There's No Place Like The Past

13 Nightmares Become Reality


Notas iniciais
Primeiramente obrigada a todos os comentários recebidos e a quem favoritou a fic! Mas, agora, falando deste capítulo: o capítulo ficou meio comprido, e, esse, como o capítulo anterior, é um dos mais importantes da fic ao meu ver, dá uma reviravolta sútil na fic e algumas explicações magicas. Boa leitura! E ah! Tentem não querer tirar minha pele com a cena final sem ler ela até o final... Sim é OQ, e não, não é hot, só pra avisar mesmo.

Emma cobre o rosto com o edredom e virá-se para direita, as cobertas estavam pesadas de se puxar naquela manhã, ela pensou.

E se arrumando melhor ela pode sentir um cheiro sútil de maçãs, o que atiça sua dor de cabeça, Emma até diria que era o cheiro de Regina, ela lembra quando Henry a arrumou uma camisa de Regina, tinha o mesmo cheiro, mas aquilo não fazia sentido, e devia ser mais uma parte dos sonhos estranhos sonhos que tinha com Regina toda noite desde que voltará do passado, e no seu estado meio inconsciente de porre ela se chega mais para o meio da cama, sentindo o cheiro de maçãs ficar mais forte e atiçante em sua cabeça, esfrega os olhos fechados, sendo vencida pela dor de cabeça Emma se obriga a despertar, ela queria tanto dormir mais um pouco naquela manhã, ela não lembra de Regina a ter atormentado em seus sonhos durante aquela noite, suspira e finalmente abre os olhos, dando de cara com Regina ao seu lado.

Emma arregala os olhos comicamente ao mesmo que se afasta lentamente da morena, se ajeitando na cama, ela se pergunta o que Regina está fazendo ali? Na sua cama, de roupas. Bem, se ela está de roupas é porque não aconteceu nada. Nada de bom pelo menos...

Foco Emma, ela diz a si mesma e saí da cama o mais silenciosamente possível.

Regina segue dormindo, encolhida ao meio da cama, tapada por seu sobretudo, Emma poem uma mão na cabeça e olha a cena, e apesar de não saber como Regina foi parar ali ela sorri, pega um edredom no guarda-roupas para tapar Regina, vai tirando com todo cuidado o sobretudo, Regina se encolhe um pouco, Emma congela e prende a respiração, põe cuidadosamente o edredom por cima de Regina, que, de novo, se mexe um pouco, e Emma solta a respiração que não sabia estar prendendo, e larga o sobretudo ao lado da morena na cama. Dormindo Regina parece tão diferente da mulher que Emma conhece, forte e determinada, assim ela parece tão vulnerável e pequena, que Emma duvidava que a conseguissem chamar de má se a vissem assim; desvia o olhar da morena e escolhe roupas antes para ir tomar banho, ela sente o cheiro de bebida em si, e essa é a última coisa que lembra: tomar um porre justamente por causa de Regina.

Assim que toma um rápido banho Emma volta ao quarto e procura por caneta e papel no criado mudo a esquerda da cama, sempre com um olho de canto em cima de Regina, acha um bloco de notas e escreve um rápido bilhete para Regina, o deixando em cima do sobretudo e saí.

Ela precisa de um remédio para dor de cabeça e um curativo na mão (ontem com a raiva e bebida nem sentirá a dor nos ossos após socar a parede), e precisa de um café bem forte para clarear a mente também.

Assim que poem o pé na calçada Emma vê a Mercedes estacionada e nenhum sinal do fusca amarelo, deduzindo que Regina a trouxe para casa e, que ela teria que ir à farmácia e à lanchonete a pé, bufa e faz seu caminho.

–Parece que alguém teve uma noite agitada.– disse Ruby ao ver Emma tomar um comprimido para dor de cabeça sem água mesmo –Aqui estão dois copos grandes café para viagem e dois sanduíches.– disse com um sorriso que beirava o brilhante e malicioso em plenas 7:30 da manhã, Emma até perguntaria se a morena de madeixas vermelhas sabia o que Regina tomava no café da manhã, mas aquilo ficaria muito estranho, e pelo primeiro comentário feito por Ruby foi melhor não ter perguntado mesmo.

–Obrigada Ruby.– diz a loira com um sorriso sem jeito, apenas aumentando o ar de desconfiança e deixa a lanchonete.

Regina acorda com a fraca claridade que atravessa as cortinas brancas da janela no quarto de Emma, a morena franze o cenho e olha para a porta, ela está sozinha, na cama de Emma, suspira e lembra da noite anterior, descansando a cabeça no travesseiro como se fosse em sua própria cama ela pode ver seu sobretudo em cima da cama, ela havia se tapado com ele, e só aí percebeu que Emma a havia a tapado com um edredom, olha de novo para porta e não ouve um barulho se quer vindo do resto apartamento, decide que é hora de levantar, afinal ela não pode ficar dormindo ali. Regina se senta na cama, sentindo o chão gelado em seus pés e coloca os sapatos, passa as mãos pelo cabelo e olha em volta, não tem um espelho se quer no quarto.

Quem em sã consciência não tem um espelho no quarto? Suspira e se virá para pegar o sobretudo, vendo o bilhete de Emma em cima.

"Fui a farmácia, se acordar antes de eu voltar, me espere se puder,

nós temos que conversar.

E. Swan"

Aquilo era algo que Regina não podia discordar: elas realmente precisavam conversar. Pega o sobretudo e levanta da cama, dando uma última olhada no quarto ela vê a foto que dará para Emma em cima do criado mudo emoldurada, ela sorri, não havia notado ontem.

Abre a porta ainda sorrindo um pouco, dando de cara com a loira, quase que encostando nos lábios uma dá outra acidentalmente, ambas arregalam os olhos e se perdem encarando uma a outra, até Emma engolir em seco o nó que se formava em sua garganta e falar:

–Desculpe...– a loira murmura. –Vim te acordar.

–Tudo bem.– diz Regina a encarando –Onde fica o banheiro?

–Porta à frente.– disse Emma dando um passo para trás, saindo do espaço pessoal de Regina, que finalmente saí do quarto e a lança um sorrisinho complacente.

–Podemos conversar depois ou você já tem que ir?

–Nós temos e, iremos conversar.– afirma Regina com uma mão na maçaneta da porta.

–Okay.– diz a loira e dá a volta no corredor indo para a cozinha, sabendo que aquela manhã seria longa.

Não demora muito para Regina surgir na cozinha de rosto lavado e sem maquiagem, e Emma a encara enquanto toma um gole de café sentada a mesa, ela parece tanto com a versão jovem, que, parece não ter envelhecido, só perdido o olhar inocente; e Regina a manda um olhar de:

"Perdeu alguma coisa, querida?" põe o sobretudo nas costas da cadeira e sentasse a mesa sem cerimônia.

–Trouxe café e sanduíche.– diz a loira –Não sabia se ia ficar e tomar café, e não tinha nada na geladeira também mas...

–Obrigada.– diz a morena com um sorriso, e pega o café antes que Emma começasse a divagar na conversa, Emma sorri e toma outro gole de café, ela não sabe o que falar primeiro, será que ela tinha contado tudo para Regina e não lembrava? Foi por isso que ela ficou? Ou será que não contou? Então porque Regina ficou? E além de não saber por onde começar a conversa não é fácil segurar o copo com a mão esquerda que treme um pouco, para esconder o curativo da mão direita, deixando seu nervosismo evidente, Regina por outro lado toma um gole de café, e sorri de novo quando seus olhos se encontram, e Emma não sabe ela está tirando sarro ou simplesmente sendo natural.

–Então você queria conversar...- diz Regina largando o café de mão. Emma assente e toma outro gole do café, Regina arqueá uma sobrancelha e ela se obriga a responder.

–É que... Bem... Eu não lembro o porque de você na minha cama. – diz fazendo uma careta, aquela frase não poderia ter saído pior.

–E o quê você lembra?

–Ir ao Rabbit Hole.– bem aquilo resumia bastante, ela pensou.

–Mas não lembra como veio parar aqui.

–Eu vi a Mercedes estacionada, deduzi que você me trouxe, mas ainda assim não entendi porque você ficou.

–Você pediu para quê eu ficasse.– diz Regina levando o copo de café ao lábios novamente, e Emma deixa o queixo cair totalmente.

–Eu o quê? – ela balbucia.

–Eu acho que você ouviu bem, querida. — diz Regina com um sorriso maroto, tirando proveito da situação, é claro que ela ficou preocupada com Emma ontem, e ainda estava hoje, mas ver a expressão de vergonha no rosto corado de Emma era algo que não podia deixar de gostar de ver.

–Eu, eu pedi? – Regina assente –O quê eu disse? Como que eu pedi? Eu fiz algo...

–Não.– diz Regina a acalmando –Você me ligou e pediu para que eu a fosse buscar, e depois pediu para que eu ficasse, foi isso.

–Mas como que pedi? Tipo, que frase?

–Meu Deus eu já disse, você apenas pediu. Além do que, você realmente não estava bem. Emma, eu realmente fiquei preocupada com você.– ela diz sinceramente, Emma abaixa o olhar, é a hora do sermão –Eu não vou te dar sermão. - disse Regina como se lê-se sua mente -Você está crescida o suficiente para fazer o que quiser da sua vida, mas realmente me preocupei. Você têm tido perda de memória? — Emma balança a cabeça negativamente –Emma, por favor olhe para mim. Estou falando sério.– Emma a olha, queria dizer que sabia que Regina falava sério, mas pela expressão da morena foi melhor não dizer mesmo.

–Não, não tenho tido perda de memória. Por quê?

–Porque ontem a noite não foi apenas a bebida que a deixou assim.

–Como assim?

–Magia.– Emma suspira revirando os olhos –Não comece...– disse Regina –Você tem tido sonhos estranhos? Pesadelos?

–Não...– ela disse, afinal como diria que estava tendo sonhos com Regina?

–Eu posso não ser uma especialista como você, e seu "superpoder", mas você está mentindo.

–E porque acha isso?– disse pondo os braços em cima da mesa cruzando-os.

–O quê aconteceu com sua mão?– diz Regina lançando um olhar para seus braços, Emma os põe embaixo da mesa novamente, tinha esquecido do curativo.

–Nada demais.– ela diz e Regina se levanta, e Emma também, não gosta de Regina se pondo superior, mas agora não tem onde esconder a mão.

–Me deixe ver.– diz Regina vendo as juntas vendadas.

–Não foi nada...– ela diz pondo a outra mão por cima.

Está precisando melhorar suas desculpas, querida. Se não fosse nada não estaria com curativo. Agora, me deixa ver. Eu posso curar.– Emma suspira e a contragosto desfaz a atadura da mão, os ossos em cima das juntas se mesclando entre roxo e pele esfolada, Regina fica boquiaberta e pega a palma de sua mão. –Isso é de ontem? – Emma assente, e Regina passa as pontas dos dedos sobre a sua mão. –Eu não notei.– ela diz mais para ela do que Emma, mas, realmente, como ela não havia notado? Tinha a magia de Emma a hipotizado tanto assim? Ela sempre foi detalhista. –Você brigou no bar?– Emma nega, a mão de Regina que está por baixo começa a suar –Mas como? Como ficou assim?

–Eu... Não têm importancia. Você pode curar? – diz Emma mudando o foco.

–Como fez isso, Emma? – ela diz sem paciência e Emma fecha a cara.

–Não tem importância, pode curar sozinho.– diz tentando esquivar a mão mas Regina agarra seu pulso, não dói, afinal não é na ferida, mas a sensação não é boa.

–Deixe de ser teimosa. Como fez isso Emma? – Emma fecha ainda mais a cara e Regina aperta suas juntas.

–AU! AU! - tenta puxar a mão, Regina aperta mais -POR FAVOR! REGINA! PELO AMOR DE DEUS! PUTA Q-MERDA!

–Como fez isso?

–SOQUEI A PAREDE.– ela diz com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina não larga sua mão, Emma é mais forte fisicamente, mas ela tem magia se for preciso.

–Por que?

–RAIVA.– ela funga, e Regina larga sua mão.

Me de a mão.– diz Regina dando um passo a frente, Emma dá um pra trás instintivamente. –Não vou te machucar de novo, se não fizesse você não falaria. Vamos me de a mão. Se eu curar não vai doer mais.– Emma funga novamente e oferece a mão tremula, Regina segura a mão dá loira e com a outra passa por cima dos ferimentos, Emma pode sentir uma pequena ardência, que passa assim que Regina termina, e sua mão está normal novamente. –Agora porque não lava o rosto e limpa as lágrimas?– diz Regina, Emma assente e obedece indo ao banheiro como se não estivesse na própria casa.

Emma enche as palmas das mãos com a água corrente da torneira e passa no rosto, apoia as mãos na pia e assiste seu reflexo de olhos vermelhos no espelho, se perguntando como ela chegou a esse ponto? Ter pedido para Regina ficar com ela, e Regina ter ficado?

E todo esse interrogatório de Regina sobre sonhos e tudo mais? Será que Regina havia desconfiado de algo, e mentido? Não, ela não tinha, se tivesse Emma saberia, as respostas de Regina foram rápidas e sinceras.

Suspira e passa água pelo rosto novamente, suspira novamente e pega a toalha preta de rosto, olha seus olhos mais uma vez, não estão tão vermelhos agora, pendura a toalha no lugar e olha a mão, realmente ficou normal, e se Regina curou ela porque não fez o mesmo com a própria cicatriz? Não que ficasse mal, na verdade em Regina ficou como uma marca pessoal bem sexy, mas ainda assim não fazia muito sentido, talvez nunca soubesse o porque daquela marca.

Saí do banheiro sentindo o cheiro de café mais forte, como se fosse um café da manhã mesmo... Regina ouve seus passos pelo corredor e a lança um olhar com um sorriso divertido, escondido por uma xícara, Emma estreita os olhos olhando a mesa, Regina conjurou um café da manhã.

–Não tem o mesmo gosto que algo realmente original, mas...– diz Regina dando de ombros, pegando um bolinho doce.

–Não sei o que você tem contra o café da lanchonete, mas obrigada pelo café da manhã de qualquer maneira.– diz Emma preparando uma xícara de café si, ela não estava com fome quando acordou, mas o remédio para dor de cabeça, a cura da sua mão, uma mesa de café da manhã e a companhia de Regina acabaram mudando isso.

–Eu? Eu não tenho nada contra. Só não gosto do café para viagem, sempre está frio. Como o que me fez tomar naquela vigia.– diz Regina fingindo indguinamento.

–Sei... Pelo menos com o café para viagem você é contra.– provoca a loira, tomando um gole do novo café, e recebe um revirar de olhos em resposta.

–Agora que você está recuperada. Porque você tinha feito isso? – diz lançando um olhar a mão da loira.

–Queria me distrair com o café da manhã pra fazer um interrogatório, é? - diz em tom brincalhão se esquivando da pergunta.

Não, eu não tinha pensado nisso assim.– diz Regina com mau olhar. É isso que se ganha em tentar ser cordial.

–Regina eu tava brincando, por favor não leva a sério tudo que falo. Sei que não foi essa a intenção.– Regina aperta os lábios e dá um sorriso fraco antes de responder:

Ok. Então você disse que fez isso porque estava com raiva, certo?– diz e a loira assente, se ela fizesse a mesma pergunta Emma nunca responderia. –Você tem sentido muita raiva ultimamente? E sem piadinhas de eu parecer uma médica falando assim. - logo dispara Regina, antes de Emma abrir a boca e fazer um comentário que desvia-se a conversa.

–Não, eu acho que não, sei lá. Nunca fui um exemplo de calma e autocontrole então...– Regina suspira e se meche na cadeira.

–Então está tudo... Normal com você?

–Sim, porquê não estaria? E porquê todas essas perguntas?

–Sua magia, ela estava intensa demais ontem.– diz Regina gesticulando com uma mão para dar enfase –Ontem a noite sua magia estava sobrecarregada. Lembra quando achamos onde Rumple era mantido por Zelena?– Emma assente –Lembra o que sentiu quando entramos? Bem, aquilo era pura magia negra. A magia negra é forte por si só para declarar a presença de alguém. Ontem a noite sua magica estava assim, e já que você não tem magia negra, o que alimentou sua magia foi a raiva e emoção que sentia. - afirma Regina, e Emma se pergunta se ela sabe que aquilo soou um tanto quanto sexual, mas decidiu pular essa pergunta.

–E o que isso significa?

–Que você não tem controle dos seus poderes. E isso pode ser muito perigoso para você, ou para quem esteja perto caso perca o controle.

–O quê?

–Sim. Bem, ontem, eu tenho quase certeza que por pouco você não teve um ataque de pânico.

–Foi por isso que ficou? E não por que pedi?

–Ambos, eu não podia deixar você sozinha daquele jeito. - ela diz com um sorriso sincero –Emma não deixe a raiva consumir você, não seja como eu.

–Eu... Eu não tinha ideia...- admite –Você... Você já passou por isso também?

–O quê você acha? – diz Regina em meio a uma risada para aliviar a tensão.

–Mas disse que Rumple era um "valentão" ele...

–Se ele me ajudava? – outra risada –É claro que não. Me ensinar magia foi apenas uma necessidade, afinal em um ponto isso nos tornaria inimigos. Isso era mais como um teste de resistência para mim.

–Isso é horrível. Você passava por isso sozinha?– Regina dá de ombros e faz uma careta, como quem não quer nada, mas Emma pode ver um pouco da dor das lembranças ainda assim.

–Pelo menos... Eu tinha meu pai para cuidar de mim no outro dia. - diz com olhos tristes, Emma a oferece um sorriso fraco, é a primeira vez que Regina fala de seu pai na frente dela.

–Ele realmente gostava de você... – diz Emma sentindo como se andasse sobre um campo cheio de minas.

–Sim, ele gostava.– ela afirma e suspira.

Será que Henry não vai sentir sua falta? – diz Emma na lembrança do mesmo nome de seu filho, estava tão perdida na companhia de Regina que esqueceu de Henry e Robin, Regina a olha e pisca uma vez, sem dúvidas os pensamentos de Regina estavam longe.

–Ele conhece meus horários, mas pedi para Robin avisar que tive sair mais cedo para uma reunião.

–E ele vai acreditar nisso?

–Eu disse que era uma reunião com você. — Emma franze a testa e pensa na desculpa, talvez Henry não batesse na porta do apartamento pra ver se era verdade.

–Acho que ele pode cair nessa.– finalmente diz e celular de Regina toca, a morena procura no bolso do sobretudo na cadeira e logo o acha.

–Henry...– ela diz antes de atender e levanta-se -Oi, querido... Não, não... Está tudo bem. Apenas esqueci de avisar, Emma está aqui se quiser falar com ela.– diz lançando um olhar a loira que a olhava –Oh, ok. Tomou café da manhã antes de ir para o colégio? Ok, boa aula Henry.– ela diz e sorri antes de desligar.

–Pelo menos ele não apareceu na porta.– brinca Emma –E não precisava ter levantado para atender né.

–E por que? – diz Regina apoiando as mãos na cadeira.

–Você percebe que você está em um apartamento que não tem nem se quer sofá ainda, não é?

–E por isso devia atender a mesa? Seria falta de educação.

–Você conjurou um café da manhã... Se isso não é ficar a vontade...– provoca Emma.

–O café da manhã é a refeição mais importante do dia, e não acredito que seu café frio e sanduíche façam jus a café da manhã. — devolve Regina.

–É, ok... — bufa Emma -E esse fim de semana Henry pode passar na sua casa? Você sabe, tá meio que óbvio que não fiz uma mudança ainda, e não quero ele de novo tendo que dormir na pousada e etc. — finaliza revirando os olhos.

–Tudo bem, mas você não vai ver ele essa semana? — diz Regina um pouco atônita, e é irônico o fato delas um dia terem brigado para ver quem passaria mais tempo com ele.

–Não, eu quero dizer, eu tava pensando em passar o dia com ele e ele dormir lá, pelo quarto dele e tudo...

–Oh, ok, então. — diz Regina e limpa a garganta –Eu acho devo ir Emma. Ainda tenho que passar em casa e trocar de roupa. - diz Regina pondo o sobretudo, e Emma se levanta.

–Pelos menos deixe-me me mostrar alguma educação e acompanha-la até a porta. — Regina revira os olhos e vai com Emma em direção a porta.

–Emma... — ela disse tocando o ombro da loira–Se acontecer de novo, me ligue. — Emma assente a abre a porta.

–Obrigada... Por tudo Regina. Não vai acontecer de novo. — ela afirma e dá um sorriso quase envergonhado, Regina retribui e, um pouco estranhamente, a dá um abraço, Emma responde um pouco atrasada, mas ainda assim suficiente para encher seus pulmões com o cheiro de maçãs, e por um instante nenhuma parece querer o abraço, mas assim que seus corpos se colam mais Regina se esquiva um pouco e Emma a solta.

–Até mais. — ela diz com um sorriso.

–Até. — diz Emma e fecha a porta, sentindo um pouco quebrada, de novo.

–Você sabe porque a Regina tem aquela cicatriz? — disse Emma tarde da noite naquele mesmo dia, embalando seu irmão no colo, enquanto Mary Margaret, ajudada por David, dobrava algumas roupinhas do pequeno Neal.

–Não.- diz Snow pensativa –Não, ela nunca me contou. Por quê?

–Curiosidade.- diz dando um pouco de ombros e sorrindo para o bebê em seus braços.

–Por quê não pergunta para ela?

–Eu? Perguntar para Regina? Isso?

–Sim, você. — afirma Snow com um sorriso divertido, e pisca para David.

–Se ela não contou pra você imagina se contaria para mim.

–E porquê não contaria? Vocês estão bem amigas ultimamente.

–É... — disse Emma fazendo cara de indignação, mas um pouco feliz por dentro.

–Na verdade eu tenho eu pouco de curiosidade também. — diz Snow mais para si do que para Emma –Lembra aquela vez com a falsa Excalibur? — diz lançando um olhar a David.

–Sim, lembro. — ele diz –Você atingiu ela no rosto com a espada, não?

–Sim, e ela não ficou com a cicatriz.

–Ela deve ter usado magia, mas...

–Não faria sentido porque ela tem a cicatriz... — completa Snow, e Emma assiste seus pais tentarem desvendar Regina em um conselho enquanto dobram roupinhas de bebê.

Na mansão de número 108 na rua Mifflin a situação não era muito diferente, Regina, de novo, se encontrava pensando em Emma antes de ir dormir, olhando a noite de Storybrooke pela janela do quarto, de braços cruzados ela tinha uma certeza depois daquela conversa que teve com Emma pela manhã: Emma estava escondendo algo, e ela iria descobrir; mas além disso ela estava preocupada, não apenas por Emma, mas por ela também. Regina se conhecia bem o suficiente para saber que ver Emma assim mexeu com sentimentos que a algum tempo ela achou que não existiam mais, e que agora não faziam sentido. Afinal, como ela poderia ter sentimentos por Emma quando havia encontrado o homem que era destinado a ser seu par? Não era esse seu final feliz?

Regina suspira e sente as mãos de Robin entrarem em seu pijama e subirem por sua cintura, ele deposita um beijo gentil em seu pescoço, Regina fecha os olhos e arfa um pouco, a barba curta de Robin roça seu pescoço em outro beijo, ela agarra as mãos de Robin sobre sua cintura, e abre os olhos.

–Eu não posso... — ela suspira, ele retira as mãos de sua cintura lentamente com os dedos entrelaçados aos seus –Não hoje... — ela diz, e se vira o encarando na luz fraca dos abjures, ele segura seu rosto e deposita um selinho em seus lábios, dá um sorriso fraco e não diz nada, Regina suspira e Robin vai para cama em silêncio, não a tocando pelo resto da noite.

Notas finais
Para avisar que: não esqueci da situação do beijo e que Emma não contou nada para Regina (que não tem as memórias do passado), e o casaco que Emma emprestou e não foi devolvido... E nem de pó de fada também, como provavelmente notaram nesse capítulo... O "bolinho doce" que escrevi na parte do café da manhã são aqueles dumplings... Sei que todo mundo aqui sabe como a Lana ganhou aquela cicatriz, mas pensei em inserir um significado nela dentro da série, e caso não lembrem: a Regina jovem que Emma conheceu não tinha cicatriz. E para quem acompanha a fic "A Third Chance" atualização saí por essa ou no fim de semana, ainda não terminei de escrever o capítulo. Beijos e espero vocês no próximo capítulo!