These Gray Eyes
16 Capítulo 16
Notas iniciais
POV Percy
– Percy?
– Hmm? – Virei mais uma folha e devorei as palavras tentando tirar alguma informação útil dali.
– Eu estou há meia hora pelada na sua frente e você não olha pra mim.
– Uhum... – Certidão de nascimento da Annie... Certidão de casamento...
– Caralho Percy olha aqui. – Contrato de sociedade... Tes... As folhas foram tiradas da minha mão e eu fiquei até tonto por não estar mais lendo.
– O que? – Eu fechei os olhos e massageei as têmporas. – Ah, me desculpe Annie. – Olhei pra ela e percebi que ela estava pelada. – Pelos deuses! – Ela riu e se aproximou de mim.
– Você está a três dias olhando essa papelada. – Ela subiu no meu colo e eu subi minhas mãos pelo seu corpo.
– Me desculpe, mas eu tenho que ver todo e qualquer registro da assinatura do seu pai. – Ela acariciou meus cabelos me fitando intensamente.
– Porque não deixa isso com Quíron? – Eu deitei minha cabeça no seu ombro e deixei que seus carinhos me relaxassem. Acariciei seus grandes seios ouvindo ela suspirar.
– Pra acabar com isso logo. Sua mãe me desafiou Annie, eu quero que você seja feliz e ela está no meu caminho. – Ela riu e me empurrou pelo peito, me deitando na cama.
– Você me faz feliz herói. E está precisando relaxar um pouco. – Ela se inclinou sobre mim e beijou meu queixo eu sorri e deixei que ela fizesse o que queria.
Suas mãos desceram minha samba canção e agarraram meu membro. Eu gemi e botei as mãos no cabelo. Ouvi ela rir e fazer uma trilha pelo meu peito de beijos molhados. Suas mãos faziam um vai e vem delicioso e eu fechei os olhos até sentir sua boca me chupando.
– Oh meu deus do céu! – Eu abri os olhos e vi a sua cara arteira enquanto ela engolia o que conseguia do meu pau. Eu olhava aquilo enlouquecido. Ela vai me matar. Eu acariciei seus cabelos sentindo os movimentos deliciosos que ela fazia. Ela contornou minha cabeça com a língua e eu soltei um gemido mais alto. Puxei seus cabelos, fazendo-a olhar pra mim e fiz com e sentasse no meu colo. – Vai ser minha perdição loira. – Ela sorriu e desceu sobre meu membro.
– Eu to tomando anticoncepcional Percy, por favor goza dentro de mim. – Ela rebolou e eu enlouqueci com essas palavras. Apertei sua cintura firmemente e ergui o quadril na direção do seu.
Annie apoiou suas mãos no meu ombro e quicou no meu colo. Seus seios balançavam na minha frente quase como um aceno pra nota-los. Eu os chupei com vontade e ela jogou a cabeça pra trás, apertando os lábios pra não gemer.
Eu apertei sua bunda e estoquei com mais força, ela unhou meus ombros e colou sua boca na minha. Deslizei minha mão pelas suas costas suada e agarrei seus cabelos loiros aumentando a velocidade. Ela gemeu sobre meus lábios e rebolou com mais força.
– Goza pra mim Annie. – Eu mordi seu pescoço e ela deu um pequeno grito me fazendo rir e gozou, eu revirei os olhos e vim logo atrás me derramando dentro dela.
Deitei na cama com ela por cima, ainda dentro dela. Seu corpo ainda tremia sobre o meu enquanto sua respiração quente e acelerada se misturava com a minha. Ela riu e eu a acompanhei.
– Você é uma delicia. – Ela lambeu meus lábios e levantou o quadril, resmungamos ao mesmo tempo o que nos fez rir de novo. – O que é isso? – Eu sorri e beijei seus lábios vermelhos.
– Humor pós-sexo. Tudo fica melhor. – Ela riu e deitou a cabeça no meu peito.
Nós ficamos um bom tempo em silêncio, nossos corpos foram se acalmando até que nossas respirações se tornaram regular novamente.
– Do que você tem medo? – Eu perguntei.
– Como assim?
– Bom, agora você não tem mais o que temer, mas medos comuns...
– De onde isso surgiu? – Eu revirei os olhos.
– Porque você não pode apenas responder a minha pergunta? – Ela riu.
– Aranhas, agulhas. – Eu gargalhei.
– Sério loira? Desse tamanho e tem medinho de aranha e de agulha? – Ela abriu a boca descrente e me deu um tapa doído no braço. – Ai Annie. – Ela revirou os olhos cinza.
– Do que eu deveria ter medo então cabeça de alga? Você morre de medo de altura... – Eu passei a mão pelos seus cabelos loiros que se esparramavam pelo meu peito e dei de ombros.
– Já disse que não é da altura. — Ela riu. — Mas sei lá, a morte talvez. – Ela me encarou por um momento e sorriu.
– Nós não devemos temer a morte, Percy. É a única certeza que temos na vida, nascemos para morrer. Isso é meio que uma preparação pra morte sabe? Não importa se você sofreu toda a vida, ou viveu feliz e realizado, vai acabar morrendo. Sem espíritos, sem um pós morte, céu, inferno, ela apenas... acaba, tudo o que você fez enquanto vivia tem um fim e de nada adiantou você ser uma boa pessoa ou uma má, isso só define se você será feliz ou não. – Ela refletiu aquilo por um tempo, assim como eu.
– Eu não gosto quando você diz coisas assim. – Ela riu e voltou a deitar a cabeça no meu peito.
– Porque não?
– Porque ai eu vejo como você é extremamente superior a mim e me sinto um namorado de merda. – Ela riu com gosto e levantou a cabeça dando uma mordida no meu queixo.
– Você ta longe de ser um namorado merda, herói. É só o que eu penso, nada mais.
– Exatamente! E ainda faz parecer um discurso preparado por anos que pode mudar o mundo.
– Não seja exagerado.
– Não estou sendo. É só que, é uma coisa que vem naturalmente de você porque você é fantástica e me faz parecer um nada. – Ela sorriu e acariciou meu rosto com a ponta dos dedos.
– Eu te amo sabia? – Ela disse isso de uma maneira simples e sonora, e eu me senti completo aquelas palavras. Por mais que eu já soubesse, porque eu também tenho certeza que ela sabia que eu a amava, era bom ouvir.
– Sério? – Ela assentiu e levou os dedos para o meu cabelo enrolando algumas mechas suadas. – Bom, eu também te amo, já faz um tempo. – Ela riu e apoiou o queixo no meu peito.
– Nós estávamos falando sobre medos... eu tinha medo de amar, mas não tenho mais. Você torna as coisas mais fáceis.
– Como mais fáceis? – Ela suspirou e rolou pro meu lado na cama, virei o corpo ficando de frente pra ela.
– É impossível não me apaixonar por você Percy, parece que as coisas entre a gente flui da maneira certa. – Eu sorri.
– Eu me sinto da mesma maneira. É uma coisa que eu nunca esperei acontecer mas parece que veio no momento certo. – Entrelacei nossas mãos e beijei os nós dos seus dedos, ela sorriu pra mim.
– Eu não posso dizer que nunca esperei, porque no fundo eu sempre mantive a esperança de que eu ia ser feliz um dia, mas você me deu mais que isso herói. – Ela fechou os olhos e aproximou o rosto do meu, eu fiz o mesmo sentindo nossos narizes se tocaram. – Eu amo você, muito. – Eu encostei nossos lábios e sorri em meio ao beijo.
– Só pra esclarecer, eu sei que namorados tem esse tipo de coisa de ficar se chamando de mô, mozinho, amorzão. Então já vamos colocar as coisas em pratos limpos. Não me chame assim, porque isso é broxante. – Ela gargalhou.
– Nem de chuchu? Meu docinho de coco? – Eu franzi a testa e me afastei dela. Ela riu ainda mais e me beijou. – Ainda bem que compartilhamos os mesmos pensamentos cabeça de alga. – Eu suspirei.
– Nossa, cabeça de alga me parece perfeito agora. – Ela gargalhou.
...
– Pai!
Chegamos na sala e ele estava sentado no sofá com os olhos vidrados no meu celular, o fone de ouvido enfiado nas orelhas e a televisão ligada pro nada.
– PAI! – Ele me olhou assustado por ter tirado o celular da mão dele.
– FILHO! EAE! – Ele disse gritando. Eu pisquei várias vezes e Annie atrás de mim começou a rir. Olhei pra tela do meu celular e vi que ele estava ouvindo música no volume máximo. Eu desliguei a música e ele tirou os fones do ouvido. – UAU agora eu entendi o porquê que vocês ficam com esse negocinho no ouvido. É fantástico. – Eu olhei lentamente pra Annabeth e ela começou a rir loucamente.
– Pai, porque raios você estava ouvindo música? – Ele deu um sorriso de lado, e eu já me arrependi de ter perguntado.
– Porque, eu não estava afim de ficar ouvindo o gemido de vocês. – Eu sabia. – Eu sou viúvo sabiam? Estou sem sexo faz um tempo então é meio que torturante. – Annabeth estapeou a própria testa e eu neguei com a cabeça.
– Pai, tem certas coisas que você não precisa compartilha com a gente. – Ele riu e levantou do sofá dando de ombros.
– Você perguntou filhão, eu só fiz o favor de responder corretamente. – Eu bufei e cai sentado no sofá com as papeladas em mão. Olhei pras palavras e elas começaram a dançar na folha, forcei demais a vista. Olhei pra Annabeth parada ao meu lado e corei.
– Annie, me faz um favor? – Ela acenou e mexeu nos meus cabelos. – No criado mudo do meu quarto tem uma caixa marrom, pega lá pra mim? – Ela assentiu e foi buscar. Eu cocei os olhos e bufei, quanto tempo eu não uso aquela merda.
– Aqui. – Ela sentou do meu lado no sofá e colocou as pernas por cima das minhas. Eu acariciei seu tornozelo e abri a caixa pegando meus óculos. Eu os coloquei e voltei a encarar as folhas, agora as letras pareciam certas pra mim.
– Obrigado. – Ela me olhou e sorriu de canto.
– Desde quando você usa óculos? – Eu desviei os olhos.
– Eu sempre tive que usar, mas não gosto. Quando eu forço demais a vista eu sou obrigado. – Ela riu e ficou me encarando. – O que? – Ela mordeu a ponta do dedo.
– Você fica sexy de óculos. – Eu sorri e me inclinei para beija-la.
– Mas por deus, o que vocês comem que ficam com esse fogo todo? – Meu pai empata foda sentou do outro lado do sofá e a Annie riu e se apoiou nele. Ele olhou pra ela sorrindo e fez um carinho na sua cabeça. Eu sorri vendo o quão confortável ela estava. Beijei sua perna e apoiei meus braços nela, voltando a ler aqueles papéis.
Onde eu tinha parado mesmo?
Certidão... certidão... Ah aqui, certidão de nascimento, de casamento, contratos e mais contratos, sociedade, testamento...
Levantei com um pulo do sofá empurrando as pernas da Annie pra fora e ouvindo ela reclamar.
Li novamente aquele tópico andando pra lá e pra cá.
Então havia um testamento.
– PERCY! – Eu pisquei e voltei meus olhos pros dois confusos do sofá.
– Achei. – Olhei a página em que estava e com as mãos tremendo peguei meu celular. Annabeth levantou e pegou as folhas da minha mão. – Quíron! Página... – Olhei pras folhas na mão dela e voltei a falar. – 348 o tópico 1297, Frederick teve sua assinatura em um testamento. – Annie levantou os olhos pra mim surpresos e voltou a olhar na folha procurando o que eu disse. Levou as mãos aos lábios e releu a frase.
– ÓTIMO! Ótimo criança! Venha até aqui amanhã depois da sua aula. Temos que ir atrás desse testamento, rápido.
...
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