Theres a Hell...
22 Capítulo 21- Against all others.
Notas iniciais
Brian levou-me até Delphic Beach, uma das praias que Maine possuia. Já era noite, era bem tarde, na verdade. A praia estava deserta e escura. Nenhum carro, nenhum ser humano. Apenas um grande céu negro e estrelado, com uma lua cheia iluminando o mar calmo e boa parte da areia.
Brian estacionou em uma vaga próxima a calçada que dava acesso a praia. Saímos do carro e eu não pude deixar de negar que estava um pouco assustado. Era fácil ter medo de Brian depois de tudo o que vinha acontecendo com a gente. Incluindo coincidências e evidências.
Assim que andamos até a calçada, Brian cruzou suas mãos nas minhas e de imediato eu não havia entendido o ato. Eu gostava de Brian e alimentava aquilo dentro de mim, mas era estranho vê-lo me tratar com tanta delicadeza e paciência. Nos conhecemos discutindo, eu gostava de como tudo tinha sido até agora. Ver Brian como uma pessoa normal me desviava a atenção, me enlouquecia, não era aquele Brian que eu queria. E com certeza, em algum ponto estratégico daquela noite, eu me amaldiçoaria por ter pensado dessa forma.
Fiz menção de soltar nossas mãos, mas Brian apertou meus dedos e me olhou seriamente. Acabei desistindo. De qualquer forma, andar de mãos dadas era muito gay, o que Brian queria com isso?
“Eu quero você…” , jurei tê-lo ouvido em minha cabeça. Olhei pra ele, mas ele olhava para o mar.
– Você gosta de praia?
– Até gosto, um pouco. – respondi.
– Gosta de praia e é branco desse jeito? Eu imagino sua bunda, Zee, deve ser transparente. – ele riu.
Aquele foi o ponto estratégico. Já havia me arrependido.
Novamente, quis soltar minha mão da dele. Ele a segurou mais forte do que antes e olhou bem dentro dos meus olhos. Parecia queimar.
– Algum problema? – ele perguntou.
– Desculpa…
Ele sentou-se na areia no segundo instante e eu o segui, sentando-me ao seu lado.
– A lua parece legal hoje. – soltei, a procura de um assunto.
Eu e Brian sabíamos o que tinhamos ido fazer ali. Mais cedo ou mais tarde, acabariamos rolando naquela areia. Então ele aproximou-se de mim, como se pudesse ler minha mente. Suas ações estavam tão lentas, que imaginei-o fazendo aquilo para me deixar ansioso com o que viria depois.
Uma de suas mãos acabou em meu queixo, acariciando-o lentamente. Seus olhos pouco iluminados pairaram sobre os meus. Eu quase conseguia ver o verde vivo dos meus olhos refletindo nos castanhos dele. Chegava até assustar como era perceptível as emoções através dos olhos de Brian, por mais que parecessem dois poços escuros, secos e sem fundo.
Sorri um pouco tímido, contato visual não era o meu forte. Tratei de umedecer meu lábio inferior com a minha língua e Brian repetiu o ato umedecendo os seus também. No mesmo minuto, meus olhos pararam em sua boca e nada mais parecia realmente me chamar atenção.
Ele sorriu e eu nunca tinha visto aquilo tão de perto. Nunca tinha percebido que a boca dele era milimetricamente perfeita.Seu sorriso fazia algumas rugas expressivas surgirem por todo seu rosto, como se ele fosse mais velho e já tivesse ultrapassado as experiências de um cara de 17 anos. Eu fiz questão de observar tudo minuciosamente: ele parecia uma perfeita obra de Deus, moldado pelas mãos do mesmo que se preocupou com todos os pequenos detalhes. Haner poderia ser comparado à um anjo. Um ano perverso, sedutor cuja sua unica pretensão na Terra era o pecado.
O ar pareceu pesar.
Brian sentiu o mesmo e afastou-se uns centímetros para tirar o cardigã preto que Matt havia lhe emprestado.
Nada por baixo.
Eu deveria agradecer Shadows por ter feito tudo se encaixar naquela noite e de alguma forma, eu me sentia íntimo de Matt. Como se eu o conhecesse, como se ele tivesse me ajudado, mas parecia tão distante, algo de outra vida e distingui que deveria me preocupar com aquilo depois. Se não fosse por suas gozações, talvez Brian não teria me trazido a um lugar mais reservado.
O corpo perfeito, o peito definido, os músculos e a barriga dobrada por estar sentado. Tudo isso só me fez ter ódio e vergonha de meu corpo.
Passei longos minutos analisando cada parte, cada pedaço da pele de Brian. Descendo meu olhar até seu pescoço, percebi ali uma corrente da qual eu nunca havia visto. Era bonita, fina e simples em prata. A luz do luar refletia seu brilho. Havia um pingente pendurado, que eu não soube decifrar o que era, mas pareciam duas asas negras e grandes.
Não me lembro por quanto tempo o observei. Sei que quando me dispertei, havia um Brian, com o corpo entre minhas pernas, desabotoando vagarosamente os fechos de minha camisa xadrez azul. Ele fazia tudo me encarando diretamente nos olhos e eu percebi que aquela era a hora certa, se eu quisesse realmente fazer alguma coisa com Brian.
Minutos depois, a camisa foi esquecida na areia junto ao cardigã. Agora eu permanecia de regata branca, de um pano fino e completamente colado, que só ressaltava todas minhas imperfeições.
– Eu gosto de regatas... – Brian disse enquanto avançava seu rosto ao meu.
Minhas mãos foram diretamente a sua cintura. Apertei-a contra meu corpo com toda força e masculinidade que eu me permitia naquele momento. Nossas bocas se encostaram e Brian soltou uma risada supostamente cínica. Seu olhar conectou-se ao meu novamente e suas mãos pararam na barra da minha regata.
– Mas eu te prefiro sem ela.
E foi o bastante.
Brian levantou o tecido, tirando-o rapidamente com a minha ajuda. No próximo instante, senti a boca dele envolvendo a minha. Aquela mistura de sentimentos. Desejo, raiva, espera. Ele parecia beijar com o corpo inteiro. Suas mãos, como sempre, me percorriam completamente como se quisessem me invadir, me violar, me possuir.
Foi a minha vez de retribuir àquilo, de modo que Brian não me achasse um idiota bobalhão adolescente.
O beijo acelerou. O gosto distante de uísque ainda fazia parte de sua boca, e se eu pudesse, me embriagaria com a boca de Brian pelas próximas horas. O beijo dele nunca se repetia, cada nova vez, era uma mistura maior de prazeres e calores. Nada me manteria longe dele.
O beijo parou e eu instantaneamente abri meus olhos. Brian estava sentado de frente para mim, de modo que suas pernas ficassem ao lado de minha cintura. Ele estava próximo o bastante para eu saber que não ficaria longe da boca dele durante muito tempo.
Minhas mãos foram até sua nuca, trazendo-o para mim. Nossos lábios entraram em contato outra vez e estávamos nos atracando em um beijo extraordináriamente agressivo.
Meus dedos desceram as costas de Brian, solenemente lembrei da cicatriz assustadora que tinha lá, mas não me assustei. Desci minhas mãos e sem querer meu indicador direito esbarrou na cicatriz. Era grossa, espessa. Meu corpo gelou. Senti uma sensação de déjà vu. Parecia que eu tinha sido levado a um universo paralelo onde apenas Brian existia, como se eu fosse um diretor, vendo a sua vida de fora. Uma cena estranha em um lugar que eu conhecia veio em meus olhos e eu não sabia o que fazer. De repente, Brian tirou minha mão de suas costas e eu percebi que era só minha imaginação. Talvez a cicatriz o incomodasse por ser tão estranha.
– Viu alguma coisa? – ele perguntou enquanto me beijava, paralelamente se afastando.
– Era pra ver? – avancei meu corpo ao dele e o vi estremecer.
Ele me olhou assustado.
– Claro que não! Precisamos ir. – me disse dando um selinho e levantando-se logo depois.
Eu não o deixaria em paz aquela noite.
Peguei nossas blusas da areia e sacudi-as para que o resíduo saísse, logo depois fiz questão de me limpar para não sujar o carro de Brian. Ele nem ligou, já que ainda estava coberto de areia.
Andei até o carro e Brian fez o mesmo, destravando-o e entrando, por fim. Larguei nossas roupas no banco de trás e olhei para ele. Novamente, inclinou seu corpo sobre o meu.
Beijei-lhe os lábios, calmamente. Só o que se ouvia dentro do carro eram os barulhos pecaminosos de nossas línguas se chocando.
Enquanto me beijava, colocou a chave na ignição, girando-a e ligando o motor do carro. Parou o beijo do nada e ergueu uma de suas sobrancelhas, formando um bico infantil nos lábios que mais dizia um “Desculpa baby, preciso dirigir agora”.
(…)
De Delphic Beach até minha casa eram quase 40 minutos. Brian e eu estávamos sem camisas e nada nos incomodava. Eu apenas não conseguia ficar longe dele. Às vezes, pelo caminho, eu me via com o corpo inclinado sobre o banco de Brian, uma de minhas mãos acariciando sua coxa enquanto a outra circulava os dedos pelos cabelos em sua nuca.
Ele dava o máximo de si para concentrar-se na estrada, mas nunca conseguia.E ele parecia certo, eu me sentiria péssimo se provocasse um acidente por conta de meus desejos reprimidos.
Além disso, eu não conseguia manter meus olhos afastados do perfil de Brian. Era perfeito como ele ficava sério e quieto ao volante enquanto eu me insinuava ao seu lado, sem sucesso. Por vezes ele olhava dentro de meus olhos e eram sempre tão escuros, pareciam um espelho e era como se eu pudesse me ver através deles.
Eu literalmente não sabia o que estava acontecendo comigo. Eu não sou assim e eu não quero ser assim.
Brian estacionou o carro na porta de minha casa e as luzes da mesma estavam apagadas, sinal de que minha mãe não estava em casa e nem Gena. Pela primeira vez, não me importei em ficar sozinho a noite.
O carro parou, Brian desligou o motor e se virou para mim. Ficamos sentados por um longo momento antes que ele falasse:
– Você sabe que aquilo não acabou, não sabe?
Imediamente, nosso contato visual cresceu.
– Sei?!
Um sorriso ligeiro tomou conta dos lábios dele.
– Sabe, você sabe. – ele disse se aproximando.
– Tudo bem, eu sei.
O sorriso dele aumentou e sua mão foi até minha nuca onde ele ficou acariciando pesadamente meus cabelos em contato com minha pele. Me arrepiei, fazendo-o gargalhar. Não pude deixar de sorrir também, o que me resultou ganhar um beijo na bochecha, depois outro na boca, outro no queixo e Brian foi descendo. Em alguns segundos, suas mãos trilhavam o mesmo caminho que sua boca. Lábio e mão fazendo carinho na região de meu peito. Senti meu corpo todo formigar.
— Você é tão bom… — foi o que eu ouvi de Brian.
Me mexi um pouco e ele se esquivou, ficando ereto no banco. Era exatamente o que eu queria, e nem precisei de pedir. Me inclinei sobre a marcha do carro, encontrando a boca de Brian no escuro. O beijei lentamente, saboreando o gosto salgado parecido com o mar em sua pele. Ele parou o beijo e sua boca novamente correu meu pescoço. Senti agora, sua língua quente descendo meu pescoço morno e isso fez com que minha respiração descompassasse.
O beijo voltou-se para meu ombro desnudo. Eu havia escolhido aquele momento para ficar o mais perto dele possível. Passei atrapalhadamente por sobre a marcha e subi em seu colo. Ouvi um baixo gemido quando meu peso caiu em meio a suas pernas, foi minha vez de rir cinicamente. Suas mãos foram até o botão e o zíper de sua calça e pude ver a palavra “Marlboro” em trabalho agora. Enquanto ele abria a calça, eu o observava e pelos Céus, como ele ficava gostoso sem aquela camisa.
Assim que terminou de abrir sua calça pude notar a feição de alívio que seu rosto tomou. Ele parecia confortável com ela apenas aberta, e eu queria me sentir daquele jeito também.
Como várias vezes naquela mesma noite, Brian parecia ter lido minha mente. Suas mãos transferiram-se até minha calça e ele fez o mesmo, abrindo meu botão e descendo meu zíper. A tatuagem que tomava todas as juntas de seus dedos pareciam ainda mais sexy abrindo a minha roupa. Fiquei de olhos fechados por um pequeno instante, imaginando como seria se ele realmente me tocasse.
Aquele transe durou pouco, segundos depois senti as firmes mãos de Brian prendendo-me. Fiz questão de me aconchegar um pouco mais e rapidamente levar minhas mãos até o peito dele, agarrando seu pescoço por trás e o apertando, remexendo-me um pouco em seu colo. Outro gemido pode ser ouvido, quase inaudível.
Os olhos fechados, a boca entreaberta. O paraíso.
Repeti o movimento. Vi Brian engolir sua saliva em seco, logo depois abrindo seus grandes olhos apenas para me observar.
— Não faça mais isso.
— Se você estivesse em meu lugar, veria o quanto é impossível não fazer.
Ele sorriu.
— Eu já tenho dificuldade em manter-me longe de você, bem antes dessas coisas acontecerem.
Então me beijou, apertando seu corpo contra o meu num ritmo incrível e maluco. Pude sentir seu peito morno contra o meu, as pequenas gotículas de suor descendo vagarosamente pelo seu pescoço, molhando o começo de seu tronco, agora em contato com o meu. Calor humano.
Novamente o beijo parou. Brian desceu sua boca até a altura de meus mamilos, lambendo cada um deles lentamente. Tratei de olhar em volta, os vidros do carro estavam completamente embaçados. Estávamos ofegantes demais para aquilo não acontecer. A temperatura de dentro do carro parecia baixar cada vez mais.
Para minha surpresa, Haner tratou de sugar meus mamilos – um de cada vez -, com toda a força que tinha sua boca. Eu poderia gritar, gemer, implorar. Doía muito, mas era o tipo de dor que eu gostava e me dava prazer, mais vontade de continuar.
Apreciando aquele momento, tudo o que eu fiz foi encostar minhas costas no volante e começar rapidamente os movimentos que Brian havia me proibido. Ele não parou. Continuou a sugar e lamber meus mamilos. Mordeu algumas vezes e jurei que Brian estava tentando arrancá-los fora. Em repreensão, não parei meus movimentos. Estavam ficando cada vez mais bruscos e excitantes. Brian gemeu, gemeu e gemeu outra vez.
Ao mesmo tempo que senti minha calça apertar, percebi que Brian estava tão duro quanto eu, ao que me esfreguei mais firmamente em seu corpo. Movi-me novamente e Brian fez exatamente o que eu faria em seguida.
Suas mãos me soltaram e seu corpo se afastou.
Ao lado esquerdo de seu banco, Brian procurou com os dedos, uma peça do carro que fazia o banco ir para trás. O espaço entre nós ficou maior. O banco do motorista quase havia encostado nos bancos dos passageiros atrás.
Estávamos longe um do outro, mas o que viria agora, faria eu me sentir íntimo de Brian de um jeito que talvez, se não fosse naquele sábado, nunca ocorreria. Ele sorriu para mim e acenou com a cabeça. Relaxou o quadril no banco de couro, assim como as costas e a cabeça. Seu olhar dizia algo como “Começa, Zacky”, ou eu queria tanto aquilo como ele.
Novamente me aproximei dele, com o corpo inclinado e minhas mãos ao lado de sua cintura, apenas encostadas no tecido do banco. O espaço era pequeno, ainda que ele tivesse facilitado com a ajuda da tecnologia de seu carro. Minhas costas ficaram curvadas e o volante me proporcionava um enorme incomodo.
Irrelevante, aquilo não atrapalharia em nada.
Beijei-lhe os lábios maliciosa e rapidamente. Trilhei um caminho de beijos até seu pescoço. Mordi com força o mesmo, o que fez Brian gemer em reprovação. Fiz questão de sussurrar um “desculpas” em seu ouvido, vendo todos os pêlos de sua nuca se arrepiarem. Brian estava tão vúlneravel quanto eu, naquela noite. Continuei descendo e em meio a beijos, parei entre seus peitos, lambendo por ali todo o suor que estava acumulado. Ele remexeu-se atordoado no banco, não parei.
Meus dedos dedilharam suas coxas, apertando-as com robustez. Fui abaixando meu corpo, ao mesmo tempo que baixava meu rosto, de modo que eu ficasse de joelhos no solo do carro, de frente para o banco. Precisamente, de frente a cintura de Haner.
Ele me olhou um pouco apreensivo, eu sei que ele não esteve esperando por isso. Provavelmente, nem eu. Nunca cederia a Brian daquela forma. E oportunidades não me faltaram.
Continuei meus beijos até que eles parassem em sua barriga. Contornei seu umbigo com a ponta de minha língua e ouvi-o sussurrar meu nome entre dentes.
Prossegui, descendo minha língua até o final de seu tronco. Minhas mãos subiram por sua coxa, indo de encontro ao elástico preto e grosso de sua boxer, da mesma cor. Desci-a alguns centímetros, junto a sua calça e vi o membro rígido de Brian diante de meus olhos.
Apertei-o com uma de minhas mãos e senti a mesma ferver. Seu membro latejava. Infelizmente, o meu também. Mas eu não deixaria Brian me fazer nada aquela noite. Hoje eu mostraria do que eu era capaz.
Olhei-o daquele ângulo, os olhos cerrados, a mandíbula agora, trancada, a boca em uma linha reta, serena. Ele me olhou de volta, levando suas mãos até meus cabelos, acariciando-os com carinho. Foi a minha permissão para segurar a base de seu membro e levá-lo até minha boca rapidamente. Brian era extenso e grosseiro, mais um pouco e ele não caberia em minha boca. Percebi que minha boca e seu pênis se encaixavam perfeitamente.
De primeira, deslizei meus lábios junto a minha língua por toda a extensão do orgão, sincronizando meus movimentos orais com as ações de minha boca, numa espécie de vai-e-vem com os lábios e mãos, lentamente.
O toque de Brian em meu cabelo ficou tenebrosamente mais pesado, e eu sabia que ele estava se segurando ao máximo para não agir como um idiota comigo, e isso, novamente, foi como uma influência para eu continuar.
E eu continuei.
Ergui meus olhos para observar Brian. Ele estava teso em seu lugar.
Olhos fechados, cabeça no encosto e seu lábio inferior mordiscado entre os pequenos dentes perfeitos... não tinha como parar.
Minha boca subia e descia pelo membro de Brian – assim como minhas mãos-, em uma velocidade bem maior. Ele tentava ditar essa velocidade com os gestos em minha nuca.
Eu o via, e ele tentava não gemer, era tão pior. Eu ouvia urros totalmente sinistros largando o fundo de sua garganta. E eu percebi que ouvir aquilo era bem melhor do que ouvir pequenos ofegos.
Boa tentativa, Synyster, mas você não me assustou.
Brian’s POV.
Zacky havia me surpreendido aquela noite. Eu nunca imaginaria que tudo acabaria daquela forma. Sinuca, uísque, apostas, praia, carro, sexo.
Abri meus olhos e ergui minha cabeça para observar a outra em meio as minhas pernas. Foi a visão mais perfeita que eu já tinha visto.
Estonteantes olhos verdes me analisando de baixo, sobrancelhas perfeitamente arqueadas acompanhando as grandes fontes de cor e luz dentro do meu carro e uma grande e carnuda boca, me chupando numa velocidade totalmente enervante. Em contraste, dois piercings que se perdiam entre a cavidade de meu membro e seus próprios lábios, mas, por outro lado, eu sentia uma refrescância colapsante durante toda vez que sentia as jóias deslizando em minha pele ereta.
Durante todas as minhas experiências com homens e mulheres, eu nunca tinha me sentido assim. Tão remoto, insasíavel, vulnerável.
Fechei meus os olhos, por mais que eu não quisesse perder nada daquelas cenas, era impossível manter contato visual com aqueles olhos por muito tempo.
Senti meu cabelo grudando em minha testa e nuca. Abri os olhos. As mãos de Baker apertando meu membro quase tão difícil como sua boca o fazia. Pude analisar o “4nia” de sua tatuagem em sua mão esquerda envolto ao meu membro, outro motivo para tudo ali ser completamente como um quebra-cabeças.
Tornei a fechar meus olhos, mesmo sabendo que não ficariam daquela forma por muito tempo.
Minhas mãos haviam se descontrolado, ditando um ritmo totalmente bruto e voraz a Zacky. Ele parecia não se importar, acompanhando-me de um jeito bem mais impactante do que eu pedia.
Os lábios, a língua, a mão. Eu não precisava de mais nada.
Abri meu globo ocular outra vez. O verde me engolindo com uma beleza censurável. Eu não conseguia encará-lo por muito tempo. Fechei-os novamente.
Lembrando de minha última visão, me via em outro mundo. Minha cabeça girava. O nome de Zacky saia de minha boca a cada vez que eu sentia a cabeça de meu membro firmar-se em sua garganta.
Um mix de sensações.
A saliva escaldante de Zacky. As mãos agradáveis e alvas. As jóias brilhantes em sua boca que mais pareciam duas pedras de gelo, subindo e descendo minha extensão a todo instante. O suor escorrendo em sua pele. O cabelo bagunçado. O nariz perfeitamente proporcional ao seu rosto. O seu corpo tão, tão próximo ao meu…
Eu sabia que estava próximo. Eu sentia.
Então bastou só mais um ato: abrir meus olhos novamente como em todas aquelas outras vezes naquela mesma noite. As orbes quase transparentes abaixo de mim, me encarando com desejo, luxúria, apetite. Eu não consegui me segurar. Meu corpo formigou, meu estômago se contraiu. Seu apelido seguido de um grito grosssamente estúpido escapuliu de minhas cordas vocais antes mesmo de eu pensar em evadir.
O líquido denso e consistente deixou com ímpeto meu pênis, indo diretamente até a garganta de Zacky. Ele não protestou, engoliu-o sem detença.
Em seguida, ele soltou meu membro. As mãos levantaram minha boxer e ele tentou subir um pouco de minha calça. Continuei a analisar seu rosto. Os cílios grandes, o rosto corado e brilhante devido ao suor.
Meu corpo, finalmente enfraqueceu-se no banco. Pude ver Zacky limpar os cantos da boca com a língua e depois com os dedos.
Não havia nada mais magistral entre o limite do céu e do inferno do que aquele garoto ajoelhado em minha frente.
E por aquela noite e pelo resto de meus dias, eu havia esquecido por qual motivo eu o havia procurado de verdade.
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