Notas iniciais
Um capítulo cheio de lembranças e coisas não ditas, vai servir para consolidar a amizade de Emma e Regina. Só peço um pouco de paciência, porque a fic é SQ e vai ter coisa explícita, mas estou escrevendo ela como se Emma e Regina fossem respectivamente a primeira experiência com mulheres de ambas, então as coisas vão ir meio que lentamente apesar da faísca existente.


Emma

Estou no jardim da mansão 108, eu vejo eu mesma e Henry.

Eu vejo Regina sair da porta em um vestido cinza e abraçar Henry.

É quando nos conhecemos.

Henry grita que ela não é sua mãe e corre para a casa.

Eu lembro o que pensei naquele momento:

Uma criança não deveria dizer isso para uma mãe.

Eu vejo seu olhar me analisando de cima a baixo, sei que não pertenço a aquele lugar, ela educadamente me convida para um cidra de maçã.

Entramos, Graham vai embora, ela me leva a um sala, me faz perguntas, sinto seu sarcasmo nas respostas, mas é sútil.

Regina sentasse a minha frente, ela é linda e elegante, e não entendo muito bem o que fazemos ali, dentro daquela sala que ela fechou a porta, ela fala de si mesma sem ser redundante, me sinto deslocada.

Ela me pergunta se ter um pulso forte é o mesmo que ser má, eu a digo que deve ser por causa do livro que o garoto me mostrará, ela subitamente surta como se algo tivesse se ligado em sua mente, se levanta e vai a porta, entendo que é hora de ir embora.

Do lado de fora dou uma última olhada no casarão.

Lembro o que pensei naquele momento:

Meu filho parece uma criança perturbada, mas teve sorte, não sei o que aconteceu comigo e sua mãe naqueles poucos minutos, só sei que nunca vou esquecer esse aniversário.

Agora vendo eu mesma ir até o fusca amarelo me pergunto outra coisa:

Por que as coisas foram tão diferentes do que foram no passado?

Emma toca a campainha do casarão número 108 e suspira, chutando uma pedra imaginaria ela olha a rua Mifflin, como sempre tranquila e sem movimento, ela sonhou outra vez com Regina, e de novo não sabia o que aquilo significava, só sabia a que deixava com perguntas sem respostas, mas o barulho do abrir da porta chama sua atenção de volta a casa.

–Emma?– diz a morena se apoiando a porta, Regina sempre faz isso quando está surpresa, e Emma sabe, só não sabe qual o motivo dessa reação.

–Eu vim buscar o Henry.

–Oh, Henry não chegou ainda.

–Não?– e agora é a vez da loira ficar surpresa.

Como assim Henry não chegou do colégio quando devem ser seis da tarde? Emma lembra que olhou bem o relógio na parede do loft de Mary Margaret antes de ir até ali, eram 17:45.

–Você não viu a mensagem que mandei para você, não é mesmo?

–Mensagem?– diz Emma fazendo uma careta, e procura o celular em um dos bolsos do seu casaco, mais perdida que cego em tiroteio cada vez que Regina fala.

–Henry pediu minha permissão para que Robin o ensinasse como usar arco e flecha após o colégio.– diz vendo a loira apertar um botão tentando ligar o celular visivelmente desligado — Eu a mandei uma mensagem avisando que ele chegaria mais tarde.

–Sem bateria, merda — murmura a loira teimosa ainda tentando ligar o aparelho. –Eu... Eu volto depois– diz levantando o olhar -Só me ligue quando ele chegar — finaliza com um suspiro

–Por que não espera aqui?– indaga a morena, levantando uma sobrancelha com um sorriso de canto e finalmente relaxando a postura na porta -Você pode me acompanhar em um café se você quiser, eu já aí fazer um para mim mesmo.

–Eu não sei... Eu não quero-

–Incomodar? - diz a morena com outro sorriso de canto –Eu acho que nós já passamos desse ponto, querida– diz abrindo passagem para a loira que revira os olhos assim que passa, as provocações nunca realmente acabam -Além do que– diz fechando a porta –desse jeito como ia saber quando liguei com o celular sem bateria?– provoca passando por Emma.

–Haha, muito engraçada - ironiza seguindo Regina até a cozinha - Até porque não seria a primeira coisa que faria assim que chegasse na pousada– finaliza semicerrando os olhos, como se Regina a olhasse, sendo que morena caminha a sua frente, estando de costas, sendo assim não pode ver o sorriso vencedor de Regina ao a tirar do sério.

E Emma naquele momento está ocupada apreciando uma parte do corpo da morena tão lindo quanto seus olhos: sua bunda, Regina veste uma saía preta e uma camisa branca, Emma fica hipnotizada pela visão de Regina ficando nas pontas do salto alto quando abre uma porta do armário para pegar duas xícaras brancas, aquela mulher consegue ser sexy sem ao menos fazer esforço, a loira suspira e vira o olhar assim que Regina se virá e coloca as xícaras em cima da mesa branca de mármore.

–Ainda está na pousada?– pergunta Regina se esgueirando pela cozinha, pegando colheres, açúcar, e nescafé

–Sim... Mas estou olhando uns lugares - diz trocando um olhar com a morena, Regina tem os lábios apertados, desaprovante, Emma sabe

–Não é bom para você e Henry ficarem em quartos de uma pousada — diz a morena sobre o ombro, colocando a água para esquentar– Eu poderia olhar alguns apartamentos para vocês.

–Não tem necessidade– diz dando de ombros–Você sabe, Henry já havia selecionado alguns, então não é um trabalho difícil - brinca e vê a morena exibir um pequeno sorriso assim que se vira.

–Ele cresceu tão rápido– diz Regina apoiando os cotovelos na mesa
–Sim– a loira concorda tristemente e sente-se sufocada, Regina consegue ser fofa e sexy ao mesmo tempo, e é impossível não pensar isso quando Regina a dá um sorriso triste de volta estando naquela posição, três botões desabotoados deixando seu sutiã branco por baixo a mostra, e Emma volta a colocar açúcar na xícara para esquecer esse pensamento –Como foi a semana?– diz levantando o olhar até Regina que segue do mesmo jeito, e ergue uma sobrancelha –Quero dizer a semana do Henry– se corrigi a loira desviando o olhar

–Normal, ele parece ter se enturmado rapidamente — diz a morena com a voz rouca em meio a uma risada -E você pode perguntar como foi a minha semana também– outra risada no final, e Regina acha engraçada a expressão de Emma corando.

–E já que não perguntou, é minha vez — brinca com um sorriso de canto, chamando a atenção da loira novamente -Como foi sua semana, Emma?– diz desapoiando os cotovelos da mesa e retomando uma postura reta, Emma franze o cenho, é tão estranho conversar com Regina quando não é sobre Henry, mas ao mesmo tempo refrescante, poderiam elas terem pelo menos uma amizade?

–Boa– finalmente responde com um sorriso–Quero dizer... Essa foi a primeira semana normal depois de tudo... Só estranhei um pouco a ausência do garoto– finaliza e Regina dá um sorriso triste também, mesmo que tenham entrado em um acordo, suas vidas sempre será assim, alguns dias Emma sentirá falta do filho, e em outros Regina.

–Eu sei como é...– diz a morena, e não é uma provocação ou acusação, é apenas uma verdade, Emma a oferece um sorriso quando Regina se aproxima e preparada seu próprio café, seguindo em silêncio, sendo rapidamente cortado pelo apito da chaleira avisando que a água esquentará, Regina a desliga e trás até a mesa colocando água quente na xícara de Emma primeiro.

–Obrigada– diz a loira educadamente, Regina dá um sorriso em resposta enquanto repete o ato em sua xícara..

–Pode me acompanhar até a mesa de jantar, por favor? — diz a morena, Emma concorda com a cabeça tomando um gole de café -Eu tenho alguns para relatórios para terminar — finaliza pegando sua xícara e Emma a segue.

Tudo parecendo como quando Regina a dava aulas de magia, elas podiam acabar o dia tomando café no loft de Mary Margaret, com Regina a explicando mais sobre magia, e claro ficando por lá para estar perto de Henry, e a essa altura Emma já não achava possível esses cafés de finais de tarde se seguirem entre elas, agora que tudo estava bem, mas era algo que podia começar a se acostumar.

Assim que chegam a mesa Regina sentasse na cabeceira e Emma ao esquerdo, a mesa está tomado de documentos, mas é claro não há nenhuma bagunça.

–Muito trabalho?– indaga a loira, talvez ela não devesse ficar ali atrapalhando
–Um pouco– diz Regina largando a xícara na mesa –Mas nada que não possa ser resolvido– dá um gole no café –Na verdade, eu queria falar com você– finaliza, Emma se arruma um pouco na cadeira, aquela e frase e tom de voz não eram uma boa combinação.

–Sobre o quê?

–Suas aulas, eu acho que você deveria continua-las– Regina larga a xícara, e Emma percebe que o café foi apenas uma desculpa.

–De magia?– diz franzindo o cenho

–E que outras aulas você têm?– ironiza em meio a uma risada

–É, ok, mas porque?

–Você possui um grande poder, e você mal começou aprender a controla-lo, você ainda age mais por instinto do que por razão.– enfatiza Regina –Isso quer dizer que você é muito levada pelas suas emoções, e agora que seu poder está realmente acordado poderia ser perigoso se não souber controla-lo.

–E porque tá dizendo isso?– diz a loira exasperante, havia Regina notado que ela escondia algo?

–Por nada.– diz Regina a encarando com a súbita mudança no tom de voz de Emma -Eu só queria... — diz apertando os lábios –Esqueça. Você está certa, você não precisa.– Emma revira os olhos, por que ela e Regina sempre acabam discutindo?

–Regina...– suspira –Eu não quis falar daquele jeito. Eu só queria tirar umas férias de magia...

A morena acena em resposta e Emma abaixa o olhar, de repente querendo que Henry entre pela porta e que ela possa ir embora, Regina só queria ajuda-la, e aquilo não era pouca coisa.

Regina nota o desconforto de Emma pelo silêncio ao se focar nos documentos, e ao mesmo tempo que quer quebra-lo é teimosa o suficiente para não fazer, ela havia se preocupado com a loira e o que ganhou em troca? Patadas daquela idiota ou seu lado, na qual lança um olhar de canto de olho, desviando assim que percebe que Emma fazia o mesmo.

–O que você quer perguntar?– diz Regina finalmente quebrando o silêncio, Emma suspira, tem algo que a muito quer perguntar mas não tem certeza de qual seria a reação de Regina.

–As falsas memórias.– diz se endireitando na cadeira chamando a atenção da morena –Aquelas que você deu para mim e Henry, as memórias dele pequeno não eram falsas, elas eram suas, não eram?

–Sim– responde com um fraco mas sincero sorriso

Sério? – diz Emma arregalando os olhos, Regina apenas acena em resposta.-Aquela coisa, aquela de argila... — diz gesticulando com as mãos, fazendo a morena franzir a testa tentando entender que coisa que é essa que a loira fala –Aquela que a mão dele no meio que dizia-

–Para a mamãe?

–Sim! Esse– diz empolgada –Nas minhas memórias as coisas que tínhamos foram perdidas em um incêndio, e eu lembrava disso também, ele realmente fez aquilo para você?

–Sim– diz sorrindo com a lembrança, tudo voltará com a maldição lançada por Snow, e aquilo era algo que Regina sempre guardaria.

–Oh queria poder realmente ver visto essas coisas– diz a loira mais para si do que para Regina, tomando um gole de café, Regina sorri sem graça mas Emma não nota, perdida nos pensamentos.

–Eu tenho algo para te mostrar — diz a morena levantando-se –Me siga.

–Ok– é tudo que a loira diz, e segue Regina até o segundo andar.

Regina realmente não gosta de dividir seus pertences, mas olhando para o passado agora, ela já havia divido quando deu suas memórias para Emma.

Sendo assim Regina entra em um quarto e Emma para na porta, aquele deve ser o quarto de Regina.

–É engraçado como você sempre faz o contrário do que digo. Eu disse para me seguir– provoca Regina saindo do closet, com uma caixa quadrada bege em mãos, atraindo a atenção de Emma que olhava para o corredor –Você pode entrar, Emma - diz sentando-se sobre uma perna cama, Emma acena e entra, a quarto de Regina tem o mesmo estilo austero da casa, e claro, é enorme, é uma suíte na verdade, Emma corrigi a si mesma

–Você pode sentar também– diz a morena, e Emma o faz, mantendo uma boa distância, sentindo-se deslocada –Eu tenho que admitir, após todo esse tempo nunca achei que a veria com vergonha.

–Eu não estou com vergonha– diz franzindo a testa.

–Isso é algo que alguém que está poderia dizer– rebate Regina com um sorriso vitorioso e uma mão dentro da caixa.

–É, eu sei– murmura Emma desviando o olhar

–Era sobre isso que você estava falando antes?– diz a morena chamando sua atenção, balançando com uma mão a peça de argila que Emma falou a minutos atrás

–Você ainda têm? — pergunta Emma, se arrumando na cama e sentando-se na mesma pose que Regina.

–Como você pode ver, sim, eu ainda o tenho– diz a morena oferecendo para a loira, Emma olha para peça e para Regina, incerta, mas pega a peça, é igual a que lembra das falsas memórias, ou no caso as de Regina.

Regina assiste a loira com objeto na mão, Emma passa os dedos sobre a marca da mão de Henry, aquele era um dos objetos mais valiosos para Regina, e ela nunca imaginou que iria dividi-lo com ninguém.

A algum tempo atrás se dissessem que Emma Swan o pegaria em suas mãos ela apenas soltaria uma gargalhada, e se dissessem que ela entregaria por pura e espontânea vontade Regina mandaria a pessoa para um manicômio¹.

Mas agora, ao ver um sorriso involuntário se formar no rosto de Emma enquanto passa as mãos pela peça, e lágrimas em seus olhos ela sabe que foi certo dividir aquele pedacinho dela Henry com ela, afinal quando voltaram da Floresta Encantada sem as memórias, Emma foi a única a acreditar que não havia sido ela, mesmo com todo o passado entre elas.

–Obrigada. Por me deixar ver, eu não quis realmente pedir lá em baixo– diz o entregando a morena.

–Eu sei, mas ainda tenho algumas coisas para mostrar a você– diz pondo o objeto dentro da caixa, e pegando um bolo de fotos soltas, Regina toma um tempo encarando a primeira foto e a passa para Emma, é uma foto de Henry ainda bebê nos braços da morena.

–Essa foi tirada no dia que o trouxe para cá– Emma pega a foto, e é impressionante como Regina na foto é igual a que está ao seu lado, a mulher não envelheceu um ano, por causa da maldição Emma sabe, mas ainda assim impressionante, e Henry parece estar chorando.

–Ele era chorão?

–Na verdade não– diz passando o bolo de fotos para Emma –Apenas no começo.

–Não lembro disso– fala olhando outra foto, Henry com uma touca que tem pequenas orelhas no topo, e com suas grandes bochechas o deixa mais fofo, ele têm um urso branco de pelúcia na boca, provavelmente Regina só o deixou colocar na boca porque foi na hora que estava tirando a foto.

–Não achei que essa seria uma boa memória para se passar.– e pelo tom de voz e olhar de desgosto de Regina, Emma decidiu não insistir no assunto, ou teve a impressão de que acabaria sem ver o resto das fotos.

–Você sabe, se eu pudesse não queria ter o dado para adoção.– diz a loira sem tirar os olhos das fotos –Mas eu fico feliz que foi você que o adotou, diferente de mim Henry teve sorte.– finaliza, Regina não pode dizer que sente culpa por Emma crescer longe dos pais, se não fosse assim nenhuma delas teria o filho que têm hoje.

–Obrigada– diz trocando um sorriso com a loira meio sem jeito –Você disse que não teve sorte, o que aconteceu lá?– pergunta impossível de manter a curiosidade para si, ela só sabe do passado de Emma aquilo que viu em sua ficha, que passou por orfanatos, e aos 18 foi presa.

–Hoje não posso reclamar de não ter sido adotada, não é?– brinca –Mas Henry realmente teve sorte, e era o que deseja a ele, que tivesse mais sorte. Eu fui um daqueles bebês chorões e só fui adotada aos 3 anos.– diz passando uma foto para trás no monte –Mas depois o casal teve seu próprio filho e me devolveram– diz com sorriso um meio sorriso no final, mas Regina não acha nada daquilo engraçado, bem pelo contrário.

–Eles não deveriam ter feito isso, isso é horrível.

–Eu estou aqui– murmura Emma fingindo indignação -Por isso perguntei se ele era chorão.

–Não ele não era, era só comigo. — confessa Regina sem pensar direito, e não fala mais nada após notar o que disse, Emma a olha e pensa em dizer como aquilo soou paranoico, mas pelo olhar de Regina ela sabe que é uma verdade e não é uma brincadeira.

–Devia ser sua impressão. Bebês são chorões. — diz com um sorriso fraco voltando a olhar as fotos.

Regina olha Emma passar uma foto atrás da outra para o final do monte, e aquela mulher a intriga.

Emma acabará de contar sobre uma parte de sua vida, e Regina sabia que não tinha direito nenhum de saber.

Isso lembrava Regina de uma das piores desvantagens de ser do lado "bom da força", que é sentir o dever de contar uma parte de si quando outro alguém conta sobre seu passado.

–Não era apenas uma impressão– diz Regina retomando o assunto, ela retira um álbum de fotos da caixa, ele é do mesmo estilo do livro de Henry, ao invés de Once Upon a Time escrito em dourado é Henry, ela poem o álbum em cima da perna e passa a mão pela capa, Emma acompanha seus movimentos e continuação da fala, impacientemente se arruma na cama e senta-se um pouco mais perto da morena –Quando ele era um bebê ele não parava de chorar, Whale fez todo tipo de exames mas não acusaram nenhuma doença.– diz lançando um olhar a loira–Então ele disse que poderia ser algo anormal, algo que só com os pais biológicos podia ser descoberto. Algum tempo depois eu notei que o problema era comigo.– Regina faz uma pausa olhando a loira nos olhos –Mas primeiro, eu descobri que a mãe de Henry havia sido encontra ao redor de Storybrooke 18 anos atrás.– e o queixo de Emma caí comicamente.

–Você... Mas... Mas– diz Emma balançando a cabeça –Espera em minuto...– diz voltando o olhar a morena –Você sempre soube quem eu era. Por que não me matou quando cheguei em Storybrooke?

–Se eu matasse você a maldição seria quebrada. — explica Regina com um sorriso de canto.

–Isso era pra me fazer sentir melhor?

–Mas realmente, eu não lembrava quem você era. Eu tomei uma poção de esquecimento.

–Espera, o quê?– diz exasperante –Você quer dizer que escolheu manter o Henry sabendo que a maldição poderia ser quebrada?– diz a loira perplexa –Você podia ter devolvido ele.

–Não eu não podia...– Regina diz balançando a cabeça em um fraco sorriso.

E Regina realmente não podia, ela havia tentado e desistido no último minuto.

–E por que não?

–Porque eu amei ele desde a primeira vez que o segurei em meus braços– diz Regina em um sorriso que chega aos seus olhos seios lágrimas, parecendo tanto com sua versão jovem, e Emma queria tanto abraça-la mas tinha tanto medo, então esgueirou sua mão direita até a de Regina a apertando apenas o suficiente para a morena a olhar.

–Eu realmente fico feliz que foi você tenha escolhido ele - Regina apertada sua mão em resposta com um sorriso, Emma o retribui e larga a mão da morena de cabelo curto voltando sua atenção ao bolo de fotos, já no meio do bolo, com as fotos não estando em ordem cronológica ela se depara com uma foto de Henry já crescido, tendo uns 9 ou 10 anos, sorrindo assim como Regina que envolvia em um abraço por trás.

–Que idade ele tem aqui?– diz Emma tirando a atenção de Regina que olhava o álbum.

–Ele tinha 9 anos.

–Bonita foto– comenta Emma antes de passa-la para o final do monte

–Você pode ficar com ela... Se quiser.

–Tipo, sério?

–Sério.– afirma Regina –Essa é uma cópia, a uma no quarto de Henry e no álbum também.

–Oh, eu... Obrigada.– diz Emma sem jeito, ela realmente queria aquela foto mas nunca pediria a Regina.

–De nada– diz Regina educadamente podendo ouvir passos apurados na escada, -Eu acho que eles chegarem– diz levantando-se e vai até a porta, Emma arruma o bolo de fotos e pode ouvir Regina conversar algo com Henry no corredor, com logo em seguida Regina entra no quarto novamente.

–Obrigada por me mostrar essas coisas...– diz Emma fazendo uma careta enquanto Regina guarda as fotos soltas na caixa -E pela foto também.

–Hey mães — diz Henry com a mochila nas costas a porta

–Pronto para ir garoto?

–Sim.

–Emma– diz Regina atraindo sua atenção de novo

–O quê?

–Você pode olhar elas no fim de semana– diz Regina a o oferecendo o álbum, Emma olha para o álbum e Regina e pega o álbum com um sorriso.

–Até segunda.

–Até– concorda Regina, e Emma vai até Henry que manda um tchau para Regina da porta.

E Emma saí da mansão com mais repostas do que perguntas que o último sonho a deu, sabendo exatamente porque Regina foi tão diferente dá jovem no passado: desta vez ela estavam muito preocupadas em disputar Henry para enxergarem uma a outra.

Mas Emma sairá com uma outra pergunta que não havia passado por sua mente.

Por que a maldição que Regina tomou no passado ainda não foi quebrada junto com a que ela mesma fez para si?

Notas finais
Manicômio¹: hospital psiquiátrico. Sobre a última pergunta no final: lembrem que Rumple nunca disse para Emma como a poção que deu para Regina poderia ser quebrada, apenas "que não seria facilmente quebrada". (mas que vcs já sabem como rsrs porém Emma (como sempre) não) A peça de argila citada aparece no episódio 02x12 - In The Name of The Brother: https://33.media.tumblr.com/5edfd79ee22186b23812595d24bb868d/tumblr_nafm41ktif1r0rykbo1_500.jpg A foto que Regina deu para Emma que também aparece no 02x12 https://38.media.tumblr.com/d74f4a787ca1b31df23548c4e2b41bd3/tumblr_nafm41ktif1r0rykbo2_500.jpg ♡ Até o próximo capítulo ♡