There's No Place Like The Past
7 Déjà vu
Notas iniciais
–Oh Deus — murmura Emma assim que saem do portal do tempo, se rolando no chão, a loira fica de barriga pra cima, Hook que caiu primeiro se levanta e a oferece uma mão para se levantar.
–Me faça um favor. E guarde o livro- ela diz ao pirata exasperante
–Onde você vai?
–Há pessoas que preciso ver — diz com um sorriso brilhante, e o pirata entende completamente.
Não é apenas sobre Regina, é sobre Emma ficar em Storybrooke e sua família.
E pela primeira vez, desde que a loira contou o que aconteceu entre ela e Regina, o pirata a vê sorrir sinceramente, e ir correndo atrás de sua família.
Assim que Emma entra na Granny's seu foco é único: seus pais, Mary Margaret de pé com o bebê no colo, e David ao seu lado, a loira da o tão esperado abraço em David e Mary Gargaret, ambos não sabendo se ficam mais surpresos pela loira os chamar de "mãe" e "pai" ou por dizer que não voltará para Nova Iorque, afinal sua família está ali.
E por algum tempo, com seus pais, e filho, Emma tinha havia esquecido do assunto Regina, até o assunto de como ela mudou de ideia sobre voltar para Nova Iorque foi trazido de novo, e ela teve que contar sobre a viagem no tempo, deixando tudo que envolvia Regina de lado, apenas dizendo que Killian e ela apenas foram até Rumple, ninguém a questionou, e finalmente revelaram o nome do bebê:
Príncipe Neal, em homenagem ao sacrifício feito por Neal.
E logo em seguida Killian entra na lanchonete sem o livro, Emma não tinha tempo de ver se sua história e de Regina estava ali, mas ela não podia arriscar abri-lo na frente de todos, e Regina ainda não tinha aparecido na lanchonete, sendo assim ela o pirata foram tomar um ar e conversar fora, ele havia até contado que tinha trocado o seu navio por um feijão magico para poder encontra-la em Nova Iorque, e aquilo fez a loira sentir-se ainda pior.
Henry e Killian se davam bem, ele era uma boa companhia, e havia feito muito por ela, mas agora, Emma estava muito divida para poder dar uma chance ao que quer que seja que havia, ou se um dia houve algo entre ela e o pirata, e ela sabia que o maior erro que cometeu em relação a Killian foi beija-lo em Neverland pelo calor do momento, assim como fez com Regina no passado, ela não poderia arrastar o homem para o mar de indecisões que era seu coração.
–Você vai contar a ela? — ele diz e desvia o olhar para rua, que está silenciosa e sem vida, com apenas eles dois sentados ali fora, um calafrio percorre Emma, e não apenas pela leve brisa que faz uma mecha de cabelo parar em seu rosto.
–Eu não sei — ela responde tirando a mecha de cabelo do rosto e levanta-se -O que acha de entrarmos?
–É eu realmente preciso de uma bebida — diz o pirata também levantando-se, e os dois entram na lanchonete.
Emma realmente não sabe se deve ou não contar, Regina parece finalmente feliz com Robin, apesar de Emma não saber como ou quando eles ficaram juntos, ele apenas apareceu quicando atrás de Regina nos últimos dias, mas isso não é motivo para ela jogar um balde de água fria na relação da morena.
E afinal o que ela poderia dizer? Como diabos diria a Regina que a havia beijado?
Pensa enquanto toma um gole de café na copa da lanchonete, Emma realmente não estava no modo de bebida, e aquela era uma situação para se tratar sóbria, era como andar em ovos, não importa onde pisasse, o estrago seria feito.
Porque ao mesmo tempo havia aquela jovem Regina na sua cabeça, que a dizia que não se esquece dela.
Emma suspira e sente a cabeça começar latejar de tanto pensar.
–Ela chegou — diz Killian sentado ao seu lado, Emma olha para a porta em reflexo, Regina está perto a uma mesa onde Robin e seu filho estão sentados, Regina parece feliz, está sorrindo e vem sua direção, não ela não vem em sua direção, Emma se corrigi, aquela Regina vem na direção da copa, e Emma vai ao encontro da morena de cabelos curtos.
–Regina eu voltei do passado e tem algo que você deve saber. — diz a loira parando a um passo de distância da morena, que em resposta exibe um pequeno sorriso de canto e arregala um pouco os olhos, bem, não é todo dia que se ouve alguém dizendo que voltou do passado.
–Ok.- finalmente diz a morena, e Emma sabe que a poção realmente funcionou, Regina não lembra dela, ou pelo menos uma parte dela.
–Podemos conversa em outro lugar? — Regina arqueá uma sobrancelha com a pergunta, se Emma quer conversa privadamente só pode ser algo que realmente não ser dito ali, a loira não é uma das pessoas mais cuidadosas, e quando é cuidadosa é porque é realmente sério.
–É claro. — Emma acena e Regina a segue, para o mesmo canto onde levou Regina quando a morena viu Henry pela primeira vez depois de voltarem a Storybrooke, ela não tinha suas memórias do último ano, e foi impossível não sentir a sensação de déjà vu quando Regina se posiciona no mesmo canto e a olha com curiosidade e preocupação.
–Killian e eu, nós vimos você. No passado — diz Emma lentamente, estudando a reação de Regina, a morena inclina a cabeça para esquerda e aperta os lábios, Emma sabe ela está formulando uma pegunta dentro de várias, e é dependo dessa pergunta e reação que Emma decidirá o que realmente contar.
–Eu poderia dizer que estou surpresa por não ter acontecido algo mal envolvendo você me encontrando na Floresta Encantada. Mas sendo que não tenho memória de vê-la antes de vir para Storybrooke suponho que eu não a tenha visto, certo? — diz juntando as mãos a frente do corpo, ela está nervosa, Emma sabe, e aquele era o balde de água fria que Emma precisa para não contar a verdade.
–É. — afirma -Eu só queria contar porque... Porque você não era uma Rainha ainda... — diz a loira fazendo uma careta -Você era... Mais jovem...
–O quê? — diz cruzando os braços, e Emma sabe que realmente foi melhor não ter sitado beijo algum, Regina por outro lado não acreditava no que Emma acabava de dizer, não ela não conseguia nem imaginar Emma a vendo quando era jovem.
–Nós apenas vimos você...
–Mas como? Onde? Quando? — diz Regina visivelmente transtornada, sua voz soa jovem nos ouvidos de Emma, a lembrando que ainda existi aquela jovem Regina na morena.
Regina por dentro está ainda mais transtornada, Emma não podia ter encontrado aquela garota estupida e idiota que um dia foi, e ela não lembrar de Emma era um sinal de que não aviam se cruzado, e isso era um alívio, pois Regina se conhecia muito bem, e por isso sabia que certas coisas que nunca disse, ou fez, aquela garota poderia fazer, ou dizer.
–Calma Regina — diz Emma erguendo as mãos, fazendo Regina ficar mais nervosa -Nós vimos você andando a cavalo — diz a loira fazendo a morena suspirar e por uma mão no rosto, passando pelos cabelos em frustração -Nós estávamos numa colina em meio a umas árvores, você não nos enxergou — finaliza, a verdade foi bem o contrário, mas aquela era a única desculpa plausível que pensou na hora.
–Como sairam das propriedades da minha família? Aquilo ficava no meio do nada.
–É nós percebemos — diz Emma limpando a garganta, ganhando tempo para outra mentira -Nós esperamos você ir embora, e depois enxergamos a sua casa e fomos para o lado contrário, basicamente caminhamos e caminhamos até sair do campo — Regina acena com a cabeça, não muito certa da resposta, mas Emma também não teria porque mentir.
–Eu estava vestindo...
–Uma roupa de equitação azul? Sim — Regina suspira. -Belas tranças também — provoca Emma, e Regina suprime um sorriso, e não é todo dia que se vê Regina com vergonha, apesar de não ter porque, ela parecia fofa quando jovem, mas Emma tinha certeza que levaria uma bola de fogo na cara se dissesse aquilo.
De todas as roupas Emma tinha que a ver justamente naquelas? Regina se admirou dá loira não ter tirado sarro antes.
–Emma... — diz Regina levantando as mãos apenas para aperta-las e relaxa-las novamente -Você contou isso para alguém?
–Claro que não... — bufa — Acha que te arrastei pra esse canto por que? — brinca -Não vou contar, mas, sério qual o problema? Quero dizer, por que isso te incomoda tanto? — diz dando de ombros
–Eu... Eu... Por que se importa com isso?
–Oh Deus, não quer responder não responde, só perguntei porque não vejo mal nenhum de ter visto que você era uma garota normal na juventude — justifica revirando os olhos
–Ah e agora sou anormal?- zomba Regina, e Emma sabe que se ela não parar aquela discussão não terá um fim.
–Olha, você entendeu. E não, não vou contar, mas acho que você não quer que saibam do seu lado... Inocente? — diz fazendo uma última provocação.
–Oh não... Você pode ir parando aí — murmura Regina em um tom que colocaria medo em Emma algum tempo atrás, mas não agora
–É, tudo bem. Já que quer mudar de assunto, amanhã posso passar no seu escritório ou... Sei lá.. Pra conversarmos sobre a guarda do Henry?
–Ou sei lá? Esse é seu jeito de dizer que vai passar na minha casa? — debocha -Porque você e Henry não passam na minha casa amanhã as 20:30 na hora do jantar?
–É assim seu jeito de me convidar para o jantar? — debocha a loira na mesma moeda -Sim, nós iremos. — finaliza com um aceno e sorriso, retribuído por Regina.
–Vamos, devem estar te esperando — diz a loira e ambas volta para o local principal, Emma sentasse ao lado de Hook que sem cerimônia logo pergunta.
–Você contou?
–O quê você acha? — diz a loira levando a xícara com café frio aos lábios, lançando um olhar a mesa onde Regina está sentada ao lado de Robin, sorrindo, e não nota seu olhar, Hook não diz nada, não há o que dizer.
E a noite se seguiu assim, Hook ao lado de Emma, a lançando olhares de paixão não correspondidos, e Emma os lançando para Regina, e a cada sorriso de Regina e pequenas demonstrações de afeto trocadas com Robin, Emma soube: ela estava ferrada.
Ela queria poder estar no lugar Robin.
Emma
Olho a colina adiante, sei onde estou, e sei que não deveria estar aqui.
Sozinha na parte baixa da colina eu a vejo, Regina a cavalo em sua roupa de equitação, uma postura curiosa olhando para mim, e mesmo que estivesse perto, sei que não seria capaz de descrever sua expressão.
Ritmado com o arfar de meu peito em busca de ar Regina vira as rédeas do cavalo, o colocando em movimento, indo em direção a uma árvore a cerca de 100 metros a sua frente, e apesar de Regina cavalgar a alta velocidade, eu vejo as coisas lentamente.
Como só um sonho é capaz de mostrar.
Nós fazendo prestar atenção aos mínimos detalhes, que esqueceremos assim que acordarmos, e eu nunca fui boa com detalhes.
Mas Regina segue, e eu a sigo com olhar, tão perto da árvore, eu noto que além daquela há mais duas enfileiradas, e em um piscar de olhos volto minha atenção a Regina.
Ela passa pela primeira árvore mudando de roupas e postura.
Ela não é mais uma garota, ela é uma mulher.
Postura firme, acompanhando cada movimento do animal, como se fossem um só.
Eu diria que ela é a Rainha Má.
Nunca a vi usando aquelas roupas, mas a reconheço do livro de Henry, quando chega ao casamento de Snow, toda em preto, como ela acha é que é sua alma.
Regina corre cada vez mais rápido fazendo a calda da capa que veste tomar vida própria com o vento, como a visão de uma pintura viva ele segue a diante.
Ela cruza a segunda árvore em outra troca.
Ela está nas roupas que a vi em Neverland.
Jeans e botas pretas, blezer azul por cima da camisa cor de vinho desabotoada quatro botões, roupas que se adequam a equitação, sem deixar de ter elegância, se adequando a situação, como Regina sempre faz.
Ela não é mais a Rainha Má.
Ela é uma mãe.
Ela alcança a terceira árvore desaparecendo.
Eu pisco na esperança de que ela aparecerá, e que poderei ver sua última transformação, mas ela não aparece, Regina simplesmente desapareceu.
Olho para mim e para o chão em busca de resposta, estou sozinha no campo aberto.
Me viro.
Dando de cara com a mansão número 108.
E agora, com um braço por cima do ombro de Henry, Emma e o garoto aguardam Regina atender a porta, e o sonho que teve naquela noite continua vivo na sua memória, ainda mais agora que se encontra na porta de Regina, ela não entendeu que sonho foi aquele, talvez procura-se algo no Google por curiosidade.
–Você acha que Robin vai estar também, ou vai ser só nós três? — indaga o garoto olhando para Emma que dá de ombros.
–Eu não sei, Regina está saindo com ele -diz como quem não quer nada -Então acho que sim — infelizmente, pensa Emma
Na noite passada Emma disse a si mesma que não contaria o que aconteceu entre ela e Regina, porque era o melhor a se fazer, não estragando a relação de Regina e Robin, e nem a sua com Regina, mas uma coisa bem diferente era ter que aturar Robin, porque se tinha uma coisa que Emma admitiu naquela mesma noite, é que ela sentiu uma pontada de inveja, pelo desconforto de vê-los juntos.
–Você gosta dele? — diz a loira tirando o braço de cima do ombro do garoto.
–É, sim. Ele é legal, e faz ela feliz.
–Estou interrompendo algo? — diz Regina ao abrir a porta com um sorriso de canto.
–Nada importante — afirma Emma, Henry acena para Regina que confia em Henry, sem saber que o garoto é tão cúmplice de Emma quanto seu.
–Bem, nesse caso, por favor entrem — diz a morena abrindo passagem, Emma segue Henry casa a dentro, e para sua felicidade não vê ou ouve Robin, mas a casa é enorme e ele poderia estar em qualquer lugar, mas ela não pode perguntar.
–Robin vai jantar com a gente? — pergunta Henry para o alívio de Emma.
–Não, hoje não, querido — diz Regina ao fechar a porta -Mas por que está perguntado?
–Por nada, apenas curiosidade — diz lançando um olhar a Emma. -Vou subir para largar a mochila no quarto, e tomar um banho, ok mãe?
–É claro, mas não demore, o jantar está quase pronto — assim que responde Henry acena e sobe as escadas, Emma assiste a interação dos dois, quase certa que Regina ficou com vontade de repreender Henry por subir as escadas correndo.
–Eu trouxe vinho — diz Emma mostrando a garrafa de vinho tinto que segurava em mãos.
–Vamos provar então — diz Regina pegando a garrafa.
Regina serve uma taça de vinho para Emma e ela na cozinha, não é muito de seu feitio beber antes do jantar, mas é só apenas uma taça.
–Você queria falar sobre a guarda de Henry — diz Regina se escorando perto a pia, levando a taça aos lábios.
–É, é sobre os dias que ele ficaria comigo e você — diz Emma dando um gole
–Desistiu de voltar para Nova Iorque? — indaga Regina na defensiva
–Aqui é a minha casa, e de Henry também. E desculpa aquela hora na lanchonete que sai e tudo mais — Regina sorri e acena para que siga -Eu estava pensando em ele passar os dias de semana com você. Você sabe, pelo ano passado e tudo. E como ainda não achei um lugar para nós, acho ele ficará melhor aqui, no próprio quarto e essas coisas, sem precisar ficar num quarto de pousada.
–E o que ele acha disso?
–Henry? Ele concordou também, eu pego ele nas sexta-feiras e entrego nas segunda-feiras após o colégio. Então ele fica aqui hoje — finaliza com um sorriso e Regina o retribui.
–Então o que é para o jantar? — diz Emma com olhos curiosos -Já que serviu o vinho antes acho que errei no acompanhamento — brinca.
–Na verdade não, é lasanha. — diz a morena com um sorriso brilhante.
E assim se seguem os minutos seguintes, com Emma e Regina conversando sobre tudo e nada, até Henry descer e o jantar é servido, e é agradável ter a companhia de Emma, ela e a loira são tão diferentes e ainda assim é bom conversar com ela, se tantas coisas não tivessem acontecido talvez aquilo fosse mais comum a essa altura, talvez as coisas tivessem sido diferentes entre elas, mas o tempo não as deu tempo.
E Regina pensou em pelo menos uma vez fazer um jantar apenas para eles três, por Henry, não por ela...
–É bom jantar com vocês duas ao mesmo tempo — diz Henry passando o olhar de Regina para Emma enquanto toma suco de laranja.
–Nós podemos fazer outra vez, se Emma quiser — diz Regina lançando um sorriso em direção a Emma que quase se engasga .
–É, sim, é claro — afirma a loira Emma tomando um gole do seu suco de laranja, já havia tomado uma taça de vinho antes do jantar e teria que dirigir, então optou pelo suco -Só não sei se Regina vai aprovar meus dotes culinários.
–Você não é tão ruim agora mãe...
–Então agora minha classificação é "não tão ruim"? — diz Emma fingindo indignação -Sério?
E assistindo a interação da mãe de seu filho Regina teve a certeza de que as coisas poderiam ter sido diferentes em um passado não muito distante, separado por um ano e tatuagens de leão.
Naquela noite Emma se despede de Regina com um sorriso sincero e esfrega o braço da morena, um ato que virou mania entre elas, e segue até seu fusca amarelo, parando no meio do caminho, olhando para trás ela vê Regina finalmente fechar a porta, e ela sabe que aquela é a última transformação que não viu em seu sonho, e que nunca verá: Regina e ela serem mais do que mães de Henry.
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