There's No Place Like The Past
9 Paradoxical Love Story
Notas iniciais
Dentro do fusca amarelo a conversa é posta em dia entre Emma e Henry, e o caminho até o loft de Mary Margaret Emma também não deixa de ter seus pensamentos silenciosos sobre Regina.
Havia a poção que Regina tomou no passado não sido quebrada ainda? Ou havia Regina lembrado e simplesmente ignorado o assunto?
Não aquele não era o jeito de Regina, Emma sabia. Ela poderia não saber como Regina reagiria se lembrasse, mas certamente não seria fingindo que nada tivesse acontecido.
E só havia uma pessoa que poderia responder aquelas perguntas.
–Nós vamos jantar com vô e vó e hoje?– diz Henry ao seu lado enquanto sobem as escadas que dão a porta do loft número 3.
–Sim garoto– responde a loira com sorriso.
–Legal– diz o garoto afundando as mãos nos bolsos do casaco com um sorriso e Emma abre a porta.
Snow levanta o olhar de trás da copa da cozinha e manda um sorriso involuntário assim que vê abre a porta
–Estava começando a achar que vocês não vinham mais– comenta antes de voltar a descascar uma batata.
–O senhor arco e flecha aqui estava tendo aulas com Robin Hood após o colégio, e me fez esperar um tempo na Regina– diz Emma fechando a porta, fazendo Henry revirar os olhos ao melhor estilo Regina.
–Estava praticando arco e flecha?– pergunta Snow passando o olhar de Emma para Henry que acena em positivo –Oh eu lembro quando praticava todos dias na floresta.– finaliza Snow com um sorriso brilhante, apesar de naquela época estar fugindo de Regina as aventuras valiam a pena.
–É, eu acho que essa coisa de arco e flecha pulou uma geração– brinca Emma pondo um braço sobre o ombro de Henry.
–É legal– confirma Henry. –E o vovô?
–No banho– responde Snow–Emma pode me uma mão para terminar o jantar mais rápido?
–Eu poderia dar uma mão mas tenho alguém para fazer uma visita... Antes do jantar– diz Emma fazendo uma careta
–Oh, okay– diz Snow arregalando os olhos em surpresa -Mas talvez você pode trazer esse alguém para jantar com nós– completa Snow com uma piscada que deixa clara a insinuação.
–Não é Killian que vou ver– diz Emma deixando um suspiro escapar -E nós não temos nada...– finaliza com outro suspiro de frustração, tirando o braço do ombro de Henry, que assim como Snow assiste sua reação.
–Logo estou de volta okay?– diz Emma passando o olhar de Henry para Snow que assentem e olham sua saída se perguntando quem Emma irá encontrar e porque.
Naquele início de noite Rumple se encontrava atrás do balcão direito da loja, tirando cuidadosamente o pó da lâmpada do gênio que um dia foi encontrado por Leopold, não havia mais o gênio ali e nem pedidos a serem feitos, mas algo que pertenceu a alguém sempre tem seu valor, a campainha toca anunciando a chegada de alguém, o interrompendo de seus pensamentos, mas é alguém que Rumplestiltskin sabia que cedo ou tarde faria uma visita.
–O que posso fazer por você Srta. Swan?– ele diz assim que Emma fecha a porta e vai em sua direção.
–Nós precisamos conversar.
–Então me diga, querida. Sobre o quê?
–Regina.
–Regina?– diz Rumple deixando um sorriso de canto escapar –Bem, eu não posso dizer que não esperava vê-la, mas...Ainda assim foi um pouco cedo. - Rumple larga a lâmpada esquecendo do fazia e vai até o balcão central, com Emma acompanhando com o olhar –Mas realmente, o quê a aflige para procurar minha ajuda?
–A poção, aquela que deu para Regina no passado, ela não está quebrada, não é?– Emma franze o cenho e semicerra os olhos, deixando evidente sua desorientação no assunto.
–Eu posso realmente dizer que você pulou alguns capítulos ou realmente não leu o livro de Henry.– Rumple pontua com um pequeno sorriso presunçoso, deixando Emma sem entender nada.
–O quê?
–A resposta para sua pergunta pode ser encontrada lá.– e outro sorriso presunçoso que faz Emma suspirar –Sua mãe, ela tomou a mesma poção que Regina, para esquecer o seu pai em um momento sem esperança. Se tivesse lido saberia que apenas um beijo de amor verdadeiro poderia quebrar aquela poção. Apenas uma pessoa pode ter tomado, mas foi por causa de outra, o que faz dessa poção não uma simples poção de esquecimento, apenas as duas pessoas a envolvendo podem quebrara-la.
–Então... Regina só lembrará se... Nos beijarmos?
–Isso é exatamente o que acabei de falar.
–Mas, espera... Porque essa poção? Eu quero dizer, o que você ganhou dando essa poção para Regina?
–Eu considero que se lembre o que a disse sobre apenas aquela poção ser forte para faze-la esquece-la, certo?– Emma acena em positivo –Bem, aquela poção além de ser especifica para o que se precisava ser esquecido, também não colocaria nosso futuro em risco.– Emma franze o cenho mas continua em silêncio -Você pode imaginar o que aconteceria se Regina tomasse uma poção qualquer e lembrasse de você durante todo o passado? — ele diz em uma pergunta retorica -Não estaríamos sequer aqui. Ou se ela fosse quebrada com a primeira maldição? Poderia Regina ter feito alianças com Cora se lembrasse de você e estivessem juntas? Você consegue ver quantas possibilidades de futuros teriíamos?– finaliza Rumple, Emma aperta os lábios e respira fundo, aquilo ainda não fazia sentido, se fosse assim talvez Neal ainda estivesse vivo nesse futuro diferente.
–Mas isso não faz sentido, se essas coisas não tivessem acontecido Neal poderia estar vivo, ter dado essa poção a Regina não foi vantajoso.
–Oh, mas é você que não entendeu queridinha. O que você está insinuando é que não faz sentido, você não entendeu que o amor de vocês é um paradoxo. — ele sorri.
–Um paradoxo?– diz Emma levantando uma sobrancelha.
–Como poderia Regina ter se apaixonado por você no passado e se lembrar de novo após a primeira maldição se você só fez a viagem após a segunda maldição? — conclui com um sorriso –Agora você consegue enxergar porque teríamos que chegar até este ponto da história? Alguns dizem que uma viagem ao passado para fazer uma mudança realmente não existe, o que aconteceu está no passado e é imutável, então desde o início as coisas foram assim, apenas não sabíamos disso.
–Bem, paradoxal ou não isso não tem importância– disse Emma dando de ombros como quem não quer nada -Ela nunca saberá, ela está feliz com Robin.
Rumple sorri presunçosamente fazendo Emma semicerrar os olhos, havia ainda mais alguma coisa que ela não sabia?
–Se eu fosse você Srta. Swan não teria tanta certeza. Quando duas almas gêmeas estão separadas, nenhuma das duas pessoas pode ser feliz. Se uma estiver miserável a outra estará também.
–Eu não estou miserável– pontua Emma, aquele insulto pulou para fora das entrelinhas e foi tão evidente quanto um tapa.
–Mas quem disse que falei de você, querida?– ele diz com um sorriso.
–De Regina que não ia ser.
–Se é isso que realmente pensa...– diz Rumple balançando a cabeça –Mas você, melhor que ninguém deveria saber que as coisas nunca são o que aparentam ser, especialmente quando se trata de nossa querida majestade.
Emma respira fundo e assente, não há o que perguntar, a insinuação é mais clara que a transparência da água, na verdade ainda há algo a perguntar.
–E por que me contou tudo isso? Isso não está no livro– finaliza Emma com um sorriso presunçoso.
–Vamos apenas dizer que se meu neto tiver interesse em me ver, ou vise e versa você lembrará da minha ajuda.– É claro que havia algo por trás daquela ajuda, mas apesar de parecer um acordo que nunca sequer quis fazer Emma assente, assim como Rumplestiltskin, sem presunção dessa vez.
Após o jantar com seus pais, Emma e Henry vão para seus respectivos quartos na pousada e Emma pode finalmente ver o álbum de fotos que Regina a emprestará, diferente do bolo de fotos de mais cedo o álbum está organizado e ordem cronológica, e em fato alguns fatos que viu antes se repetem, e algumas chamam mais atenção que outras, assim como a foto que olhava agora.
Na foto Regina usa um vestido cinza e óculos de sol, o dia é ensolorado e a morena segura uma mão de Henry, o garoto aparenta ter 4 anos de idade e tem um sorvete de chocolate em mãos, ambos sorrindo um para o outro, eles não estão em Storybrooke, Emma sabe, eles estão no Zoológico de Boston, e atrás deles é possível ver ao longe uma girafa além das grades, e o sorvete de Henry retendo ao Sol.
Ela lembra dessa memória, mas não achava que Regina poderia realmente ter saído de Storybrooke para levar Henry em um Zoológico, mas, de novo, era de Regina que se falava, e ela faria qualquer coisa por ele, e Emma se perguntava quem teria tirado a foto. Provavelmente nunca soubesse.
Ela passa as páginas do álbum e vê outras fotos de Henry sozinho no Zoo, e algumas em datas festivas, pelo menos no nosso mundo, Henry por volta dos 5 anos sentado em cima de um tapete perto a uma árvore de natal, sorrindo com um livro em mãos, do jeito que só um nerd poderia ficar feliz por ter ganhando um livro de presente de natal, na outra foto ele tem um carrinho de brinquedo em mãos com um sorriso equivalente ao do livro.
E Emma ri sozinha, é engraçado o fato de que nem Regina estava "acordada" sobre a maldição nessa época, nas poucas fotos que aparece com Henry ela parece feliz, sempre sorrindo, parecendo mais jovem e com vida, assim como a foto que olhava agora, Henry a frente de um espelho com bigodes de coelho pintados em suas bochechas, e o nariz também, devia ser páscoa, ele fez uma careta com um sorriso, e Regina sorri ao seu lado com uma câmera fotográfica em mãos.
E naquela noite Emma foi dormir com images de Regina e Henry sorrindo, parecendo memórias de uma família que ela não fez parte.
Oh e para Regina aquele fim de semana passou tão rápido com a companhia de Robin e Roland, eles haviam se mudado para mansão na sexta-feira, mas Regina não havia visto nem Emma e Henry, ela apenas havia se cruzado com Snow e David na tarde de domingo na Granny's, Emma não havia se quer mandando uma mensagem dizendo algo sobre o álbum, e Regina se odiava mais ainda por ter esperado que Emma mandaria, afinal o que Emma poderia dizer mesmo? Que já tinha olhado?
Mas aquilo não importava, hoje era segunda e Emma levaria Henry até a mansão, como o acordo da guarda compartilhada que fizeram, e provavelmente traria o álbum, porque para ter passado com ele três dias e não ter olhado só se fosse cega.
Mas não foi bem assim como Regina pensava, a porta se abre e da mesa de jantar ela levanta o olhar dos documentos que trabalhava e pode ver Henry fechando a porta, sozinho.
Emma não veio, Regina aperta os lábios e respira fundo.
–Hey mãe– diz Henry indo ao seu encontro a dando um beijo na bochecha, Regina dá um sorriso em meio ao beijo.
–Como foi o colégio?
–Bom– ele diz e vira o mochila para sua frente abrindo fecho.
–Veio sozinho?
–Sim– ele diz procurando algo dentro da mochila –Emma disse que não iria poder me trazer na hora então me liberou para vir sozinho– diz tirando o álbum de dentro da mochila –Ela também me pediu para entregar o álbum de fotos– diz entregando o álbum a Regina –Ela me fez colocar na mochila de manhã dá pra acreditar? Parecia que tava carregando chumbo com os cadernos– diz o garoto fingindo indignação.
–Oh sério?– diz Regina com olhos arregalados e um sorriso.
–É– ele concorda com um aceno –Bem, eu vou ver algo para comer antes de fazer os trabalhos de casa - ele diz passando por trás de Regina.
–Você quer que eu faça algo para você, querido?
–Nah, não precisa– diz Henry e some para cozinha, Regina pode ouvir as vozes de Robin e Henry vindas da cozinha, a sua casa agora não era um lugar de silêncio opressor, ela sorri e suspira ao olhar o álbum.
Emma ter mandado o álbum por Henry foi tão sujo que Regina chegava a se arrepender de ter emprestado o álbum a loira, ela havia achado que Emma era muita coisa, mas nunca preguiçosa, bem, mais uma vez Emma Swan a surpreendia, nem pra sequer entregar ela se deu o trabalho, e muito menos para dizer "obrigada" como meio de demonstrar educação.
Nunca mais emprestaria nada a Emma Swan, resolveu Regina levantando-se da cadeira e subindo as escadas, pegou a caixa bege no closet e colocou em cima da cama, deu uma última olhada no livro fechado, suspirou em frustração, e retirou os outros pertences de dentro da caixa, o álbum por ser maior ia embaixo, olhou o álbum uma última vez, vendo que a ponta de trás de uma foto solta aparecia na parte de baixo, tinha algo escrito, arqueou uma sobrancelha com aquela visão, puxou a foto e a pegou sem a virar, era um recado, assim que pós os olhos soube de quem era sem mesmo começar a ler, conhecia a letra dos documentos que mandava Emma preencher semanalmente quando ela era Xerife, sorriu com a lembrança e começou a ler.
"Eu sei que não pediu nenhuma foto minha com Henry...
Mas eu não sabia como agradecer.
Então pensei em fazer uma troca, essa é do ano que você não estava junto à ele.
E. Swan"
Regina virá a foto apenas para ver Emma com um braço sobre o ombro de Henry, o dando um beijo na testa, ele faz uma careta em meio a um sorriso e uma mão está envolta a cintura de Emma, o dia é ensolarado e estão ao ar livre, ao fundo Regina pode ver uma macieira igual a sua, assim como Henry a contou que havia uma no Central Park.
Regina sorri e lágrimas se formam em seus olhos, do jeito que sempre se formam quando ela pensa em alguém que ama, é tão natural quanto triste, ela abre o álbum, e vai até uma página não preenchida com nenhuma foto, e ali coloca a foto de seu filho com Emma Swan, a tornando até então a última foto do álbum, sem nenhum arrependimento de ter emprestado o álbum.
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