceu seus lábios pelo meu pescoço, deixando beijos molhados pelos meus ombros até chegar na minha clavícula, quando ele parou e ficou quieto. – Que mancha é essa? – Eu gelei.
– Que mancha? Não tem mancha alguma. – Eu o empurrei pelo peito, mas ele agarrou as minhas mãos e voltou a ficar sério.
– Não minta Annabeth. – Percy soltou minhas mãos e voltou seus olhos verdes pro meu colo, seus dedos acariciaram a manchinha marrom que eu tinha ali e eu tremi.
– Anos atrás, em uma das suas tentativas... Ares me, ele me queimou com o cigarro. – Suas mãos começaram a tremer e eu vi sangue em seus olhos. – Percy...
– Aquele filho da puta. – Ele socou o painel do carro e apoiou a cabeça nos punhos. Eu respirei fundo e afaguei suas costas.
– Hey, já faz tempo... Ares está preso agora. – Ele levantou a cabeça e eu vi a dor nos seus olhos.
– A audição é amanhã. Pelos deuses esse homem vai pagar por tudo o que ele te fez amor. – Eu sorri com lágrimas nos olhos e levantei do banco, passando as pernas por cima do seu colo.
– Fez de propósito só pra eu transar com você né? – Ele riu mais calmo e deitou a cabeça no meu colo, beijando a marca. Eu suspirei e olhei pra cima evitando que as lágrimas caíssem.
– Eu não sei do que você está falando, até porque agora eu também não quero mais. – Ele deitou a cabeça no encosto do carro e me puxou junto me fazendo deitar sobre ele.
– Deuses Percy como você é irritante. – Ele riu e beijou meus cabelos.
– Você me ama mesmo assim, então eu posso viver com isso. – Eu ri e fechei os olhos aspirando seu cheiro.
Eu quase cochilei, porque ele ligou o rádio colocando em uma estação onde as músicas eram calmas e fez um cafuné nos meus cabelos, sentindo seu cheiro delicioso e ouvindo as batidas ritmadas do seu coração, eu não poderia estar mais relaxada, por isso quase dormi. Mas não o fiz, porque assim que o sono resolveu me pegar ouvimos umas batidas na janela do carro.
Abri os olhos e vi uma Thalia com a cara inchada de choro mas com um sorriso singelo nos lábios. Eu bocejei sem querer e levantei minha cabeça do peito de Percy. Ele girou a chave do carro pra eu poder abrir o vidro.
– E então? – Eu perguntei. Ela riu.
– Vocês parecem aqueles casais de filmes. – Eu revirei os olhos. – Ah sim, eu disse pra ela.
– E o que aconteceu?
– Primeiro nós choramos, muito mesmo. Foi um peso saindo das minhas costas e nesse momento ela está picotando as roupas dele. – Eu ri.
– E quando ele chegar, o que vão fazer? – Ela deu de ombros.
– Eu não sei, sinceramente não sei. Eles definitivamente vão se separar mas eu não sei o que pode acontecer daqui pra frente. – Percy pegou o celular e colocou no ouvido. Eu limpei a baba que tinha no canto dos seus lábios e Thalia soltou uma risada.
– Quíron, tudo certo. Tem como mandar os policiais pra casa dele hoje? Ok, ok até mais. – Ele desligou o telefone e olhou sorridente pra Thalia. – Parece que Ares terá companhia na cadeia. – Eu sorri e enfiei a mão pra fora do carro pra pegar a dela. Ela enxugou uma lágrima e fungou.
– Obrigada gente.
– Você não tem que agradecer, eu deveria ter feito isso antes. Eu sabia disso há tanto tempo. – Ela afagou minha mão.
– Cala a boca loira azeda, você não tem que se culpar. Eu deveria ter dito há muito tempo, mas o medo nos cega, precisamos de alguém para nos abrir os olhos e nos guiar pra fora disso. – Ela olhou pra Percy agradecida e ele sorriu pra gente.
– É, afinal de contas eu sou um herói. – Nós rimos e reviramos os olhos ao mesmo tempo.
– Ai, agora ele vai se achar pro resto da vida. – Eu sorri e voltei a deitar sobre o seu peito.
– Ele tem motivos pra fazer isso. – Seus braços me rodearam e me espremeram.
– Ah deuses, eu preciso de um namorado. Vocês estão me deprimindo. – Nós rimos.
– Na verdade, eu tenho alguém pra te apresentar. – Percy disse e eu levantei a cabeça curiosa. – Não tem problema ele ser garçom não é? – Nós rimos e eu olhei pra Thalia.
– Acredite, ele vai saber te servir muito bem. – Eu belisquei o tanquinho de Percy e ele me olhou safado enquanto Thalia ria da gente.
– Ahh só pra esclarecer ela não é nada azeda, ao contrário é bem doce, uma delicia. – Ele deu um chupão no meu pescoço e eu olhei vermelha pra Thalia que ria de tudo aquilo. Eu dei um tapa no seu braço e voltei pro meu banco.
– Seu sem vergonha. – Ele riu e lambeu os lábios.
– Vergonha nenhuma. – Ele coçou a garganta e olhou pra Thalia. – Agora, quando ele chegar, por favor não saia do lado da sua mãe, se tranque no quarto se for possível, e de maneira alguma deixe ele chegar perto de você, por favor Thalia. – Ela riu emocionada e eu sorri.
– Pode deixar cabeça de algas. – Ele fechou a cara enquanto eu ria.
– Só é legal quando ela me chama assim. – Ele apontou pra mim fazendo Thalia rir mais.
– Isso te irrita cabeça de alga? Pois então vou continuar ok? – Ela deu dois tapinhas na lateral do carro e se afastou olhando pra gente. – Eu ligo pra vocês quando tudo acabar.
– Hmm acho melhor você mandar uma sms, eu não quero que você nos interrompa. – Eu dei um tapa na sua cabeça ouvindo Thalia rir. Acenei pra ela vendo-a entrar em casa. Olhei pra Percy com uma cara nada boa.
– Dessa vez nem um amor vai fazer você se safar dessa. – Ele riu.
– E quem sabe um amor seguido de uma bela chupada? – Eu abri a boca e ele riu da minha cara.
– Como você consegue falar essas coisas sem um pingo de vergonha? – Ele soltou uma risada pelo nariz e colocou o cinto.
– É porque eu sei que isso te excita, isso me motiva a continuar a falar coisas sujas pra você. – Eu dei partida no carro e apertei as mãos no volante.
– Vai me fazer um brigadeiro depois dessa chupada? – Ele riu e assentiu. – Pois então está perdoado meu amor.
...
– E Thalia? Como foi lá com a mãe dela? – Poseidon pegou mais uma colherada na panela e enfiou na boca. Percy estava com uma cara azeda porque não pode fazer o que planejava, já que quando ele fez o brigadeiro, meu sogro o parou na ida pro quarto e o obrigou a dividir a panelada, então estamos assistindo o jogo comendo chocolate.
– Aparentemente, tudo certo. A mãe dela deu apoio e quer matar Zeus.
– Essa é minha vontade também. – Ele disse com os olhos vidrados na tv. Olhei pra Percy e pra sua cara de bravo e sorri beijando seu queixo. – Não faz drama Perseu, daqui a pouco vocês voltam a se comer eu só quero brigadeiro. – Poseidon pegou mais uma colherada fazendo Percy bufar.
– Você é irritante. – Eu ri.
– Você tem a quem puxar. – Eu enchi a boca de brigadeiro com seu olhar impenetrável sobre mim.
– E você ta abusada hoje em? – Eu sorri e dei de ombros.
– Eu sei que você gosta assim. – Eu disse no seu ouvido e o senti me apertar em seus braços.
– Por que me tortura tanto Annie? – Eu ri e raspei meus dentes no seu pescoço.
– Porque depois tudo fica bem mais intenso. – Ouvi Poseidon suspirar e pegar os fones de ouvido sobre a mesa de centro, ele puxou a panela de brigadeiro do meu colo e fez um sinal com a mão pra nós sairmos dali. Percy finalmente sorriu, enfiou o dedo mesmo no brigadeiro e colocou na boca, me pegando brutalmente no colo e me levando pro quarto.
Percy me jogou com violência sobre a cama e eu mordi os lábios em expectativa, ele puxou a camiseta pela cabeça e deitou sobre meu corpo. Eu arranhei suas costas enquanto ele lambia meu pescoço. Eu gemi quando ele apertou meu seio por cima da blusa.
E então.
O meu celular tocou.
Percy só faltou se matar.
– Pelo amor de deus! Ninguém mais pode fazer sexo nesse mundo? Não teremos uma geração futura desse jeito!! – Eu ri do seu drama e atendi o celular.
– Alô?
– Annabeth? – A voz de Thalia soou seca do outro lado da linha. Eu me sentei na cama empurrando a cabeça de Percy pra ele parar de me beijar.
– Sim, o que aconteceu? – A linha ficou em silencio por um bom tempo o que me deixou muito nervosa.
– Zeus está morto.
...
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